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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O QUE ACONTECE EM NÁPOLES, FICA EM NÁPOLES







A derrota de ontem frente ao Nápoles deixa-nos com reduzida margem de erro, mas continua tudo em aberto com vista ao apuramento para os oitavos de final. É imperioso fazermos pelo menos quatro pontos no duplo confronto com os ucranianos e seria bom que os turcos não pontuassem com os italianos.

Quanto ao jogo em si, ficou provado que este Nápoles é de facto uma bela equipa que certamente fará uma grande época no campeonato italiano e na Liga dos Campeões.
Ficou também mais uma vez provado que a este nível os erros e os desperdícios custam muito caro. 

Na primeira parte conseguimos quase sempre condicionar o jogo dos anfitriões, tivemos posse de bola e criámos as primeiras e melhores oportunidades. Infelizmente, voltámos a sofrer um golo de canto, devido a um mau posicionamento/desatenção, neste caso do Fejsa. 

Ao intervalo, o resultado não espelhava o equilíbrio verificado nos primeiros 45 minutos e o nosso desempenho permitia acalentar esperanças para a segunda parte. 

Claro que agora será fácil criticar o Rui Vitória pelas alterações introduzidas na equipa. Mas essas críticas são simplistas e injustas.
Pelo contrário, a forma como decorreu a primeira parte valida o plano de jogo definido. 


Após o recomeço, vivemos os piores oito minutos da história recente do Benfica, com três golos encaixados por desatenção e erros individuais. Felizmente, ainda conseguimos marcar dois golos, o que minimiza os danos morais desta derrota. E gostei de ver a forma como a equipa não se desconjuntou completamente após aqueles três golos de rajada.
A melhor notícia da noite foi o empate entre o Besiktas e o Dinamo de Kiev.

A titularidade versus rotatividade na baliza é uma questão muito sensível. A actuação de ontem do Júlio César deverá facilitar a escolha do mister para os próximos jogos.

Em todo o caso, é importante que a derrota de Nápoles fique em Nápoles.

Agora o que interessa é ganhar ao Feirense, domingo na Luz!



domingo, 25 de setembro de 2016

A VIDA É FEITA DE PEQUENOS NADAS



A vida de um campeão
É feita de pequenos nadas
Ontem resolvemos a questão
Com recurso às bolas paradas

Há momentos de sofrimento

Por vezes nestes confrontos
Mas o que mais importa
É que somámos os três pontos

Desculpem qualquer coisita
Neste jeito de escrever
Mas sinto grande alegria
Pelo Benfica vencer

Ont`à noite fui pra Alfama

Ouvir cantar o Fado
Foi aí que surgiu
Esta ode ao Grimaldo

O pequeno lateral espanhol
Corre, defende e ataca
Aconteça o que acontecer
Nunca dá parte fraca

Também Pizzi, homem da região

Mostrou quem manda pra lá do Marão
Com mais sorte ou menos sorte
Foi, claro, o Tricampeão!

Bem entrou o Cervi
Pró lugar do Salvio, apagado
Argentino por argentino
Foi bom termos trocado

Saudemos ainda o Grego Goleador
Brindemos a Mitro, o Matador
Mais dois marcou, só um contou
Esperto foi quem o contratou






terça-feira, 20 de setembro de 2016

BELA JORNADA (I)





Belas jornadas estas em que nós somamos os três pontos e os nossos adversários directos não! Espero repetir este título várias vezes ao longo da época.

Obviamente, não vamos "embandeirar em arco" pela liderança à quinta jornada. Isso é para os outros. Mas parece-me bastante animador alcançarmos esta posição com jogadores tão importantes fora da equipa, nomeadamente Jonas e Rafa. 

Nitidamente, ainda temos muito para melhorar. E assim será, não só pela inclusão de elementos de grande qualidade que têm estado lesionados, mas também em termos colectivos o entrosamento e a ligação de sectores deverá evoluir para níveis superiores ao que temos visto.

O jogo de ontem esteve longe de ser perfeito. Claro que não se esperava tarefa fácil, pois defrontámos uma boa equipa com bons jogadores num duelo que já tem o estatuto de clássico no séc. XXI.

Voltei a gostar da nossa organização ofensiva, com boa construção e circulação, variação dos ataques pelos três corredores e criação de várias oportunidades de golo. 

Mas sem bola precisamos de ser mais determinados e agressivos. Por demasiadas vezes, concedemos tempo e espaço ao adversário portador da bola para organizar o jogo e lançar os seus colegas. 

No jogo de ontem, os meus destaques individuais vão para Grimaldo, Fejsa, Pizzi e, claro, MITROGOLO.

O defesa espanhol cresce de jogo para jogo. Ele que é pequenote, agiganta-se nos duelos. Não é apenas o típico lateral ofensivo com grande técnica e alta velocidade. É também um defesa muito concentrado, cada vez mais esperto no posicionamento e mais forte no desarme. A sua superior qualidade técnica permite-lhe resolver situações difíceis com aparente facilidade.

O monstro sérvio (apesar de erro clamoroso aos 3 ou 4 min.) continua a "agarrar" a equipa e a encher o meio-campo. Fortíssimo na destruição e clarividente na construção.

Pizzi, nem sempre devidamente apreciado pelo Terceiro Anel, foi decisivo nos três golos. Marcou e assistiu. Jogou na esquerda e na direita. Equilibrou a nossa equipa e provocou desequilíbrios ao adversário.

O regresso do já mítico grego foi carimbado com golos, pois claro! Faz toda a diferença dispormos de um avançado Senhor da grande área e que nunca se esquece onde fica a baliza.

Três belíssimos pontos! Tónico importante para a difícil deslocação a Trás-os-Montes, onde esperamos que não se concretize o adágio que avisa que "para lá do Marão, mandam os que lá estão...". O recém-promovido Chaves, é neste momento e a par do Benfica, a única equipa sem derrotas na Liga.

O comentário a esta BELA JORNADA não ficaria completo sem uma breve referência aos jogos dos nossos adversários directos.

O empate do Porto em Tondela confirma uma equipa sem chama, com défice de criatividade e velocidade. Algo de substancial terá de acontecer para que o Espírito Santo possa materializar o seu inócuo "Somos Porto!" 

Em Vila do Conde, um excelente Rio Ave arrasou um ressacado Sporting, ainda ébrio do esplendoroso partido en Mádride. Entiendes?

Gostaria ainda de chamar a vossa atenção para o Gil Dias, extremo esquerdino (ou ambidextro?) dos vilacondenses que jogou pela direita a vir para dentro e destruiu a defesa do Sporting. Tem técnica, força e inteligência. Justifica mais observações.




quarta-feira, 14 de setembro de 2016

DESPERDÍCIO FATAL





Nesta prova, há muito que o sabemos, quem não mata morre!

Infelizmente foi isso que nos aconteceu ontem, no empate a uma bola com o Besiktas.
Considero que fizemos uma primeira parte de alto nível, com a nossa equipa a demonstrar talento e inteligência na abordagem ao jogo.

Conseguimos quase sempre bloquear as iniciativas do adversário e percebia-se que só de bola parada poderíamos sofrer. Faltava o segundo golo para fechar o jogo e confirmar um bom arranque na Liga dos Campeões 2016/2017. 

Por volta dos 65, 70 min. fiquei com a sensação de haver vários jogadores (nas duas equipas) em quebra física, o que aumenta a aleatoriedade do resultado. Os turcos cometeram vários erros, com perdas de bola no início de construção, que não conseguimos aproveitar para desferir o golpe fatal. O cúmulo foi aquele brinde do Quaresma em que o Gonçalo, bem no desarme, não teve a frieza necessária para meter a bola dentro da baliza. Adivinhava-se o balde de água fria, que ainda assim foi duas ou três vezes adiado pelo Ederson com magníficas defesas.

Sinceramente, dá-me igual o golo deles ter sido marcado pelo Talisca ou por um Gokan não-sei-das-quantas. Quanto à sua atitude...fica com ele e só comprova que estava cá a mais. Já o tinha riscado da minha lista de afectos.

O mais importante era somarmos os três pontos em casa com um adversário directo - são todos, neste grupo tão equilibrado - e ganhar vantagem desde já. Assim não quis a sorte do jogo. 

Importa agora pontuar na capital da Camorra, o que também não se afigura fácil. Pode ser que a sorte, ontem madrasta, ainda nos dê alguma compensação no decorrer desta fase de grupos. Cabe-nos fazer por isso. Dispondo dos elementos mais valiosos da frente de ataque aumentamos significativamente as nossas possibilidades.

Há tempo suficiente para recuperar física e anímicamente para o próximo embate, importantíssimo, frente ao Sporting de Braga, segunda-feira na Luz.


Carrega BENFICA! Juntos somos mais fortes!


sábado, 10 de setembro de 2016

NÃO HAVIA NECESSIDADE




Escusávamos de ter sofrido tanto para arrecadar os três pontos no jogo de ontem com o Arouca.

O Benfica entrou muito bem e nos primeiros trinta minutos fomos avassaladores. Durante a primeira parte assistimos à melhor exibição da época.

Antes do jogo tinha a esperança de vivermos um momento histórico, caso José Gomes fosse escolhido para titular. Era o único "nove" disponível e, apesar da tenra idade, estamos na presença de um fenómeno que respira golos e apresenta índices de concretização esmagadores. Reconheço que seria muito ousado da parte de Rui Vitória e poderia até ser perigoso para a afirmação do jogador se as coisas não corressem bem, mas eu tinha um forte pressentimento que o puto teria uma estreia feliz...

Optou então o mister por lançar Rafa e Guedes na frente de ataque, como avançados móveis, sem que nenhum dos dois tivesse essa missão específica de ser a referência mais avançada. Por várias vezes vimos o Gonçalo a vir buscar jogo e Rafa a desmarcar-se na frente e vice-versa. Resultou muito bem. 

Sem exagero, se tivéssemos concretizado metade das oportunidades flagrantes de que dispusemos, teríamos chegado ao intervalo com o jogo resolvido. Neste período, ocorreu-me que com Gomes em campo pelo menos duas ou três bolas teriam entrado... mas é claro que nada nos garante que conseguiríamos criar as mesmas oportunidades sem um dos outros elementos.

A primeira meia-hora do Benfica foi do melhor que se pode ver em termos de construção de jogo, criação de oportunidades e reacção à perda de bola. O adversário praticamente não troca três passes consecutivos nesta fase. A pecha, já vimos, foi a finalização. Naturalmente, baixámos um pouco o ritmo nos últimos minutos da primeira parte e chegamos ao intervalo com o resultado a saber a pouco.

Voltamos a entrar bem no recomeço. O segundo golo comprova a especialidade de Grimaldo na marcação de bolas paradas e indicia uma veia goleadora em Lisandro, que já leva dois no Campeonato. Há depois aquele lance em que o árbitro (que até fez uma arbitragem globalmente positiva e equilibrada) não vê o penalty sobre Rafa e logo de seguida sofremos o golo que reabre o jogo. Felizmente, a maturidade competitiva da nossa equipa - mesmo com tantos jovens - veio ao de cima e não sofremos mais ocasiões. Apenas a incerteza da margem mínima nos angustiava.

A lesão de Rafa deu lugar a Carrillo que esteve bem a segurar a bola e a lançar os companheiros, ganhou divididas e ainda teve algumas oportunidades de marcar. A entrada de Samaris também foi importante para colar a equipa que entretanto se partira um pouco. 
Já perto do fim, voltamos a ter várias situações para ampliar e o Zé Gomes ficou a milímetros de cumprir o meu palpite, após extraordinária iniciativa do André Horta. E só esteve dois minutos em campo!

Júlio César teve pouco trabalho e nada podia fazer no golo. Tem um lance (66 min.) em que devia ter sido mais decidido a afastar a bola. 
Nelson Semedo, fortíssimo a atacar, acaba por fazer o golo graças às suas movimentações de pendor ofensivo. Defensivamente esteve quase sempre bem, pena que tenha manchado a sua exibição pela fraca oposição que fez ao adversário no golo sofrido. Jardel, implacável a defender. Lisandro, implacável a defender e faz um golo. Grimaldo, cada vez mais competente defensivamente, afirma-se também na marcação de bolas paradas. 

Fejsa, determinante na recuperação da bola e início de construção. Horta, já viram bem a qualidade do passe longo, a forma como coloca a bola a pingar no pé do extremo em fuga? É sublime! Talvez tenha sido o seu jogo mais equilibrado no plano ataque/defesa e dá ideia que está a ganhar pulmão.

Salvio, extraordinária primeira parte, muito influente no caudal ofensivo e faz a assistência no primeiro golo. Pizzi, foi crescendo ao longo do jogo. Bem a organizar e a combinar com o Rafa
Este craquezorro vai dar-nos tantas alegrias!! As acelerações, a recepção orientada, a constante procura do espaço para receber e combinar, o sentido de baliza e a verticalidade do seu jogo são atributos ao nível de um Classe Mundial. Tem na finalização uma oportunidade de melhoria (para ser simpático). Recomendo-lhe treino específico no Simulador 360 S e treino mental com o Mitroglou, que é um tipo cool.
Gonçalo Guedes, na minha opinião o melhor em campo. Constantes movimentações em toda a frente de ataque, boas decisões, boas execuções, faltas ganhas, excelente entendimento com o estreante Rafa e restantes companheiros de ataque, grande compromisso com a equipa e missão de sacrifício na fase final!

Mais três pontos! Com muito brilho.

Terça-feira há mais, lá estarei para ajudar a equipa na estreia europeia de 2016/2017.
Nas últimas cinco edições temos dois Quartos-de-Final da Champions e duas Finais da Liga Europa. Nada mau, mas bora lá subir a média!





segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A MELHOR FORMAÇÃO DO MUNDO








Neste mês de setembro completam-se dez anos de funcionamento daquela que é, porventura, a obra mais importante na história do Sport Lisboa e Benfica - o Centro de Formação e Treino do Seixal. 

Neste período facturámos muitas dezenas de milhões de euros em transferências de jovens aqui formados e vários jogadores foram promovidos à nossa equipa principal, contribuindo decisivamente para êxitos desportivos e conquistas de títulos. 

Nos próximos tempos mais jogadores da nossa Formação nos ajudarão a ser mais fortes e mais ricos. José Gomes é uma quase-certeza e aposto também em Gedson, Jair, Ronaldo Camará e Embaló. Tenho a certeza que estes e muitos outros farão parte de um Benfica dominador a nível nacional e cada vez mais importante na Europa.

O nosso Centro de Formação e Treino é um pilar da nossa força e do nosso sucesso.

Num futuro próximo, será possível identificarmos na equipa principal o estilo de jogo desenvolvido nos escalões da Formação. Será um futebol ofensivo, baseado na técnica e criatividade dos jogadores formados no clube. A polivalência de funções e posições dos nossos jogadores será uma vantagem competitiva no futebol do futuro.

Num futuro próximo, surgirão craques atrás de craques e ficaremos surpreendidos com a capacidade de gerar “clones”. Quando, pela força dos euros, tivermos de ver sair aquele extraordinário extremo direito, logo surgirá outro igual ou melhor para o seu lugar. Quando aquele lateral esquerdo que nos enche as medidas for contratado por um tubarão, outro saltará da equipa B para cumprir com igual valia essa função.

Num futuro próximo, o plantel principal será constituído em grande parte por jogadores portugueses ou estrangeiros formados no Seixal. Não porque são baratos, não porque são novos, mas porque terão a qualidade que nós precisamos para continuar a vencer e chegar cada vez mais longe. 
A qualidade do treino, a ambição que faz parte do nosso ADN – o lema é Formar a Ganhar –, o apoio que é dado pela Estrutura, permitem formar jogadores de topo. 

A qualidade futebolística da maioria destes jovens jogadores é comprovada pelos títulos e pelas convocatórias para as Selecções Nacionais. O que mais me impressiona, contudo, é a maturidade e a atitude que eles revelam. Pela forma como jogam e pela forma como falam nas entrevistas, vê-se que há um trabalho de base que tem como preocupação formar não apenas jogadores mas homens responsáveis e equilibrados. 

Creio que vários factores contribuem para isto: a exigência do Clube e as condições que lhes são dadas para a obtenção de aproveitamento escolar; a presença desde muito novos em torneios internacionais; o contacto desde pequeninos com as câmaras da BTV. E, acima de tudo, a competência dos profissionais das diversas áreas que os acompanham.

Grande visão do nosso Presidente - o investimento na infraestrutura e no pessoal do Centro de Formação e Treino do Seixal é um dos actos mais determinantes na História do Benfica!

 Assim se vê a força do SLB!