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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

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"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O MAL ESTAVA FEITO


O jogo de ontem foi apenas a confirmação de uma época desastrosa nas competições europeias. As duas derrotas iniciais já nos tinham condenado ao fracasso na Liga dos Campeões. As derrotas com o Manchester United eram previsíveis. Ontem, mais do que a improvável continuação na Europa, estava em causa a imagem da equipa que se apresentou neste grupo oriunda do pote 1. Lamentavelmente, esta voltou a sair danificada após mais um jogo muito fraquinho da nossa parte.

Agora é fácil falar, mas eu já tenho esta opinião há muito tempo. Este não era jogo para deixarmos o Jonas sozinho na frente. O 4-3-3 com o Jonas só faz sentido em jogos em que tenhamos muita posse de bola e passemos a maior parte do tempo instalados no meio-campo adversário. Caso contrário, o Jonas acaba por passar o tempo a "apanhar bonés" e a desgastar-se em correrias atrás dos defesas. Para isso temos lá o Raúl. Junte-se a este equívoco táctico mais um golo sofrido de forma irregular logo aos 13' e temos a descrença a apoderar-se da equipa, com todos os jogadores a jogarem claramente abaixo daquilo que sabemos que são capazes. Louve-se, ainda assim, a atitude do Salvio, o único que me pareceu empenhado em remar contra a maré.

Este ano não nos apresentámos no nível Champions e a Europa não nos perdoou. Pelo contrário, castigou-nos com golos esquisitos, auto-golos e arbitragens nefastas. Saímos com a reputação danificada e o ranking amachucado. Teremos de voltar bem mais fortes na próxima época para retomarmos o processo de convergência com a elite europeia.

Agora o que importa é limitar os danos. Agarrar com unhas e dentes a "vida que resta para além da Champions". Dar continuidade à melhoria verificada nos jogos anteriores. Valorizar a evolução da equipa que resultou da inclusão dos novos titulares; Svilar, Rúben e Krovinovic. Acredito que o croata será peça-chave no caminho do Penta. Talvez até seja por causa dele que passámos a jogar em 4-3-3, o sistema que mais favorece os seus notáveis atributos. Temos que consolidar o que temos feito de melhor e eliminar de vez a letargia que tantas vezes tem dominado a equipa. Temos qualidade que chegue! Há que evidenciá-la em campo, em todos os jogos!

Por mim, por nós, pelo Benfica, lá estarei novamente no Domingo a apoiar a equipa em busca da quarta vitória consecutiva no campeonato!

FORÇA BENFICA!!

(Miguel Costa, um benfiquista muito satisfeito com o que tem acontecido nos últimos anos e muito animado com o que vai acontecer nos próximos.)

5 comentários:

  1. Olha Miguel, eu também acredito que ainda podemos fazer coisas muito boas esta época. Nesta Liga dos Campeões parece que tudo nos aconteceu. É incrível! Até a lesão do Rúben Dias, deixando-o de fora cerca de um mês já nem nos surpreende. Depois tem o Grimaldo também que não consegue fazer dois jogos seguidos. É muita instabilidade naquela defesa. Agora vamos a ver quantos jogos vai aguentar o Jardel. Mas sabes o que eu acho? O Pizzi está a demorar muito tempo para entrar em forma. Talvez o Rui Vitória tenha de repensar aquele meio-campo. E se colocassemos o Cervi naquele tridente com Fejsa e Krovinovic? Sei lá! Eu gosto muito do Pizzi mas este ano ele não consegue engrenar.

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    1. Realmente o Pizzi está uma sombra. Já tenho pensado se, pelo menos em certos jogos, não poderíamos jogar só com o Krovi e o Fejsa no meio, voltando ao 4-4-2. O Jonas acaba por ser um bocado sacrificado a jogar sozinho na frente. Ele próprio já reconheceu que se sente mais confortável como 2º avançado.

      Continuando com 3 médios, e em alternativa ao Pizzi, gostava que experimentássemos o Chrien (tenho grande expectativa) e também gosto do nosso texano, o Keaton Parks. Quanto ao Cervi, não sei, vejo-o mais como jogador de corredor lateral, parece-me que não tem aquela calma, aquela visão 360º necessária num jogador do centro.
      Tema interessante!

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  2. Sim, se não me engano da outra vez disseste que no 4-3-3 os médios têm de saber trocar bem a bola e realmente parece não ser bem essa a característica do Cervi. É que eu lembrei-me do que fez o Ancelotti com Di Maria, colocando-o também no meio campo de 3 naquele ano em que foram campeões europeus na Luz. E lembro-me que o Real Madrid estava mal, tanto é que perderam o campeonato. Mas nos jogos da Champions a equipa engrenou e o Di Maria foi dos melhores. Tambem, verdade seja dita que do lado dele tinha simplesmente Modric e Kroos.
    E essa questão do Jonas também é preocupante. A equipa devia proteger o único jogador que sabe fazer golos. Ele já não aguenta os 90 minutos e se ainda tem de desgastar-se à procura da bola aí fica difícil não é?

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  3. Para te ser sincero, não me recordo do posicionamento do Di Maria nesse jogo. Terá jogado a 10?, ou a 2º avançado? Em todo o caso já era, e é, um jogador com mais recursos que o nosso Cervi.
    Quanto ao Jonas, é mesmo isso. Não podemos andar a queimar-lhe a energia que precisa para tabelar, passar, assistir e marcar na luta com os defesas e com metade do campo para percorrer. Não quer dizer que não possa funcionar em certos jogos ou fases do jogo, quando tivermos muita posse e instalados no meio-campo adversário. Mas não era o caso de Moscovo nem creio que seja no Dragão.

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  4. Se não me engano, naquele ano o Di Maria ajustou o meio campo do Ancelotti com Kroos e Modric, ficando lá na frente Benzema, Bale e CR. Aquela Liga dos Campeões salvou a época do Real Madrid, porque no campeonato deixaram muito a desejar.
    O Cervi é um jogador de muita raça, que defende bastante e já o vi entrar para dentro a fazer boas jogadas. Mas como essas mudanças táticas precisam de muito treino, tudo isso teria de ser pensado na pré-época. Se bem que no futebol às vezes o desespero pode provocar situações impensáveis. O nosso caso é um pouco de desespero e enquanto as coisas não se ajustarem o Rui Vitória vai continuar a fazer experiências. Vamos a ver os próximos jogos.

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