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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

VAI TER QUE DAR!






O resultado é escasso, mas permite tirar dividendos na segunda mão. Era preciso fazermos um jogo de paciência e um jogo de paciência fizemos. Numa eliminatória destas, ainda por cima com a primeira mão em casa, a prioridade é não sofrer golosJunte-se a isto o facto de ser a estreia oficial na época e percebe-se a preocupação da equipa em não falhar.

Para tal, é necessário controlar as operações, circular a bola em segurança e ir espreitando as oportunidades para chegar à baliza adversária. Foi isso que fizemos ao longo de todo o jogo, ainda que em défice de velocidade e de criatividade na primeira parte. Com o decorrer do jogo, os nossos jogadores foram-se soltando, subiram linhas e aumentaram a velocidade de circulação. Fomos empurrando o Fenerbahçe para trás, cujos jogadores quebraram fisicamente antes dos nossos.

A troca do Ferreyra pelo Castillo deu-nos mais acutilância no ataque. A deslocação do Pizzi, por diversas vezes, para a esquerda, deu-lhe mais tempo e espaço para organizar os nossos ataques. O trabalho incansável do Salvio, desgastando os adversários, forçando o um-contra-todos, acabou por dar frutos no golo, em que o deixaram sozinho porque já estavam fartos dele. 

Foi pena não termos feito o segundo, mas verdade seja dita, também não criámos um número significativo de oportunidades, apesar do grande volume de jogo ofensivo. Bom, muito bom mesmo, foi não termos sofrido golo nem concedido ocasiões!

NOTA PESSOAL
Os adeptos que assobiaram o passe do André Almeida para o guarda-redes, para permitir que a equipa se reorganizasse, e a substituição do Ferreyra pelo Castillo, espero que numa próxima encarnação nasçam lagartos. Assobios para a minha equipa espero ouvir dos adeptos dos outros.

                             Ficha do jogo (aqui)

APRECIAÇÕES INDIVIDUAIS
Vlachodimos - Passa-nos uma sensação de segurança que já tínhamos saudades de sentir em relação ao titular da nossa baliza. Mostrou-se à vontade a trocar a bola com os colegas da defesa, o que é muito importante para iniciarmos a construção com qualidade. Por uma ou outra vez, tentou colocar "demais" a bola a média/longa distância, mas é esse o caminho. Teve pouco trabalho defensivo (felizmente), pelo que ainda terá de ser mais testado para ficarmos definitivamente descansados.

André Almeida - Cometeu alguns erros não-forçados que não têm sido habituais nele. Melhorou ao longo do jogo.

Rúben Dias - Apresentou-se em muito melhor forma do que nos jogos de preparação. Fez dois belíssimos passes longos.

Jardel - Acho que não perdeu nenhum lance, pois não?

Grimaldo - Como sempre, muito bem a atacar. A defender, muito melhor do que tem sido habitual.

Fejsa - Roubou as bolas do costume, mas falhou algumas entregas que me pareciam simples. Descobriu o Salvio no golo.

Pizzi - Enorme volume de jogo, é óbvio que não pode acertar sempre. Imprescindível na construção e mais activo do que o habitual nas tarefas defensivas.

Gedson - Fez umas bem e outras mal, mas nunca se escondeu do jogo. Tem enorme potencial e um pulmão que parece inesgotável. Precisa de melhorar a percepção do espaço e do posicionamento dos colegas para tirar mais partido das suas qualidades.

Salvio - A nossa arma de destruição maciça voltou a fazer das suas! Mais uma assistência no bornal e um sem-número de incursões a esticar o jogo e a desestabilizar o bloco turco.

Cervi - Trabalhador como sempre, mas pouco inspirado sobretudo nos cruzamentos. Bem no golo a reagir ao passe atrasado do Salvio e a puxar a bola para o pé esquerdo.

Ferreyra - Percebe-se que tem qualidade, mas falta-lhe o entrosamento com a equipa. Sendo um jogador de apoios frontais, bola no pé, tabelinhas, etc, esse entrosamento torna-se ainda mais necessário. Virá com o tempo. Mas no entretanto tens de mostrar mais, Ferreyra!

Castillo - Muito mais combativo e de processos simples, conseguiu ter mais impacto em trinta minutos do que o seu "concorrente" em sessenta. Fortíssimo a segurar passes longos, rápido e objectivo a atacar a baliza.

Zivkovic - Entrou bem, numa altura em que já se pedia mais cérebro do que músculo.

Na Luz, os turcos quiseram ganhar a taluda sem comprar a cautela. Em Istambul, terão de arriscar muito mais se quiserem ser felizes. E é aí que poderá estar o nosso ganho!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

LIMPAR OS TURCOS






Numa altura em que ainda temos dúvidas importantes sobre que Benfica vamos ter esta época, há uma certeza incontornável: Temos que limpar os turcos! Para tal, proponho o seguinte Onze inicial:



A ideia passa por garantirmos alta rotatividade no meio-campo e a melhor reacção possível à perda de bola, com a presença do Alfa. Um compromisso entre:
1) aproveitar as dinâmicas trabalhadas na pré-época, num meio-campo com Fejsa, Gedson e Pizzi.
2) introduzir uma variante táctica que não terá sido ponderada pelo treinador adversário.

Esconder o nosso principal construtor de jogo na meia-esquerda tem como objectivo tirá-lo da zona de pressão mais óbvia e aliviá-lo das tarefas defensivas, o seu ponto mais fraco. Partindo algumas vezes da esquerda, virado para dentro, o Pizzi tem toda a equipa à distância de um só passe, porque saído dos seus pés. O Grimaldo dá largura à esquerda e o Gedson profundidade. Outras vezes, o Pizzi pode baixar para iniciar a construção do modo habitual. O propósito é confundir as referências de marcação ao adversário, mantendo a equipa equilibrada para a transição defensiva. Quanto ao Alfa, só lhe peço que ajude o Fejsa a roubar bolas, dê linhas de passe ao portador, apoie o Salvio nas suas incursões e apareça na área para finalizar. 



Tenho dúvidas em relação ao ponta-de-lança e ao parceiro do Jardel no eixo da defesa. Por um lado, o Rúben está mais rotinado e é mais forte no desarme. Mas começou a treinar mais tarde e ainda não está em forma. Por outro, o Conti parece-me mais apto no início de construção, mas é um jogo muito importante, o seu primeiro na Luz, e poderá acusar a pressão. Opto pela experiência do Rúben.

Na frente, o Ferreyra parece ser mais adequado para um jogo de posse e combinativo, como penso que devemos tentar fazer. O Castillo é mais trabalhador na pressão e pede mais jogo em profundidade. Aposto de início no argentino e deixo o chileno para a segunda parte, para ajudar a gerir um resultado que se espera positivo.

O CASO JONAS
Renovar, deixar terminar o contrato ou vender? Quanto a mim, a resposta passa essencialmente pela avaliação da sua condição física. A ser verdade que tem um problema crónico nas costas não faz sentido manter. Nessas situações, o tratamento apenas vai disfarçando o problema, mas não resolve. E o jogador acaba por nunca se aproximar do nível necessário para dar o contributo esperado à equipa. Temos um exemplo recente, o Júlio César da última época. Caso haja a convicção por parte dos responsáveis clínicos que a sua lesão pode ser definitivamente debelada, então justifica-se um esforço por manter. Seja como for, não é caso para dramas. 

Agora, a única coisa que interessa é ganharmos amanhã ao Fenerbahçe, de preferência sem nenhum golo sofrido. Vamos a isto, BENFICA!!

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Boas respostas e questões em aberto




Mais um bom teste do Benfica 2018/2019 perante um adversário forte. Foram dadas boas respostas e subsistem algumas dúvidas. Voltámos a entrar bem, fazendo uma pressão muito alta, empenhando muitos elementos nesse processo. Nos primeiros 15 minutos asfixiámos os alemães (soa tão bem, não soa?) e não os deixámos sair em ataque organizado.

Depois sofremos dois golos de rajada, aos 20' e 22', que nos fizeram temer o pior. O primeiro resulta duma excelente combinação do ataque do Dortmund em que vários dos nossos defesas, Almeida, Rúben e Jardel, chegam atrasados às trocas de passes dos adversários. No segundo, é o Rúben que não dá o passo em frente e coloca o avançado em jogo. Felizmente, a nossa equipa não se desconjuntou e conseguiu reequilibrar a partida no resto da primeira parte. No entanto, não conseguíamos levar as jogadas até à zona de finalização. O perigo que criámos foi, essencialmente, por forçarmos o erro no início de construção do Dortmund. Foi assim que quase reduzimos a diferença na primeira parte, num remate do Pizzi, após uma das várias acções de pressão do Gedson sobre o guarda-redes alemão.

Entrámos para a segunda parte com ataque renovado: Ferreyra, Salvio e Cervi renderam Castillo, Zivko e Rafa. O Salvio conseguiu impor mais acutilância pelo flanco do que o Zivko, ganhou faltas e fez cruzamentos. O Ferreyra tem melhor toque de bola e visão de jogo do que o Castillo, mas o chileno é mais forte na pressão e na luta pelas divididas. (É escolher conforme as ocasiões). Baixámos a zona de pressão, e conseguimos ligar mais jogo.

De uma forma geral, fomos superiores ao longo da segunda parte, sobretudo a partir dos 62 minutos, quando o Dortmund fez oito substituições. Ainda antes disso, aos 51 min. o Almeida ganhou uma bola no meio campo, acreditou na jogada, combinou com o Pizzi, entrou na área e facturou. Belo remate cruzado em mais uma assistência do Pizzi! Depois entrou o Alfa e tomou conta do meio campo. Após uma recarga ao seu próprio remate, finaliza com classe. O empate a dois não ficava mal, mas a vantagem nos penaltis ficou melhor. 

NOTAS SOLTAS:

- Entrar em pressão alta, sofrer dois golos, continuar a fazer pressão alta com tanta gente, durante tanto tempo, perante um adversário tão forte, requer uma bela dose de coragem emocional e grande disponibilidade física. Treinar nos Steelers deixou-nos como o aço!

- Na primeira e segunda fases de construção, parece-me já haver bastante segurança e fluidez no processo. Jogam todos o mesmo jogo.

- Na ligação com o último terço ainda é preciso afinar os timings de quem passa com quem se desmarca, proporcionar mais apoios frontais, definir melhor os cruzamentos, etc. 

- O Svilar ainda não se mostra pronto. Enquanto não estiver descansado com a baliza, simplesmente não estou descansado. Vamos lá a ver o Vlachodimos...!

- O Alfa Semedo tem sido visto como alternativa ao Fejsa, mas não sei se ele é o nosso típico 6. Não sei se tem essa noção táctica de ocupação dos espaços e percepção dos momentos de pressão/contenção. Por outro lado, pela amplitude de terreno que cobre, pela tendência que tem para progredir com a bola, vejo-o mais em duplo-pivot ou mesmo a 8. Uma coisa é certa, tem tido tremendo impacto em todas as acções em que intervém, pela sua técnica e capacidade física!

Sábado espera-nos um teste ainda mais exigente, frente à Juventus. Não cometer erros defensivos e aproveitar todas as nesgas na frente será a matéria a exame.

P.S. Ai, ai, Benfica! O que tu me fazes fazer... acordado até ás três e tal da manhã só para te ver. Hoje sofri a bom sofrer!


domingo, 22 de julho de 2018

O TESTE DEU POSITIVO



O teste de Zurique, frente ao Sevilha, deu positivo para a exibição do Benfica. Pressão alta eficaz, rápida circulação da bola e boa reacção à perda. A linha defensiva mostrou-se bem coordenada na utilização do fora-de-jogo. 

Nos dois primeiros jogos, no Bonfim, interessava acima de tudo perceber o momento de forma dos jogadores, testar os jovens promovidos da equipa B e integrar os reforços. Eram essencialmente testes individuais. Agora, após três semanas de trabalho, e perante um adversário mais exigente, este era um teste em que já era importante percebermos a resposta colectiva da equipa. E a equipa respondeu muito bem. Para além dos pontos referidos acima, apreciei sobremaneira a quantidade e a duração das jogadas em que trocámos a bola a um, dois toques, envolvendo todos os jogadores e percorrendo todo o campo.

O 4-3-3 dá-nos realmente mais consistência e favorece muito a nossa circulação de bola. Torna-se mais fácil criarmos superioridade numérica nos corredores (lateral + interior + extremo), e nunca ficamos com o centro despovoado, como acontece tantas vezes em 4-4-2. Vejo cada vez mais este sistema como o principal, ficando o antigo 4-4-2 disponível para quando precisamos de "meter mais carne no assador", ou perante aquelas equipas que já sabemos à partida que vão abdicar da luta a meio campo, estacionando o autocarro lá atrás. Falta testar o Ferreyra sozinho na frente. O Castillo já percebemos que está como peixe na água.

Passando para algumas apreciações individuais, voltei a gostar muito do Conti. Muito atento ao posicionamento do Jardel na definição da linha, muita segurança no início de construção, concentrado na marcação e destemido no desarme. Acredito que começaremos a época com Jardel e Rúben, mas o Conti terá uma palavra a dizer na luta pela titularidade.

O Castillo voltou a marcar e já mostrou melhor entendimento com os colegas. Excelente apontamento naquele passe de peito para o Rafa, pena a recepção deste não ter sido boa.

O Vlachodimos voltou a ter pouco trabalho, pelo que ainda não foi desta que ficámos a saber se podemos ficar descansados em relação à baliza. Mas transmitiu segurança e reforçou a ideia que já tinha dado quanto à facilidade com que joga com os pés (pelo menos com o direito).

O Gedson, quanto a mim, já é uma certeza. A coragem com que assume o jogo, os argumentos físicos e técnicos, aquela característica tão distintiva do box-to-box que parece omnipresente, fazem dele forte candidato à titularidade na fase inicial da época (pré-Krovi).

Dos consagrados, volto a destacar o Pizzi (mais uma assistência) e o Jardel.

Gostava ainda de sublinhar estas palavras do André Almeida sobre o Ebuehi, o seu concorrente directo: "É um excelente jogador, muito rápido! Espero que faça muitos jogos pelo Benfica, será bom sinal." Que senhor!

Agora vamos para mais dois testes de nível Champions, junto da Família Benfiquista do outro lado do oceano.

Força BENFICA!!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

SEGUNDO JOGO E SEGUNDO ESTÁGIO



O grande destaque do jogo com o Setúbal vai para o Gedson. Aliás, até estou em crer que o alinhamento escolhido pelo mister para este jogo teve como principal objectivo testar a capacidade do jovem médio num meio-campo a dois. Pois bem, se ele já tinha deixado boas indicações no primeiro jogo, num meio-campo a três, melhores indicações deixou neste segundo jogo. O Gedson encheu o campo a defender e a atacar e só não brilhou ainda mais porque levou muita pancada, que foi a única maneira de o pararem. Por falar nisso, este jogo do Bonfim relembrou-nos daquilo que nos espera nas competições nacionais: anti-benfiquismo primário dos adeptos adversários; violência sem limite dos jogadores adversários; e a permissividade criminosa dos bois do apito.

Para além do Gedson, destaco pela positiva o golo do Ferreyra e mais uma boa exibição do Pizzi, desta feita pela direita, a fazer-nos acreditar que o Platini de Bragança pode estar de volta. De um modo geral, fizemos uma boa primeira parte e uma segunda abaixo do exigível. Ou seja, fica demonstrado que podemos jogar bem em 4-3-3 (como na primeira parte do primeiro jogo) e podemos jogar bem em 4-4-2 (como na primeira parte do segundo jogo). As segundas partes foram fracas com ambos os sistemas. Temos duas boas bases para começar, agora é desenvolver! 

Voltando ao Gedson, veja-se que teve o enquadramento propício para mostrar o seu valor: Fejsa nas costas, Pizzi à direita, Cervi à esquerda e Jonas à sua frente. Faz lembrar alguém? Pois é, o Renato também jogou dentro duma bolha como esta, com o Gaitán na vez do Cervi. E faz sentido compararmos estes dois jovens da cantera encarnada - jogam ambos na mesma posição e desempenham as mesmas funções. São ambos médios todo-o-terreno, mas o Gedson parece-me mais evoluído tecnicamente e mais cerebral que o actual jogador do Bayern. Se a sua presença no plantel já estava assegurada, a candidatura à titularidade sai do Bonfim reforçada. Claro que, tal com o próprio diz, ainda tem muito para aprender. Eu sugeria-lhe melhorar o posicionamento quando a nossa equipa tem a bola, procurando dar sempre uma linha de passe simples ao colega portador.


Outro dos pontos de interesse neste segundo jogo-treino era começarmos a formar uma opinião sobre o Vlachodimos. Enquanto jogou não permitimos que o adversário criasse perigo, pelo que não deu para tirar grandes conclusões. Ainda assim, gostei de alguns pormenores: fez bons passes longos na marcação de pontapés de baliza; e mostrou-se confortável a jogar fora da grande área em apoio ao nosso início de construção.

Uma palavra ainda para o Conti. Voltou a mostrar qualidade técnica e pareceu-me concentrado e determinado na abordagem às divididas.



Entretanto, iniciámos o segundo estágio desta pré-época nas magníficas instalações do St. George´s Park. Foram feitos os primeiros cortes (André Ferreira, Alex Pinto, Heriberto, Willock e João Amaral) e juntaram-se ao grupo os mundialistas Salvio e Rúben Dias. Dos que ficaram em Lisboa, surpreende-me que o Heriberto não tenha merecido a continuidade e mais tempo de jogo nos próximos testes. Mais ainda me surpreende a presença do Lisandro e do Ola John no grupo principal!

Sem esquecer as diversas polivalências, e assumindo aqui um 4-3-3, podemos arrumar assim o grupo de 30 elementos ao dispor de Rui Vitória:


Que seja um excelente estágio!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

PRIMEIRO JOGO-TREINO. PRIMEIRAS NOTAS.



Mais do que ver o jogo, interessava ver os jogadores, principalmente os novos. A curiosidade que os reforços nos despertam é a nota dominante nesta fase embrionária da época. No primeiro Onze apresentado pelo mister Rui Vitória, destaque para as contratações Conti e Castillo e para os recém-promovidos Gedson e Félix.


Conti - Dada a menor valia do adversário e o acerto geral da nossa equipa nos primeiros 45 minutos, não foi muito testado em termos defensivos. Ainda assim, mostrou-se atento nas dobras ao seu lateral, o André Almeida. Nota-se que é um central com uma capacidade técnica acima da média e que gosta de fazer uso dessa mais-valia. Poderá contribuir para a melhoria da qualidade do nosso início de construção. Terá também de mostrar que sabe equilibrar essa vertente com aquela que não deixa de ser a principal num defesa: a capacidade defensiva.

Castillo - Marcar na estreia, principalmente para um ponta-de-lança, é sempre animador. O chileno é um avançado poderoso, de movimentos simples e remate pronto. Tem carisma! Se tivermos sorte, podemos ter aqui um valente bombardeiro.

Gedson - Esteve muito bem! Mostrou-se à vontade em todas as funções que competem a um médio completo, como ele é. Verdade que a oposição não era de grande valia, mas o Gedson apresentou uma forte candidatura à presença no plantel, e até, à titularidade nesta primeira fase da época, tendo em conta a lesão do Krovi e as férias do Zivko. 

João Félix - Em cada recepção orientada, em cada passe surpreendente, comprova a sua classe! Trata-se de um predestinado, de um daqueles jogadores que justificam por si só o preço do bilhete. Pela sua visão de jogo e faro de golo, pede-se uma posição mais central no terreno. Ontem, pela esquerda, revelou grande entrega e disponibilidade para ajudar o seu lateral, o Grimaldo. Notou-se também a natural falta de entrosamento com o ponta-de-lança, Castillo. Vejo-o como uma excelente alternativa ao Jonas na posição de segundo-avançado, quando jogarmos em 4-4-2. 

Entre os consagrados que actuaram na primeira parte, destaque para o Jardel, pelos dois golos, e para o Pizzi, pelos belíssimos passes longos a variar o centro de jogo.


O primeiro XIX de 2018/19


Ao intervalo, mudámos de Onze e de sistema. O 4-3-3 deu lugar ao 4-4-2 reforçando a ideia que já tive oportunidade de expressar, de que este ano vamos utilizar ora um, ora outro. 

O segundo XIX de 2018/19

Entrámos para a segunda parte com sete novidades do plantel deste ano, o que fez baixar consideravelmente a fluidez e a qualidade do futebol apresentado. O jogo ficou mais partido. Criámos várias oportunidades, mas concedemos demasiadas aproximações à nossa baliza. 

Algumas notas individuais:

Lema - Parece ser um defesa concentrado e, tal como o seu compatriota Conti, com alguma qualidade de passe. Sendo algo pesado, precisará de mais algum tempo para ganhar forma e rapidez, nomeadamente no sprint curto.

Alfa Semedo - Física e tecnicamente é jogador acima da média. Precisamos de mais alguns jogos para percebermos se tem boa noção táctica de ocupação dos espaços e percepção dos momentos de pressão/contenção - atributos indispensáveis num médio defensivo.

Ferreyra - Vê-se que conhece bem os terrenos que pisa. Mostrou boa leitura em passes para golo ou para assistência. Pena que não tenha conseguido concretizar nas duas ou três ocasiões que teve. Mas promete!

Heriberto - Mais um grande talento da nossa formação a justificar mais oportunidades na primeira equipa. A sua permanência dependerá em muito das compras e/ou vendas que ainda ocorram para as posições do último terço. O Heri apresenta fortes argumentos. Entre outros, é ambidextro e pode jogar pelas alas ou pelo centro.

E pronto, para primeiras impressões não está nada mal. Sexta-feira lá estarei no Bonfim para ver os nossos craques ao vivo e a cores!



                                           O SENHOR SHÉU

Se é possivel alguém personificar o que é "ser do Benfica", esse alguém é Shéu Han! Ele cessou as suas funções, mas nós não perdemos esta enorme reserva moral. Bem haja, Sr. Shéu!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

RUMO À RECONQUISTA!



Haja alegria! Já começaram os trabalhos com vista à Reconquista! Na próxima semana já poderemos assistir aos primeiros jogos de preparação e começar a tirar a pinta aos reforços prontamente contratados.

PRIMEIRO A EUROPA
Mas antes do objectivo maior, que é a Reconquista do título de Campeão Nacional, temos de alcançar um outro de extrema importância. O apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões é essencial! Não só pelas evidentes vantagens financeiras - são mais de 40M€ só pela presença - mas também para retomarmos o percurso de afirmação europeia, interrompido na época passada devido a uma participação paupérrima. Recordemos que em 2016 e 2017, pela primeira vez na nossa história, superámos a fase de grupos duas vezes consecutivas. Não vejo razão para que não seja esse o objectivo mínimo do Benfica europeu. Marcando presença regular nos melhores 16 da Liga dos Campeões, haverá um ano em que a sorte nos sorrirá e faremos novamente algo grandioso na Europa. Mais do que um sonho, eu tenho um plano (apresentei-o aqui, há cerca de dois anos).

COMPRAR MAIS CEDO. VENDER MAIS TARDE?
Apraz-me registar que, pelo menos uma parte do que pedi no final da época transacta (aqui), está a ser feito: Comprar mais cedo. Ainda sem grandes dados para me pronunciar sobre a maioria dos jogadores contratados - até porque não há resumo do youtube que se compare com vê-los de águia ao peito - destaco o reforço da defesa e a renovação do ataque. Parece-me bem. Quanto às vendas, veremos. Por enquanto saíram:

João Carvalho (15M€) - Excelente valor por um jovem com qualidade técnica, mas que não mostrou estar ao nível que precisamos, nomeadamente em termos de intensidade, leitura de jogo e decisões. Concordo.

Diogo Gonçalves (empréstimo) - Teve o seu espaço e tem potencial para crescer. Poderá voltar mais jogador ou permitir um encaixe de 20M€. Concordo.

Raúl (empréstimo) - Foi decisivo na conquista do Tri e do Tetra. Infelizmente, não conseguiu ser tão influente na época passada, após a lesão do Jonas. Terá mais possibilidades de ser titular no Wolves do que teria no Benfica. Poderá valorizar imenso na Premier League e render-nos muitos milhões. Que seja muito feliz, pois ele merece e nós também!

Mais vendas terão de ser feitas até ao fecho do mercado. Algumas poderão ser retardadas pelas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. Aguardemos.

ENTÃO E A BALIZA?
Mantenho a preocupação que me atormentou em toda a época anterior. A prioridade das prioridades é assegurarmos que a nossa baliza é defendida por um excelente guarda-redes! Do pouco que vi do Vlachodimos, não fico convencido que seja ele o garante dessa segurança e estabilidade, precisamente aquilo que nos faltou o ano passado e comprometeu a conquista do Penta. Oxalá esteja enganado. Não podemos esperar até 31 de Agosto para avaliarmos se o greco-alemão é ou não esse Keeper do nível Oblak/Ederson, o nível que temos que ter. Uma parte significativa da época ficará definida na primeira metade desse querido mês. Todos nós, adeptos, jogadores e treinadores, temos de ficar absolutamente descansados quanto à qualidade do nosso guardião o mais depressa possível.   

AS COMPRAS
Curiosamente, ou não, quase dá para formar um Onze com os jogadores que contratámos até agora:









Não me parece que o Chiquinho e o João Amaral fiquem no plantel. Talvez o Ebuehi também não fique.

Das promoções da B que fazem a pré-época com o plantel principal, deposito grandes esperanças em: Gedson (MC), Heriberto (Ext./Av.), João Félix (Craque!).







UM PLANTEL PARA DOIS SISTEMAS
A actual composição do plantel não permite concluir se vamos jogar preferencialmente em 4-4-2 ou em 4-3-3. O que me parece importante é garantir que o treinador fique com a possibilidade de utilizar ambos os sistemas ao longo da época. Pessoalmente, fiquei apaixonado pelo 4-3-3 que o mister Vitória desenvolveu na época passada, sobretudo na fase Krovi, com o Jonas a desempenhar magistralmente a função de Falso Nove. 

PEQUENA LOUCURA
Em relação ao aproveitamento dos "refugiados de Alcochete", dispenso. Não por qualquer constrangimento ético, até porque aquela gente não merece o nosso respeito. Simplesmente, acho que não valem o esforço. Nenhum deles é melhor dos que já temos e o potencial de problemas é enorme. Abro uma excepção para o Rafael Leão, sobretudo pelo efeito... sonoro. Já imaginaram como seria o festejo de um golo do puto na Luz? O speaker : "Rafaeeeel", e nós: " LEÃÃÃÃO! AH!AH!AH! AH!AH!AH!". Para além disso, acho que tem grande potencial. Já agora, recordo que o Presidente disse que estava a pensar fazer uma pequena loucura, e não uma grande loucura...

GOSTO DO PLANO
Acho que a planificação da pré-época está equilibrada. Duas fases de estágio: a bela Troia e o magnífico St. George's Park. Dois jogos no Bonfim, um jogo na Suíça, dois nos E.U.A. e a Eusébio Cup (?) no Algarve. Testes de exigência crescente, participação num torneio de nível mundial, presenças junto da diáspora Benfiquista da Suíça e da costa leste dos States. Mas ao contrário do que aconteceu há três anos, são só dois jogos nos Estados Unidos e sem viagens intermináveis pelo continente americano (apenas Pittsburgh / Nova Iorque). O regresso será bem a tempo de os jogadores recuperarem e prepararem o embate de dia 7 ou 8 de Agosto.



O calendário da pré-temporada:

10 de julho: Benfica-Napredak, no Estádio do Bonfim.

13 de julho: V. Setúbal-Benfica, no Estádio do Bonfim.

21 de julho: Sevilha-Benfica, em Zurique (Suíça).

25 de julho: Borussia Dortmund-Benfica, International Champions Cup, em Pittsburgh.

28 de julho: Juventus-Benfica, International Champions Cup), em Nova Iorque

1 de agosto: Benfica-Lyon, Estádio do Algarve, Eusebio Cup e International Champions Cup.

Mas antes disto, temos treino aberto na Luz, no próximo Sábado. Bora lá encher o primeiro anel e mostrar a força do SLB!


quarta-feira, 23 de maio de 2018

GENTE FINA É OUTRA COISA





O que tem acontecido no Sporting nos últimos tempos é chato. Por últimos tempos, refiro-me às últimas décadas. O que está a acontecer agora é o culminar de um caminho muito errado, há muito tempo trilhado. Mas já lá vamos.

Nota prévia
Quem costuma passar por aqui sabe que perco pouco tempo a falar dos outros. Criei este espaço para partilharmos ideias sobre o presente e o futuro do Benfica, é isso que me interessa e acho que é muito mais bonito. Mas o momento actual do Sporting justifica uma excepção. Mais do que esmiuçar os acontecimentos das últimas semanas, proponho uma abordagem mais global, passando por vários tópicos que me parecem ter contribuído para o caos instalado no clube que reelegeu Bruno de Carvalho com 90% dos votos.

No Longo Prazo
Numa perspectiva histórica, podemos constatar que a Democracia e a Liberdade não têm sido boas companheiras do clube dos viscondes. Não é por acaso que dos 18 títulos de campeão nacional de futebol, o Sporting conquistou 14 em 40 anos, durante o Estado Novo, e apenas 4 nos 44 anos após o 25 de Abril. 

O Antes... 
Enquanto contou com a protecção do antigo regime - bem evidente na promiscuidade entre dirigentes do clube do Lumiar e do governo de Salazar - o Sporting ganhou um campeonato a cada três anos, em média. Teve o seu período áureo na segunda metade da década de 40 e primeira metade da década de 50, conquistando sete campeonatos em oito possíveis. Foi o tempo dos cinco violinos. Em 1959, o Sporting tem dez campeonatos e o Benfica nove. 

...e o Depois
Em meados dos anos 50, o Benfica modernizou-se e cresceu imenso, impulsionado pela dupla Ferreira Bogalho/Otto Glória. Foram lançadas as bases para a nossa primeira Era Dourada. (A segunda vem aí!). No ano da graça de 1960, assistimos à chegada do Rei Eusébio! O Benfica Bicampeão Europeu, com 14 campeonatos contra 4 do Sporting nas décadas de 60 e 70, nunca mais seria alcançado!

Em Democracia, a média do Sporting baixa para um campeonato a cada onze anos. Com tendência para piorar, pois nos últimos trinta e seis anos apenas por duas vezes festejou o título maior do futebol português!

Ora, confiram:
1934/35 Porto
1935/36 BENFICA
1936/37 BENFICA
1937/38 BENFICA
1938/39 Porto

1939/40 Porto
1940/41 Sporting
1941/42 BENFICA
1942/43 BENFICA
1943/44 Sporting
1944/45 BENFICA
1945/46 Belenenses
1946/47 Sporting
1947/48 Sporting
1948/49 Sporting

1949/50 BENFICA 
1950/51 Sporting
1951/52 Sporting
1952/53 Sporting
1953/54 Sporting
1954/55 BENFICA
1955/56 Porto
1956/57 BENFICA
1957/58 Sporting
1958/59 Porto

1959/60 BENFICA
1960/61 BENFICA
1961/62 Sporting
1962/63 BENFICA
1963/64 BENFICA
1964/65 BENFICA
1965/66 Sporting
1966/67 BENFICA
1967/68 BENFICA
1968/69 BENFICA

1969/70 Sporting
1970/71 BENFICA
1971/72 BENFICA
1972/73 BENFICA
1973/74 Sporting
1974/75 BENFICA
1975/76 BENFICA
1976/77 BENFICA
1977/78 Porto
1978/79 Porto

1979/80 Sporting
1980/81 BENFICA
1981/82 Sporting
1982/83 BENFICA
1983/84 BENFICA
1984/85 Porto
1985/86 Porto
1986/87 BENFICA
1987/88 Porto
1988/89 BENFICA

1989/90 Porto
1990/91 BENFICA
1991/92 Porto
1992/93 Porto
1993/94 BENFICA
1994/95 Porto
1995/96 Porto
1996/97 Porto
1997/98 Porto
1998/99 Porto

1999/00 Sporting
2000/01 Boavista
2001/02 Sporting
2002/03 Porto
2003/04 Porto
2004/05 BENFICA
2005/06 Porto
2006/07 Porto
2007/08 Porto
2008/09 Porto

2009/10 BENFICA
2010/11 Porto
2011/12 Porto
2012/13 Porto
2013/14 BENFICA
2014/15 BENFICA
2015/16 BENFICA
2016/17 BENFICA
2017/18 Porto
2018/19


SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - UMA HISTÓRIA DE INVEJA E FACÇÕES

TRÊS MOMENTOS MARCANTES:

A Inveja no ADN
Fundado em 1906 por José Alfredo Holtreman Roquette, neto do visconde de Alvalade, desde cedo o Sporting manifestou enorme cobiça pelo mais querido e popular clube lisboeta, o então Sport Lisboa. Em 1907 aliciou oito jogadores dos encarnados, graças às suas instalações, cujo balneário tinha água quente e tudo! Estava dado o mote. Seguiram-se outras contratações para enfraquecer o rival, valendo-se da abundância de dinheiro na alta sociedade da capital - a génese do Sporting - e da sua escassez junto dos abnegados, mas modestos benfiquistas. A dada altura, Cosme Damião terá preconizado: "No imediato, o dinheiro vence a dedicação. No futuro, a dedicação goleia o dinheiro."

Um Trauma Chamado Eusébio
Foi muitas vezes repetida a mentira de que o Benfica teria "desviado" o Pantera Negra de Alvalade. É falso! O Sporting vacilou e o Benfica acertou. O Eusébio saiu de Moçambique para vir jogar no Benfica. O resto... é história! A mania de culparem o Benfica pelos seus falhanços vem de longe.

O Tiro Pela Culatra
No Verão quente de 93, o presidente leonino, um chico-esperto de nome Sousa Cintra, achou por bem recrutar Paulo Sousa e Pacheco, em litígio com o Benfica, convencido que estaria a aplicar um golpe fatal no eterno rival. Não só ganhámos com estrondo esse campeonato (6-3 em Alvalade), como mais tarde o Sporting teve de indemnizar o Benfica por causa dessas duas contratações à má-fila.


A CULTURA DO CLUBE E A PSICOLOGIA DO LAGARTO:

"A inveja é filha do orgulho, autora do homicídio e da vingança, o início das sedições secretas, a perpétua atormentadora da virtude. A inveja é a imunda lama da alma; um veneno, um azougue que consome a carne e seca a medula dos ossos.” – Sócrates, o filósofo.

O típico sportinguista - não a pessoa em si, note-se, mas o adepto enquanto tal, enquanto expressão da "cultura" do clube -  é invejoso, fanfarrão e incompetente.

A Inveja
O sentimento dominante dos sportinguistas em relação ao Benfica é a inveja, ainda que não assumida. Na verdade, a inveja pelo Maior de Portugal é a única coisa que os une. “A inveja é a homenagem que a inferioridade tributa ao mérito.” (Puiseux). 

A Fanfarronice
Apesar de sobrarem três dedos de uma mão para contarmos o número de campeonatos ganhos pelo Sporting nos últimos trinta e seis anos (!), não há mês de Agosto em que o adepto sportinguista não considere a sua equipa a principal candidata a vencer o campeonato. Bastam duas vitórias consecutivas para que o sportinguista entre numa euforia desmedida e comece a inchar, a inchar, a inchar...

A Incompetência
Há várias décadas que a massa associativa do Sporting não consegue escolher um bom presidente para dirigir o clube. Seja pela falta de qualidade das opções, seja pela obsessão anti-Benfica que lhes tolda o juízo, as escolhas têm alternado entre betos inconsequentes e charlatães oportunistas. Desesperados com tanta incompetência na gestão e enjoados de "croquetes", tornaram-se presa fácil para a demagogia do grunho tresloucado, que fez do clube a sua coutada.

Os Notáveis e as Facções
O Sporting tem muitos "notáveis". Segundo percebo, para ser considerado "notável", é conveniente que o sócio seja um beto enfezado e tenha um nome com muitos apelidos, de preferência alguns de origem estrangeira. Um CV com passagens pelo Governo ou pela alta finança também ajuda. Como é gente muito especial, organizam-se em grupos, grupinhos e grupelhos, para não se misturarem com a plebe. Passam mais tempo a conspirar uns contra os outros do que a fazer algo útil pelo clube. Mas é gente de bem. Ou só benzoca.

Em contraponto, no Benfica, notáveis somos nós todos. Se tivesse mesmo que referir algum notável benfiquista, assim de repente, ocorre-me o Barbas. Ou então o taxista, só para embirrar. (Um abraço para eles!)

A sociologia e a patologia
Enquanto sociedade, a massa adepta sportinguista padece de uma cisão tramada e de uma obsessão asfixiante. O principal sintoma destas patologias é a inversão das prioridades. Em primeiro lugar, vem a inveja pelo Benfica. Depois, vem o ódio que sentem uns pelos outros, os croquetes e os populares, como eles dizem. Em terceiro... vem o Sporting.

O espelho de aumentar
Não fora o Sporting um clube sediado na capital e com tanta gente em lugares influentes, (comunicação social, banca e política) e teria a relevância mediática adequada à sua relevância desportiva. Ou seja, a mesma de um Braga ou de um Boavista. Bem vistas as coisas, o Braga também luta pelo 3º lugar e o Boavista só ganhou menos um campeonato que a lagartagem nos últimos trinta e seis anos.

O hediondo Bruno de Carvalho. Agora aturem-no!
Por nojo e por ser desnecessário, dispenso-me de citar exemplos que demonstram a grunhice desta personagem, evidente desde a primeira hora em que assumiu funções. Recordo apenas que foi eleito há cinco anos, reeleito há pouco mais de um ano com 87% dos votos, e reconfirmado há cerca de três meses com 90% de aprovação. Aquando do ultimato para a mudança de estatutos, bastava que 25,01% dos votantes estivessem contra para se verem livres dele. Pois bem, a esmagadora maioria dos sócios nem se deu ao trabalho de lá ir. Esses têm o que merecem. Apenas 6 mil se dirigiram às urnas, dos quais 90% votaram a favor da permanência do grunho. Esses têm exactamente o que pediram. Restam quantos, 500 "verdadeiros sportinguistas"? Não se queixem, têm o que merecem. 

Só tenho pena dos jogadores. Espero que consigam sair por justa causa.

O Sporting e o futuro
A cada dia que passa, ouvimos dizer que o Sporting bateu no fundo. Mas todos os dias o fundo cai mais fundo. O que vale é que, sendo um clube de gente fina, já se perfilam os novos/velhos salvadores. Têm a palavra os impolutos Álvaro Sobrinho e José Maria Ricciardi...


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Salvámos a Prata!


Ou pelo menos, salvámos a possibilidade de aceder à la plata da Liga dos Campeões. Teria sido tremendamente injusto ficarmos atrás de uma equipa que deve, no mínimo, alguns dez ou doze pontos aos árbitros e video-árbitros. Apesar de ser bastante optimista, não esperava que o Sporting perdesse o segundo lugar na última jornada. Sempre pensei que, se fosse preciso, o Bas Dost atirava-se para cima do Gelson e o apitador assinalava penálti contra o Marítimo. A julgar pelo que aconteceu ao longo do campeonato, não seria de estranhar. Mas vá lá, prevaleceu a vontade dos jogadores em abandonarem aquele ninho de vespas. Fez-se um mínimo de justiça, não só pelos pontos dados pelos árbitros aos lagartos, mas também porque fomos claramente superiores a eles em ambos os confrontos. Do mal, o menos.

Benfica 1 - Moreirense - 0
Não há muito a dizer, foi uma vitória justa num jogo morno. O bloco baixo e compacto do Moreirense permitiu-nos ter muita posse de bola e presença no meio-campo ofensivo. No entanto, criámos pouco perigo. Para desmontar uma estrutura tão defensiva, é necessário aumentar a velocidade de circulação da bola de forma a que esta chegue aos extremos ou laterais enquanto eles têm espaço para avançar e criar desequilíbrios. Com uma circulação segura mas lenta, como fizemos, torna-se mais fácil ao adversário ir fechando todos os caminhos para a sua baliza. Registe-se, com agrado, a marca de 34 golos obtidos pelo Jonas no campeonato.

                             Ficha do jogo (aqui)


O futuro começa hoje
Cabe agora à nossa Direcção e Treinador preparar a próxima época de forma a chegarmos ao início de Agosto nas melhores condições de superarmos as eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões. Eu confio neles, mas deixo aqui as minhas achegas.

A premência
O facto de disputarmos logo a 7 ou 8 de Agosto um jogo tão importante obriga a que toda a pré-época seja planeada em função desse momento e dos três (assim esperamos) jogos seguintes das eliminatórias. Não é a situação ideal, mas o objectivo é suficientemente importante para condicionar a estratégia nos treinos e no mercado. A realização do Mundial não ajuda a esta preparação, mas também não deverá atrapalhar em demasia. 

No mercado
Os timings das compras e vendas deverão ser ajustados tendo em conta esta premência. As necessárias contratações de elementos nucleares deverão ser consumadas o mais cedo possível. Em sentido inverso, pode fazer sentido retardar a saída de algum jogador importante. A conciliação destes dois interesses poderá dificultar a obtenção dos melhores negócios. Mas não há pior negócio do que ficar fora da Champions!

Nos treinos
A abordagem aos treinos e jogos de preparação também terá de ser algo diferente do habitual. Talvez seja conveniente reduzir o número de jogadores em estágio. A distribuição do tempo de utilização nos jogos-treino não poderá ser tão "democrática" como de costume. O foco terá de estar num grupo mais restrito. Temos de dar rapidamente forma e entrosamento àqueles 14 ou 15 mais prováveis titulares nas eliminatórias.

Bom, eu por mim começava já  pré-época...

O que mudou
Se já tínhamos como objectivo máximo a conquista do 37, temos agora como primeiro objectivo o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Temos a competência, a capacidade e os meios para atingir estes objectivos. Vamos a isto, Benfica!


sexta-feira, 11 de maio de 2018

O CRIME COMPENSOU



Sinto a mesma frustração que senti quando, há cerca de vinte anos, um mânfio me encostou uma faca à garganta e me levou a carteira. Raiva, frustração e até ódio! São estes os sentimentos que me dominam quando penso na época futebolística que agora termina. "Futebolística" é força de expressão, o que tem acontecido ao longo do último ano é mais do domínio do crime organizado do que do Futebol.

O nojo que sinto pelo F.C.Porto vem dos anos 80. O desprezo pelo Sporting também já vem de longe, acentuado nos últimos anos pelas tristes figuras do grunho que preside a tão mesquinha colectividade. Nada do que estes dois cancros do futebol português façam para prejudicar o Maior de Portugal me surpreende. O que eu não esperava era que a estas duas nojentas entidades se aliassem de forma tão explícita aqueles que deviam zelar pela integridade da competição. Casos como o Estoril-Porto ou o Tondela-Sporting, para citar apenas um exemplo de cada clube, não deixam margem para dúvidas relativamente à cabala que foi montada para interromper a senda vitoriosa do Sport Lisboa e Benfica.

Árbitros, Conselho de Disciplina, Conselho de Justiça, Liga, F.P.F., descomunicação social, banca, procuradores do Ministério Público - Com aliados destes no bolso, não há fair play financeiro da UEFA nem VMOCs que os atrapalhem. É roubar até fartar!

Se houvesse justiça, este campeonato seria impugnado. Infelizmente, não temos razões para acreditar que a justiça seja feita.

Invasão de campo na Amoreira. Valeu 3 pontos para o clube da máfia.

Agora temos de pensar é no que é que nós podemos fazer para inverter esta situação e impedir que se repita o mesmo filme na próxima época. Se há um ano atrás a Direcção do Benfica não estava preparada para um ataque desta dimensão, agora já sabe com o que conta. Cabe à Direcção do Benfica fazer o que for necessário para defender o Clube. Essa defesa passa por identificar os factores críticos no sucesso desta campanha anti-Benfica e desenvolver as estratégias adequadas para eliminá-los. Deixo aqui algumas sugestões e várias dúvidas.

Esta é uma batalha que se trava, essencialmente, em quatro campos:

- Justiça desportiva
- Justiça civil
- Comunicação 
- E, por incrível que pareça, também nas quatro linhas.

Justiça desportiva
Não acredito minimamente na isenção das instâncias nacionais nos dias que correm. A única esperança para que haja justiça desportiva em Portugal passa pela intervenção da UEFA. Não sei quais são os requisitos para que tal aconteça, mas é necessário demonstrarmos que o futebol português está entregue à máfia e carece de uma purga que só poderá ser accionada por instâncias superiores.

Justiça civil
São muitos os casos que nos levam a acreditar que uma parte do Ministério Público age em conluio com a Nojenta Aliança. Ainda gostava de saber qual foi o mamífero lá no MP que achou por bem abrir uma investigação ao Ministro das Finanças por causa de dois convites para ir ver o Benfica, exemplo bem elucidativo da demência anti-benfiquista. Entretanto, foi criada uma equipa de três magistradas do DCIAP que coordenam as investigações em curso. Esperemos que o único ponto da sua agenda seja a busca da verdade. E que os casos sejam julgados por juízes que não constem do payroll do mafioso que fugiu para Vigo.

Comunicação
Dos representantes do Benfica, espero sempre que consigam manter o nível e não caiam no lamaçal em que chafurdam os porcos da Nojenta Aliança e os seus jagunços. Por outro lado, fomos completamente arrasados no espaço mediático e isso teve consequências muito negativas a vários níveis. Ignorar as calúnias e esperar que a Liga ou a Federação tomassem medidas para punir os infractores não resultou. Reagir com tweets ou comunicados, de forma dispersa e atabalhoada, também não. Quanto a mim, não é com Pedros Guerras e Josés Marinhos que lá vamos. Tenho-me fartado de pensar nisto e não encontro uma estratégia de comunicação que permita, neste contexto, conciliar dois princípios fundamentais: a defesa eficaz do Benfica e o respeito por um mínimo de urbanidade.

No campo
Com as coisas assim, a contratação do jogador A, B ou C, para a posição X, Y ou Z, torna-se uma questão, não digo irrelevante, mas secundária. Ainda assim, temos necessariamente de reforçar a baliza e a defesa para a próxima época. Quanto ao meio-campo e ataque, as decisões a tomar passam, num primeiro momento, por definir as eventuais saídas. E avaliar potenciais subidas da equipa B. Gostava de ver o Gedson, o Heriberto e o João Felix na pré-época. Em relação ao Rui Vitória, sou pela sua continuidade, sem dúvida.

Domingo lá estarei, como sempre. Para me despedir da Luz por uns meses e agradecer aos Tetracampeões!