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Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CRESCENTE VERMELHO




Que bela Páscoa! Vitória do Benfica com excelente exibição e o Porto a escorregar na Pedreira, deram-nos uma jornada à maneira! 

Em termos práticos, a vantagem de três pontos que temos agora significa apenas que ganhámos uma folgazinha que antes não tínhamos. Em termos anímicos e motivacionais, implica algo mais. Aos portistas, que somam três empates nos últimos quatro jogos, aumenta-lhes a desconfiança. Desperdiçaram duas oportunidades para assumirem a liderança. Já nós, sentimos reforçada a nossa esperança. Faremos um final de época com grande pujança! 

São vários os sinais que apontam para um crescente vermelho no tom da Primeira Liga 16/17. Ou muito me engano, ou isto promete: O regresso do Grimaldo, o melhor a atacar pelo seu lado. A crescente influência do Rafa, com a sua acção desequilibradora. E o Jonas a apurar a veia goleadora. Temos a felicidade de contar com um plantel recheado de excelentes jogadores, mas estes três - cada um na sua função - destacam-se dos demais. O Grimaldo é muito consistente a defender e uma arma temível a atacar. O Rafa é um fora-de-série. Tem tudo para vir a ser um dos jogadores mais aclamados na nova Luz. Sei que ainda há quem duvide... tenham só mais um pouco de paciência e vão ver. Quanto ao Jonas, não é preciso argumentar, pois não?

A recepção do Benfica ao Marítimo reveste-se de uma curiosidade estatística. Pela primeira vez na época, à 29ª jornada!, o Rui Vitória pôde repetir um Onze. Acresce que foi apenas o segundo jogo (corrijam-me se estiver enganado) em que pudemos contar com o Grimaldo, o Rafa e o Jonas de início. Se não houver nenhum azar esta semana (esperemos que o Jonas recupere rápido), poderemos apresentar em Alvalade aquele que, hoje por hoje, é o Onze mais forte na opinião do mister, pelo terceiro jogo consecutivo. O contributo desta continuidade para a qualidade exibicional é óbvio, quer pela melhoria do entrosamento da equipa, quer pelo aumento da auto-confiança dos eleitos.


O JOGO
Gostei muito da nossa primeira parte frente ao Marítimo. Na segunda, gerimos e gerimos bem. Ao longo dos primeiros 45' apresentámos o que este Benfica tem de melhor na fase ofensiva - a variedade de processos e a busca de todos os caminhos para chegar à baliza contrária. Atacámos pelos corredores laterais e atacámos pelo centro. Procurámos o jogo combinativo com tabelas curtas (Pizzi, Rafa e Jonas) e explorámos as iniciativas individuais (Salvio, Rafa e Grimaldo). Entrámos na área com a bola controlada e rematámos de fora. Se por um lado se torna mais difícil atingir a perfeição em cada tipo de movimento colectivo, por outro esta alternância de acções dificulta imenso a vida de quem defende. É virtualmente impossível que consigam fechar todos os caminhos em todas as jogadas.

Criámos várias situações de perigo relativo, com remates à figura do GR e um lance que quase dava auto-golo do Raúl Silva (prenúncio), mas não estava fácil penetrar na muralha recuada dos insulares. No entanto, a constância dos nossos ataques e a já referida variabilidade do nosso jogo ofensivo provocaram enorme desgaste ao adversário. Foi assim que aos 34', numa das várias arrancadas estonteantes do Rafa pela esquerda, o Luís Martins acaba por introduzir a bola na própria baliza, impedindo o Mitroglou de facturar. O Mitro que, diga-se de passagem, se revelou bastante desinspirado na finalização. Oxalá tenha poupado os golos para Alvalde. Nem dois minutos volvidos, nova acção do Rafa pela esquerda, combina com o Pizzi - sublime no passe para o Jonas - e finalização perfeita do Pistolas num remate rasteiro ao primeiro poste. Lindo golo! A fechar a primeira parte, fechámos a contagem com mais um golo na sequência de um canto, com o Jonas a bisar à matador! 



Na segunda parte, assistimos a um exercício de controlo e gestão por parte do Benfica, ainda assim com criação de várias oportunidades. Destaco apenas mais um lance genial do Rafa, aos 66', em que arranca ainda no nosso meio-campo pelo corredor esquerdo e assiste o Salvio na perfeição. Infelizmente, o Toto desequilibrou-se ao tentar finalizar com o pé esquerdo.

Já o disse várias vezes e não me canso de repetir: tão importante como criarmos oportunidades e fazermos golos é não concedermos oportunidades ao adversário. Em ambas as vertentes, o nosso jogo com o Marítimo foi quase perfeito. Sofremos um pequeno susto por causa duma parvoíce do Ederson na primeira parte e houve uma situação com algum perigo na segunda. De resto, controlo total. Os defesas e o Fejsa estiveram bem, como de costume, com o Nelson menos exuberante e o Grimaldo a aparecer. O Pizzi beneficiou de mais espaço que o habitual e fartou-se de distribuir amêndoas e ovinhos da Páscoa pelos colegas. O Salvio desgastou muito a defesa contrária, no seu estilo habitual de um-contra-todos. Também tem a sua utilidade, ainda que por demasiadas vezes desperdice melhores opções. Os destaques vão obviamente para o Jonas, pelos dois golos que marcou e também para o Rafa pelo pânico que causou.





      Faço minhas as palavras do Capitão
     ... e esperançoso!


quinta-feira, 13 de abril de 2017

SEJA FEITA A NOSSA VONTADE



Pai Cosme que estais nos Céus, glorificado seja o vosso nome
Venha a nós o vosso Ideal, seja feita a nossa vontade
Assim nos campos como nos pavilhões
A vitória nossa de cada dia, nos dai hoje.
Perdoai as distracções dos nossos defesas, assim como as falhas dos avançados.
Não nos deixeis cair para segundo, mas ajudai-nos a ganhar o Tetra!
Força Benfica!


Avé Eusébio, cheio de graça
O Benfica é convosco
Bendito sois vós entre os Futebolistas
E bendito é o vosso legado, manto sagrado.
Mário Coluna, eterno Capitão
Rogai pelos nossos jogadores
Agora e na hora da decisão
Força Benfica!


Inspirado pela quadra religiosa que se celebra por estes dias, e uma vez que a minha religião é o Benfiquismo, ofereço estas preces aos nossos deuses. Que nos ajudem a fazer o que ainda não foi feito!

Numa perspectiva mais terrena, nós temos de fazer a nossa parte, apoiando a equipa do primeiro ao último minuto. Temos de ficar unidos e dar aos nossos jogadores aquele acréscimo de força que faz a diferença nos momentos difíceis. Vamos mostrar, como acabou de dizer o nosso mister, que estamos vivos e bem vivos! Esteve fortíssimo, o mister.

Confio nas decisões do Rui Vitória e sei que apoiaremos de igual modo todos os que jogarem. Se fosse eu a escolher, amanhã começávamos assim:






Nada de especial a assinalar, a não ser as opções para as alas. O Carrillo dá mais criatividade e soluções diferentes do Salvio, gostava de o ver de início. Insisto no Rafa, porque precisa de confiança e continuidade para atingir o seu imenso potencial.












Com estes ou com outros, todos juntos, vamos fazer a História Que Falta Contar:


segunda-feira, 10 de abril de 2017

FALTAM SEIS!




Jogo sofrido com final feliz. A primeira das sete  finais foi ultrapassada com sucesso, apesar das dificuldades. O melhor do nosso jogo de ontem com o Moreirense foi mesmo o resultado, que nos permite manter o primeiro lugar faltando agora menos uma jornada para o fim. É inegável que a nossa exibição foi fraquinha e acabámos por ter a sorte do jogo, pois não faltaram ocasiões para o Moreirense marcar. 

Compreendo que nem sempre seja possível jogarmos com a qualidade que sabemos que a nossa equipa tem. Porque os campos são apertados, porque os adversários lutam muito, porque nem sempre os artistas estão inspirados... e porque o futebol é mesmo assim. Mas no jogo de ontem, pior do que os golos que não marcámos e as ocasiões que não criámos, foi a quantidade de oportunidades que concedemos ao Moreirense! Acho que a pressão descoordenada da nossa linha da frente é uma das principais causas do volume de jogo que permitimos ao adversário. Só por manifesta falta de classe na finalização dos jogadores do Moreirense não sofremos um ou dois golos que, a terem acontecido, muito provavelmente nos teriam arredado do primeiro lugar. Mas pronto, este já está! Agora temos de subir de nível para não ficarmos tão expostos à sorte e à falta de pontaria dos adversários nos próximos jogos.

Do Onze escalado, regista-se com agrado o regresso do Grimaldo e do Fejsa aos jogos da Liga. Não estão ainda no seu melhor, mas o jogo de ontem terá servido para ganharem pedalada para os que se seguem. Há no entanto uma questão que me deixou intrigado: Se era suposto o nosso extremo-direito explorar tantas vezes o corredor central, não teria sido preferível utilizar o Zivkovic ou o Carrillo de início? Qualquer um destes dois é mais esclarecido e mais criativo do que o Salvio no jogo interior. A vantagem comparativa do argentino é precisamente no jogo exterior, nas acções clássicas do extremo que corre pela linha lateral. Também me pareceu que o Jonas esteve demasiado tempo em jogo, considerando a pouca produção que teve. Por outro lado, sabemos que a qualquer momento pode ter um lance de génio e fazer a diferença. Mas ficámos bem mais fortes com sua saída e a entrada do Samaris.

Quanto ao árbitro, é verdade que o Luisão podia ter visto vermelho naquela entrada sobre o Boateng, mas o Tiago Martins também podia ter mostrado vários amarelos e segundos amarelos aos jogadores do Moreirense.

Faltam quatro dias para a próxima final. Que seja uma Sexta-Feira Santa...Diabólica. No Inferno da Luz!




quinta-feira, 6 de abril de 2017

DESCONCENTRADOS, MAS APURADOS




A quantidade de alterações. A ressaca do clássico. A vantagem da primeira mão. Tudo isto contribuiu para uma exibição desgarrada e com demasiadas falhas de concentração por parte do Benfica. Mas pronto, foi alcançado o objectivo e estamos no Jamor! O jogo pode ter sido muito entretido para espectadores neutros, mas eu não gosto nada de ver a nossa equipa sofrer tantos golos e conceder tantas oportunidades, mesmo que o desfecho seja positivo.

Eram esperadas muitas alterações no nosso Onze, em que a maior surpresa terá sido a ausência do Jonas. A linha da frente apresentada, com Carrillo, Cervi, Rafa e Zivkovic permite muita mobilidade e criatividade no último terço, mas carece de objectividade na finalização. Todos estes artistas são mais propensos a assistir do que a "matar" as jogadas. E foi isso que fomos vendo ao longo dos primeiros trinta minutos. Muito dinamismo ofensivo, grande capacidade para encontrarmos espaço na defesa estorilista  em tabelinhas ou em acelerações, criação de oportunidades flagrantes e... desperdício das mesmas. Talvez tenha sido a quantidade de oportunidades que criámos na primeira meia hora que tenha dado uma errada noção de facilidade, que mais tarde ou mais cedo marcaríamos.

Quem aproveitou as facilidades concedidas foi o Bruno Gomes que perante a passividade do Lindelof, colocou um remate frontal no ângulo da baliza do Júlio César, aos 31'. No entanto, em menos de um cigarro, o Carrillo repôs a igualdade e a nossa vantagem na eliminatória, após mau alívio do GR do Estoril. O resultado ao intervalo deixava o Estoril a um golo de igualar as contas e foi mesmo isso que aconteceu logo nos primeiros segundos da segunda parte. Uma tremenda displicência do André Almeida num passe atrasado para o espaço entre os nossos centrais e golo do recém-entrado Carlinhos. 



A nossa reacção foi rápida e voltámos a criar várias oportunidades. Aos 54', assistimos ao melhor momento da noite com aquela obra de arte do Zivkovic; remate em arco que leva a bola a entrar na gaveta da baliza grande. Eis uma demonstração que a melhor posição do sérvio é partindo da direita. Poucos minutos depois, novo momento espectacular com o chapéu do Carrillo a levar a bola à barra. Se tivesse entrado, este golo teria destronado o do Zivko como o mais belo da noite?

O dois-dois não nos deixava descansados, pois um golo deles tirava-nos do Jamor. As sucessivas desconcentrações da nossa equipa e facilidades concedidas ao adversário aumentavam a intranquilidade nas bancadas. Valeu o golo do Jonas, acabado de entrar para substituir o Rafa. Pensei que finalmente tivéssemos sossego e até pudéssemos acabar por ganhar confortavelmente, mas qual quê! Ainda tivemos muito que penar, pois o Estoril chega ao três-três em mais um lance de passividade da nossa defesa, desta vez com o Lisandro como principal responsável, e Bruno Gomes a bisar. Nos dez minutos finais, não conseguimos controlar o jogo e qualquer das equipas podia ter marcado, com o Estoril muito perto disso num canto aos 90'.




Parabéns aos jogadores do Estoril, que acreditaram sempre que podiam fazer história e levar o clube à segunda Final da Taça de Portugal. Parabéns ao Benfica que alcança a 36ª em busca da 26ª! 

Notas finais

Pela negativa:
- Muita desconcentração e falta de intensidade dos nossos jogadores;
- Falta de eficácia na finalização;
- A lesão do Filipe Augusto. Este rapaz é de cristal?!

Pela positiva:
- A mobilidade e imprevisibilidade do quarteto avançado;
- A quantidade de oportunidades criadas;
- O belo golo do Zivkovic;
- O belo quase-golo do Carrillo;
- O regresso do Grimaldo.

Muito mais importante que a final do Jamor, temos no próximo Domingo a final com o Moreirense, onde esperamos que o Benfica se apresente na máxima força e concentração. Só assim poderemos vencer.



terça-feira, 4 de abril de 2017

UM ONZE RUMO AO JAMOR




Temos de garantir a nossa presença no Jamor! Gostava de ver estes de início:







Um ataque móvel. O Jonas e o Rafa falam a mesma linguagem, vão-se dar bem. 

Criatividade (Carrillo) e acutilância (Cervi) nas alas.


Descansar o Pizzi e dar jogo ao Filipe Augusto. E depois ao Horta e ao Fejsa.



Rever o Grimaldo!






























Carrega BENFICA! Rumo ao Jamor!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

SETE FINAIS COM VISTA PARA O TETRA




Fomos superiores durante mais tempo, criámos mais e melhores oportunidades e a nossa vitória seria o resultado mais ajustado à produção das duas equipas. Como tal, o sentimento dominante que resulta do empate com o Porto é a frustração por não termos aproveitado esta ocasião para alargar para quatro os pontos que nos separam do segundo classificado. O aspecto positivo é que somos por agora a única equipa que só depende de si e que falta menos um jogo para o fim. Faltam-nos sete finais com vista para o Tetra!

Muito se tem falado sobre quem tem o calendário mais difícil nas jornadas que restam. Eu acho que está ela por ela. É verdade que o derby de Alvalade é jogo de tripla, mas as saídas do Porto a Braga, Marítimo e Chaves também não são pêra doce. Para além disso, já ambas as equipas perderam pontos em momentos que não se esperava. Mais do que o teórico grau de dificuldade de cada jogo, os factores decisivos para apurar o vencedor serão a determinação e o estofo de campeão dos candidatos. E aqui, levamos vantagem pois temos um plantel recheado de campeões muito mais habituados a estas andanças. Acresce que chegamos a esta fase da prova ainda com margem de progressão, pela inclusão do recém-recuperado Grimaldo e crescendo de forma do Jonas, bem como o regresso do Fejsa. A luta continua e acredito que temos as armas para vencê-la!



O JOGO
Foi um jogo muito emocionante, bem disputado e com desfecho incerto até ao fim. Houve alternância nos períodos de superioridade, se bem que com vantagem para o Benfica. Também foram cometidos vários erros de parte a parte, nem sempre aproveitados pela equipa adversária, o que aumentou a aleatoriedade do resultado. A equipa que mais quis e mais fez por ganhar foi claramente o Benfica, pena que tenha faltado acerto na finalização das várias oportunidades criadas. O Porto veio à Luz com a preocupação de não perder a sobrepor-se à crença de vencer. Bem notório, desde logo pelo onze inicial em que o NES desfez a dupla de avançados optando pelo Corona na esquerda para formar uma linha de cinco na zona intermédia. Também pela abordagem mais especulativa após terem alcançado o golo do empate se confirma o interesse que tinham nesse resultado. Se dúvidas restassem, bastava ver o anti-jogo do Casillas na reposição dos pontapés-de-baliza. No fim, festejaram. O segundo classificado empata com o primeiro quando só faltam sete jogos e fica satisfeito? Um pouco estranho, não? Pode ser que a esperança que depositam nos compadres de Alvalade se revele infundada...

O Benfica apresentou-se com dois avançados, como esperado. Não faria sentido abdicarmos da nossa micro-estrutura mais forte na frente - a dupla Jonas/Mitro - num jogo que queríamos ganhar. A presença do Rafa no onze não é propriamente uma surpresa, pois tem havido bastante rotatividade na nossa esquerda ofensiva e qualquer das quatro opções era válida. No meio, o Samaris e o Pizzi não jogaram tanto em 6/8 como de costume, mas mais lado-a-lado, com o transmontano a colaborar muito nas tarefas defensivas, o que lhe terá tirado discernimento e espaço para construir. O equilíbrio das contas no meio, perante os três médios (Danilo, Oliver e André André) do Porto foi conseguido ora com descidas do Jonas, ora com o Rafa a flectir para dentro. O pequeno barbudo teve várias acções defensivas determinantes, aparecendo nas costas dos adversários para lhes roubar a bola.

O início do jogo foi espectacular! Bancadas ao rubro, ambiente electrizante e o Tricampeão com uma entrada fulminante! O Nelson Semedo e o Salvio abriram as hostilidades com incursões pela direita que abanaram a estrutura portista. Logo aos 5', o argentino faz uma das suas arrancadas à "arma de destruição maciça", deixa três adversários para trás e entrega na área ao Jonas, que sofre penalti indiscutível. Não gosto de penaltis marcados para o meio da baliza, mas valeu! Os primeiros minutos mostraram um Porto atarantado e um Benfica personalizado. Pena que não tivéssemos aproveitado este período para fazer o segundo. Entretanto, o Porto foi tendo mais bola (consentida?) mas sem criar qualquer perigo e o Benfica passou a explorar as transições rápidas. Numa destas, o Rafa liga o turbo, deixa o Maxi "nas covas" e entra na área em condições de assistir o Jonas ou o Mitro. Infelizmente, continua a faltar-lhe afinação da definição das jogadas. Tivemos ainda um remate frontal do Mitroglou e um cabeceamento do Luisão a rasar a trave. O único sinal de perigo azul foi um livre frontal do Brahimi superiormente defendido pelo Ederson.

Ao intervalo, a vantagem justa embora escassa deixava boas perspectivas para a segunda parte. Mas uma entrada determinada do Porto e alguma desconcentração da nossa parte ditaram o golo do empate aos 50' pelo mini Pereira (mas que mal é que o Benfica fez a este gajo para ele demonstrar tanta raiva nos festejos do golo?!!). Como já referi, o Porto mostrou-se satisfeito com o empate alcançado e não arriscou na busca do golo da vitória. Tiveram apenas mais um lance de perigo em que o Ederson foi soberbo a sair aos pés do Soares isolado na nossa área. Valeu por um golo esta saída do Ederson!

Quanto a nós, reagimos bem e continuámos sempre a carregar. Procurámos vários caminhos, chegámos muitas vezes com perigo ao último terço e tivemos quatro ou cinco bolas na cara do Casillas. Lamentavelmente nem o Jonas nem o Mitro estiveram ao seu nível habitual e não conseguiram concretizar. Globalmente, fomos melhores e por isso o resultado sabe a pouco.

No Estádio, fiquei com a sensação que o árbitro estava armado em Xistra e assinalava falta a favor do Porto em todos os contactos, deixando passar as faltas a nosso favor. Depois de rever o jogo na BTV, faço avaliação positiva da arbitragem. A tarefa era difícil, dado o contexto pré-jogo e a vivacidade com que este foi disputado, mas houve equilíbrio nas decisões. Constatamos agora que ficou por assinalar uma falta sobre o Samaris na confusão que antecede o golo deles, mas, sejamos justos, era difícil de ver.




Algumas apreciações individuais:

EDERSON - Enorme! Pouco trabalho, mas nas duas situações difíceis que teve respondeu à sua altura - a de um dos melhores guarda-redes do mundo!

LUISÃO - Mas será possível que este rapaz continue a jogar ao nível tão elevado que tem jogado esta época?!! Já o disse e repito: por mim, se continuar assim, pode fazer mais 500 jogos de águia ao peito!

SAMARIS - Tem aproveitado a ausência do Fejsa para evoluir na função de médio-defensivo. Está mais assertivo a defender e mais esclarecido a iniciar a construção.

RAFA - Boas acções defensivas, boas arrancadas com bola e... o problema do costume na definição dos lances que ele próprio cria.

JONAS - Boa participação na segunda fase de construção. Faltou-lhe o killer instinct que o caracteriza.

Agora temos de carimbar a passagem para o Jamor. Depois, temos o próximo jogo do título em Moreira de Cónegos. É para ganhar e mais nada!



terça-feira, 28 de março de 2017

FALTAM 4... 3... 2...




A culpa não é dos rapazes que lá jogam - até admiro a maioria deles - e também não é minha, que quando era criança chorei baba e ranho quando fomos eliminados pela França de Platini em 84. A culpa de eu não sentir grande afinidade pela equipa da F.P.F. é das macacadas da própria Federação. Desde a vergonha nacional que ocorreu em 86 na mais famosa localidade mexicana, Saltillo de seu nome, passando pelas tristes figuras dos tempos do Oliveira em 1996 e em 2002, até aos recentes episódios na Luz, em que vimos a nossa casa conspurcada pela presença de criminosos apadrinhados pelos dirigentes federativos, só por poucos e muito breves instantes me senti representado pela supostamente "equipa de todos nós". Ao longo destes anos, o meu maior e mais constante interesse nos jogos das selecções é que nenhum jogador do Benfica se lesione.

Adiante, falemos do que realmente interessa. Esperemos que se confirmem as boas notícias relativas à recuperação de alguns dos nossos craques. Aparentemente, o Fejsa estará disponível para Sábado e também o Lindelof, que se lesionou na selecção sueca, poderá jogar. Em princípio, estas duas semanas terão sido aproveitadas para dar mais ritmo ao André Horta e ao Filipe Augusto para que sejam opções viáveis para o nosso meio campo, ainda que não sejam titulares. Também o Jonas terá ganho condição física e apresentar-se-á mais próximo do seu melhor. O Samaris e o Mitroglou (mais um golo pela Grécia) já regressaram e sem lesões. O Ederson, o Raúl e o Carrillo chegarão pouco tempo antes do jogo e após longas viagens. Esperemos que o nosso keeper, provavelmente o único titular dos três, não sofra de jet lag.

Ok, o jogo com o Porto não é decisivo porque faltarão disputar vinte e um pontos depois do clássico. Mesmo que daqui resulte a maior diferença pontual possível - quatro pontos, com a almejada vitória do Tricampeão - o campeonato não ficará decidido. Mas neste cenário ficaria muito bem encaminhado. Seria necessário o Porto vencer os sete jogos restantes e esperar que nós perdêssemos um e empatássemos outro para deixarmos escapar o Tetra. A nossa vitória dá-nos uma vantagem importante e elevada probabilidade de sermos campeões. O empate dá-nos uma ligeiríssima vantagem, mas sem qualquer margem de erro a seguir. A nossa derrota dá alguma vantagem ao Porto, que ainda poderia empatar um jogo dos seguintes. Ou seja, a "decisividade" deste Benfica-Porto depende do resultado que se verificar. Será muito decisivo se nós ganharmos, praticamente nada decisivo se empatarmos, e moderadamente decisivo se perdermos.

Pelas minhas contas, o duelo da Luz vale 25% da decisão do título. Passo a explicar: em campeonatos tão renhidos como este, os seis pontos em disputa nos jogos entre os dois concorrentes valem pelo menos o mesmo que todos os restantes trinta e dois jogos quando olhamos para a diferença pontual nas contas finais. Por ex., em 2013 o Benfica até fez mais dois pontos que o Porto nos jogos com todas as outras equipas, mas o Porto fez 4 pontos e nós só fizemos 1 nos confrontos directos. Já em 2015, fizemos exactamente os mesmos pontos que o Porto nos jogos com todas as outras equipas, mas a vantagem do "play-off" foi nossa, com vitória no Dragão e empate na Luz. O ano passado, os "play-offs" com o Sporting anularam-se, valeram os dois pontos que fizemos a mais no resto da prova. Então, podemos considerar que nestes casos em que o campeonato é disputado palmo-a-palmo até ao fim por dois candidatos, o confronto directo vale seguramente 50% da decisão. Assim sendo, cada um dos dois duelos vale os tais 25%. Enfim... divagações de quem gosta por vezes de fundir o racional com o emocional. E procura manter-se alheado do lodo dos dias.

Alheios à porcaria que tem infestado o futebol português terão de estar os nossos jogadores e treinador. Não é preciso, nem me parece que seja benéfico, utilizar as evidentes campanhas anti-Benfica na descomunicação social e até mesmo nos organismos oficiais, para motivar os nossos jogadores. Conseguir alcançar um feito inédito na gloriosa história do Benfica é - tem de ser - motivo mais do que suficiente para agregar a nossa equipa e elevá-la para um patamar de superação! Penso que é por aí que se deve centrar o discurso interno. Vencer por nós! Como o Benfica nunca houve. Nem haverá!



segunda-feira, 20 de março de 2017

VENHA DE LÁ O PLAY-OFF!




Afinal, a última curva antes da recta da meta tirou velocidade a ambos os concorrentes. Sábado à noite ficámos bastante deprimidos com o indesejado nulo do nosso Benfica, mas menos de 24 horas depois sentimo-nos revigorados pelo surpreendente empate do Porto. Sabemos que não corremos sozinhos nesta luta tão renhida, pelo que os resultados do adversário directo acabam por ser tão importantes como os nossos. Eu tinha uma esperançazita (tenho sempre) que eles podiam perder pontos, mas era só mesmo aquela esperança residual que nunca me abandona. Antes do jogo, cheguei a dar-me ao luxo de pedir um golo do João Carvalho (já agora, com assistência do Nuno Santos) e ele não fez por menos. Que belo golo, João! Obrigado!

Quanto ao nosso jogo, devo dizer que gostei bastante da primeira parte. É verdade que não criámos muitas oportunidades flagrantes, mas tivemos imensa posse de bola no meio campo do Paços e quase não os deixámos sair. As poucas vezes em que tal aconteceu, o Luisão - mais uma exibição imperial! - ou o Ederson, anularam o perigo.

Aos 9', boa recepção e bom passe do Mitro para o Jonas cruzar da esquerda com perigo para o segundo poste, onde o Salvio aparece mas falha a emenda. Aos 26' podíamos ter visto o melhor golo do campeonato, caso a bomba do Eliseu tivesse explodido dois centímetros mais abaixo! Não tivemos mais lances de grande perigo na primeira parte, apesar da boa circulação de bola e presença constante no último terço.

O Paços defendeu em bloco muito baixo, numa estratégia defensiva perfeitamente legítima, sem recorrer ao anti-jogo. Nós empurrámos os "castores" para a sua toca e não lhes demos tempo para respirar. Justificava-se o empate ao intervalo pela pouca quantidade de oportunidades, mas caso a toada se mantivesse na segunda parte, estou certo que seria apenas uma questão de tempo até facturarmos. Tem sido assim tantas vezes. Infelizmente, não se manteve a matriz do primeiro tempo e o jogo ficou mais dividido, com o Paços a disputar mais bolas no meio campo e a conseguir lançar mais ataques. Dois ou três lances de perigo moderado para cada lado (enorme defesa do Ederson, no livre) e uma derradeira oportunidade aos 95', com o cabecamento do Jonas a colocar a bola sobre a malha da baliza. Teria sabor a Tetra, se tivesse entrado...

Em termos individuais, destaco pela positiva o Luisão, o Eliseu e o Samaris. O Pizzi esteve bem na organização e soube defender-se do cartão amarelo. Por norma, não é um jogador agressivo nas tarefas defensivas. Esteve bem na contenção, condicionando a marcha do opositor com bola. O quarteto da frente esteve aquém do habitual (excepto o Salvio, que tem tido várias exibições insatisfatórias). O Cervi e o Rafa ainda conseguiram agitar as coisas, mas faltou sempre aquela afinação no último passe. A entrada do Raúl, tardia e para a esquerda, nada adiantou. 
Em resumo, fizemos um jogo abaixo do necessário, sobretudo na segunda parte. Faltou-nos essencialmente algo que nem tem faltado muito: inspiração na definição dos ataques e eficácia na finalização. 

Agora temos de preparar muito bem o clássico, que será uma espécie de play-off deste campeonato. Pela minha parte, vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para me apresentar na Luz no topo da minha forma, dia 1 de Abril. Sei que vou passar os próximos doze dias a acumular NERVOS. Serão transformados em ENERGIA assim que ocupar o meu lugar no Terceiro Anel!

sexta-feira, 17 de março de 2017

A última curva antes da recta da meta




É proibido escorregarmos na Mata Real. Este jogo é a antecâmara do sprint final que definirá o próximo Campeão Nacional. A seguir, temos a paragem para as selecções e depois o clássico. Que será como que um play-off deste campeonato a dois, um tiro de partida para a recta da meta, que dará vantagem significativa a quem sair da Luz na frente.

Não é expectável que o Porto perca pontos com o Setúbal em casa (mas era giro, com assistência do Nuno Santos e golo do João Carvalho) pelo que a nossa vitória em Paços de Ferreira assume carácter obrigatório. Temos de consolidar o que de melhor fizemos com o Belenenses e limar as arestas que ainda nos incomodam. Do derby de segunda-feira, gostei da nossa organização ofensiva e da variedade de jogo que apresentámos no último terço, com muita criatividade colectiva. Não gostei de várias hesitações e desconcentrações no início de construção.

Será necessário um Benfica igual a si próprio - competente e concentrado, para vencer em Paços. A experiência da nossa equipa, com vários Tricampeões e muitos Campeões, poderá fazer a diferença a nosso favor em mais um campeonato disputado ombro-a-ombro. Por falar em ombro-a-ombro, não estou excessivamente preocupado com os amarelos do Pizzi. A nossa preocupação deverá centrar-se noutros amarelos... os jogadores do Paços. Impedi-los de respirar e criar-lhes diferentes dificuldades. Precisamos de ganhar primeiro na luta para depois podermos impor a nossa superioridade técnica. Garra e talento! Qualidades do ADN do Benfica.

Na defesa e no meio-campo, não deverá haver surpresas. O eixo de ataque será composto pelo Jonas, a aproximar-se da sua forma, e pelo Mitrogolos. Nas alas, há matéria para inventar. Eu jogaria assim: 

Dum lado, a criatividade e imprevisibilidade do Carrillo. Do outro, a garra e velocidade do Cervi. Começava com ambos a jogarem do lado do seu pé para explorar a largura. Depois podiam trocar para fazerem movimentos interiores e também para mudarem de marcadores directos, criando assim dificuldades diferentes ao adversário.















Vamos estrear uma bancada na Mata Real. Que fique a estreia assinalada pela Onda Vermelha a caminho do Tetra! FORÇA BENFICA!!!

quinta-feira, 9 de março de 2017

VOLTAREMOS MAIS FORTES




O Borussia de Dortmund foi claramente superior no conjunto das duas mãos e merece o apuramento para os Quartos-de-Final da Liga dos Campeões. Quando assim é, resta-nos dar os parabéns ao adversário e esperar que na próxima época nos possamos apresentar mais fortes nesta competição e voltar a chegar mais longe. Na minha opinião, devemos estipular como objectivo mínimo para o Benfica europeu o apuramento na fase de grupos, e esse foi alcançado.

Uma derrota por quatro a zero tem sempre o seu peso anímico. Esperemos que passe rápido e não afecte a confiança dos nossos jogadores para o principal desígnio da época, a conquista do Tetra. Este resultado ajustava-se mais ao encontro da primeira mão e parece-me algo exagerado para o encontro de ontem. Os deuses do Futebol por vezes escrevem certo por linhas mais ou menos tortas...

Apesar de termos sofrido um golo logo aos 4', o Benfica não se desconjuntou e até conseguiu equilibrar a contenda na primeira parte. O nosso meio-campo bem preenchido e pressionante impediu o Dortmund de chegar com perigo à nossa baliza nos primeiros 45'. Ao intervalo, tínhamos razões para sentir algum optimismo pois a possibilidade de fazermos um golito era real e dar-nos-ia preciosa vantagem na eliminatória. A nossa entrada na segunda parte alimentou ainda mais esta esperança. Aquela oportunidade desperdiçada pelo Cervi aos 47' terá sido o momento do jogo.

Entretanto, o Dortmund conseguiu aumentar a velocidade de circulação e descobriu os espaços até então fechados à entrada da nossa área. É assim que fazem o dois a zero, por Pulisic, aos 59'. Logo de seguida, o Salvio arruina as nossas hipóteses ao quebrar a linha de fora-de-jogo deixando o Schmelzer em posição legal para cruzar para o Aubameyang encostar facilmente no terceiro e decisivo golo dos alemães.

Até eu, um optimista irritante, senti um enorme abalo na minha confiança em passarmos esta eliminatória quando sofremos o três zero. Os dois golos que nos faltavam revelaram-se uma miragem. Acabámos por sofrer o quarto - castigo demasiado pesado - ainda por cima porque foi obtido em fora-de-jogo, se bem que sem influência nas contas do apuramento. Diferença teria feito a expulsão do Dembelé, que devia ter ocorrido na primeira parte.

Sabíamos que não se repetiria a sorte da Luz e que precisávamos de jogar melhor para seguirmos em frente. De facto melhorámos, mas não foi suficiente. Para o ano regressaremos à Liga dos Campeões. Com mais experiência e com mais qualidade, voltaremos mais fortes. Agora temos de fazer uma demonstração de força e somar os três pontos na recepção ao Belenenses, segunda-feira na Luz. Estamos todos convocados! 

terça-feira, 7 de março de 2017

'BORA LÁ AOS QUARTOS!




A nossa confiança para este duelo em Dortmund pode estar algo condicionada pelo jogo da primeira mão. A quantidade de oportunidades criadas pelo adversário e o pouco perigo que criámos  levam-nos a crer que não teremos a mesma sorte. Mas acho que o chavão do futebol "cada jogo é um jogo" se aplicará com propósito neste caso e assistiremos a uma partida bastante diferente da primeira mão.  

Na Luz, a nossa prioridade foi - e bem - mantermos a nossa baliza a zero. Isso foi conseguido (com alguma sorte, é certo) mas teve um custo: condicionou as nossas saídas para o ataque, utilizámos menos elementos que o habitual pelo receio de ficarmos desequilibrados; e inibiu a criatividade dos nossos jogadores na frente. 

Na Alemanha, a nossa prioridade será fazermos pelo menos um golo. Temos alguma margem para arriscar. Sabemos que se estivermos a perder por um ou mesmo por dois (espero, pela nossa saúde, que tal não aconteça) continuamos completamente dentro da eliminatória. Este aspecto faz uma grande diferença na abordagem mental ao jogo e pode libertar a nossa criatividade.

Reconhecemos o poderio ofensivo do Borussia de Dortmund e precisamos de ter mais acerto defensivo do que tivemos cá, aquela sorte não se repetirá. Temos de ter mais critério nas saídas e apresentar mais imprevisibilidade no último terço. Temos gente para isso! Eu acredito! Carrega BENFICA!!


Se fosse eu, fazia assim:




domingo, 5 de março de 2017

BOA LUTA NA FEIRA




Jogo difícil como se esperava, preciosa vitória como se desejava. 

Conseguimos os três pontos com muita luta, concentração e entreajuda. A forte oposição do Feirense, exercendo muita pressão ao portador da bola, não nos permitiu desenvolver aquele futebol fluído, de passes sucessivos em busca do melhor caminho para a baliza adversária, como é nosso apanágio. Não raras vezes foi necessário recorrermos ao jogo directo, originando muitas perdas de bola. 

Para além de dificultar a nossa a acção, o Feirense conseguiu chegar muitas vezes à nossa área e criar algumas oportunidades. Mas nós criámos mais e melhores. Estranhamente, o Mitro não marcou. Felizmente, o Pizzi desequilibrou. Não só pelo golo, mas também pelo trabalho defensivo e pela forma como pegou no jogo na segunda parte, o nosso 21 foi o homem do jogo.




Duma forma geral, gostei do desempenho dos nossos jogadores. Apreciei sobretudo o empenho de todos do primeiro ao último minuto. Mas o Salvio irritou-me com tantas más decisões. O Zivko teve algumas dificuldades na zona central, melhorou nas alas. Gostava que experimentássemos a dupla Raúl/Mitro de início em jogos como este e não apenas em situações de desespero. Gostei muito do jogo do Samaris, forte a recuperar e a lançar. O Carrillo trabalhou bem, roubou bolas, deu soluções em posse e assistiu. Parece estabilizar num nível já aceitável, mas ainda vai dar mais. A defesa teve muito trabalho e, apesar de algumas dificuldades, sobrepôs-se aos adversários. O Ederson voltou a ser determinante. Era tão bom que mantivéssemos esta Parede Rematadora na nossa baliza por muitos anos! O Cervi entrou muito bem, o Jonas ajudou a pausar o jogo e a termos bola no meio campo adversário.

Foi mais uma vitória com a matriz do Benfica 2016/2017: Humildade e respeito pelo adversário. Enorme entrega, concentração e entreajuda. Solidez colectiva e aproveitamento das qualidades individuais. Percepção do contexto de cada jogo, determinação e pragmatismo.

Agora já só pensamos na Liga dos Campeões! Será um jogo muito diferente. Diferente deste com o Feirense, obviamente, e diferente do jogo da primeira mão. Na Luz, a prioridade era não sofrermos nenhum golo. Na Alemanha, a prioridade será marcarmos.



quarta-feira, 1 de março de 2017

UMA PRENDA NO FIM DA FESTA




Aparentemente, no nosso segundo golo a barba do Mitroglou está em fora-de-jogo. Será pretexto para nos roubarem nos próximos três jogos?


O Glorioso Sport Lisboa e Benfica celebrou ontem 113 anos de uma vida cheia. É uma história linda, que se escreve todos os dias e nos enche de orgulho. O Presente do nosso Clube permite-nos olhar para o Futuro plenos de entusiasmo e com toda a confiança em novas conquistas. Muitos parabéns e muitas felicidades, Benfica!

Nada melhor que uma vitória que nos abre o caminho para mais uma Final da Taça de Portugal para terminar o dia de festa. O jogo não foi fácil. O Estoril defendeu-se bem, ainda que sem conseguir criar perigo. O Matheus Oliveira parece-me jogador para outros voos.

Ao Benfica faltou velocidade e determinação para resolver o jogo mais cedo. As poupanças que sugeri que o Rui Vitória fizesse foram feitas pelos próprios jogadores, que pareceram acreditar que os golos chegariam naturalmente mais cedo ou mais tarde. E o golo da vitória, justa e incontestável, surgiu mesmo no fim. Foi como que uma prenda no fim da festa!





Para além do destaque óbvio ao Mitrogolos - mais dois!, desta vez com o direito - destaco também a exibição do Zivkovic. Mais uma assistência, inúmeros cruzamentos e um incansável trabalho defensivo, com várias recuperações de bola. O Nelson Semedo só será notícia quando não for impressionante. Em pouco mais do que serviços mínimos, o Benfica consegue assim um resultado que deixa excelentes perspectivas para nos apurarmos para a Final da Taça. Sábado temos mais uma final do campeonato.








segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

DESCOBRIR O CAMINHO PARA O JAMOR




O caminho do Estoril ou do Benfica para o Jamor tem ainda duas paragens. Passa amanhã pela Amoreira e depois pela Luz.

No jogo de amanhã teremos oportunidade para gerir um pouco a equipa, sem menosprezo para os canarinhos. A equipa da linha atravessa uma crise de resultados que lhe tira confiança, mas a possibilidade de alcançar pela segunda vez na sua história (em 1944, perdeu 8-0 com o SLB) a Final da Taça é um factor motivador. Ainda assim, temos aqui alguma margem para arriscar um pouco, tendo em conta que se disputará a 2ª mão na Luz.

Neste pressuposto, a minha proposta para o Onze frente ao Estoril é a seguinte:




Os objectivos a alcançar com estas alterações são:
Dar ânimo ao Júlio e descanso competitivo ao Ederson;
Dar ritmo ao André, já que o Nelson não pode jogar em Santa Maria da Feira;
Dar ritmo ao Jardel e descanso ao Capitão;
Aumentar as rotinas do Filipe Augusto e dar descanso ao Pizzi. Se possível, entraria na segunda parte o André Horta;
Aproveitar para rodar os extremos, dando minutos ao Cervi e ao Carrillo;
Dar ritmo ao Jonas e ao Raúl.

Saindo do banco, para além do já referido André Horta, gostava que tivéssemos oportunidade de estrear um dos novos laterais, o Pedro Pereira ou o Hermes.

Com maior ou menor rotatividade, temos a possibilidade de tornar mais claro o nosso caminho rumo ao Jamor. Que assim seja!
CARREGA BENFICA!!


sábado, 25 de fevereiro de 2017

CONTRA CHAVES, GAZUAS




Sendo alentejano sinto uma afinidade especial com a região de Trás-os-Montes. Pelos planaltos e pela lonjura das terras. Pela rectidão e pela humildade das gentes. E também pela posta mirandesa. 
Os transmontanos bem podem sentir-se orgulhosos da equipa que representa a região na Primeira Liga. E a Primeira Liga é valorizada pela presença deste Chaves. Que bela equipa! Que bela ideia de futebol!

Entrámos bem, com boa circulação e chegadas à área, mas não conseguimos impor o nosso domínio. Chaves fechadas em bloco baixo, mas sempre a envolver quatro ou mais elementos nas saídas, o que até lhes permitia fazer mudanças de flanco nos seus ataques. Aos 14', o Ederson foi enorme a fechar a porta ao Fábio Martins. Voltaria a sê-lo aos 82' negando o segundo golo do empate a Bressan. Aos 18' o Nelson-Gazua cruza para o Mitro-Gazua e dá golo!


É tão bom termos um goleador chamado Mitroglou! Na última época do Cardozo, em que jogou pouco, temi que passasse muito tempo sem voltarmos a ter aquele ponta-de-lançazorro que o Benfica tem de ter. Aquele Manniche ou Magnusson. Aquele van Hooijdonk ou Brian Deane. Aquele Cardozão ou... este MITROGOLO! Está super-confiante e até arrisca fazer truques novos. Está cada vez mais ligado à equipa e mais combinativo. E o pé não está quente, ferve! Bem haja!


Mas o jogo continuou partido com ataques rápidos a ambas as balizas. Devíamos ter conseguido controlar a situação, mas o Chaves não deixou. É a jogar contra equipas assim (e melhores) que elevamos o nosso nível. Tivemos de ser criativos a atacar e atentos a defender. O Chaves obrigou-nos a procurar vários caminhos e não nos deu descanso. Grande jogo do Tiba e grande golo do Bressan, aos 44'.


Quando estamos empatados ao intervalo, digo sempre "agora fazemos dois, aqui na baliza grande", por isso não tenho grande mérito em ter acertado desta vez. Mas a verdade é que entrámos rápidos e decididos e marcámos logo aos 50'. Sabemos que a defender o Samaris não é tão forte como o Fejsa, mas a construir consegue ser mais valioso. É dele a abertura para o Nelson-Gazua assistir o Rafa-Gazua através do túnel do Mitro-Gazua. Que belo football association


O Rafa está perto, perto de se revelar a bomba que ainda nem toda a gente percebeu que ele é.
Sim, precisa de definir melhor o último passe, a finalização. A ligação com os colegas também tem de ser afinada, ele pode receber no pé ou pedir no espaço. Essa sintonia pode e vai melhorar com mais dois ou três joguitos. Vão ver!




O golo cedo na segunda parte pode ter-nos dado a ilusão que rapidamente faríamos outro e resolveríamos o jogo. Mas este não surgiu, os minutos foram passando e emerge o dilema das vantagens mínimas: should I stay or should I go?, que é como quem diz seguramos ou arriscamos? Ao contrário do que tem sido mais frequente, a opção desta vez foi por continuar à procura do golo. Ainda apanhámos um susto aos 82', antes do Mitro fechar a loja aos 89'. Rico jogo, bela vitória! O Chaves veio ao reduto do Tricampeão justificar o notável sétimo lugar. O Benfica para vencer teve de se aplicar. Também o jogo de lá foi bastante difícil.

Vida de adepto que luta para ser campeão é difícil e nós ontem tivemos de sofrer. Há quem aproveite o fim-de-semana para ir passear tranquilamente ao Estoril. E pronto, o nosso trabalhinho está feito! Agora era bom que a arbitragem no Bessa não fosse má.






P.S. Eleições no Sporting - Do ponto de vista estritamente Benfiquista, é-me indiferente que o presidente do Sporting seja o "Jaquim" ou o "Manel". Do ponto de vista do ar que respiramos, será muito desagradável se tivermos de passar mais quatro anos com o grunho a conspurcar o ambiente desportivo nacional. 


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

E TUDO O MITRO LEVOU...





Vitória tão difícil quão saborosa, esta que alcançámos ontem em Braga! Foi um jogo muito dividido com ambas as equipas fortemente apostadas em vencer sem que nenhuma tivesse conseguido impor o seu jogo. Ao longo do encontro houve fases alternadas de alguma superioridade, ora de uma ora de outra equipa, ainda que sem criação de grandes oportunidades de golo. Lutou-se bravamente pela posse de bola no meio campo e pelo espaço no último terço do adversário. No fim, ganhou a equipa onde joga MITROGLOU, o Grego Goleador! E bem.





Desde a época de 2011/2012 que não se via tanta roubalheira da arbitragem como temos visto desde há meia dúzia de semanas. Nessa época, fomos arredados do 1º lugar com arbitragens escandalosas contra nós em Guimarães e em Coimbra, nas jornadas imediatamente anteriores a recebermos o Porto - no jogo em que perdemos 3-2 com um golo do Maicon em fora-de-jogo.


A maturidade e a qualidade do Benfica de hoje permitem-nos dar mais luta aos ladrões apitadores, mas certamente não será suficiente para superar a incessante roubalheira nos nossos jogos e as constantes ajudas ao clube da fruta. A minha questão é: Qual será a melhor forma do Benfica lutar contra esta situação?


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

GRANDE RESULTADO E UM KEEPER MAIOR QUE A SORTE!




Sorte? Sim, tivemos bastante. Quando uma equipa concede cinco ou seis oportunidades claríssimas de golo ao adversário e ganha 1-0 com um único remate à baliza... é inegável que a sorte jogou a seu favor. Mas ainda maior que a sorte que tivemos é o guarda-redes que temos! Maior que a sorte foi a capacidade de sofrimento e a entre-ajuda da nossa equipa. 

Com sorte e grande entrega, conseguimos um belíssimo resultado que nos deixa boas perspectivas para a 2ª mão. Acredito firmemente que conseguiremos fazer pelo menos um golito na Alemanha.

Mais do que pela diferença na qualidade individual dos jogadores, a superioridade do Borussia manifestou-se pela intensidade na pressão e dinâmica na construção. Os alemães forçaram o nosso erro nas tentativas de sair a jogar e criaram muito perigo. Há ilações a tirar para o jogo de lá. Deveremos procurar sair de forma mais simples, com mais futebol directo se preciso for. Teremos certamente ocasiões para explorar o adiantamento deles. Será importante descobrirmos o melhor caminho para chegarmos em boas condições à zona de finalização.



O jogo de ontem teve um Super Herói para os Benfiquistas e um super vilão para os alemães.
O Ederson é um enorme Guarda-Redes e está cada vez mais completo. O seu passe longo é uma arma que condiciona os nossos adversários que procuram pressionar mais alto.





Para além do nosso keeper, destaco o enorme jogo do Capitão. Por mim, pode fazer mais 500! 

Grande jogo também fez o Nelson Semedo, com muito trabalho defensivamente e algumas boas saídas. O Eliseu e o Lindelof estiveram muito equilibrados e concentrados. O Fejsa teve grandes dificuldades em entregar a bola depois de a recuperar. O Pizzi não teve espaço nem tempo para construir e perdeu bolas comprometedoras, mas fez bom trabalho na cobertura defensiva. O Salvio teve boas iniciativas na primeira parte mas definiu mal, e foi-se apagando. O Carrillo começou bem, ajudou a defender, mas faltou-lhe companhia para levar o jogo para a frente. O Rafa podia ter beneficiado do espaço nas costas da defesa impondo a sua velocidade, mas não foi servido em condições. O melhor passe que recebeu foi feito pelo Ederson. Já ouvi queixas de que o 10 do Benfica joga com as mãos... O Mitroglou trabalhou imenso e foi letal na única oportunidade que teve.

A entrada do Filipe Augusto ao intervalo dividiu por três o trabalho do Pizzi e do Fejsa. Será melhor entrarmos assim lá? O Cervi também entrou bem, ganhou bolas e ajudou a equipa a respirar. Esperava mais do Raúl, mas vem de lesão.

Desta vez a sorte jogou do nosso lado, é improvável que se repita lá. Teremos de ser ainda mais rigorosos a defender e maliciosos a atacar. Um golito nosso lá...

Bom, mas agora é preciso ir ganhar a Braga!





P.S. Vejam ou revejam as imagens do balneário celebrando os 500 jogos do Luisão
...ou de como se desmontam teorias da conspiração dos antis.