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Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 18 de março de 2019

ENORMES EM MOREIRA!



Grande vitória e grande atitude da nossa Equipa em Moreira de Cónegos! Foi com uma exibição muito conseguida em todos os aspectos - táctico, técnico, físico e emocional - que conseguimos manter a liderança, quando faltam oito finais para o grande final!

Previa-se um jogo muito difícil, quer pelo valor do adversário, quer pelo facto de ser o nosso terceiro jogo da semana, ainda por cima com apenas dois dias de intervalo desde o embate de 120 minutos na Liga Europa. Pois bem, a resposta dos nossos jogadores não podia ter sido melhor! Grande dinâmica na circulação, variedade na busca dos caminhos para a baliza, excelente reacção à perda e concentração total em todos os momentos do jogo.

AS NUANCES TÁCTICAS DO MISTER LAGE
As diagonais do Rafa da esquerda para dentro. O Pizzi, desta vez mais aberto na direita. O Jonas a procurar espaços entre-linhas e na meia-esquerda. O Félix a funcionar mais como referência no espaço Nove e a atacar a profundidade. O apoio a este quarteto ofensivo assegurado pela habitual capacidade de recuperação e construção do Gabriel e do Samaris. Lá atrás, tudo tranquilo e concentrado. 



TREMENDA ADRENALINA
Esta abordagem TÁCTICA encontrou suporte na superioridade TÉCNICA dos nossos jogadores e numa frescura FÍSICA deveras impressionante. Mas nada disto seria possível sem uma atitude irrepreensível de toda a equipa no plano EMOCIONAL. A pressão é enorme e a adrenalina dispara para níveis estratosféricos. Por mim falo, que tinha uma camada de nervos tão grande neste jogo, que nem contive algumas lágrimas de alegria quando fizemos o segundo golo...

MATAR O JOGO E ESCONDER O CORPO
Dois-zero ao intervalo era uma vantagem agradável, mas ainda inconclusiva. Com o terceiro logo a abrir a segunda parte pudemos encarar o resto do jogo com mais tranquilidade, gerir o esforço e fazer as substituições em função dos elementos mais desgastados. O Tino, que já nos habituou a fazer cortes que resultam em passes, ainda entrou a tempo de fazer um golo como quem faz um corte!

DESTAQUES INDIVIDUAIS
Todos estiveram muito bem. Destaco os raides do Rafa, a frieza assassina do Félix e o imenso trabalho do Samaris, tanto a destruir como a construir.

                              Moreirense - 0, Benfica - 4 (ficha do jogo, aqui)

FALTAM OITO!
Segue-se pausa para as selecções, em que a única coisa que importa é que nenhum dos nossos se aleije. Que o mister Lage consiga aproveitar para aprofundar o seu trabalho com os que ficam e que seja possível recuperar os lesionados, pois todos fazem falta. Faltam oito finais para alcançarmos o objectivo principal e vamos ter de ganhá-las todas, que ao clube da máfia não faltarão ajudas. Se dúvidas restassem, ficaram esclarecidas pela sofreguidão do escroque Capela em derrotar o Marítimo no covil do ladrão.

Faltam oito! Com a vantagem teórica de serem apenas três deslocações. Por falar nisso, seria bom que na Luz conseguíssemos replicar o apoio incessante que os nossos adeptos têm dado à equipa nos estádios que visitamos! Fica o apelo.



sexta-feira, 15 de março de 2019

KEEP GOING!



Siga para os quartos! Até porque é preciso descansar que no domingo temos mais uma prova muito exigente. Fomos obrigados a trabalho suplementar para eliminar o Dinamo Zagreb, mas fomos compensados com uma dose generosa de vitamina V! Vitória justa daquela que mostrou ser a melhor equipa no conjunto das duas mãos. Fizemos uma exibição muito consistente, em crescendo, e mostrámos muito mais argumentos que o adversário, com momentos de grande futebol, em que sobressaem os golões do Ferro e do Grimaldo. 

OS DESTAQUES
Passando já para algumas referências individuais: enormes exibições do Ferro, do Pizzi e do RafaPara além da segurança que mostra a defender e da qualidade a construir, parece que gosta de marcar golos, o menino!! O Pizzi esteve em todo o lado e fez tudo bem. Merecia o golo, somou uma assistência. Ao Rafa, eu já lhe gritava para ele não correr tanto que domingo há mais! O Gabriel e o Jonas também fizeram um grande jogo. Pela negativa, o Yuri tarda em mostrar que pode ser uma alternativa credível e o Zivkovic vai somando oportunidades desperdiçadas, caminhando para o estatuto de eterna promessa...

O ANTES E O DEPOIS DO JONAS
Para além do regresso do Fejsa, a grande novidade foi o eixo central do ataque constituído por Jota e Rafa. São dois corpos supersónicos, que me parecem encaixar melhor naquela zona quando jogarmos em bloco baixo ou médio/baixo, explorando preferencialmente o jogo de transições. São muito fortes a atacar a profundidade, mas não estão talhados para segurar a bola e funcionar como pivots de ataque em organização ofensiva. Notou-se bem a diferença neste aspecto com o Jonas em campo. O velhinho sabe muito. Marca, joga e faz jogar. Cria um carrossel à sua volta que dá mais sentido à velocidade dos satélites na sua órbita. E volta a marcar!




POUPAR OU ARRISCAR, ERA A QUESTÃO
O grande debate entre a família benfiquista nos dias que antecederam este jogo foi em torno da necessidade de darmos prioridade ao campeonato, poupando o maior número de habituais titulares para o jogo com o Moreirense, e a necessidade de permanente afirmação na Europa olhando para este jogo como determinante. Eu defendi que não devíamos comprometer a saúde e a frescura da equipa para domingo, acreditando que mesmo um Onze com muitos jogadores menos utilizados seria capaz de remontar a eliminatória. Pois bem,  o mister Lage optou por uma solução mista, poupando Grimaldo, Samaris, Félix e Jonas, mas sem prescindir de Almeida, Pizzi e Rafa. (O Gabriel já tinha descansado de forma compulsiva no jogo com o Belenenses e para os centrais não havia alternativa). O objectivo foi alcançado, ainda que tenham sido necessários trinta minutos de esforço adicional. Agora é descansar bem, treinar pouco e dar tudo contra o Moreirense!

                              Benfica 3 - Dinamo Zagreb 0 (ficha do jogo aqui)


Entretanto, já sabemos qual é o próximo adversário na Liga Europa. O Frankfurt não é ein traque, bem pelo contrário, mas se estivermos ao nosso melhor nível temos todas as hipóteses de passar. Mas isso agora não interessa nada. Repito: Agora é descansar bem, treinar pouco e dar tudo contra o Moreirense!


terça-feira, 12 de março de 2019

DOIS TIROS NOS PÉS... E AS MÃOS INVISÍVEIS



Foco e energia! Era tudo o que se pedia. Depois de termos alcançado de forma brilhante o primeiro lugar, com uma margem de segurança que nos permitia empatar uma das dez finais, eis que desperdiçámos essa vantagem logo na primeira curva.

Perante um adversário difícil, que contou ainda com o benefício de ter vários jogadores a poderem defender com as mãos dentro da sua área, graças à cumplicidade do escroque Capela, a nossa equipa teve paciência e talento para chegar a uma vantagem de dois golos que prometia ser suficiente. No entanto, dois erros tão clamorosos quanto inesperados - primeiro o Vlachodimos a falhar o golpe de vista e depois o Rúben a fazer uma assistência para o seu oponente - desbarataram essa vantagem e ditaram o amargo empate final. 

Agora não adianta chorar sobre a vantagem derramada. Importa sim, recuperar animicamente os jogadores e motivá-los para os próximos desafios. O treino mental também faz parte da preparação em alta competição e é um aspecto que deverá merecer a atenção do mister Bruno Lage nas próximas semanas.

Continuamos em primeiro, com a quase-certeza de que teremos de vencer os nove jogos que faltam para chegarmos ao fim nesta posição. Será necessário um esforço titânico, pois aos nove adversários legítimos que teremos de enfrentar, juntar-se-ão os corruptos e os cobardes do apito e do VAR. Os mesmos que ajudaram o clube da máfia a vencer na Feira o último classificado e que o continuarão a ajudar sempre que for preciso.

Ainda sobre o jogo de ontem, quatro menções honrosas: Ferro, Tino, Samaris e Jonas (este essencialmente pelo magnífico golo).

                              Ficha do jogo (aqui)



O DESENCONTRO NA CROÁCIA E A SEGUNDA OPORTUNIDADE
Ao contrário do que acontecera na Turquia, em Zagreb a rotatividade não resultou. Várias exibições individuais desinspiradas e um Benfica que nunca se encontrou. O Dinamo Zagreb soube defender e sair para o ataque, mas denotou falta de qualidade no último terço. Estou em crer que o melhor Benfica será capaz de dar a volta na Luz. A questão é: será que queremos mesmo o melhor Benfica na quinta-feira? Quanto a mim, apenas o guarda-redes, os centrais e o Gabriel seriam titulares quinta e domingo, e poupava os restantes sete elementos. Bem sei que no eixo do ataque esta equação é de difícil resolução, mas se os jogadores escolhidos estiverem concentrados e inspirados serão capazes de ultrapassar os croatas, sem enfraquecermos a equipa para o difícil e muito mais importante embate com o Moreirense.




LINDAS MENINAS!
Para terminarmos em beleza, gostava de chamar a vossa atenção para a campanha da nossa equipa feminina de futebol na Taça de Portugal. Depois de eliminarmos duas equipas da primeira divisão (Marítimo, 5-1 e Ouriense, 16-0), defrontaremos nas meias-finais, a duas mãos, a poderosa equipa do Sporting de Braga, que por sua vez, já eliminou o de Lisboa. Esta será a prova de fogo da nossa equipa e o obstáculo mais difícil de ultrapassar rumo ao audaz objectivo de conquista da prova rainha em ano de estreia. 

Os jogos em casa têm decorrido na Tapadinha, mas talvez esta meia-final (a primeira mão é em casa, dia 24) mereça um palco mais condigno. Seja onde for, será uma excelente oportunidade para mostrarmos o nosso apoio a esta magnífica equipa e apreciarmos a omnipresença da Pauleta, a classe da Patrícia, as fintas da Evy, a potência da Geyse e a acutilância da Darlene, entre outras. GO GIRLS!!


segunda-feira, 4 de março de 2019

OS HERÓIS DA NOITE NO COVIL DO LADRÃO




VLACHODIMOS - Afastou as que tinha que afastar e segurou as que tinha que segurar. No golo, foi traído pela posição irregular de um adversário à sua frente e pela desonestidade de um lagarto no VAR.

CAPITÃO ALMEIDA - Tomou conta das ocorrências na sua área de jurisdição e ainda deu largura à nossa construção.

O PATRÃO DIAS foi implacável! Não perdoou nada a ninguém.

O clube da máfia pode-se queixar de azar... mandou muitas bolas ao FERRO.

GRIMALDO - Concentrado a defender e muito corajoso a levar jogo para a frente. Grande exibição!

Mas com quantos SAMARIS jogámos nós?! Sei que um deles fez um corte que valeu um golo, talvez até venha a valer um Campeonato!

GABRIEL - Excelente actuação até à cena em que se descontrolou. Agora já sabes, não é Gabriel?

Alê PIZZI, Alê!! Alê PIZZI, Alê!! Alê PIZZI, Alê!! Na assistência para o Rafa parecia eu a trocar a bola entre os meus avançados nos matrecos, nos meus tempos de glória...

É isto, RAFA! É isto! Tu és isto!!

SEFEROVIC - Pena não ter marcado na finalização da mais bela jogada da noite! Não marcou, mas assistiu. Trabalhou imenso e ainda veio defender junto à nossa linha de fundo. Enorme!

FÉLIX - Juntou à imensa qualidade, já conhecida, uma frieza arrepiante. No golo que marcou e na forma como não reagiu à provocação do bisonte enraivecido que alinha pelo clube da máfia. Muito bem, puto!

GEDSON, CORCHIA e CERVI - Entraram para ajudar a segurar a vantagem, e bem!



BRUNO "estes-jogadores-estão-a fazer-de-mim-treinador" LAGE. Não vejo limite para o que este senhor poderá fazer por nós!



fotos retiradas do blog A Minha Chama
Os BRAVOS LAMPIÕES
Cantaram por todos Nós
No covil dos ladrões
Ecoou a nossa Voz!


P.S. Não há cá euforias, que nós já somos batidos nestas andanças. Isso é para os lagartos, depois de uma série de duas vitórias consecutivas em Agosto... O que há é uma enorme alegria por uma vitória tão importante e muita confiança na nossa Equipa para chegarmos ao fim em primeiro!

domingo, 3 de março de 2019

Agora é só uma questão de energia!



Perante aquela corja de mafiosos duma terra sem lei, a nossa Equipa foi gigante! Mesmo roubados pelo VAR no golo sofrido e pelo apitador no campo disciplinar, conseguimos ganhar! Desta vez, o Bem venceu mesmo o Mal!



Passámos para a frente e podemos empatar um jogo nas dez finais. Jogamos muito melhor que todos os adversários que temos pela frente e agora é só uma questão de foco e energia. O mister Lage sabe o que há-de fazer. Os seus jogadores também saberão. Quanto a nós, cabe-nos fornecer-lhes aquela energia extra, para compensar algum desgaste que possa ocorrer pelo caminho. É o regresso do Colinho! A Onda Vermelha vem aí! Chama que anima!!

DESTAQUES DA NOITE
Os nossos jogadores jogadores foram todos enormes! Para melhor em campo, estou indeciso entre o Rafa, pelo golo e pelo pânico que as suas diagonais causaram, e o Samaris (com quantos jogámos?). Mas destaco a frase do mister depois do jogo "Estes jogadores estão a fazer de mim treinador". Lindo! 

Uma palavra também para agradecer aos bravos Lampiões presentes no covil do ladrão, que nunca deixaram de se ouvir, foi de ir às lágrimas! Cantaram por toda a Nação! 

                             Ficha do jogo (aqui)

sexta-feira, 1 de março de 2019

O Bem tem de vencer o Mal!


Temos melhores jogadores, temos melhor equipa. Praticamos um Futebol mais bonito e mais criativo. Jogamos limpo. Jogamos por nós. Vamos ganhar! Porque o Bem tem de vencer o Mal!

Carrega BENFICA! Carrega BENFICA!!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Se não formos muito roubados, seremos nós os vencedores!



Eles bem podem jogar com onze Maregas carregadinhos de doping até às orelhas, ou "milagrosamente recuperados", se preferirem. Se não contarem com uma enorme ajuda dos gatunos do apito e dos vares com cegueira selectiva - como aconteceu na Taça da Liga -  não conseguirão parar o Benfica! Se nos roubarem só um bocadinho, não será suficiente. O futebol praticado pelo Benfica de Bruno Lage não tem concorrência em Portugal! 

Bruno Lage, ou a diferença que um treinador pode fazer
Em teoria, já o sabia. Na prática, não esperava que se notasse uma diferença tão grande em tão pouco tempo. Não, já não se trata do efeito "chicotada psicológica" que costuma suceder a uma mudança de treinador. As ideias do Bruno Lage são consistentes, estão cada vez mais implementadas na equipa e o seu resultado está à vista. A garra, a confiança, a criatividade e a alegria evidenciadas pelos nossos jogadores em todos estes jogos da era Bruno Lage são consequência directa do seu trabalho nos treinos e da sua liderança do grupo. E a tendência é para melhorar!

Nunca duvidei da qualidade dos nossos jogadores, mas ao longo da época fui acumulando dúvidas relativamente à capacidade do mister Rui Vitória em organizá-los colectivamente e em extrair o melhor de cada um. Fui defendendo a sua permanência até ao limite da minha tolerância. Pelo meu lado, a corda partiu no jogo de Taça com o Arouca, a 22/11. Agora, este Bruno Lage está-me a sair melhor que a encomenda!

Gabriel, ou o paradigma da nova era
E o que dizer deste novo jogador que contratámos em Janeiro, juntamente com o mister Lage?! A crescer de jogo para jogo, temos em Gabriel um playmaker muito completo e muito eficaz em todas as acções que se exigem a um médio-centro neste delicioso 4-4-2 do Lageball. Qualidade excepcional no passe longo (que até há pouco tempo, no nosso plantel, só o Pizzi mostrava ter), agressividade na recuperação e lucidez na construção! Acresce que o seu desempenho no início de construção permite-nos libertar o Pizzi para a segunda e terceira fase, partindo da ala, onde o Platini de Bragança pode mais livremente evidenciar os seus melhores atributos. 

A juventude irrequieta, ou a tentação da injustiça
Nunca me cansarei de ouvir os elogios, nem de elogiar a classe do Florentino, a magia do Félix, a solidez do Ferro ou a irreverência do Jota. Quem, como eu, acompanha a Gloriosa Formação há muito tinha perspectivado o aparecimento destes enormes talentos na nossa primeira equipa. Ainda assim, tenho que admitir que, sobretudo o Ferro e o Florentino, estão a superar as minhas expectativas pela tranquilidade com que têm assumido esta enorme responsabilidade. Mas atenção! É muito importante não esquecermos que um dos factores que mais contribui para a fácil adaptação destes míudos, para além do seu óbvio talento, é o facto de integrarem um plantel recheado de enormes campeões da estirpe de Jardel, Almeida, Fejsa, Samaris, Pizzi, Salvio e Jonas. Resistamos pois à tentação de julgarmos que os novos é que são bons e que os "velhos" já não têm lugar...

Entretanto, estamos a cumprir o 115º aniversário. Que Sábado façamos a celebração no covil do ladrão!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

NOJO!

O nojo e a raiva que sinto por ter sido, mais uma vez, escandalosamente roubado tiram-me a vontade de escrever sobre um jogo que até podia ter sido espectacular.

Até quando vamos tolerar isto?! Do que está à espera a Direcção do Benfica para romper de vez com este sistema podre?!

Será preciso um destes ladrões aparecer caído numa valeta para deixarmos de ser roubados?

Nem tenho disposição para dizer mais nada. Apenas que tenho muito orgulho na minha equipa! Cada vez amo-te mais, meu Benfica!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

AQUELA RECEPÇÃO DO FÉLIX!



São momentos assim que fazem do Futebol o mais belo espectáculo do mundo! O passe longo do Rúben com conta, peso e medida a descobrir o João Félix entre os centrais. A recepção deste, todo no ar, com o pé esquerdo já a orientar a bola para a finalização imediata, deitado na relva, com o pé direito, à saída do guarda-redes! Goooolo do Benfica!! Lindo!

Vitória justa da melhor equipa num jogo difícil, mas com poucas oportunidades para ambos os lados. Globalmente, gostei da nossa primeira parte. Na segunda tivemos pouca produção ofensiva, mas conseguimos fechar os caminhos para a nossa baliza.

Mantém-se a tendência de melhoria do nosso futebol, com mais fluidez na construção e maior procura de jogo interior. Mantém-se também a necessidade de melhorarmos o controlo do jogo com posse. Mas gostei bastante do compromisso defensivo da equipa na fase em que o Vitória conseguiu ter mais bola e chegar com frequência à nossa área. Com muita solidariedade entre os médios e os defesas, conseguimos sempre impor superioridade numérica na zona da bola e limitar muito as opções dos atacantes adversários. Claro que o ideal seria nem os deixarmos chegar à nossa área, mas a verdade é que, apesar do volume de jogo, os vitorianos não tiveram oportunidades claras de golo.

                                            Ficha do jogo (aqui)


ALGUMAS APRECIAÇÕES INDIVIDUAIS
Svilar - Acabou por não fazer nenhuma defesa difícil, mas mostrou segurança no jogo aéreo e transmitiu tranquilidade à equipa. Apreciei especialmente o lance em que vai buscar uma bola alta quase à meia-lua.

Rúben Dias - Para além da bela assistência, teve algumas iniciativas em progressão com bola bem dentro do meio-campo adversário, que podiam ter tido melhor seguimento. É uma solução que pode e deve ser trabalhada, pois pode provocar o caos na estrutura adversária.

Fejsa - Num meio-campo a dois é fundamental que o Fejsa assuma mais protagonismo na construção. Nota-se a tentativa de fazer mais passes verticais para ligar o jogo com os colegas mais adiantados, mas ainda pode melhorar bastante neste aspecto.

Gabriel - Em termos anímicos, parece ser o maior beneficiário da mudança de treinador. Está mais agressivo na luta pela bola, mais arrojado nos passes e aumentou o raio de acção. Ainda não me convenceu totalmente, mas agora está no bom caminho. 

João Félix - Para além da obra de arte com que nos brindou no golo, foi inexcedível nas tarefas defensivas, nomeadamente a fechar o flanco esquerdo após a mudança para 4-5-1.

Bruno Lage - Mudança de sistema, colocação do Félix na sua posição natural e do Pizzi na ala. Três jogos, três vitórias. Um discurso simples, convicto e agregador. Ontem, na conferência pós-jogo deu show de bola e ainda teve tempo para desfazer a armadilha do jagunço vomitado pela cmtv. Dá-lhes, Bruno!

Para terminarmos em beleza, ficam os instantâneos da obra de arte made in Seixal:



Sexta-feira temos novo assalto ao Castelo. Que o desfecho seja igualmente feliz!

Carrega BENFICA!! Carrega BENFICA!!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

ESPERANÇA RENOVADA



A continuidade do Bruno Lage até ao final da época parece-me a decisão mais acertada nesta altura. Claro que dois jogos apenas não são suficientes para termos a certeza que ele tem o necessário para treinar o Benfica, mas no contexto actual é a opção que comporta menos riscos e que nos confere maior probabilidade de sucesso.

O FIM DE UM CICLO
Quanto a mim, a saída do Rui Vitória tornara-se inevitável após o jogo de Munique. Muitos dirão que nem devia ter começado esta época. Mas eu mantenho a opinião de que ele merecia a oportunidade de reconfirmar o seu valor, após duas épocas muito boas e uma muito má, mas com fortes atenuantes. A verdade é que, por várias razões, talvez nem todas imputáveis ao próprio, não o conseguiu.

O voto de (pouca) confiança dado pelo Presidente - não obstante as seis vitórias que lhe sucederam - foi apenas o arrastar de algo que já não fazia sentido. Era notório que a sua mensagem já não passava para os jogadores e quando assim é nada há a fazer senão mudar de orador. Já agora, era engraçado que o seu Al-Nassr vencesse o campeonato da Arábia e assim ajudasse a enterrar de vez o fantasma Jorge Jesus...

RENOVAR A ESPERANÇA
Quanto ao novel mister, Bruno Lage, a quem obviamente desejamos os maiores sucessos à frente do Glorioso, parece-me que foi muito inteligente ao ter marcado a sua entrada em funções com a alteração de sistema e, sobretudo, com a passagem do João Félix para o centro do terreno.

Não sou um fundamentalista do 4-4-2 nem do 4-3-3. Sei que podemos jogar igualmente bem, ou mal, em ambos os sistemas. O que conta mesmo é o comportamento dos jogadores, as escolhas para o Onze e as dinâmicas apresentadas em campo. Mas o facto do Bruno Lage ter mudado e ter dado certo nestes dois primeiros jogos dá-lhe, no imediato, uma injecção de crédito junto dos jogadores e dos adeptos, algo indispensável nesta fase inicial.



Já em relação à utilização do João Félix na sua posição natural - o centro do ataque, sou um defensor desta opção desde o primeiro jogo-treino. Podem recordar aqui

"João Félix - Em cada recepção orientada, em cada passe surpreendente, comprova a sua classe! Trata-se de um predestinado, de um daqueles jogadores que justificam por si só o preço do bilhete. Pela sua visão de jogo e faro de golo, pede-se uma posição mais central no terreno. Vejo-o como uma excelente alternativa ao Jonas na posição de segundo-avançado, quando jogarmos em 4-4-2." 

PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Duas vitórias nos dois primeiros jogos, algumas boas indicações e também a confirmação de que muito há a melhorar. Parece notar-se mais fluidez no início de construção, mais disponibilidade para pressionar alto e melhor reacção à perda. Fica também a ideia que se pretende explorar mais o jogo interior, nomeadamente tirando partido do jogo entre-linhas do João Félix. Mas ainda temos de melhorar substancialmente nos momentos defensivos (organização e transição) e podemos fazer muito melhor no controlo do jogo, através duma posse e circulação mais seguras.

Entretanto, jogamos amanhã a nossa continuidade na Taça de Portugal e decide-se na próxima semana o vencedor da Taça da Liga. O Bruno Lage terá de encontrar um compromisso inteligente entre as suas ideias para o modelo de jogo e a urgência dos resultados. Até ver, leva bons princípios.

Quanto ao campeonato, recuperar os cinco pontos de atraso para o clube da máfia, não sendo uma missão impossível, é uma tarefa hercúlea. Aliás, a manter-se a roubalheira nojenta a que temos assistido ao longo da época é mesmo uma missão impossível.

Precisamos de um Super Benfica nesta segunda volta e de um mínimo de decência dos apitadores para acalentarmos alguma esperança. Temos que garantir que pelo menos a primeira parte desta equação seja uma realidade!

Carrega BENFICA! Carrega BENFICA!!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

CONFIANÇA... MAS POUCA


Contrariando a decisão tomada em reunião de Direcção na véspera, o Presidente optou pela continuidade do mister Rui Vitória no comando técnico do Benfica. Até ver.

Pelo seu discurso na conferência de imprensa ontem à tarde, fico com a impressão que este voto de confiança é feito com... muito pouca confiança. "Não é fácil arranjar um treinador para o projecto do Benfica em 24 ou 48 horas" ou " Não podíamos correr o risco de chamuscar um treinador da casa com uma solução interina" parecem-me argumentos muito fraquinhos e que em nada reforçam a posição dum treinador tão contestado.

Também me parece desajustado recorrer ao exemplo da continuidade do Jorge Jesus em 2013 para justificar a continuidade do Rui Vitória neste momento. Os contextos são completamente diferentes.

Gostei da parte em que referiu que o Rui Vitória não é o único culpado do mau momento da equipa e de ter chamado o plantel à responsabilidade. No fundo, isto é uma espécie de chicotada psicológica, só que sem mudar de treinador. Oxalá dê bom resultado!

Amanhã lá estarei, como sempre. Para apoiar a equipa e sem lenço branco.


quarta-feira, 28 de novembro de 2018

FIM DE LINHA



Contra a minha vontade, vejo-me obrigado a retirar o meu apoio à continuidade do mister Rui Vitória como treinador do Benfica. 

Referi aqui, há poucas semanas, quais as razões que me levavam a defender a sua permanência e qual a circunstância que me levaria a mudar de opinião. Recapitulando, do lado da permanência: a convicção de que não podemos andar a despedir treinadores por não caírem no goto de alguns adeptos ou por uma sequência de maus resultados. Também por considerar, analisando o histórico das três épocas completas, que o Rui Vitória merecia a oportunidade de reconfirmar este ano a sua capacidade para treinar o Benfica.

Referi então que havia uma linha vermelha que, caso fosse ultrapassada, teria de ditar o seu afastamento: a quebra de confiança dos jogadores no treinador. Pois bem, no jogo com o Arouca fiquei com a impressão de que essa linha já tinha sido atingida e ontem essa impressão tornou-se ainda mais forte. Quando um treinador diz: "tínhamos uma estratégia que não foi operacionalizada", eu ouço: "os jogadores não acreditaram naquilo que eu lhes disse". E quando assim é, nada mais há a fazer. A partir de hoje, considero que o melhor para o Benfica será a saída do Rui Vitória.

A verificar-se a sua saída, a minha primeira opção seria o Paulo Fonseca. É o treinador português cujo futebol mais me agrada. É conveniente que seja português pela rapidez de adaptação numa época em curso. É conveniente que tenha uma filosofia de jogo de equipa grande, e já no Paços de Ferreira o Paulo Fonseca tinha essa mentalidade. Provavelmente seria difícil tirá-lo do Shaktar a meio da época, mas acho que vale a pena tentar. Caso não seja possível para já, sou da opinião que devíamos optar por uma solução interna: Renato Paiva. Em Maio se veria se tinha condições para continuar ou se voltávamos a tentar o Paulo Fonseca.

Sábado lá estarei, como sempre. Para apoiar a equipa e sem lenço branco.

VIVA O BENFICA!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

PÁRA. RESPIRA. RECOMEÇA.


Depois de quatro jogos sem ganharmos, nada melhor do que sofrermos um golo logo nos primeiros segundos da deslocação a Tondela para dispararem os níveis de ansiedade! 

O Grimaldo é ultrapassado pelo Murillo, deixa-o cruzar com perigo e depois o Conti aborda mal o lance e deixa-se antecipar pelo avançado. Bola na baliza do Benfica! Levámos alguns minutos a sacudir a pressão do Tondela que, animado pelo golo madrugador, continuou a carregar sobre a nossa área. Na primeira vez que conseguimos atacar, aos 10', o André Almeida faz um bom cruzamento, excelente elevação do Jonas e cabeceamento fora do alcance do guarda-redes. Reposta a igualdade, foi tempo de respirar fundo e voltar a entrar no jogo. Conseguimos chegar mais algumas vezes à área adversária, o Rafa tem uma excelente iniciativa que termina com a bola na base do poste, mas o Tondela também vai criando perigo e quase volta a marcar num lance salvo pelo Conti na linha de golo. Ao intervalo ajustava-se o empate.


Entrámos bem melhor na segunda parte e aos 54' o lateral-direito dos beirões é expulso por acumulação de amarelos. Com a entrada do Seferovic pelo Cervi, assumimos o 4-4-2. Aos 64' chegamos à vantagem após bela combinação entre o Pizzi, o Jonas e o Almeida, com este a fazer a sua segunda assistência no jogo, para o Seferovic encostar à boca da baliza. No entanto, apesar da vantagem numérica, ainda permitimos uma ocasião clara de golo com um adversário a falhar na cara do Vlachodimos. Pouco depois, conseguimos fazer o golo da tranquilidade em mais uma boa combinação Jonas-Pizzi, com este a assistir o Rafa.

Vitória indiscutível da melhor equipa em campo, ainda que com muitos soluços na construção e falhas graves na transição defensiva. Valeu a atitude da equipa que, a meu ver, tem sido irrepreensível mesmo neste período conturbado. Era indispensável somarmos os três pontos, não só pela óbvia necessidade pontual, mas também para invertermos o terrível ciclo das últimas semanas. Esperemos agora que esta paragem no campeonato (regressamos dia 22 para receber o Arouca na Taça de Portugal) seja aproveitada por todos para refrescar as ideias e reentrar nos eixos. Calma, Benfica. Pára. Respira. Recomeça!

                               Ficha do jogo (aqui)


FORA DE CAMPO
O velho mafioso e a sua trupe foram constituídos arguidos no caso do roubo e divulgação da correspondência do Benfica. O grunho de carvalho e o seu cúmplice mustafá foram engavetados, acusados de terrorismo. Isto vai, companheiros, isto vai! Quem também devia ter sido preso ontem à noite era o apitador tiago lagarto martins, que roubou escandalosamente o Chaves para dar a vitória aos palhaços do lumiar.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

NÃO CHEGOU





Tal como em Amesterdão, o jogo de ontem na Luz foi muito equilibrado. Tal como em Amesterdão, o resultado de ontem na Luz foi definido por um detalhe no último minuto de jogo. Infelizmente, em ambos os jogos esses detalhes foram-nos adversos. 

Só há uma forma de impedirmos que sejam os "detalhes" de extrema aleatoriedade a definir os resultados - é sermos claramente mais fortes que os nossos adversários e jogarmos claramente melhor que eles. Não foi o caso. Lamentavelmente, o Benfica deste ano não chegou para o melhor Ajax dos últimos vinte anos...

Ao contrário do que aconteceu na Holanda, ontem conseguimos na maior parte do tempo bloquear a criatividade do Ajax e condicionar a sua construção. Contudo, e apesar do acréscimo de qualidade dado pelo Jonas, não fomos suficientemente fortes e esclarecidos no último terço. Assim, o resultado acaba por se ajustar ao desempenho das duas equipas. É verdade que nos faltou uma pontinha de sorte naquele remate final do Gabriel, mas já tínhamos beneficiado dessa sorte no último lance da primeira parte.

A continuidade na Liga dos Campeões é virtualmente impossível, a descida para a Liga Europa é praticamente inevitável. Ou seja, depois de termos alcançado o primeiro grande objectivo da época - o apuramento para a fase de grupos - falhamos agora o objectivo seguinte, que era o apuramento para os oitavos-de-final.  

                                       Ficha de jogo (aqui)


RUI VITÓRIA E O FUTURO
Por norma, sou contra demissões de treinadores no decorrer das épocas - é raríssimo dar bom resultado. Por princípio, defendo até às últimas consequências o treinador que se encontra ao serviço do Benfica - é assim que entendo a minha obrigação de adepto. 

Analisando o histórico do Rui Vitória à frente do Benfica, julgo que será pacífico concordarmos que teve duas épocas muito boas, em que alcançou feitos inéditos, e uma terceira muito fraca. Sendo que na época que findou tem fortes atenuantes: a ausência de um guarda-redes com a qualidade necessária para a baliza do Benfica; a ausência de alternativas de qualidade aos habituais titulares em duas ou três posições; e acima de tudo, a nojenta campanha de que temos sido alvo e que tem condicionado contra nós as arbitragens e as instâncias que regulam o futebol português.

Chegados à presente época, verificamos que o mister Rui Vitória dispõe agora de matéria-prima com qualidade e em quantidade suficientes para voltar a fazer um bom trabalho e reconquistar o campeonato. (Isto se não continuarmos a ser escandalosamente roubados e o clube da máfia escandalosamente beneficiado. Mas deixemos por agora esse dado fora da análise.) A verdade é que até começou bem, num início de época muito exigente e desgastante, garantiu o supra-citado objectivo de entrada na Liga dos Campeões e ganhou finalmente um confronto directo com o clube da máfia. 

Entretanto, concluímos a quarta jornada da Liga dos Campeões praticamente arredados da mesma, e encontramo-nos a uma distância (perfeitamente recuperável) de quatro pontos da liderança do campeonato. A contestação de uma parte significativa dos adeptos é um dado que também tem de ser tido em conta. Se é verdade que o Benfica não é, nem pode ser, gerido a partir das bancadas nem das redes sociais, também é verdade que o sucesso ficará muito mais longe se houver um divórcio irrevogável entre os adeptos e o treinador. O efeito colateral do descrédito no treinador já se faz sentir na falta de apoio à equipa, e isso deixa-nos mais fracos. Por outro lado, não podemos andar a despedir treinadores por causa de uma série de três ou quatro maus resultados, sob risco de cairmos numa espiral de tremenda instabilidade ou, pior que isso, transformarmo-nos num sporting.

Há no entanto uma linha vermelha que, a ser ultrapassada, terá de ditar inapelavelmente a saída do treinador: se, ou quando, se verificasse que os jogadores tinham deixado de acreditar em Rui Vitória, a sua permanência seria apenas uma perda de tempo. Pelo que me é dado a observar, não me parece que tenhamos chegado a esse ponto. 

Em suma, por mim e por agora, é de manter Rui Vitória. O Krovinovic está de regresso e se a sua entrada na equipa tiver o mesmo efeito que teve no ano passado, a qualidade do nosso jogo dará um salto quântico e as vitórias voltarão a ser o pão nosso de cada dia. Há que ter confiança! E com vitórias, já se sabe... passa a tempestade e regressa a bonança!

sábado, 3 de novembro de 2018

EQUILÍBRIO PRECISA-SE



No jogo com o Ajax a vitória podia ter caído para qualquer um dos lados, caiu para eles. No jogo com aquela coisa parida pelo Belenenses podíamos ter o assunto arrumado aos 30 minutos, acabámos por perder. Na derrota de ontem por 3-1 com o Moreirense, na Luz, ficou evidente o desequilíbrio defensivo da nossa equipa. Pior do que criar muitas oportunidades e falhar na finalização é conceder tantas ocasiões de golo ao adversário! Tornou-se demasiado fácil chegar à área do Benfica. Tornou-se demasiado fácil fazer golos ao Benfica. O mister Rui Vitória tem de encontrar rapidamente o ponto de equilíbrio no nosso jogo, que permita à equipa defender bem e atacar melhor.

Parece-me que se deu uma inversão no nosso futebol em relação ao início da época. Nos primeiros jogos víamos a equipa muito consistente, muito segura na circulação da bola e na preparação dos ataques, mas com algum défice de criatividade no último terço. A dada altura, eu diria a partir do jogo com o Sporting, ganhámos mais tracção à frente (4-1 ao Paok, 4-0 ao Nacional), mas perdemos segurança atrás. Actualmente, a nossa transição defensiva está um pavor! Os nossos defesas apanham com os adversários pela frente com muito espaço para definirem e não raras vezes em superioridade numérica. 

Felizmente o Benfica não é governado a partir da bancada. Mas é evidente que parte significativa da massa adepta perdeu a confiança no mister Rui Vitória e isso deixa-nos mais fracos. É, pois, urgente que ele encontre a solução para reequilibrar a equipa e que nos permita retomar o caminho das vitórias, sob risco de a sua situação se tornar insustentável.

                             Ficha do jogo (aqui)
                             




domingo, 28 de outubro de 2018

QUEM ANDA À CHUVA MOLHA-SE



O mesmo é dizer: Quem falha tantas oportunidades, arrisca-se a perder. Foi o que nos aconteceu ontem no Jamor, frente ao Belenenses.

À meia-hora de jogo podíamos ter o assunto arrumado, tal foi a quantidade de oportunidades flagrantes falhadas na cara do guarda-redes Muriel. Rafa, Gedson, Seferovic e ainda o Salvio, no penálti, não conseguiram materializar em golo a excelente entrada em campo do Benfica. E depois verificou-se aquela máxima do futebol que nos diz que quem não marca sofre. Duas vezes. 

Voltámos a entrar bem na segunda parte e voltámos a ser traídos pela ineficácia, pela falta de calma e de classe na finalização. A frustração pela incapacidade de chegarmos ao golo e a ansiedade em marcar de qualquer forma abriram brechas na equipa, bem exploradas em ataques rápidos do Belenenses com lançamentos longos para as costas da nossa defesa que podiam ter causado ainda mais estragos.

São coisas que acontecem. É preciso é que não aconteçam muitas vezes!

                                Ficha do jogo (aqui)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

FALTOU-NOS CALMA


Num jogo tão dividido, com tantas oportunidades para ambas as equipas, a vitória podia ter caído para qualquer lado. Nesse sentido, nem considero que o resultado tenha sido propriamente injusto. Como não teria sido injusto o empate ou a nossa vitória. Mas lá que custa muito voltarmos a perder um jogo tão importante aos 92 minutos, lá isso custa! (E eu estava lá, precisamente atrás daquela baliza, na Final da Liga Europa em 2013).

Desde o início do jogo até cerca dos oitenta minutos podia ter surgido um golo em qualquer das balizas. Houve muitos ataques e contra-ataques, muitas transições, muitos passes falhados por ambas as equipas e grandes defesas de ambos os guarda-redes. Terá sido um jogo entusiasmante para um espectador neutro, mas eu gosto muito mais de ver a nossa equipa a controlar as situações num jogo "chato" do que a embarcar nestas "loucuras". Prefiro ganhar com cinismo do que perder com romantismo.

Já  me palpitava que seria um jogo assim, muito aberto e muito eléctrico, mas acreditava que conseguiríamos tirar vantagem de termos uma equipa mais experiente e que saberíamos utilizar a sofreguidão ofensiva dos holandeses contra eles. De facto, criámos as oportunidades suficientes para fazermos um golo ou dois, mas faltou-nos frieza na finalização. Também o Ajax podia ter marcado mais cedo, não fossem as enormes defesas do Vlachodimos ou aquele corte espectacular do Conti. Para nosso azar, acabamos por sofrer o golo quando já não havia tempo para igualar. Ainda por cima um golo fortuito, em que ao corte falhado pelo Conti sucede um desvio infeliz do Grimaldo.

Ao contrário do que tantos dizem, não acho nada que o Benfica tenha ido jogar para o pontinho, bem pelo contrário. Claro que perto do fim do jogo a tendência natural é para não arriscar tanto. E isso verificou-se em ambas as equipas. Simplesmente, eles foram mais felizes. Não tenho nada a apontar aos nossos jogadores nem ao nosso treinador. Acho apenas que a estratégia devia ter contemplado mais períodos de posse tranquila e circulação segura, com o intuito de enervar os jovens holandeses e provocar-lhes erros por impaciência. Faltou-nos calma. Mas se calhar, a estratégia até era essa e foram eles que não nos permitiram aplicá-la.



Se o empate já não era grande resultado (atendendo ao empate do Ajax na Alemanha), esta derrota deixa-nos à mercê de um ou dois milagres para alcançarmos o tão desejado e importante apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Resta-nos, obviamente, equilibrar a contenda com o Ajax ganhando-lhes na Luz, fazer tudo por tudo para sacarmos pelo menos um ponto em Munique, e vencer inapelavelmente os gregos na última jornada.

Enfim, antes disso, e por isso muito mais importante, temos uma batalha a travar no Jamor com um dos Belenenses, em que teremos - todos - de mostrar que já recuperámos deste desaire e seguimos fortes e unidos no caminho da Reconquista. Pela minha parte, até não estava a pensar lá ir, mas hoje já comprei o bilhete.


                                       ficha do jogo (aqui)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Missão cumprida. E algo mais.



Vitória natural e tranquila, como nem sempre acontece nesta eliminatória da Taça de Portugal. Atitude irrepreensível da nossa equipa numa abordagem séria e eficaz ao desafio que tinha pela frente.

Tivemos algumas dificuldades em ligar o jogo na primeira meia hora, o que talvez se explique pela quantidade de alterações no Onze inicial e pela ausência do Pizzi, o elemento que confere mais fluidez ao nosso início de construção. O Sertanense não se limitou a estacionar o autocarro à frente da sua baliza, antes procurou estorvar a nossa circulação no meio-campo e aproveitar algum erro para atacar. Mas apesar de alguns passes falhados, nomeadamente pelo Samaris e pelo Gabriel, nunca permitimos que os beirões se acercassem com perigo da nossa baliza. Fizeram apenas um remate perigoso em toda a partida, espectacularmente defendido pelo Svilar. O golo do Rafa, aos 35', terá quebrado a esperança dos sertanenses em tombar o Gigante. 




Tal como referiu o mister Rui Vitória após a partida, também acho que ganhámos mais do que um jogo nesta noite coimbrã:

A estreia do Corchia - Não deu para brilhar, mas deu boas indicações. Mostrou propensão ofensiva, deu largura e profundidade no seu flanco, e  também apareceu por dentro a combinar com os avançados.

Alfa Semedo a central - Não é novidade, mas no Benfica foi a primeira vez de início. Fortíssimo no jogo aéreo, atento na antecipação e com qualidade para sair a jogar. Tem de controlar a impetuosidade. A pouca qualidade do adversário não nos permite concluir que tem tudo o que é preciso para ser um central do Benfica, mas a polivalência está lá. (Eu continuo a achar que será a 8 que podemos tirar mais partido das suas características).

Bom jogo do Yuri Ribeiro - 48 horas depois de ter jogado 90 minutos pelos sub-21, mostrou enorme capacidade física em mais 90 minutos de bom nível. Está em dois golos e em belas combinações com o Zivkovic. O Yuri não é (ainda) um talento ao nível dos restantes colegas oriundos da cantera, mas pode tornar-se um jogador interessante. É muito forte fisicamente, é concentrado e raçudo. Não é um portento de técnica, mas cruza muito bem. Falta-lhe alguma velocidade, sobretudo no arranque, e agilidade, mas embalado é uma locomotiva imparável.

Capitão Samaris - O alvo encarnado da descomunicação social dos últimos dias revelou serenidade e concentração. Falhou alguns passes na fase inicial, mas foi melhorando ao longo do jogo. Por duas vezes podia ter feito golo em remates de longe.

Rafa, o goleador - E vão cinco, distribuídos por três competições.

O golão do Gedson - Coroou com golo de levantar o estádio uma exibição muito bem conseguida.

Jonas - O regresso do Pistolas aos tiros certeiros.

Bom jogo do Zivkovic - Na esquerda, na direita e no centro. Por onde aparecia foi espalhando magia!

A estreia do Jota - The next big thing a saltar do Seixal para a Luz!

Plano A e Plano B - Primeira parte em 4-3-3 e segunda em 4-4-2. Já aqui o referi várias vezes, acredito que o facto de podermos utilizar os dois sistemas será uma grande mais-valia ao longo desta época.

Juventude irrequieta - Svilar, Rúben, Yuri, Alfa, Gedson, Jota e Félix. Estes sete rapazes em alguns países, nem idade têm para beber uma cervejinha... 

O Presente é viçoso e o Futuro é risonho!
VIVA! VIVÓ BENFICAAA!!! VIVA! VIVÓ BENFICAAA!!!
                   
                     Ficha do jogo (aqui)

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O VENTO ESTÁ A MUDAR...



Após cerca de ano e meio desde o início desta campanha nojenta contra o Sport Lisboa e Benfica, começamos a ter os primeiros sinais de que será feita justiça. Aguentemos firmes pelo desfecho dos inúmeros processos. Quando forem condenados os mafiosos que organizaram e participaram nesta cabala seremos implacáveis. Não perdoaremos nem um cêntimo de indemnização a esses vermes! Depois será tempo de limparmos a Liga e a Federação da escumalha anti-Benfica. As rameiras da descomunicação social cairão por arrasto.




P.S. Mas nem tudo são boas notícias. O novo presidente dos lagartos ameaça acabar com o circo no Lumiar. Oh pá!...

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

JÁ MERECÍAMOS!



Mesmo com o árbitro a jogar contra nós, conseguimos ganhar ao clube da máfia! Lá, no campo onde deviam ser travadas todas as batalhas, mostrámos que somos mais fortes. Quando foi preciso lutar, lutámos mais. Quando deu para jogar, jogámos melhor! 

APRECIAÇÃO GERAL
Foi um jogo com poucas oportunidades para ambas as equipas, mas o Benfica mostrou sempre melhores argumentos, mais ideias para atacar e muito mais qualidade técnica e táctica no desenvolvimento do seu futebol. Quanto ao clube que oferece prostitutas aos árbitros para vencer campeonatos, já se sabe, tem um futebolzinho muito rudimentar. Acho que a descrição técnica é "chuta-na-frente-e-corre-corre-Marega". Para anularmos essas acções contámos com uma pressão inteligente dos nossos médios e avançados sobre os eventuais autores dos passes e uma marcação irrepreensível dos nossos defesas (mais uma dupla de centrais inédita) aos avançados contrários. De resto, só tiveram o jogo que o árbitro lhes deu.

PRIMEIRA PARTE
A primeira parte foi muito fechada, com o clube que foge dos jogos quando está a perder ao intervalo a comportar-se como equipa pequena, a queimar tempo desde o primeiro minuto. De tal forma, que até valeu um amarelo para o Casillas aos 19'. Aleluia! Quanto ao Benfica, deu para perceber que a estratégia inicial passava por impedir que o adversário explorasse a profundidade, e por atacar sem arriscar demasiado. Para tal, foi necessário antes de mais equilibrar a contenda nos duelos, segundas bolas e ressaltos, e depois então, colocar em campo a mais-valia técnica dos nossos elementos. 

SEGUNDA PARTE
Na segunda parte assumimos mais a iniciativa, desenvolvemos belas jogadas em futebol apoiado (grandes exibições do Pizzi e do Gabriel) e permitimos que o Vlachodimos continuasse a ser um espectador atento no seu primeiro clássico. A entrada do Rafa para o lugar do Cervi deu-nos mais "electricidade" e criou mais instabilidade no último reduto do clube que até aldraba a data da sua fundação. Chegámos ao golo numa das muitas acções de pressão alta à saída de jogo do Casillas, com o Gabriel a levantar bem a bola, o Pizzi a mostrar que é preciso é ter cabeça, e o Seferovic a juntar uma finalização difícil a um grande trabalho em prol do colectivo. O Estádio da Luz acordou enfim com o golo marcado e ajudou a equipa a continuar a carregar. Não criámos propriamente grandes ocasiões, mas encostámos o adversário às cordas e mostrámos grande controlo da situação. Numa tentativa desesperada de ajudar o clube cujos jogadores têm autorização para bater em toda a gente, o apitadeiro inventou uma expulsão do Lema, aos 83'. Reduzidos a dez e com o Alfa a central (mais uma dupla estreada!), foi tempo de tocar a unir e, mais uma vez, os adeptos mostraram que podem fazer a diferença se optarem por jogar com a equipa em vez de se limitarem a ver jogar.

                            BENFICA - 1, clube da máfia - 0 (ficha do jogo aqui)


OS MEUS DESTAQUES
O meu primeiro destaque individual vai para o mister Rui Vitória. Começou a ganhar o jogo logo na conferência de antevisão, preparou muito bem a equipa para tudo o que pudesse acontecer e desfez mais uma arma de arremesso aos seus detractores. O meu segundo destaque individual vai para... o colectivo. Só com uma grande união e espírito de entreajuda foi possível vencermos um jogo inquinado, contra tantos adversários. Ainda assim, gostava de salientar as exibições do Rúben Dias, do Grimaldo, do Pizzi e do Seferovic.

A ARBITRAGEM
O critério do árbitro Ver(d)íssimo em termos de faltas e amarelos foi uniforme e muito coerente ao longo de toda a partida: sempre a entornar o campo contra nós, sempre a impedir que os nossos ganhassem as divididas, sempre a permitir tudo aos carroceiros que representam o clube cujos adeptos invadem o centro de treinos dos árbitros e ameaçam as suas famílias. O pináculo da sua actuação foi a amostragem do segundo amarelo ao Lema (boa exibição!) num lance em que nem falta fez!

BELA JORNADA
Estamos dois pontos à frente do clube cujo presidente fugiu para Espanha avisado pela Polícia Judiciária e temos, para já, vantagem no confronto directo com esses mafiosos. Anulámos a vantagem do Braga, graças ao seu empate caseiro com o Rio Ave, e dividimos com os minhotos o primeiro lugar da tabela. Para terminarmos a jornada em beleza, ainda tivemos notícia da goleada imposta pelo último classificado aos palhaços do Lumiar. OLÉ!