Páginas

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Missão cumprida. E algo mais.



Vitória natural e tranquila, como nem sempre acontece nesta eliminatória da Taça de Portugal. Atitude irrepreensível da nossa equipa numa abordagem séria e eficaz ao desafio que tinha pela frente.

Tivemos algumas dificuldades em ligar o jogo na primeira meia hora, o que talvez se explique pela quantidade de alterações no Onze inicial e pela ausência do Pizzi, o elemento que confere mais fluidez ao nosso início de construção. O Sertanense não se limitou a estacionar o autocarro à frente da sua baliza, antes procurou estorvar a nossa circulação no meio-campo e aproveitar algum erro para atacar. Mas apesar de alguns passes falhados, nomeadamente pelo Samaris e pelo Gabriel, nunca permitimos que os beirões se acercassem com perigo da nossa baliza. Fizeram apenas um remate perigoso em toda a partida, espectacularmente defendido pelo Svilar. O golo do Rafa, aos 35', terá quebrado a esperança dos sertanenses em tombar o Gigante. 




Tal como referiu o mister Rui Vitória após a partida, também acho que ganhámos mais do que um jogo nesta noite coimbrã:

A estreia do Corchia - Não deu para brilhar, mas deu boas indicações. Mostrou propensão ofensiva, deu largura e profundidade no seu flanco, e  também apareceu por dentro a combinar com os avançados.

Alfa Semedo a central - Não é novidade, mas no Benfica foi a primeira vez de início. Fortíssimo no jogo aéreo, atento na antecipação e com qualidade para sair a jogar. Tem de controlar a impetuosidade. A pouca qualidade do adversário não nos permite concluir que tem tudo o que é preciso para ser um central do Benfica, mas a polivalência está lá. (Eu continuo a achar que será a 8 que podemos tirar mais partido das suas características).

Bom jogo do Yuri Ribeiro - 48 horas depois de ter jogado 90 minutos pelos sub-21, mostrou enorme capacidade física em mais 90 minutos de bom nível. Está em dois golos e em belas combinações com o Zivkovic. O Yuri não é (ainda) um talento ao nível dos restantes colegas oriundos da cantera, mas pode tornar-se um jogador interessante. É muito forte fisicamente, é concentrado e raçudo. Não é um portento de técnica, mas cruza muito bem. Falta-lhe alguma velocidade, sobretudo no arranque, e agilidade, mas embalado é uma locomotiva imparável.

Capitão Samaris - O alvo encarnado da descomunicação social dos últimos dias revelou serenidade e concentração. Falhou alguns passes na fase inicial, mas foi melhorando ao longo do jogo. Por duas vezes podia ter feito golo em remates de longe.

Rafa, o goleador - E vão cinco, distribuídos por três competições.

O golão do Gedson - Coroou com golo de levantar o estádio uma exibição muito bem conseguida.

Jonas - O regresso do Pistolas aos tiros certeiros.

Bom jogo do Zivkovic - Na esquerda, na direita e no centro. Por onde aparecia foi espalhando magia!

A estreia do Jota - The next big thing a saltar do Seixal para a Luz!

Plano A e Plano B - Primeira parte em 4-3-3 e segunda em 4-4-2. Já aqui o referi várias vezes, acredito que o facto de podermos utilizar os dois sistemas será uma grande mais-valia ao longo desta época.

Juventude irrequieta - Svilar, Rúben, Yuri, Alfa, Gedson, Jota e Félix. Estes sete rapazes em alguns países, nem idade têm para beber uma cervejinha... 

O Presente é viçoso e o Futuro é risonho!
VIVA! VIVÓ BENFICAAA!!! VIVA! VIVÓ BENFICAAA!!!
                   
                     Ficha do jogo (aqui)

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O VENTO ESTÁ A MUDAR...



Após cerca de ano e meio desde o início desta campanha nojenta contra o Sport Lisboa e Benfica, começamos a ter os primeiros sinais de que será feita justiça. Aguentemos firmes pelo desfecho dos inúmeros processos. Quando forem condenados os mafiosos que organizaram e participaram nesta cabala seremos implacáveis. Não perdoaremos nem um cêntimo de indemnização a esses vermes! Depois será tempo de limparmos a Liga e a Federação da escumalha anti-Benfica. As rameiras da descomunicação social cairão por arrasto.




P.S. Mas nem tudo são boas notícias. O novo presidente dos lagartos ameaça acabar com o circo no Lumiar. Oh pá!...

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

JÁ MERECÍAMOS!



Mesmo com o árbitro a jogar contra nós, conseguimos ganhar ao clube da máfia! Lá, no campo onde deviam ser travadas todas as batalhas, mostrámos que somos mais fortes. Quando foi preciso lutar, lutámos mais. Quando deu para jogar, jogámos melhor! 

APRECIAÇÃO GERAL
Foi um jogo com poucas oportunidades para ambas as equipas, mas o Benfica mostrou sempre melhores argumentos, mais ideias para atacar e muito mais qualidade técnica e táctica no desenvolvimento do seu futebol. Quanto ao clube que oferece prostitutas aos árbitros para vencer campeonatos, já se sabe, tem um futebolzinho muito rudimentar. Acho que a descrição técnica é "chuta-na-frente-e-corre-corre-Marega". Para anularmos essas acções contámos com uma pressão inteligente dos nossos médios e avançados sobre os eventuais autores dos passes e uma marcação irrepreensível dos nossos defesas (mais uma dupla de centrais inédita) aos avançados contrários. De resto, só tiveram o jogo que o árbitro lhes deu.

PRIMEIRA PARTE
A primeira parte foi muito fechada, com o clube que foge dos jogos quando está a perder ao intervalo a comportar-se como equipa pequena, a queimar tempo desde o primeiro minuto. De tal forma, que até valeu um amarelo para o Casillas aos 19'. Aleluia! Quanto ao Benfica, deu para perceber que a estratégia inicial passava por impedir que o adversário explorasse a profundidade, e por atacar sem arriscar demasiado. Para tal, foi necessário antes de mais equilibrar a contenda nos duelos, segundas bolas e ressaltos, e depois então, colocar em campo a mais-valia técnica dos nossos elementos. 

SEGUNDA PARTE
Na segunda parte assumimos mais a iniciativa, desenvolvemos belas jogadas em futebol apoiado (grandes exibições do Pizzi e do Gabriel) e permitimos que o Vlachodimos continuasse a ser um espectador atento no seu primeiro clássico. A entrada do Rafa para o lugar do Cervi deu-nos mais "electricidade" e criou mais instabilidade no último reduto do clube que até aldraba a data da sua fundação. Chegámos ao golo numa das muitas acções de pressão alta à saída de jogo do Casillas, com o Gabriel a levantar bem a bola, o Pizzi a mostrar que é preciso é ter cabeça, e o Seferovic a juntar uma finalização difícil a um grande trabalho em prol do colectivo. O Estádio da Luz acordou enfim com o golo marcado e ajudou a equipa a continuar a carregar. Não criámos propriamente grandes ocasiões, mas encostámos o adversário às cordas e mostrámos grande controlo da situação. Numa tentativa desesperada de ajudar o clube cujos jogadores têm autorização para bater em toda a gente, o apitadeiro inventou uma expulsão do Lema, aos 83'. Reduzidos a dez e com o Alfa a central (mais uma dupla estreada!), foi tempo de tocar a unir e, mais uma vez, os adeptos mostraram que podem fazer a diferença se optarem por jogar com a equipa em vez de se limitarem a ver jogar.

                            BENFICA - 1, clube da máfia - 0 (ficha do jogo aqui)


OS MEUS DESTAQUES
O meu primeiro destaque individual vai para o mister Rui Vitória. Começou a ganhar o jogo logo na conferência de antevisão, preparou muito bem a equipa para tudo o que pudesse acontecer e desfez mais uma arma de arremesso aos seus detractores. O meu segundo destaque individual vai para... o colectivo. Só com uma grande união e espírito de entreajuda foi possível vencermos um jogo inquinado, contra tantos adversários. Ainda assim, gostava de salientar as exibições do Rúben Dias, do Grimaldo, do Pizzi e do Seferovic.

A ARBITRAGEM
O critério do árbitro Ver(d)íssimo em termos de faltas e amarelos foi uniforme e muito coerente ao longo de toda a partida: sempre a entornar o campo contra nós, sempre a impedir que os nossos ganhassem as divididas, sempre a permitir tudo aos carroceiros que representam o clube cujos adeptos invadem o centro de treinos dos árbitros e ameaçam as suas famílias. O pináculo da sua actuação foi a amostragem do segundo amarelo ao Lema (boa exibição!) num lance em que nem falta fez!

BELA JORNADA
Estamos dois pontos à frente do clube cujo presidente fugiu para Espanha avisado pela Polícia Judiciária e temos, para já, vantagem no confronto directo com esses mafiosos. Anulámos a vantagem do Braga, graças ao seu empate caseiro com o Rio Ave, e dividimos com os minhotos o primeiro lugar da tabela. Para terminarmos a jornada em beleza, ainda tivemos notícia da goleada imposta pelo último classificado aos palhaços do Lumiar. OLÉ!


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Sofre, sofre coração!


O que interessava era sacarmos os três pontos e o objectivo foi alcançado! Mau para nós foi o resultado do Ajax, que ao empatar em Munique baralhou um bocado as contas. Se já era obrigatório fazermos quatro pontos no duplo duelo com os holandeses, corremos agora o risco de mesmo assim não ser suficiente. Bom, mas essas contas fazem-se mais tarde.

PRIMEIRA PARTE
Ontem voltámos a entrar muito bem, com um golo logo aos 6' (Seferovic) e outro aos 15' (Grimaldo), a prometerem uma noite descansada no regresso do Benfica às vitórias na fase de grupos da Liga dos Campeões. Após o segundo golo não baixámos imediatamente as linhas, nem a intensidade, e durante algum tempo dava ideia que estaríamos mais perto do terceiro do que os gregos de reduzir. 

No entanto, a partir dos 25', 30' deixámos de ter bola e permitimos que o AEK fosse chegando à nossa área com demasiada facilidade. O nosso meio campo não filtrava a construção simples do anfitrião, que consistia basicamente em lançamentos longos para as costas dos nossos laterais, e as situações de perigo junto da nossa baliza faziam adivinhar o pior. Mesmo no fim da primeira parte, a expulsão do Rúben Dias, que foi imprudente na forma como abordou o lance já tendo um amarelo, deixava antever uma segunda parte de grande sofrimento.


UM APARTE
Caberá obviamente ao mister Rui Vitória identificar e corrigir as causas destes apagões quando nos encontramos em vantagem no marcador. A mim parece-me que alguns jogadores acusam um certo desgaste, provocado pela extrema intensidade do nosso arranque de época e pela muita utilização a que foram sujeitos. Fez sentido usar quase sempre o mesmo Onze para maximizar as rotinas nos jogos de acesso à Liga dos Campeões, mas agora é preciso ir refrescando a equipa. Noto o Fejsa, o Pizzi e o André Almeida alguns furos abaixo do que fizeram em Agosto. É quase uma heresia criticar o Fejsa, mas parece-me que nos últimos jogos o nosso Monstro Sérvio não foi tão dominador como é habitual. E com menos Fejsa, já se sabe, a nossa organização defensiva ressente-se muito. Ainda por cima agora andamos a estrear duplas de centrais em todos os jogos... 

Anseio pelo regresso do Krovinovic! O Krovi vai dar-nos mais critério na posse e mais fluidez na construção. Mais capacidade para defendermos com bola - instrumento muito valioso na manutenção de vantagens.


SEGUNDA PARTE
Voltando ao jogo. Impunha-se a entrada de mais um central, oportunidade para a estreia oficial do Lema, por troca com algum elemento do meio-campo. Na minha opinião tinha saído o Pizzi, pois o Salvio dava mais possibilidade de esticarmos o jogo, com as suas progressões com bola. E foi mesmo por aí que o AEK forçou a nota, e com sucesso. Foi pelo nosso flanco direito que surgiram os dois golos do empate - no segundo há fora-de-jogo - e uma série de situações de perigo. Com a entrada do Alfa e a passagem do Gedson para a direita conseguimos estancar um pouco esta sangria, mas nunca voltámos a ter a situação controlada. 

                             AEK - 2, BENFICA 3 Ficha do jogo (aqui)

Valeu-nos um momento de extraordinária inspiração do Alfa Sem Medo ao pegar na bola a meio-campo, a avançar sozinho e a chutar de bem longe para um cantinho da baliza grega! Valeu-nos o Vlachodimos que tirou três ou quatro golos feitos aos seus compatriotas! Valeu-nos o coração que não nos deixou morrer desta!...

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

TROPEÇÃO NO MARÃO



Nunca há só uma razão para falharmos um resultado nas competições nacionais. O empate de ontem em Chaves deve-se, quanto a mim, à conjugação dos seguintes factores:

- Má primeira parte do Benfica
- Azar nas lesões
- Incapacidade de matarmos o jogo, apesar das oportunidades criadas
- Boa exibição do Chaves
- Uma arbitragem... à capela

O jogo começou uma hora mais tarde por causa da chuva torrencial que chegou a pôr em causa a sua realização. No entanto, não podíamos ter entrado melhor e abrimos o marcador logo aos 3'. Magnífico passe do Seferovic a abrir uma auto-estrada à frente do Cervi, para este assistir o Rafa, que finaliza à boca da baliza. Belo golo! 

O golo foi bom, mas parece que nos caiu mal. Serviu de estimulante para os jogadores do Chaves e de calmante para os nossos. Não conseguimos impor o nosso jogo nos primeiros quarenta e cinco minutos, permitimos muitas chegadas à nossa área, e por duas vezes o Vlachodimos impediu o golo do empate. Ficou por marcar um penalti a nosso favor, aos 43', por derrube do Gabriel em cima da linha da grande-área flaviense - a linha faz parte da área. A lesão do Jardel, aos 16', queimou-nos uma substituição (que viria a fazer muita falta no final) e fez entrar um Conti nervoso e desfasado do ritmo do jogo. 

Entrámos bem melhor na segunda parte e durante largos minutos fomos donos e senhores dos acontecimentos. Aos 59', um passe mágico do Rafa isola o Seferovic em frente ao GR, mas este defende. No minuto seguinte, na sequência de um canto, o suíço volta a falhar o golo na cara do guarda-redes. Aos 65', mais uma lesão, agora do Gabriel. Neste caso não queimou uma substituição, pois o Gedson já estava prestes a entrar, suponho que pelo mesmo Gabriel. 

Entretanto, com a entrada do João Teixeira (ex-Benfica), o Chaves volta a aproximar-se da nossa baliza e beneficia de um livre, numa falta muito discutível do Cervi, ainda relativamente longe da meia-lua. O Vlachodimos pediu apenas dois homens na barreira, quanto a mim poucos e mal colocados, e não segurou o míssil do Ghazaryan. Feito o empate, restava-nos voltar a carregar no acelerador em busca da vitória. Assim o fizemos e o Rafa, a passe do Rúben, com uma simulação do Seferovic pelo meio, volta a marcar. Bisou pela primeira vez ao serviço do Benfica, leva já quatro golos na época e parece ter dado um pontapé no enguiço da finalização... Oxalá!

Reposta a vantagem aos 84', já não acreditava que a deixássemos fugir. No entanto, o Capela ainda tinha uma oração preparada para nos tramar. A falta do Conti é indiscutível, o cartão amarelo seria adequado. A expulsão é, no mínimo, exagerada. Sobretudo quando comparada com a impunidade dos artistas ao serviço do clube da máfia (vide Filipe vs Setúbal), já para não falar dos palhaços do Lumiar (vide Gudelj vs Braga). Com menos um e sem a possibilidade de reequilibrarmos a equipa com a entrada de outro central, não conseguimos segurar os três pontos e acabámos por sofrer o segundo aos 94'. Custou-me muito!

Enfim, um contratempo que nos vem confirmar o que já sabemos há muito tempo: Não basta jogarmos melhor. Temos que jogar muito melhor que os adversários para nos pormos a salvo dos corruptos do apito. 

                             Ficha do jogo (aqui)

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Fizeste História, Enorme Capitão!




Os números são tão impressionantes que nem parecem deste século. Quinze anos de águia ao peito. Quinhentos e trinta e oito jogos, apenas superados pelos quinhentos e setenta e oito do Nené. O capitão mais vezes capitão, em quatrocentas e catorze ocasiões. O jogador do Benfica com mais presenças nas competições europeias, cento e vinte sete. E, acima de tudo, o mais titulado de sempre na gloriosa história do Sport Lisboa e Benfica, com vinte títulos! Quantas e quantas vezes cantámos: "Lá vai o capitão Luisão levantar mais uma taça!"... E os golos, quarenta e sete são muitos para um defesa, com a particularidade de vários terem sido decisivos. O mais emblemático foi o que nos deu o título que pôs fim ao jejum de dez anos, em 2005, mas também ao Braga em 2010, ou os dois marcados ao Tottenham, em Londres, foram momentos marcantes na história recente do Benfica.

O Luisão ajudou-nos a sair do buraco em que caímos nos anos noventa do século passado e conduziu-nos ao inédito Tetra. Ajudou a tornar excelentes os defesas centrais que serviram o Glorioso durante o seu reinado. Defendeu intransigentemente os seus colegas e o emblema do Maior de Portugal. Sim, é verdade que nas primeiras épocas, há já muito tempo, tirava cinco dias por ano, durante as suas férias, para melhorar o contrato. A certa altura, aí por 2009 ou 2010, se não me engano, o Presidente, seu companheiro de viagem nesta magnífica aventura, entendeu por bem resolver de vez essa questão e ofereceu-lhe as condições que lhe permitiram tornar-se a maior referência do Benfica no séc.XXI.

Não sei se o futuro do Luisão passa pelas relações internacionais ou por funções mais próximas dos relvados e balneários, mas sei que o Benfica não pode desperdiçar uma pessoa com o seu conhecimento, experiência e inteligência.

A despedida a que assistimos ontem pela BTV foi bonita e sentimental, mas faltou-lhe o calor humano que só pode vir das bancadas. Certamente, teremos em breve a oportunidade de mostrar ruidosamente ao Enorme Capitão o quanto lhe agradecemos.

OBRIGADO, MUITO OBRIGADO, ENORME CAPITÃO!


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

BOA RESSACA



Para jogo de ressaca após um embate com um colosso europeu na Liga dos Campeões, este Benfica - 2, Desportivo das Aves - 0, até não foi nada mau. Fizemos uma boa primeira parte e podíamos ter chegado ao intervalo com o assunto arrumado, pela quantidade de ocasiões que criámos. Marcámos apenas um, mas com muita classe na finalização do Jonas Félix, perdão, João Félix, em mais uma assistência do Pizzi.

Na segunda parte notei algum cansaço, talvez até mais mental do que físico. Alguns passes simples falhados por desconcentração (um do Jardel, outro do Grimaldo) ainda deram para assustar. Mas globalmente, tivemos muita bola (67%), controlámos as operações e podíamos ter goleado. O segundo golo, apontado pelo Cervi após passe do André Almeida, num remate de pé direito que desviou num defesa, fechou a contagem.

Destaque para as estreias a titular do já referido Jonas Félix, perdão, João Félix (e eu a dar-lhe!) e do Gabriel, e também para o regresso do Jonas, o Original. Pela negativa, as lesões do miúdo-maravilha e do Grimaldo. 

O Gabriel fez um jogo bastante promissor, atendendo a que ainda falta algum entrosamento com os colegas, nomeadamente na definição dos timings de pressão/contenção, e nas combinações ofensivas. Tem um bom pé esquerdo, coloca bem a bola a meia distância (pode melhorar nos passes longos), tem facilidade de remate e dá robustez ao meio-campo. Pareceu-me mais confortável na meia-esquerda, mas o Pizzi também rende mais nessa posição, neste sistema de três médios. Faz sentido irem trocando ao longo do jogo.

O Salvio, a nossa arma de destruição maciça, teve uma série de boas iniciativas, nem sempre bem concluídas. Ia marcando um golão num remate de pé esquerdo que foi bater no poste. O Seferovic fez um grande trabalho a abrir espaços na área, a combinar com os colegas e a rematar com perigo. Merecia o golito.


                             Ficha do jogo (aqui)


Este está feito! Quinta-feira há mais. É em Chaves e é para ganhar!

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

AINDA NÃO CHEGA



O nosso futebol ainda não chega para o Bayern, mas terá forçosamente de chegar para o Ajax e para o AEK. 

Não é vergonha nenhuma reconhecermos que o Bayern de Munique, tal como outras cinco ou seis equipas europeias, está num patamar que nós, por enquanto, só podemos sonhar um dia alcançar. A diferença de orçamentos, com tudo o que isso implica, é esmagadora. Por exemplo, o Bayern pode dar-se ao luxo de gastar trinta e cinco milhões de euros numa jovem promessa e esperar dois ou três anos pela sua confirmação. Pode também recusar ofertas de largas dezenas de milhões pelos seus melhores jogadores. Nós não.

Outra diferença com muito impacto nestes confrontos é o ritmo e a intensidade com que se joga todas as semanas na Bundesliga, muito superiores ao que temos no nosso campeonato. Bom, na verdade, até na rica e poderosa Alemanha o Bayern está num patamar muito acima de todos os outros, como demonstra o seu hexacampeonato... a caminho do hepta.

Claro que num dia em que os nossos estejam particularmente inspirados e eles nem por isso, pode acontecer um resultado que contarie esta lógica. Não foi o caso ontem. O que mais me impressionou no futebol apresentado pelos bávaros na Luz foi a facilidade e precisão com que colocam os passes longos, especialmente nas mudanças de flanco. Na nossa equipa, apenas o Pizzi exibe regularmente este atributo. No Bayern, desde o guarda-redes aos extremos, todos o fazem amíude.

Apesar da manifesta superioridade do adversário, conseguimos em alguns períodos do jogo apresentar um futebol agradável, envolvente e com bastantes chegadas à área. No entanto, as condições para os nossos avançados finalizarem foram sempre muito dificultadas pelo último reduto alemão. Os centrais Boateng e Hummels - para mim, é há muitos anos o melhor central do mundo - apenas por duas vezes permitiram que o Neuer exibisse os seus pergaminhos, ao defender um remate do Salvio e uma cabeçada do Rúben.

Por outro lado, conseguimos condicionar bastante a construção ofensiva do Bayern, nomeadamente através da marcação apertada ao Javi Martínez. Admito que a vantagem alcançada logo aos dez minutos de jogo, e reforçada aos nove da segunda parte, tenha transmitido uma confortável sensação de segurança aos visitantes. Se fosse preciso mais, eles tinham mais para dar.

Em termos individuais, os meus destaques positivos vão para Jardel, Vlachodimos e Grimaldo. Abaixo das (minhas) expectativas ficaram o Gedson, o André Almeida e o Cervi.


                             Ficha do jogo (aqui)


VAI BULO!... mas é contra os outros
Eu também aplaudi o Renato antes do jogo e depois do jogo. Não aplaudi quando ele marcou o golo, mas entendo quem tenha aplaudido a sua reacção ao marcá-lo. Daí até que a maior ovação da noite seja para um golo marcado pelo adversário...

Enfim, temos de pontuar na Grécia e na Holanda, de preferência ganhando pelo menos ao AEK, e esperar que o Bayern faça o esperado nos restantes encontros.

Ainda que o meu lado racional reconheça esta diferença de realidades, o lado emocional não deixa de ficar abatido pela derrota. Que venha depressa o jogo com o Aves e que possamos recuperar a alegria das vitórias!

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

AÍ VÊM ELAS!



Havia um futebol feminino em Portugal antes do Benfica e haverá outro futebol feminino em Portugal com o Benfica! 

Um pouco por todo o mundo, o futebol feminino tem conhecido uma grande evolução nos últimos anos. Ao contrário do que víamos antes - algumas raparigas com jeitinho para a bola mas sem grande noção do jogo colectivo - , actualmente já é possível observarmos nas melhores equipas femininas a aplicação de princípios do futebol moderno, nomeadamente a saída Lavolpiana, a pressão organizada, e uma noção colectiva dos momentos do jogo.

Também em Portugal o futebol feminino tem evoluído e a Selecção Nacional é prova disso. Para tal muito têm contribuído, justiça lhes seja feita, o Braga e o Sporting, as melhores equipas nacionais (até ontem). Dentro de dois, três anos, à medida que as jovens portuguesas ao serviço do Benfica forem evoluindo, assistiremos a um novo salto qualitativo da equipa nacional.

A margem de crescimento do futebol feminino, quer em termos técnicos, quer em termos comerciais, é enorme. E nada melhor que a chegada do Maior de Portugal à competição para acelerar esse crescimento. O interesse que a nossa novísssima equipa tem gerado entre a Família Benfiquista é um excelente sinal. No passado dia 1, no jogo de apresentação na Luz, eu e mais oito mil, cento e vinte cinco benfiquistas demos o mote. No próximo domingo será a estreia oficial, em casa emprestada pelo Atlético de Alcântra, frente ao Frielas. Será uma excelente oportunidade para mostrarmos Urbi et Orbi a força do SLB, enchendo de vermelho o mítico estádio da Tapadinha, no apoio às nossas meninas.



O PROJECTO DO BENFICA
Vamos começar, e bem, na segunda divisão. Mas os objectivos são muito ambiciosos, ou não se tratasse do Glorioso. Vencer o chamado Campeonato de Promoção e a Taça de Portugal (!) já na primeira época são os desafios propostos à equipa liderada pelo técnico João Marques (ex-Sporting de Braga).

Contratámos para o efeito sete brasileiras, uma espanhola e uma cabo-verdiana que se juntam às onze portuguesas, num total de nove internacionais A. A experiência e superior capacidade técnica das brasileiras será um forte impulso para o desenvolvimento das mais jovens e inexperientes. Entretanto, também já formámos uma equipa de sub-17 e outra de sub-19 que garantirão a continuidade do projecto.

Eis o elenco:

Dani Neuhaus | guarda-redes | 25 anos  - Internacional Brasileira, ex-Santos
Catarina Bajanca | guarda-redes | 22 anos - Portuguesa, ex-Estoril Praia
Carolina Vilão | guarda-redes | 17 anos - Internacional Portuguesa sub-18, ex-Sporting

Daiane Rodrigues | lateral-direita | 31 anos - Internacional Brasileira, ex-Corinthians
Inês Queiroga | lateral-direita | 18 anos - Portuguesa, ex-Braga
Ana Alice | defesa-central | 29 anos - Internacional Brasileira, ex-Kiryat Gat (Israel)
Tita | defesa-central | 28 anos - Internacional Portuguesa, ex-União Ferreirense
Pipa | defesa-central | 24 anos - Internacional Portuguesa, ex-Estoril Praia
Sílvia Rebelo | defesa-central | 29 anos - Internacional Portuguesa, ex-Braga
Diva Meira | lateral-esquerda | 18 anos - Internacional Portuguesa sub-19, ex-Vilaverdense

Andreia Faria | média | 18 anos - Internacional Portuguesa sub-19, ex-Vilaverdense
Pauleta | média | 20 anos - Espanhola, ex-Braga
Patrícia Llanos | média | 27 anos - Brasileira, ex-Ferroviária

Jassie Vasconcelos | extrema/ala | 23 anos - Internacional Portuguesa, ex-Cardiff City
Evy Pereira | avançada/extrema | 24 anos - Cabo-Verdiana, ex-Valadares
Geyse | extrema/ala | 20 anos - Internacional Brasileira, ex-Madrid CFF
Maiara | extrema/ala | 26 anos - Brasileira, ex-3B da Amazónia

Carlota Cristo | avançada | 20 anos - Internacional Portuguesa sub-19, ex-Verona
Darlene de Souza | avançada | 28 anos - Internacional Brasileira, ex-Saragoça
Adri | avançada | 24 anos - Portuguesa, ex-Braga


PATRÍCIA LLANOS - Classe e inteligência
Tendo como referência apenas o jogo de apresentação frente ao Deportivo da Coruña (2-2), a craque que mais me impressionou foi a Patrícia Llanos - média-centro de fino recorte técnico, excelente leitura de jogo e muita qualidade no passe. Não sei se foi por causa das saudades, mas até me fez lembrar o Krovinovic...

Mas também gostei de ver: a segurança da guarda-redes Dani Neuhaus; o passe longo da central Pipa; a omnipresença da Pauleta; a polivalência da Daiane (lateral, extrema, direita, esquerda, e marca todas as bolas paradas); os dribles da Evy; a habilidade da Maiara; o potencial da Geyse; e a energia da Andreia Faria. Domingo tiro mais notas!

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

MANIFESTAÇÃO DE REVOLTA!



Não precisamos de ser especialistas em Direito (que eu não sou, tenho apenas algumas bases), para percebermos que o Jonas não marcou nenhum golo por causa das eventuais fugas ao segredo de justiça, alegadamente praticadas por um funcionário José Silva.

Ainda assim, por muito que me custe admitir, se se provar que alguém do Benfica está envolvido no crime de violação do segredo de justiça deverá ser punido de acordo com a lei, como é óbvio. Da mesma forma que têm sido punidos os jornaleiros da CMTV e das outras pocilgas pseudo-jornalísticas por todos os dias violarem a dita lei, tirando partido desse crime ao aumentarem o nível de audiências e consequentes receitas de publicidade. Ah, espera, esses podem! Só se for alguém do Benfica é que é crime.

Seja como for, saltar de uma acusação por violação do segredo de justiça para um crime de corrupção desportiva é algo que só está ao alcance de alguém muito demente ou que padeça de um anti-benfiquismo primário. Provavelmente, a mesma doença que afecta o mamífero lá do Ministério Público que se lembrou de instaurar um processo ao ministro Centeno por causa de dois convites para ir à bola.

Tenho a certeza que quem mencionou, no texto da acusação, uma eventual sanção desportiva ao Benfica sabe perfeitamente que isso "não tem ponta por onde se pegue", para citar um distinto jurista. Então porque o fez? Única e exclusivamente para deitar gasolina na fogueira e permitir que a merda da comunicação social que temos se banqueteie com essa hipótese mirabolante, contribuindo assim para a campanha orquestrada pelo clube da máfia para denegrir o Maior de Portugal.

Há muito tempo que sabemos que os tentáculos do clube da máfia penetraram na PJ e no MP. Todos nos lembramos que o padrinho que preside a essa associação criminosa foi avisado pela própria polícia para fugir para Espanha, evitando assim ser detido para averiguações. Não esquecemos o ridículo que foi a punição desse clube assumidamente corrupto, ao qual foram retirados seis pontos num campeonato que tinha vencido/roubado com vinte pontos de vantagem. Nunca perdoaremos o facto das escutas não terem sido aceites como prova, por manifesta cumplicidade criminosa de quem devia ter promovido a acusação. (A Drª Maria José Morgado tem algumas coisas interessantes para dizer sobre este assunto, pode ser que um dia ela fale...). Pois é, há muito tempo que sabemos que os tentáculos do clube da máfia penetraram na PJ e no MP.

Basta! É tempo de exigirmos às autoridades competentes uma limpeza no Ministério Público para que se erradique de vez a presença de agentes ao serviço de interesses obscuros, que neste caso até são bem evidentes. Temos que mostrar a nossa indignação e fazer valer os nossos direitos de cidadania. Não sei se junto da Procuradora Geral da República ou da Ministra da Justiça, ou junto de que outra entidade, mas temos de mostrar que não nos comem por parvos e que esta campanha nojenta contra o Benfica não passará!

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Então, como estamos?



O Salvio, a nossa arma de destruição maciça, continua a fazer golos e assistências como quem respira. O Pizzi, o nosso maestro, está a apresentar o seu melhor futebol desde que chegou ao Benfica. O Fejsa... é o Fejsa, eh, eh! O Gedson já está num nível muito interessante e continua a crescer de jogo para jogo. A dupla de centrais está como o aço. O Sr. Almeida garante a limpeza na sua área de jurisdição. A dupla de minorcas da asa esquerda, Cervi e Grimaldo, não pára de fazer diabruras. O Vlachodimos vai-nos dando razões para acreditarmos que a baliza está bem entregue (falta ainda percebermos bem como é o seu comportamento nos cruzamentos). Até o Seferovic, que já parecia carta fora do baralho, volta a fazer um bom início de época e apresenta forte candidatura à titularidade. O Rafa e o Zivko, principalmente o primeiro, têm sido suplentes de luxo. E no "forno" temos mais alguns elementos que, a seu tempo, também darão o seu contributo para a Reconquista. Nomeadamente: Jonas, Castillo, Félix, Ferreyra, Krovinovic, Alfa, Conti e as novidades de fim de mercado, Corchia e Gabriel. Por falar nisso, vejamos como ficou o plantel após o fecho de Verão:

Nota: Com esta disposição dos 29 elementos pelo relvado pretendo explicitar o facto de termos plantel para jogar em 4-3-3 ou em 4-4-2. Julgo que esta época esse será um factor diferenciador que dificultará ainda mais a tarefa dos treinadores adversários. Acredito também que chegaremos ao final da época e veremos que começámos quase tantos jogos num sistema quanto no outro. Temos matéria-prima de qualidade e em quantidade. Caberá agora ao mister Vitória reconfirmar que é o homem certo, no lugar certo, na hora certa!

Então, e como estamos?
Por agora estamos bem, obrigado! Alcançámos o primeiro grande objectivo da época com um apuramento reTOUMBAnte para a Liga dos Campeões e chegámos à paragem de Setembro sem ninguém à nossa frente no campeonato. Não tenho dúvidas nenhumas que somos e seremos a melhor equipa em Portugal, e só com uma enorme roubalheira, ainda maior que na época passada, é que nos poderão desviar do caminho da Reconquista. 

Já na Liga dos Campeões, a conversa é outra. Para podermos garantir o apuramento na fase de grupos, precisamos ainda de melhorar um ou outro aspecto no nosso futebol, mormente a reacção à perda e a organização defensiva. O Bayern é claramente mais forte, o AEK não será pêra doce e o Ajax renovado aposta forte num regresso à ribalta europeia. Mas os indicadores que temos até agora permitem-nos antever esta campanha com optimismo, pois partimos de um nível bastante satisfatório e a tendência será para melhorarmos.

Fruto de uma pré-época muito bem preparada e de uma atitude muito assertiva no mercado (tal como eu tinha pedido em Maio, aqui), entrámos a um nível muito acima do habitual para um início de época e só faltou a vitória sobre o Sporting para fazermos um Agosto perfeito. 

Estamos bem, mas ainda vamos melhorar!
A fluidez no início de construção e a paciência na escolha das melhores opções na segunda fase são já uma imagem de marca do Benfica 18/19. Com a troca do Ferreyra pelo Seferovic melhorámos a ligação com o último terço, mas ainda podemos e devemos evoluir bastante neste aspecto. Sem bola, temos conseguido fazer uma pressão alta muito eficaz em grande parte do tempo de cada jogo. Ainda assim, nos últimos encontros, deixámos os adversários chegarem à nossa área mais vezes do que o aconselhável. Agora é tempo de recuperar os lesionados - e todos ansiamos pelo upgrade que nos será dado pelos regressos do Jonas e do Krovi -, aprofundar a integração dos novos elementos e dos menos utilizados e preparar da melhor forma o próximo ciclo que contém embates com o Bayern e com o Porto. Venham eles!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

VAI TER QUE DAR!






O resultado é escasso, mas permite tirar dividendos na segunda mão. Era preciso fazermos um jogo de paciência e um jogo de paciência fizemos. Numa eliminatória destas, ainda por cima com a primeira mão em casa, a prioridade é não sofrer golosJunte-se a isto o facto de ser a estreia oficial na época e percebe-se a preocupação da equipa em não falhar.

Para tal, é necessário controlar as operações, circular a bola em segurança e ir espreitando as oportunidades para chegar à baliza adversária. Foi isso que fizemos ao longo de todo o jogo, ainda que em défice de velocidade e de criatividade na primeira parte. Com o decorrer do jogo, os nossos jogadores foram-se soltando, subiram linhas e aumentaram a velocidade de circulação. Fomos empurrando o Fenerbahçe para trás, cujos jogadores quebraram fisicamente antes dos nossos.

A troca do Ferreyra pelo Castillo deu-nos mais acutilância no ataque. A deslocação do Pizzi, por diversas vezes, para a esquerda, deu-lhe mais tempo e espaço para organizar os nossos ataques. O trabalho incansável do Salvio, desgastando os adversários, forçando o um-contra-todos, acabou por dar frutos no golo, em que o deixaram sozinho porque já estavam fartos dele. 

Foi pena não termos feito o segundo, mas verdade seja dita, também não criámos um número significativo de oportunidades, apesar do grande volume de jogo ofensivo. Bom, muito bom mesmo, foi não termos sofrido golo nem concedido ocasiões!

NOTA PESSOAL
Os adeptos que assobiaram o passe do André Almeida para o guarda-redes, para permitir que a equipa se reorganizasse, e a substituição do Ferreyra pelo Castillo, espero que numa próxima encarnação nasçam lagartos. Assobios para a minha equipa espero ouvir dos adeptos dos outros.

                             Ficha do jogo (aqui)

APRECIAÇÕES INDIVIDUAIS
Vlachodimos - Passa-nos uma sensação de segurança que já tínhamos saudades de sentir em relação ao titular da nossa baliza. Mostrou-se à vontade a trocar a bola com os colegas da defesa, o que é muito importante para iniciarmos a construção com qualidade. Por uma ou outra vez, tentou colocar "demais" a bola a média/longa distância, mas é esse o caminho. Teve pouco trabalho defensivo (felizmente), pelo que ainda terá de ser mais testado para ficarmos definitivamente descansados.

André Almeida - Cometeu alguns erros não-forçados que não têm sido habituais nele. Melhorou ao longo do jogo.

Rúben Dias - Apresentou-se em muito melhor forma do que nos jogos de preparação. Fez dois belíssimos passes longos.

Jardel - Acho que não perdeu nenhum lance, pois não?

Grimaldo - Como sempre, muito bem a atacar. A defender, muito melhor do que tem sido habitual.

Fejsa - Roubou as bolas do costume, mas falhou algumas entregas que me pareciam simples. Descobriu o Salvio no golo.

Pizzi - Enorme volume de jogo, é óbvio que não pode acertar sempre. Imprescindível na construção e mais activo do que o habitual nas tarefas defensivas.

Gedson - Fez umas bem e outras mal, mas nunca se escondeu do jogo. Tem enorme potencial e um pulmão que parece inesgotável. Precisa de melhorar a percepção do espaço e do posicionamento dos colegas para tirar mais partido das suas qualidades.

Salvio - A nossa arma de destruição maciça voltou a fazer das suas! Mais uma assistência no bornal e um sem-número de incursões a esticar o jogo e a desestabilizar o bloco turco.

Cervi - Trabalhador como sempre, mas pouco inspirado sobretudo nos cruzamentos. Bem no golo a reagir ao passe atrasado do Salvio e a puxar a bola para o pé esquerdo.

Ferreyra - Percebe-se que tem qualidade, mas falta-lhe o entrosamento com a equipa. Sendo um jogador de apoios frontais, bola no pé, tabelinhas, etc, esse entrosamento torna-se ainda mais necessário. Virá com o tempo. Mas no entretanto tens de mostrar mais, Ferreyra!

Castillo - Muito mais combativo e de processos simples, conseguiu ter mais impacto em trinta minutos do que o seu "concorrente" em sessenta. Fortíssimo a segurar passes longos, rápido e objectivo a atacar a baliza.

Zivkovic - Entrou bem, numa altura em que já se pedia mais cérebro do que músculo.

Na Luz, os turcos quiseram ganhar a taluda sem comprar a cautela. Em Istambul, terão de arriscar muito mais se quiserem ser felizes. E é aí que poderá estar o nosso ganho!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

LIMPAR OS TURCOS






Numa altura em que ainda temos dúvidas importantes sobre que Benfica vamos ter esta época, há uma certeza incontornável: Temos que limpar os turcos! Para tal, proponho o seguinte Onze inicial:



A ideia passa por garantirmos alta rotatividade no meio-campo e a melhor reacção possível à perda de bola, com a presença do Alfa. Um compromisso entre:
1) aproveitar as dinâmicas trabalhadas na pré-época, num meio-campo com Fejsa, Gedson e Pizzi.
2) introduzir uma variante táctica que não terá sido ponderada pelo treinador adversário.

Esconder o nosso principal construtor de jogo na meia-esquerda tem como objectivo tirá-lo da zona de pressão mais óbvia e aliviá-lo das tarefas defensivas, o seu ponto mais fraco. Partindo algumas vezes da esquerda, virado para dentro, o Pizzi tem toda a equipa à distância de um só passe, porque saído dos seus pés. O Grimaldo dá largura à esquerda e o Gedson profundidade. Outras vezes, o Pizzi pode baixar para iniciar a construção do modo habitual. O propósito é confundir as referências de marcação ao adversário, mantendo a equipa equilibrada para a transição defensiva. Quanto ao Alfa, só lhe peço que ajude o Fejsa a roubar bolas, dê linhas de passe ao portador, apoie o Salvio nas suas incursões e apareça na área para finalizar. 



Tenho dúvidas em relação ao ponta-de-lança e ao parceiro do Jardel no eixo da defesa. Por um lado, o Rúben está mais rotinado e é mais forte no desarme. Mas começou a treinar mais tarde e ainda não está em forma. Por outro, o Conti parece-me mais apto no início de construção, mas é um jogo muito importante, o seu primeiro na Luz, e poderá acusar a pressão. Opto pela experiência do Rúben.

Na frente, o Ferreyra parece ser mais adequado para um jogo de posse e combinativo, como penso que devemos tentar fazer. O Castillo é mais trabalhador na pressão e pede mais jogo em profundidade. Aposto de início no argentino e deixo o chileno para a segunda parte, para ajudar a gerir um resultado que se espera positivo.

O CASO JONAS
Renovar, deixar terminar o contrato ou vender? Quanto a mim, a resposta passa essencialmente pela avaliação da sua condição física. A ser verdade que tem um problema crónico nas costas não faz sentido manter. Nessas situações, o tratamento apenas vai disfarçando o problema, mas não resolve. E o jogador acaba por nunca se aproximar do nível necessário para dar o contributo esperado à equipa. Temos um exemplo recente, o Júlio César da última época. Caso haja a convicção por parte dos responsáveis clínicos que a sua lesão pode ser definitivamente debelada, então justifica-se um esforço por manter. Seja como for, não é caso para dramas. 

Agora, a única coisa que interessa é ganharmos amanhã ao Fenerbahçe, de preferência sem nenhum golo sofrido. Vamos a isto, BENFICA!!

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Boas respostas e questões em aberto




Mais um bom teste do Benfica 2018/2019 perante um adversário forte. Foram dadas boas respostas e subsistem algumas dúvidas. Voltámos a entrar bem, fazendo uma pressão muito alta, empenhando muitos elementos nesse processo. Nos primeiros 15 minutos asfixiámos os alemães (soa tão bem, não soa?) e não os deixámos sair em ataque organizado.

Depois sofremos dois golos de rajada, aos 20' e 22', que nos fizeram temer o pior. O primeiro resulta duma excelente combinação do ataque do Dortmund em que vários dos nossos defesas, Almeida, Rúben e Jardel, chegam atrasados às trocas de passes dos adversários. No segundo, é o Rúben que não dá o passo em frente e coloca o avançado em jogo. Felizmente, a nossa equipa não se desconjuntou e conseguiu reequilibrar a partida no resto da primeira parte. No entanto, não conseguíamos levar as jogadas até à zona de finalização. O perigo que criámos foi, essencialmente, por forçarmos o erro no início de construção do Dortmund. Foi assim que quase reduzimos a diferença na primeira parte, num remate do Pizzi, após uma das várias acções de pressão do Gedson sobre o guarda-redes alemão.

Entrámos para a segunda parte com ataque renovado: Ferreyra, Salvio e Cervi renderam Castillo, Zivko e Rafa. O Salvio conseguiu impor mais acutilância pelo flanco do que o Zivko, ganhou faltas e fez cruzamentos. O Ferreyra tem melhor toque de bola e visão de jogo do que o Castillo, mas o chileno é mais forte na pressão e na luta pelas divididas. (É escolher conforme as ocasiões). Baixámos a zona de pressão, e conseguimos ligar mais jogo.

De uma forma geral, fomos superiores ao longo da segunda parte, sobretudo a partir dos 62 minutos, quando o Dortmund fez oito substituições. Ainda antes disso, aos 51 min. o Almeida ganhou uma bola no meio campo, acreditou na jogada, combinou com o Pizzi, entrou na área e facturou. Belo remate cruzado em mais uma assistência do Pizzi! Depois entrou o Alfa e tomou conta do meio campo. Após uma recarga ao seu próprio remate, finaliza com classe. O empate a dois não ficava mal, mas a vantagem nos penaltis ficou melhor. 

NOTAS SOLTAS:

- Entrar em pressão alta, sofrer dois golos, continuar a fazer pressão alta com tanta gente, durante tanto tempo, perante um adversário tão forte, requer uma bela dose de coragem emocional e grande disponibilidade física. Treinar nos Steelers deixou-nos como o aço!

- Na primeira e segunda fases de construção, parece-me já haver bastante segurança e fluidez no processo. Jogam todos o mesmo jogo.

- Na ligação com o último terço ainda é preciso afinar os timings de quem passa com quem se desmarca, proporcionar mais apoios frontais, definir melhor os cruzamentos, etc. 

- O Svilar ainda não se mostra pronto. Enquanto não estiver descansado com a baliza, simplesmente não estou descansado. Vamos lá a ver o Vlachodimos...!

- O Alfa Semedo tem sido visto como alternativa ao Fejsa, mas não sei se ele é o nosso típico 6. Não sei se tem essa noção táctica de ocupação dos espaços e percepção dos momentos de pressão/contenção. Por outro lado, pela amplitude de terreno que cobre, pela tendência que tem para progredir com a bola, vejo-o mais em duplo-pivot ou mesmo a 8. Uma coisa é certa, tem tido tremendo impacto em todas as acções em que intervém, pela sua técnica e capacidade física!

Sábado espera-nos um teste ainda mais exigente, frente à Juventus. Não cometer erros defensivos e aproveitar todas as nesgas na frente será a matéria a exame.

P.S. Ai, ai, Benfica! O que tu me fazes fazer... acordado até ás três e tal da manhã só para te ver. Hoje sofri a bom sofrer!


domingo, 22 de julho de 2018

O TESTE DEU POSITIVO



O teste de Zurique, frente ao Sevilha, deu positivo para a exibição do Benfica. Pressão alta eficaz, rápida circulação da bola e boa reacção à perda. A linha defensiva mostrou-se bem coordenada na utilização do fora-de-jogo. 

Nos dois primeiros jogos, no Bonfim, interessava acima de tudo perceber o momento de forma dos jogadores, testar os jovens promovidos da equipa B e integrar os reforços. Eram essencialmente testes individuais. Agora, após três semanas de trabalho, e perante um adversário mais exigente, este era um teste em que já era importante percebermos a resposta colectiva da equipa. E a equipa respondeu muito bem. Para além dos pontos referidos acima, apreciei sobremaneira a quantidade e a duração das jogadas em que trocámos a bola a um, dois toques, envolvendo todos os jogadores e percorrendo todo o campo.

O 4-3-3 dá-nos realmente mais consistência e favorece muito a nossa circulação de bola. Torna-se mais fácil criarmos superioridade numérica nos corredores (lateral + interior + extremo), e nunca ficamos com o centro despovoado, como acontece tantas vezes em 4-4-2. Vejo cada vez mais este sistema como o principal, ficando o antigo 4-4-2 disponível para quando precisamos de "meter mais carne no assador", ou perante aquelas equipas que já sabemos à partida que vão abdicar da luta a meio campo, estacionando o autocarro lá atrás. Falta testar o Ferreyra sozinho na frente. O Castillo já percebemos que está como peixe na água.

Passando para algumas apreciações individuais, voltei a gostar muito do Conti. Muito atento ao posicionamento do Jardel na definição da linha, muita segurança no início de construção, concentrado na marcação e destemido no desarme. Acredito que começaremos a época com Jardel e Rúben, mas o Conti terá uma palavra a dizer na luta pela titularidade.

O Castillo voltou a marcar e já mostrou melhor entendimento com os colegas. Excelente apontamento naquele passe de peito para o Rafa, pena a recepção deste não ter sido boa.

O Vlachodimos voltou a ter pouco trabalho, pelo que ainda não foi desta que ficámos a saber se podemos ficar descansados em relação à baliza. Mas transmitiu segurança e reforçou a ideia que já tinha dado quanto à facilidade com que joga com os pés (pelo menos com o direito).

O Gedson, quanto a mim, já é uma certeza. A coragem com que assume o jogo, os argumentos físicos e técnicos, aquela característica tão distintiva do box-to-box que parece omnipresente, fazem dele forte candidato à titularidade na fase inicial da época (pré-Krovi).

Dos consagrados, volto a destacar o Pizzi (mais uma assistência) e o Jardel.

Gostava ainda de sublinhar estas palavras do André Almeida sobre o Ebuehi, o seu concorrente directo: "É um excelente jogador, muito rápido! Espero que faça muitos jogos pelo Benfica, será bom sinal." Que senhor!

Agora vamos para mais dois testes de nível Champions, junto da Família Benfiquista do outro lado do oceano.

Força BENFICA!!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

SEGUNDO JOGO E SEGUNDO ESTÁGIO



O grande destaque do jogo com o Setúbal vai para o Gedson. Aliás, até estou em crer que o alinhamento escolhido pelo mister para este jogo teve como principal objectivo testar a capacidade do jovem médio num meio-campo a dois. Pois bem, se ele já tinha deixado boas indicações no primeiro jogo, num meio-campo a três, melhores indicações deixou neste segundo jogo. O Gedson encheu o campo a defender e a atacar e só não brilhou ainda mais porque levou muita pancada, que foi a única maneira de o pararem. Por falar nisso, este jogo do Bonfim relembrou-nos daquilo que nos espera nas competições nacionais: anti-benfiquismo primário dos adeptos adversários; violência sem limite dos jogadores adversários; e a permissividade criminosa dos bois do apito.

Para além do Gedson, destaco pela positiva o golo do Ferreyra e mais uma boa exibição do Pizzi, desta feita pela direita, a fazer-nos acreditar que o Platini de Bragança pode estar de volta. De um modo geral, fizemos uma boa primeira parte e uma segunda abaixo do exigível. Ou seja, fica demonstrado que podemos jogar bem em 4-3-3 (como na primeira parte do primeiro jogo) e podemos jogar bem em 4-4-2 (como na primeira parte do segundo jogo). As segundas partes foram fracas com ambos os sistemas. Temos duas boas bases para começar, agora é desenvolver! 

Voltando ao Gedson, veja-se que teve o enquadramento propício para mostrar o seu valor: Fejsa nas costas, Pizzi à direita, Cervi à esquerda e Jonas à sua frente. Faz lembrar alguém? Pois é, o Renato também jogou dentro duma bolha como esta, com o Gaitán na vez do Cervi. E faz sentido compararmos estes dois jovens da cantera encarnada - jogam ambos na mesma posição e desempenham as mesmas funções. São ambos médios todo-o-terreno, mas o Gedson parece-me mais evoluído tecnicamente e mais cerebral que o actual jogador do Bayern. Se a sua presença no plantel já estava assegurada, a candidatura à titularidade sai do Bonfim reforçada. Claro que, tal com o próprio diz, ainda tem muito para aprender. Eu sugeria-lhe melhorar o posicionamento quando a nossa equipa tem a bola, procurando dar sempre uma linha de passe simples ao colega portador.


Outro dos pontos de interesse neste segundo jogo-treino era começarmos a formar uma opinião sobre o Vlachodimos. Enquanto jogou não permitimos que o adversário criasse perigo, pelo que não deu para tirar grandes conclusões. Ainda assim, gostei de alguns pormenores: fez bons passes longos na marcação de pontapés de baliza; e mostrou-se confortável a jogar fora da grande área em apoio ao nosso início de construção.

Uma palavra ainda para o Conti. Voltou a mostrar qualidade técnica e pareceu-me concentrado e determinado na abordagem às divididas.



Entretanto, iniciámos o segundo estágio desta pré-época nas magníficas instalações do St. George´s Park. Foram feitos os primeiros cortes (André Ferreira, Alex Pinto, Heriberto, Willock e João Amaral) e juntaram-se ao grupo os mundialistas Salvio e Rúben Dias. Dos que ficaram em Lisboa, surpreende-me que o Heriberto não tenha merecido a continuidade e mais tempo de jogo nos próximos testes. Mais ainda me surpreende a presença do Lisandro e do Ola John no grupo principal!

Sem esquecer as diversas polivalências, e assumindo aqui um 4-3-3, podemos arrumar assim o grupo de 30 elementos ao dispor de Rui Vitória:


Que seja um excelente estágio!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

PRIMEIRO JOGO-TREINO. PRIMEIRAS NOTAS.



Mais do que ver o jogo, interessava ver os jogadores, principalmente os novos. A curiosidade que os reforços nos despertam é a nota dominante nesta fase embrionária da época. No primeiro Onze apresentado pelo mister Rui Vitória, destaque para as contratações Conti e Castillo e para os recém-promovidos Gedson e Félix.


Conti - Dada a menor valia do adversário e o acerto geral da nossa equipa nos primeiros 45 minutos, não foi muito testado em termos defensivos. Ainda assim, mostrou-se atento nas dobras ao seu lateral, o André Almeida. Nota-se que é um central com uma capacidade técnica acima da média e que gosta de fazer uso dessa mais-valia. Poderá contribuir para a melhoria da qualidade do nosso início de construção. Terá também de mostrar que sabe equilibrar essa vertente com aquela que não deixa de ser a principal num defesa: a capacidade defensiva.

Castillo - Marcar na estreia, principalmente para um ponta-de-lança, é sempre animador. O chileno é um avançado poderoso, de movimentos simples e remate pronto. Tem carisma! Se tivermos sorte, podemos ter aqui um valente bombardeiro.

Gedson - Esteve muito bem! Mostrou-se à vontade em todas as funções que competem a um médio completo, como ele é. Verdade que a oposição não era de grande valia, mas o Gedson apresentou uma forte candidatura à presença no plantel, e até, à titularidade nesta primeira fase da época, tendo em conta a lesão do Krovi e as férias do Zivko. 

João Félix - Em cada recepção orientada, em cada passe surpreendente, comprova a sua classe! Trata-se de um predestinado, de um daqueles jogadores que justificam por si só o preço do bilhete. Pela sua visão de jogo e faro de golo, pede-se uma posição mais central no terreno. Ontem, pela esquerda, revelou grande entrega e disponibilidade para ajudar o seu lateral, o Grimaldo. Notou-se também a natural falta de entrosamento com o ponta-de-lança, Castillo. Vejo-o como uma excelente alternativa ao Jonas na posição de segundo-avançado, quando jogarmos em 4-4-2. 

Entre os consagrados que actuaram na primeira parte, destaque para o Jardel, pelos dois golos, e para o Pizzi, pelos belíssimos passes longos a variar o centro de jogo.


O primeiro XIX de 2018/19


Ao intervalo, mudámos de Onze e de sistema. O 4-3-3 deu lugar ao 4-4-2 reforçando a ideia que já tive oportunidade de expressar, de que este ano vamos utilizar ora um, ora outro. 

O segundo XIX de 2018/19

Entrámos para a segunda parte com sete novidades do plantel deste ano, o que fez baixar consideravelmente a fluidez e a qualidade do futebol apresentado. O jogo ficou mais partido. Criámos várias oportunidades, mas concedemos demasiadas aproximações à nossa baliza. 

Algumas notas individuais:

Lema - Parece ser um defesa concentrado e, tal como o seu compatriota Conti, com alguma qualidade de passe. Sendo algo pesado, precisará de mais algum tempo para ganhar forma e rapidez, nomeadamente no sprint curto.

Alfa Semedo - Física e tecnicamente é jogador acima da média. Precisamos de mais alguns jogos para percebermos se tem boa noção táctica de ocupação dos espaços e percepção dos momentos de pressão/contenção - atributos indispensáveis num médio defensivo.

Ferreyra - Vê-se que conhece bem os terrenos que pisa. Mostrou boa leitura em passes para golo ou para assistência. Pena que não tenha conseguido concretizar nas duas ou três ocasiões que teve. Mas promete!

Heriberto - Mais um grande talento da nossa formação a justificar mais oportunidades na primeira equipa. A sua permanência dependerá em muito das compras e/ou vendas que ainda ocorram para as posições do último terço. O Heri apresenta fortes argumentos. Entre outros, é ambidextro e pode jogar pelas alas ou pelo centro.

E pronto, para primeiras impressões não está nada mal. Sexta-feira lá estarei no Bonfim para ver os nossos craques ao vivo e a cores!



                                           O SENHOR SHÉU

Se é possivel alguém personificar o que é "ser do Benfica", esse alguém é Shéu Han! Ele cessou as suas funções, mas nós não perdemos esta enorme reserva moral. Bem haja, Sr. Shéu!