Páginas


Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

domingo, 21 de janeiro de 2018

IMPRÓPRIO PARA DIABÉTICOS



O futebol praticado pelo Benfica deve ter sido considerado excessivamente açucarado pelos deuses do futebol! Terá sido essa a razão que os levou a tirarem-nos o Krovinovic até ao final da época. Ao longo dos últimos jogos, os artistas de serviço têm distribuído toneladas de chocolate a todos quantos assistem às exibições do Tetracampeão, sendo o Krovi o principal fornecedor.

 A sua lesão é um rude golpe, logo numa altura em nos mostramos claramente mais fortes que a concorrência. Mas o que não nos mata torna-nos mais fortes e o Benfica há-de saber dar resposta, encontrando a melhor solução. 

Vejo três tipos de alternativas:

1) A opção mais imediata parece ser o João Carvalho. Tem sido ele a entrar para o lugar do Pizzi, o "espelho" do Krovi no novo sistema. O João tem muita qualidade técnica, mas será que tem a sagacidade táctica do croata? Outra opção directa é o Samaris, mas implica uma alteração na receita. Neste caso teríamos mais sal e menos açúcar. O  Keaton Parks e o Filipe Augusto surgem nos níveis seguintes da sucessão. Temos ainda o Chrien, em quem apostei muito no início da época, mas que parece não ter ainda confirmado o valor esperado.

2) Temos também uma alternativa que passa pela adaptação de um jogador de muito talento, ainda que oriundo de outra posição. O Zivkovic, o Cervi ou mesmo o Rafa cumprem os requisitos técnicos para a função, resta saber se terão a mesma clarividência na construção e o compromisso táctico do Krovimodric. É preciso termos em conta que neste modelo ambos os médios-interiores têm grande responsabilidade defensiva. É frequente vermos o Krovi ou o Pizzi baixarem para a posição 6 quando o Fejsa sai na pressão, por exemplo.

3) Outra possibilidade que deverá ser considerada é a ida ao mercado. Já que tivemos o azar disto nos ter acontecido, ao menos que exploremos todas as possibilidades para minorarmos os danos. Estando aberta a janela... é de espreitarmos e ver quem é que está ao nosso alcance. Neste caso teria de ser um jogador feito, com qualidade para entrar de imediato na equipa titular e sem necessidade de grande adaptação. Lembrei-me do Manuel Fernandes. Gostei muito de o rever na Selecção. Tem características similares ao nosso craque, está em forma (titularíssimo no Lokomotiv) e, aos 31 anos, sabe tudo do jogo. Se estiver interessado em vir e disponível por 5M€ ou 6M€, acho que valia o esforço.

Se até há algumas semanas dizíamos que para sermos campeões tínhamos de subir o nível, agora já podemos dizer que os últimos jogos nos mostraram o Benfica necessário para revalidar o título. O desafio agora é conseguirmos manter o nível sem contarmos com o principal responsável por o termos alcançado.

Fico muito triste pelo jogador e muito preocupado pela nossa equipa. Mas confio no mister Rui Vitória e na Estrutura para encontrarem a melhor solução. Confio que a equipa se unirá ainda mais e fará um esforço acrescido para poder convidar o Krovi a participar na festa do Penta!


                            FORÇA KROVI! FORÇA BENFICA!!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

NUNCA MAIS É SÁBADO!

Isto de passarmos uma semana inteira sem vermos os nossos craques a brilhar nos relvados é uma tortura! Ainda para mais agora, que estamos a praticar um futebol que até dá gosto! Mas pronto, temos que ter paciência e aproveitar para carregar baterias. A ansiedade será transformada em entusiasmo e apoio à equipa durante o jogo. 

Sábado voltaremos a ter uma grande casa na Luz e certamente com aquele ambiente que faz de nós o décimo segundo jogador. Pois se os outros vão tendo ajudas de toda a espécie, também nós havemos de fazer a balança pender para o nosso lado. Só que sem batota. À Benfica! Os nossos jogadores só precisam do colinho da Família Benfiquista. 

Em relação ao desafio com o valoroso Desportivo de Chaves, a não ser que haja alguma lesão durante a semana (lagarto, lagarto!), a grande dúvida é quem será o substituto do André Almeida. Por falar em lesões, já repararam que esta época não temos sido fustigados como fomos na anterior? As que têm ocorrido até agora estão perfeitamente dentro da normalidade estatística. Será do novo médico catalão? Terá havido alguma alteração no plano de treinos? É uma questão interessante que gostava de ver abordada pelos meios de comunicação social anti-desportiva. Mas os jornaleiros não devem ter tempo para isso, ocupados que andam a chafurdar nos dejectos dos corruptos do calor da noite e dos palhaços do Lumiar.


Voltando ao nosso lateral-direito para Sábado, desde que o André viu o amarelo na Pedreira que tenho andado a matutar nisto. É curioso porque faz agora um ano que celebrámos aqui o seu primeiro golo oficial pelo Benfica. "O André é um caso paradigmático do profissional que sobe a pulso na hierarquia da sua empresa. De patinho feio a elemento preponderante no plantel, este polivalente jogador tem conquistado o nosso respeito e admiração, fruto do seu inquestionável empenho e inesgotável disponibilidade."  Além de que esta época tem evoluído imenso técnica e tacticamente. Está um senhor jogador!

Na configuração actual do plantel torna-se ainda mais difícil substituí-lo. Ocorrem-me várias possibilidades, mas em todas vejo inconvenientes:

1) Baixar o Salvio. 
É certo que pela Argentina tem sido utilizado como (later)ala, mas é num sistema de três centrais. Os posicionamentos são diferentes, nomeadamente a compensação aos centrais que tem de ser feita pelo lateral no centro da grande área é muito mais exigente numa linha de quatro defesas. E depois o Salvio tem aquela mania de pegar na bola e enfrentar todos os adversários que lhe aparecem pela frente, o que no último terço pode significar "apenas" ataques desperdiçados quando corre mal, mas na nossa defesa pode ter consequências trágicas. Acresce que o nosso Toto tem sido aquela arma de destruição maciça que nos dá golos e assistências precisamente porque beneficia do seu posicionamento no novo sistema. Ou seja, podíamos não resolver um problema e criar outro.

2) Passar o Rúben para a direita e formar a dupla de centrais com Luisão e Jardel.
Acredito na capacidade de adaptação do Rúben, jogaria mais como defesa-direito do que lateral, mas alterava a dinâmica actual da equipa. E penso que é de todo o interesse mantermos a dupla Rúben-Jardel nesta altura. 

3) Promover um dos jovens da equipa B, Alex Pinto ou Paolo Medina.
Estarão aptos para tamanha responsabilidade? Sabemos bem que a inclusão prematura dos putos da cantera pode ser contraproducente.

4) Douglas.
Custa-me dizer isto, mas... eh pá, não!

Das quatro hipóteses aventadas talvez optasse pela primeira, dando a titularidade ao Rafa no lado direito do ataque. Ou entrava o João Carvalho para o lugar do Pizzi, passando este para a direita à frente do Salvio. A cultura táctica do Pizzi pode ser útil para compensar algum desequilíbrio.

Se nós temos andado a pensar nisto, também o Luís Castro estará a preparar uma estratégia com vista a explorar aquele que será, a priori, o ponto fraco do Benfica neste confronto. O que nos vale é que a última palavra será do mister Rui Vitória e ele não é homem de problemas. É de soluções!



domingo, 14 de janeiro de 2018

FORTALECIDOS NA PEDREIRA




A brilhante vitória do Benfica na Pedreira reforça a candidatura do Tetracampeão à conquista do Pentacampeonato. 

Conforme tenho vindo a afirmar ao longo das últimas semanas, o Benfica 2017/2018 já encontrou o seu rumo. Estamos agora prestes a entrar em velocidade cruzeiro, que será atingida quando conseguirmos completar uma série de seis ou sete vitórias consecutivas. Acredito firmemente que faremos uma segunda volta bastante melhor que os outros concorrentes. (Não lhes chamo rivais, pois sou de um Clube que nunca encontrou rival neste nosso Portugal). Acredito cada vez mais que seremos novamente Campeões!

Bem sei que precisamos não apenas de fazer uma segunda volta irrepreensível, mas também que ocorra um ou outro deslize de quem segue à frente. Ou, como me dizia a minha vizinha de cima há pouco, "nesta altura não é o nosso Benfica que me preocupa, é a ajuda dos árbitros aos outros dois..." Procurei tranquilizá-la, assegurando que essas ajudas não poderão durar toda a época. E não podem!



Mas voltemos ao que interessa agora; a exibição do Tetracampeão ontem à noite na Pedreira. A nossa vitória é indiscutível e resulta de uma inequívoca demonstração de superioridade a vários níveis. Desde logo, a estratégia adoptada ao longo de toda a primeira parte: 

- Pressão muito alta, iniciada logo na grande área bracarense, impedindo o adversário de construir pelo centro do terreno, limitando-o a passes longos pelas laterais. 

- Recuperação de muitas bolas em zonas altas e lançamento de ataques rápidos, como o que nos deu o primeiro golo. 

- As já habituais trocas de posições entre os extremos e os médios-interiores, a subida dos laterais, e a irrequietude do Jonas, cada vez mais confortável no seu papel de falso Nove. Ora foge da marcação e funciona como playmaker, ora aparece na zona fatal e finaliza como ninguém, como vimos no segundo golo. 

Para além dos aspectos tácticos, ou precisamente graças a estes, também pudemos comprovar a nossa superioridade em termos técnicos (concordo com a análise do Abel Ferreira neste ponto), bem patente nos três golos marcados.  O timing da assistência do Cervi no golo do Salvio, o cruzamento do André no golo do Jonas e a soberba finalização do Raúl no terceiro golo são prova disso.

Em toda a primeira parte, apenas por uma vez o Braga conseguiu criar algum frisson na nossa área - num lance ferido de ilegalidade por fora-de-jogo não assinalado ao Esgaio - com o Ricardo Horta a chegar um pouco atrasado ao cruzamento. De resto, só deu Benfica.

Logo no início da segunda podíamos ter feito o 2-0 num cabeceamento do Jardel ao poste. Na sequência deste lance ficou um penalti por assinalar a nosso favor, por carga sobre o Jonas. O Braga conseguia agora sair a jogar e acercar-se da nossa área. Seria humanamente impossível mantermos constantemente aquela pressão tão alta. Aos 62' o Ricardo Horta obriga o Varela a fazer uma grande defesa. Mas logo de seguida chegámos ao segundo numa bela jogada entre o Jonas e o André Almeida (mais um grande jogo do lateral!)



Só que o 2-0 aos  64' não mata nenhum jogo, sobretudo a jogar fora, e ainda tivemos que sofrer um pouco. Aos 74', cruzamento do Horta, má abordagem do Varela e golo do Paulinho. Era altura de tocar a unir. Baixámos as linhas e explorámos a profundidade, recorrendo ao Raúl, entretanto chamado para o lugar do Jonas. Também o Samaris (entrou aos 80', pelo Pizzi) ajudou a estancar o meio-campo e a segurar a vantagem. Ainda tivemos tempo para desesperar com um falhanço do Raúl, mas pudemos finalmente descansar com um magnífico golo do mesmo Raúl, após mais uma assistência do Cervi.

Esta foi uma vitória do colectivo, com muito mérito do mister Rui Vitória. Ainda assim, destaco quatro individualidades: o Jonas pelo golo, pelo que jogou e fez jogar. O Cervi pelas duas assistências e pela inesgotável energia a defender e a atacar. O André pela assistência e pela segurança a defender. E o omnipresente e omnipotente Fejsa pela forma com não parou de partir pedra... na Pedreira.

Seguimos assim cada vez mais fortes e mais unidos em busca do tão desejado prémio: o Penta - etapa indispensável para a conquista do absolutamente inédito Hexa!

    Puto, no final da época quero ver esse polegar bem esticado!


                             Ficha do jogo (aqui)


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

REMODELAÇÃO DE INVERNO



Por muito estranho que nos pareça, de tão raro, sabemos exactamente quantos jogos nos faltam disputar até ao final da época.Toda a segunda volta e nada mais que a segunda volta. Dezassete jogos apenas, desta vez sem direito ao sonho de chegarmos aos 60 na temporada, que corresponderiam a alcançarmos todas as finais. Serão 47 no total.

Assim sendo, podemos aproveitar o mês de Janeiro para reconfigurar o plantel de forma mais adequada à missão que temos pela frente. Se já em Agosto trinta e um elementos me parecia um número excessivo, muito mais se tornou agora. A simples redução do contingente trará benefícios por si mesma. Nomeadamente na coesão do grupo e na operacionalização dos treinos. Ao mesmo tempo, os últimos jogos têm-nos mostrado que o tão propalado défice de qualidade do nosso plantel é uma falácia e que não precisamos de não-sei-quantas contratações de "titulares indiscutíveis".

Proponho uma redução para 24 elementos. Dois jogadores por posição, excepto na baliza e no espaço Nove, com três para cada. Na baliza, por razões óbvias de segurança. No espaço Nove, porque é uma posição de muito desgaste. E também porque, sendo agora o 4-3-3 o plano A, temos de manter o 4-4-2 totalmente disponível. Após algumas saídas e apenas duas entradas, ficaríamos assim:


(Nota: onde está o Kalaica também podia estar o Ferro, ambos podem assegurar a eventual necessidade de um quarto central.)

Em relação às saídas, parece-me que o mais importante seria emprestar o Diogo Gonçalves a uma equipa da Primeira Liga em que possa somar muito tempo de jogo. Os restantes "excedentários" da equipa A seriam para emprestar ou vender, consoante as melhores propostas e o interesse dos próprios. Douglas e Gabriel para despachar, claro.

Quanto a entradas, apenas dois retoques, já que se trata de uma remodelação. Quer dizer, um deles não é bem um retoque...mas já lá vamos. Claro que não é impossível conquistarmos o Penta sem contratarmos mais ninguém. Temos equipa para vencer os nossos adversários directos e nos restantes jogos fazer pelo menos os mesmos pontos do Sporting e recuperar dois ao Porto. Difícil, mas nunca impossível! Agora, se pudermos aumentar as nossas possibilidades, tanto melhor.

O retoque seria um suplente credível para o André Almeida. O André tem estado muito bem e não vejo necessidade de contratarmos agora um excelente lateral-direito que seja titular de caras. Em Junho logo se vê. Mas na eventualidade de uma lesão do nosso lateral Tetracampeão temos de ter uma alternativa credível (leia-se Não-Douglas). Basta que seja equilibrado a defender e a atacar, não é preciso nada de especial. Consegue-se?

A segunda questão é mais complicada. O Varela tem estado benzinho e mostra alguma evolução. Entre os postes é tão bom quanto os melhores. Mas guarda-redes de equipa grande tem de ter algo mais. Para uma equipa como a nossa - que quer sair a jogar desde trás, com posse de bola e dominar os jogos, que quer pressionar alto e precisa de subir as linhas, deixando muito espaço atrás dos defesas - o GR tem de ter características de libero. Tem de ter facilidade a jogar com os pés para receber e passar a bola em condições de e para os colegas. Não peço o passe longo do Ederson, peço apenas para trocar a bola ali na defesa, nas calmas. Este aspecto é muito importante para permitir um início de construção fluído e mais posse de bola, evitando o pontapé para a frente que, na melhor das hipóteses, só nos permite manter a posse em 50% dos casos.

O guarda-redes do Benfica também tem de ser rápido e decidido a sair da sua zona de conforto e actuar como um sweeper, varrendo aqueles vinte, trinta metros até à linha defensiva, sempre que necessário. E será necessário sempre que quisermos jogar com as linhas bem subidas, a pressionar alto. Ou seja, muitas vezes.

Pelo menos até ver, não são estas as aptidões do Varela e não creio que seja possível adquiri-las em poucos dias ou semanas. Por isso considero muito importante que consigamos contratar um Senhor Guarda-Redes com os atributos referidos. Pode até ser por empréstimo. Há certamente grandes GR fartos de serem suplentes em equipas de topo da Europa que veriam com bons olhos uma passagem de cinco meses pela Luz. Porventura, algum que tenha a participação no Mundial em risco por não estar a jogar no seu clube. Em Junho, logo voltaremos a contar espingardas e avaliar se com Svilar, Varela e Vlachodimos teremos o necessário para a próxima época.

De resto, meus amigos, estamos muitíssimo bem servidos. Senão vejamos, os novos elementos, Rúben Dias e Krovinovic, estão de pedra e cal no Onze titular. Todos os outros habituais titulares são Campeões, Bicampeões, Tricampeões ou Tetracampeões. Se estes não servissem para sermos novamente campeões nacionais... tínhamos que ir buscar os titulares do campeão europeu, não?


Entretanto, não deixem de ver este artigo sobre a Gloriosa Formação (aqui)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

É ISTO! AGORA É CONTINUAR.






Foi preciso chegarmos a meio da prova para encontrarmos o nosso caminho, mas parece que finalmente entrámos nos eixos. O novo modelo parece já ter sido devidamente assimilado pela equipa. A estabilização do Onze inicial e a afirmação dos novos elementos também são factores fundamentais para este reencontro do Benfica com as boas exibições.

Ontem, em Moreira de Cónegos, fizemos um jogo que terá de ser a bitola para a segunda volta. Criámos muitas oportunidades e concedemos pouquíssimas. Reagimos bem à perda de bola e diversificámos os ataques à baliza contrária. Dominámos territorialmente e impusemos o nosso ritmo. Em suma, marcámos e não sofremos! É isto que temos de fazer. Agora é continuar. 

Com excepção dos primeiros quinze minutos da segunda parte, tivemos sempre o jogo controlado. Neste período a equipa ter-se-á ressentido da substituição forçada do Samaris pelo Keaton Parks, mas depois reencontrou-se. Julgo que o nosso texano terá mais possibilidades de se afirmar jogando a 8 e não a 6, como parece demonstrar aquela incursão que fez na área do Moreirense em que conseguiu chegar à linha de fundo e cruzar ao primeiro poste. Mas, globalmente, tivemos uma exibição muito bem conseguida em que, pela negativa, apenas há a apontar o desperdício de várias ocasiões claras.

Uma das vantagens da continuidade de um Onze base é o surgimento de "pequenas sociedades" que vão assumindo um funcionamento autónomo e cada vez mais automático. A mais produtiva e espectacular deste novo Benfica é aquele triângulo dourado que se desdobra pelo corredor esquerdo: Grimaldo, Cervi e Krovi prometem dar-nos muitas alegrias. Talvez também o Rafa possa vir a integrar o trio, em alternativa ao Cervi. Mas por agora faz mais sentido manter o argentino. 

A dupla de centrais formada pelo Rúben e pelo Jardel parece ter encontrado a estabilidade indispensável no sector recuado. Veremos qual será a opção quando o Luisão recuperar, mas talvez seja melhor não alterar nos próximos tempos. O Varela - grande defesa ontem, a segurar os três pontos! -  dá sinais de evolução num dos aspectos que eu lhe apontava como ponto fraco; a resolução dos cruzamentos. (Quanto ao controlo da profundidade e jogo de pés no início de construção, parece-me mais difícil que venha a atingir o patamar desejável). 

Na frente, o Jonas mostra-se plenamente à-vontade no seu novo papel de falso nove. Continua a participar na construção no meio-campo ofensivo e não deixa de aparecer na zona de finalização. Nem deixa de facturar. São já 20 golos em 17 jogos na Liga. 

O Pizzi, ainda aquém do seu melhor, dá sinais de retoma e ontem fez um bom jogo, para além do belo golo que marcou. Caso o João Carvalho - excelente entrada, logo com uma assistência -  consiga afirmar a sua indiscutível qualidade, podemos ganhar algo com o regresso do transmontano ao lado direito e a inclusão do jovem talento no centro, a par do Krovi. 

Como referi atrás, julgo que é aconselhável manter o Onze que tem sido habitual por mais alguns jogos. Numa equipa que tem acusado tanta instabilidade, com exibições tão irregulares ao longo da época, a continuidade de um Onze que tem dado boa resposta é um bem precioso. Apenas por castigo ou lesão deverão ocorrer mexidas, como ontem no caso do Samaris pelo Fejsa. Mas ainda assim, dei por mim a imaginar este Onze, muito poderoso ofensivamente:









Atente-se no potencial de dinâmica e criatividade destes triângulos ofensivos.

Pela esquerda: Grimaldo-Krovi-Rafa
Pela direita: Salvio-João-Pizzi
Pelo centro-esquerda: Krovi-Rafa-Jonas
Pelo centro-direita: João-Pizzi-Jonas

Este 4-3-3 bem trabalhado e servido por jogadores tecnicamente dotados e inteligentemente criativos pode ser um caso muito sério. E muito divertido ao mesmo tempo!




Por agora, só podemos esperar que a nossa equipa consiga consolidar o processo e somar muitas vitórias consecutivas. Até ao momento, ainda só conseguimos uma série de quatro, o que é manifestamente pouco. Assim a gente consiga fazer a nossa parte, que os outros hão-de escorregar. Se vencermos os confrontos directos, só precisamos de recuperar dois pontos ao actual líder. Temos dezassete jogos para o conseguir. Eu acredito!


                            Ficha de jogo (aqui)


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

ASSIM FICA MAIS DIFÍCIL. MAS ESTAMOS VIVOS E SEGUIMOS LUTANDO!


Não basta jogarmos melhor. Temos de jogar muito melhor para conseguirmos vencer os adversários, os árbitros e os vares. 

Um dos principais objectivos da campanha porca levada a cabo pelo sporting clube do porto é condicionar os árbitros contra nós. (Mas há mais, conforme referi em Cortina de Fumo, em Junho do ano passado). O jogo de ontem é mais uma prova de que esse objectivo tem sido alcançado. Em caso de dúvida - e até em casos em que não há a mínima dúvida! - as decisões foram contra o Benfica. A mais clamorosa é a validação do golo do Sporting, após fora-de-jogo do Acuña. Admito que fosse difícil de ver pelo fiscal de linha, mas o VAR não podia ter deixado passar! 

A segunda mais clamorosa é o penalti do Coentrão, que mostrou bons reflexos ao executar aquela defesa com o braço. Há mais dois lances de mão na área sportinguista que, não sendo indiscutíveis, revelam a tendência arbitral, protagonizados pelo Piccini e pelo William. E ainda mais um do Coentrão, por carga sobre o Jardel, num lance em que por muito menos já vimos serem assinalados penaltis a favor do Sporting. Finalmente, aos 89', lá tivemos direito a um pontapé da marca dos onze metros sem que o Patrício pudesse contar com guarda-redes auxiliares. 

As expectativas relativamente ao Hugo Macron Miguel e ao Tiago Lagarto Martins eram as piores e os cabrões não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Dá vontade de dizer que está na altura de serem visitados por uns rapazes sem nome. Não digo. Mas dá vontade.

                           
                            Pois, assim fica mais difícil


Bem, mas falemos também do que o jogo teve de bom. E teve muito! Foi um dérbi à altura do historial dos grandes dérbis, do dérbi eterno. Muita intensidade, incerteza no marcador até ao fim, casos polémicos, diferentes abordagens tácticas e lances de grande emoção. A atitude dos jogadores de ambas as equipas (com excepção das palhaçadas do Coentrão) foi irrepreensível. Enorme entrega ao jogo, mas com lealdade e respeito mútuo. 

O Sporting adoptou uma estratégia de expectativa, procurando jogar no erro do Benfica. Após o golo, alcançado aos 19', isso tornou-se ainda mais evidente. É uma estratégia legítima, nada a apontar. Mas demonstra que a tão propalada superioridade leonina não é assim tão evidente para o seu treinador. Nem se pode dizer que a estratégia tenha resultado, apesar de terem conseguido empatar. Para além do golo, obtido de forma irregular e graças a um ressalto, dispuseram de apenas uma oportunidade, aos 41', em que o Gelson surge isolado frente ao Varela e remata por cima. Podem argumentar que boa parte da posse de bola do Benfica foi consentida, pois raras vezes fizeram pressão alta. Mas certamente não pretendiam conceder-nos tantas oportunidades de golo. Não fosse a protecção dos árbitros e a tremenda sorte que tiveram, e seria evidente o falhanço da estratégia adoptada.



Quanto ao Benfica, resultado à parte, demos mais um passo na afirmação do novo modelo de jogo. Muita dinâmica, muitas trocas de posição entre os jogadores da frente (com quantos Cervis jogámos?!), boa reacção à perda de bola e elevada produção de jogo ofensivo. Pena que tenha faltado aquela afinaçãozinha na finalização. Quase saboreávamos dois golões épicos, na bicicleta do Raúl e no remate de pé esquerdo do João Carvalho! Quase saboreávamos um golo justiceiro do Krovi, que bateu no ferro após a mão do Coentrão. Quase saboreávamos um golo caricato num corte do Coates. E outros em que, após ressaltos, "a bola não quis entrar"...

Todos os nossos jogadores foram inexcedíveis. Acreditaram e lutaram até ao fim. Tenho de destacar o já referido Cervi (ou Cervis?) e o enorme Krovinovic. Também o Rafa entrou muito bem, a justificar mais tempo de jogo. E o André Almeida, que jogou em três posições com grande qualidade. Acho que depois do jogo ainda o vi a trocar umas bolas com uns putos, à volta de uma árvore ali para o Alto dos Moinhos. O Jonas não esteve tão bem como de costume na finalização, mas jogou imenso e em todo o campo. 

Mas o melhor foi mesmo o espírito de grupo, a união e a solidariedade de toda a equipa. E a re-união da equipa com os adeptos. A Família Benfiquista presente e representada no Estádio da Luz ontem à noite soube reconhecer o empenho dos nossos jogadores. Deu-lhes aquele acréscimo de energia que ainda nos permitiu marcar aos 90 minutos. Se o golo do empate tem surgido um pouco mais cedo ainda fazíamos o segundo. 

Um atraso de cinco pontos quando falta uma jornada para chegarmos a meio da maratona torna a recuperação difícil, mas não impossível. A margem de erro é agora muito estreita e não podemos desperdiçar nenhum deslize de quem vai à frente. Ficou mais difícil, mas estamos vivos e seguimos lutando!

                            ficha do jogo (aqui)


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

TEMPO DE BALANÇO


Aquando do fecho do mercado de Verão partilhei aqui as questões que me apoquentavam no plantel do Benfica. Mercado fechado, questões em aberto. Agora temos o mercado de novo aberto e a oportunidade de fechar algumas questões. Dizia eu então que era fundamental que a resposta às seguintes perguntas fosse afirmativa:

1) Será o Svilar, apesar dos seus dezoito aninhos, um prodígio das balizas?

2) Será o Douglas um lateral competente a defender e diferenciado a atacar?

3) Teremos em Kalaica ou Rúben Dias centrais já capazes de nos dar a segurança necessária na ausência do Jardel ou do Luisão?

4) E a mais importante de todas: será o departamento médico, juntamente com a equipa técnica, capaz de diminuir a ocorrência e duração de tantas lesões? 

Pois bem, faltam apenas duas jornadas para o fecho da primeira volta e estamos a poucos dias da reabertura do mercado. É o momento certo para retomarmos estas questões e vermos que respostas foram dadas até agora.

1) Será o Svilar, apesar dos seus dezoito aninhos, um prodígio das balizas?
Talvez sim. O jovem belga já revelou características que podem fazer dele um guarda-redes de excepção. No entanto, acabou por ser lançado cedo demais e acusou a responsabilidade. Cometeu erros que lhe retiraram confiança. É vítima daquele que foi, na minha opinião, o erro capital na planificação desta época: a ausência de um GR de enorme qualidade, capaz de assumir a baliza do Tetracampeão sem vacilar. Na sua sombra, o Svilar podia crescer tranquilamente e depois aparecer em todo o seu esplendor. Por agora, a titularidade terá sido conquistada pelo Varela que, apesar de evidenciar alguns progressos, não mostra o perfil adequado para uma equipa de topo, nomeadamente o controlo da profundidade. Caso o Vlachodimos seja de facto o keeper de que necessitamos, tem de vir já no início de Janeiro.

2) Será o Douglas um lateral competente a defender e diferenciado a atacar?
A atacar sim. A defender mete dó! Depois de se perceber que o Pedro Pereira (contratado em Janeiro) não cumpria os requisitos, tivemos tempo mais do que suficiente para encontrar uma alternativa viável ao André Almeida. Acabámos por enfiar este barrete, à pressa. Ao que parece o Barcelona não aceita devoluções, mas temos mesmo de contratar outro LD. Por muito bem que ele esteja a jogar, e está, seria muito arriscado fazermos toda a segunda volta só com o André Almeida.

3) Teremos em Kalaica ou Rúben Dias centrais já capazes de nos dar a segurança necessária na ausência do Jardel ou do Luisão?
Felizmente, sim! O Rúben apareceu a alto nível e já é (creio que unanimemente) considerado o nosso melhor central. Com Jardel recuperado e o Capitão ao seu nível habitual, e realizando apenas um jogo por semana, não me parece que seja necessário reforçarmos esta posição em Janeiro. 

4) E a mais importante de todas: será o departamento médico, juntamente com a equipa técnica, capaz de diminuir a ocorrência e duração de tantas lesões? 
Aparentemente, sim (bate na madeira). Comparativamente com a época anterior, até agora não temos sido castigados por grandes lesões ou ocorrências fora do normal. Que se mantenha a tendência!

Em relação às restantes posições, continuo a achar que estamos muito bem servidos e será apenas uma questão de afinar o novo sistema táctico, para além das questões mentais de que temos falado. Com excepção do Krovinovic (provavelmente o melhor jogador do plantel, a par do Jonas), todos os lugares são preenchidos por Campeões, Bicampeões, Tricampeões e Tetracampeões. 

Em resumo, apenas duas das quatro questões que considero cruciais tiveram resposta positiva nesta primeira fase. Tivemos por isso um Benfica a iniciar a época com o pé torcido e pagámos bem caro, nomeadamente nas provas mais curtas e a eliminar. Na Liga dos Campeões fomos eliminados com estrondo. Na Taça da Liga não estivemos ao nível habitual. Na Taça de Portugal considero que tivemos azar e fomos eliminados num jogo em que jogámos melhor. Resta-nos o principal, a luta pelo Pentacampeonato. Aqui, apesar da magnífica campanha das duas super-equipas aclamadas pela crítica, estamos a um passo apenas da liderança. E se conseguirmos acertar o nosso passo, vamos mostrar que temos mais pedalada que eles! 


A estratégia de médio e de curto prazo. 
Percebo que a estratégia para este ano tenha passado por capitalizar o clube para o novo ciclo, cada vez mais assente na formação. A prioridade não terá sido o reforço imediato do plantel. Batemos o recorde de receitas (253M€), batemos o recorde de lucros (44M€) e batemos o recorde de saldo de transferências (120M€). 

Mais do que abater "drasticamente" o passivo (como pedem tantos, sem pensar no que isso implicaria), boa parte deste dinheiro servirá para aumentar a nossa capacidade de reter os maiores talentos formados no Seixal, por via do aumento dos seus ordenados. Em vez de ficarem connosco apenas uma ou duas épocas, como tem acontecido até agora, passarão a ficar três ou quatro. Quando assim for (a partir de 2020/2021), estaremos preparados para almejar objectivos ainda mais ambiciosos. (First we take Portugal, then we take Europe!)

Neste pressuposto, entendo que a Direcção tenha optado por fazer desta época que sucede a conquista do Inédito Tetra, a época de transição. Pessoalmente, gostava mais que este passo fosse dado só depois de garantido o Absolutamente Inédito Hexa, mas pode ser que ainda se consiga o melhor de dois mundos!

Entretanto, jogamos amanhã a última partida de 2017 que, lamentavelmente, servirá apenas para recuperar o ritmo de jogo antes do derby. Não sei se volto aqui este ano, pelo que aproveito para desejar a todos os leitores e amigos um excelente Ano Novo com muita Saúde e Alegria! E com muitas vitórias do nosso BENFICA!






quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

MAIS UM SOLUÇO



Parecia que íamos dar mais um passo no rumo certo, a avaliar pela bela jogada que deu golo logo no primeiro minuto, mas não! Ainda não foi desta que conseguimos engrenar uma série de vitórias consecutivas. Os motores ainda só rugem baixinho... e com soluços. No campeonato vencemos cinco dos últimos seis jogos, mas quando se metem outras competições pelo meio derrapamos inexplicavelmente.

Sinceramente, não consigo perceber! Não concordo nada com a teoria de que nos falta qualidade no plantel. Ok, na baliza não estou assim tão descansado. O Varela tem limitações e o Svilar, apesar do potencial, tem acusado a responsabilidade e mostra-se inseguro. Mas para as outras posições temos elementos com provas dadas e alternativas à altura. Falta apenas um segundo lateral-direito para concorrer com o André Almeida, que, diga-se de passagem, tem estado muito bem nos últimos jogos. O eixo da defesa, a outra posição desguarnecida no mercado de Verão, está assegurado pelo essencial Luisão, pelo revigorado Jardel e pelo excelente Rúben Dias. A partir daqui estamos a falar de Campeões, Bicampeões, Tricampeões e Tetracampeões. Não, não é por falta de qualidade.

Uma equipa sem qualidade não conseguiria fazer os bons (por vezes excelentes) jogos que já fizemos esta época. Mais do que um problema de falta de qualidade, o que nos tem prejudicado é a falta de regularidade, a inconstância nas exibições. Algo está a obstruir o desempenho regular da equipa. Esta primeira metade da época tem-nos mostrado um Benfica aos soluços, incapaz de atingir a sua velocidade cruzeiro. É urgente que o mister Rui Vitória identifique e elimine as causas destes soluços. E aquelas substituições ontem, ó mister!?

Ontem assistimos à repetição do triste filme que nos tem assombrado esta época. Início fulgurante, vantagem madrugadora e consequente apagão geral da equipa!
Marcamos um golo e baixamos os níveis de intensidade. Damos bola e espaço ao adversário. Concedemos oportunidades de golo. Aumenta a insegurança. Os erros não-forçados sucedem-se. E desbaratamos a vantagem. Na fase em que estamos, nem com uma vantagem de dois golos podemos descansar. Temos de continuar a carregar até chegar ao terceiro. Aí chegados, sim, que se entre em gestão do jogo e do resultado.

Já não dependemos de nós na Taça da Liga. Uma vitória do Setúbal amanhã deixa-nos fora da competição. Uma vitória do Braga quase arruma a questão. Resta-nos torcer pelo empate e ver se conseguimos terminar o ano com uma vitória folgada no Bonfim. A ver vamos.

Em relação ao campeonato, a conversa é outra. Está perfeitamente ao nosso alcance e não são os três pontos de atraso que me assustam. O que me preocupa é a maldita irregularidade que não nos larga. Mantenho a ideia de que os adversários já atingiram o seu patamar máximo e nós ainda temos margem de progressão. Caso se confirmem as perspectivas mais optimistas, apresentadas nos jogos com o Rio Ave e com o Tondela, teremos todas as condições para terminarmos como de costume. Em primeiro!



                             Ficha do jogo (aqui)


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

RUGEM BAIXINHO OS MOTORES




Confirma-se a evolução do processo no novo sistema táctico! O jogo de Vila do Conde, malgrado o resultado, já dera indicações nesse sentido. Ontem, é verdade que perante uma equipa de calibre inferior ao Rio Ave, pudemos assistir às virtudes deste 4-3-3 em todo o seu esplendor. Mobilidade permanente dos sete elementos participantes no processo ofensivo, com inclusão dos laterais. Circulação da bola a toda a largura e profundidade. Muita gente a aparecer em zonas de finalização. Excelente reacção à perda e rápida reciclagem dos ataques. Muitos e belos golos! O terceiro então, meus senhores, é do melhor a que podemos assistir neste magnífico desporto. Toda a jogada é uma demonstração do mais puro footbal association e aquela finalização até parecia futsal: o Salvio Ricardinho pica a bola por cima de um adversário e o Pizzi Ricardinho enche o pé e nem a deixa bater. Golão!!




Os maestros Pizzi e Krovinovic empunharam as batutas e leram a partitura. Os restantes elementos dançaram ao tom...dela.

                                    A vantagem de termos dois distribuidores 
                                    e a mobilidade do Jonas:
                                   No papel parece confuso, não é? 
                                   No campo ainda confunde mais quem os tenta parar.


E numa força invencível o carrossel benfiquista engoliu os beirões. 
Há muito que esperávamos o renascer dos campeões. 

O passado foi lá atrás
A mudança para o 4-3-3 é uma escolha que se faz
Ontem percebemos do que esta equipa é capaz.

Rugem baixinho os motores
Será desta que descolam, os nossos jogadores?
E nasce de novo o dia nesta nave benfiquista. 
Um pouco de fé e vamos à conquista!


Os Xutos não me levarão a mal esta reles adaptação de um dos seus maiores hits. Já agora, ouçamos a versão original.




                            Olha quem voltou!, diz o Jonas. 
                            E que venha para ficar, digo eu!



                            Fortíssimo, o Salvio!


                            Ficha do jogo (aqui)

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

TAÇA AMARGA


É fácil pegar no resultado e lançar mais um chorrilho de críticas ao treinador e aos jogadores. Fácil e injusto. O que aconteceu em Vila do Conde foi... Futebol. Um jogo com muita intensidade e muita emoção, com ambas as equipas a demonstrarem grande atitude e ambição e a tentarem impor o seu futebol. O Benfica mais forte a pressionar e a atacar, a criar mais e melhores oportunidades, a cometer alguns erros e a ser castigado por vários azares. Num contexto mais favorável, com uma série de vitórias consecutivas e bons desempenhos em todas as competições, teríamos maior capacidade de encaixe para aceitar esta derrota e perceber que foi isso que aconteceu. Uma derrota perante uma boa equipa numa partida em que jogámos melhor mas não tivemos a sorte do jogo.

Significa isto que fizemos tudo bem e não há nada a melhorar? Claro que não! Cometemos erros a defender e não fomos suficientemente eficazes na finalização. Por seu turno, o Rio Ave comprovou que é uma das equipas que melhor futebol pratica em Portugal, foi fiel aos seus princípios, foi eficaz e teve sorte.

Fizemos uma excelente primeira parte. Pressão alta com muitas recuperações de bola no último terço, boas combinações ofensivas com trocas de posição entre os jogadores da frente, muitas finalizações e várias oportunidades de golo. Infelizmente, marcámos apenas um. Devia ter valido por dois, pois foi mais um golão do Jonas, mas só contou um. 

Logo no início da segunda parte, o primeiro azar. O Cervi, que até estava a ter um bom desempenho, intercepta um passe longo, procura sair a jogar mas troca os pés e escorrega. Mérito para o Rio Ave no aproveitamento do lance para fazer o empate. Continuámos a pressionar alto e a criar situações de algum perigo, mas o Rio Ave persistiu no seu modelo de construção desde trás e conseguiu sair mais vezes do que na primeira parte. Aos 62', um grande golo do Rúben Ribeiro a rematar em arco entre quatro opositores. Um lance ao nível dos melhores executantes. Continuámos a atacar, mas com menos discernimento. Aos 83', o penalti batido pelo Jonas, com força mas muito ao centro da baliza, é defendido pelo Cássio. Agora é fácil falar, mas com o Raúl em campo deve ser ele o escolhido para marcar os penaltis - ainda não falhou nenhum na sua carreira.


Mesmo assim, ainda tivemos tempo para chegar à igualdade num golo à Capitão. Que infelizmente se lesionou (e a falta que nos faz!) aos 90' e nos deixou em inferioridade numérica para o prolongamento. Pior ainda que ficarmos com dez foi a composição da equipa que entretanto resultara das substituições:

Varela
Salvio, Almeida, Jardel e Zivkovic
Fejsa e Krovinovic
Raúl, Jonas e Seferovic

Pode-se dizer que o Rui Vitória arriscou demais, mas fez a terceira substituição (saída do Grimaldo para a entrada do Seferovic) aos 85' quando ainda perdíamos por 2-1 e buscávamos desesperadamente o empate. 

Se não fosse a lesão do Luisão, ficaríamos com uma equipa muito balanceada para a frente, é certo, mas com todas as condições para discutir o prolongamento. Assim, pagámos caro a ousadia (e o azar) e sofremos o terceiro num ressalto, logo no início do tempo extra. Ainda podíamos ter levado o jogo para os penaltis num excelente remate do Seferovic, mas o Cássio não deixou.

Em resumo, pela positiva: 
Notória evolução do processo ofensivo;
Atitude irrepreeensível de toda a equipa. 

Pela negativa:
Falhas de concentração e dificuldade em controlar o jogo;
Falta de eficácia na finalização.

Já sabemos que esta época não participaremos na festa do Jamor e não conquistaremos a nossa vigésima sétima Taça de Portugal. Resta-me dar os parabéns ao Rio Ave e desejar que, já agora, sejam eles a conquistá-la!


                             Ficha do jogo (aqui)
                            




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

TRÊS PONTOS E PRONTO



Vitória justa e indiscutível do Benfica sobre o Estoril num jogo bastante entretido, com várias ocasiões de golo de parte a parte. Pessoalmente, gosto mais daqueles jogos aborrecidos em que ganhamos 2-0 e não damos oportunidades ao adversário. Mas pronto, o principal foi conseguido. 

Gostei de vários momentos do nosso jogo ofensivo. Bons contra-ataques que resultaram em golos (os dois primeiros) e boas combinações ofensivas protagonizadas pelo triângulo Grimaldo-Krovi-Cervi. Gostei também das exibições do Luisão e do André Almeida. Destaque ainda para as defesas do Varela a tirar golos ao Estoril. Entre os postes é tão bom quanto os melhores.

Não gostei da passividade defensiva de quase toda a equipa. Sem desprimor para o Estoril, que apesar do último lugar na tabela mostrou alguma qualidade, não podemos deixar que os adversários cheguem tantas vezes e com tanta facilidade à nossa área! No sistema actual, só o Jonas pode (e deve) ficar dispensado de pressionar e defender. Todos os outros têm de ser muito mais participativos no processo defensivo. Certamente há ajustes a fazer no comportamento colectivo em organização defensiva. É preciso não esquecer que este Benfica é um work in progress, com a inclusão de novos jogadores e a introdução do novo sistema táctico. Mas para além dos aspectos colectivos, o comportamento individual dos jogadores em acção defensiva também tem de melhorar. Temos de ganhar mais duelos e temos de ganhar mais sprints! Só é permitido descansar em cima de uma vantagem de três golos, dois não dá direito a descanso. Ganhámos e ganhámos bem, mas sofremos mais do que devíamos.

Segue-se agora uma prova difícil perante uma das equipas que melhor futebol pratica em Portugal. Quarta-feira em Vila do Conde teremos de nos apresentar uns furos acima do que fizemos no Sábado. É obrigatório ganhar, não só porque é um jogo a eliminar, mas também porque temos de encarrilar uma série de vitórias consecutivas. Vamos a isso!


                            Ficha do jogo (aqui)



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

CONTER OS DANOS E CERRAR FILEIRAS




É a única coisa a fazer agora! Não podemos deixar que a desastrosa campanha europeia desta época contamine o objectivo PENTA, que está intacto. Não se trata de escamotear a verdade. As razões para este desaire devem ser analisadas internamente e tomadas as medidas necessárias para que não se repita. Na próxima época teremos de nos apresentar muito mais fortes logo desde o início, pois numa competição tão curta as primeiras jornadas são determinates. Precisamos de retomar o processo de convergência com a elite europeia. Temos de alimentar o sonho!

A meu ver, o objectivo mínimo do Benfica europeu deverá ser o apuramento na fase de grupos da Liga dos Campeões. Consolidar a presença no G16. A partir daí, há que reconhecê-lo, ficamos muito dependentes do que ditar o sorteio. Vimos de duas épocas consecutivas a atingir esse objectivo (feito inédito), incluindo uma honrosa participação nos Quartos-de-Final. Este ano não conseguimos os "mínimos olímpicos". Paciência. As seis derrotas em seis jogos são apenas um pormenor estatístico. O que nos matou foi a prestação nas duas primeiras jornadas (e o verdugo Malenco). O resto foi consequência.

Agora o que importa é limitar os danos. Isolar esta competição. Assumir que não estivemos à altura, mas impedir que o insucesso neste objectivo contamine os restantes. Rumar ao Penta!

Em relação ao jogo de ontem, sinceramente, não me apetece falar muito (ficha do jogo aqui). A competição já estava perdida e a motivação não podia ser mais baixa. Até eu, habitualmente entusiasta, fui à Luz só porque...jogava o Benfica. Percebo e concordo com a opção do míster em mudar quase toda a equipa. O que interessava era poupar os titulares dos próximos jogos. Não era ontem que íamos resgatar a nossa reputação na Liga dos Campeões. Será na próxima edição.

O problema de mudar tantos jogadores de uma assentada é que acabamos por ficar sem perceber se alguém soma créditos para os jogos seguintes. A falta de entrosamento colectivo não permite que ninguém se destaque pela positiva. Por exemplo, o João Carvalho. Noutro contexto, entrando apenas ele juntamente com os habituais titulares, podia mostrar o seu valor e justificar a permanência no plantel a partir de Janeiro. Assim, apesar de alguns pormenores técnicos de qualidade (ou não fosse ele um produto do Seixal), pareceu-me sempre inconsequente. Fica a dúvida. Dúvidas que já não tenho em relação a outros: Douglas e Gabriel são para devolver à procedência asap. O Lisandro, tenho pena, mas já não acredito que consiga melhorar. Quando um central insiste em sair da grande área a fintar os adversários que lhe aparecem pela frente...Ora, porra! 

Mas pronto, deixemos isso! Reforço a ideia:

Agora o que importa é limitar os danos. Isolar esta competição.  Assumir que não estivemos à altura, mas impedir que o insucesso neste objectivo contamine os restantes. Rumar ao Penta!

Limpar a cabeça e ganhar ao Estoril no Sábado. E depois ao Rio Ave na Taça de Portugal. E depois, novamente na Liga, ao Tondela. E finalmente ao Portimonense e ao Setúbal na Taça da Liga. Se assim fizermos, conseguiremos deitar para trás das costas o desaire europeu e entrar no Novo Ano com confiança renovada. Em perfeitas condições anímicas para o derby de 3 de Janeiro.

Claro que cabe essencialmente ao treinador e aos jogadores fazerem o que tem de ser feito para ganharmos o quinto campeonato consecutivo (sim, é disso que se trata: lutar pelo quinto campeonato consecutivo, é esta a nossa crise) e mais duas taças. Cabe-lhes essencialmente a eles. Os mesmos que nos trouxeram até aqui, convém não esquecer. Mas também nós, benfiquistas, temos uma palavra a dizer. Nos cafés, nas ruas, nas televisões e nas redes sociais, mas principalmente nos estádios. 

Como é? Vamos ficar a chorar sobre o leite derramado e a minar as nossas possibilidades? Ou vamos cerrar fileiras e lutar com todas as nossas forças para podermos cantar VITÓRIA no fim?










segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A LEBRE E A TARTARUGA


O Porto já terá atingido o seu auge futebolístico esta época e o Benfica ainda está em crescendo. Esta é a ideia principal com que fico do Clássico da passada sexta-feira. E é uma ideia bastante animadora, tendo em conta que acabámos de entrar no segundo terço do campeonato e estamos apenas a três pontos do topo, já cumprida a deslocação mais difícil da prova. 

O empate não foi bom para nós, mas foi pior para eles. Não foi bom para nós porque continuamos atrás. Mas foi pior para eles, pois não conseguiram tirar partido do factor casa e alargar a distância. Além disso, deviam estar mesmo convencidos que iam ganhar e a frustração foi enorme - "tenho o balneário destroçado", admitiu o Sérgio "birras" Conceição, no final do jogo. O característico carrossel emocional do treinador do Porto será um factor a nosso favor na luta pelo Penta.

Quando "a melhor equipa do campeonato", segundo alguns, faz o melhor arranque das últimas décadas e não alcança mais do que três pontos de vantagem, mesmo depois de já ter recebido o rival e ter contado com a ajuda do árbitro, então ficamos com a noção de que o melhor está mesmo por vir. E o melhor, claro está, é este Benfica em evolução e em processo de consolidação de um novo sistema táctico. A lebre azul vive de correrias, muita força e muita pancada. A tartaruga encarnada procura o seu passo humilde e tenazmente. Esperemos que, tal como na fábula, a tartaruga celebre no fim!



O jogo
Entrámos bem e nos primeiros vinte a vinte e cinco minutos fomos claramente superiores. Ainda que sem criar grandes ocasiões, tivemos muitas chegadas à área portista e não os deixámos sair com perigo. A pouco e pouco, através de passes longos para o Marega, o Porto foi-se soltando da nossa pressão e conseguiu equilibrar a contenda até ao intervalo.
A segunda parte foi deles. Valeram-nos a enorme entrega dos nossos jogadores, a concentração defensiva (atenção, Grimaldo!), as defesas do Varela e a inaptidão técnica do Marega. O maliano tem muita força mas pouco engenho. Esse é um problema deles. O nosso é arranjarmos forma de tirar proveito do Jonas neste tipo de jogos. Ou então, optar por outra solução.

Tal como eu previra na antevisão do Clássico, passámos muito tempo longe da baliza adversária e sem conseguir ligar o jogo com o nosso ponta-de-lança. Neste contexto, não só não tiramos partido da qualidade diferenciada do Pistolas, como também não temos possibilidade de esticar o jogo na frente explorando as costas da defesa contrária. A segunda parte foi um sacrifício tremendo para o Jonas, isolado e entregue às brutalidades do Filipe vale-tudo, que continua a gozar de imunidade arbitral. Quem podia ter virado as coisas a nosso favor foi o Zivkovic, que voltou a entrar muito bem, mas infelizmente não beneficiou da mesma condescendência com que o Jorge Sousa tratou os jogadores do Porto e foi expulso após seis minutos em campo. Ainda tivemos uma excelente ocasião pelo Krovi, mas o José Sá saiu muito bem. 

Pronto, este já está na pasta dos arquivados. Estamos vivos e com razões para encararmos com optimismo o muito que falta para jogar até Maio!


Benfica - Basileia
Jogamos amanhã a última jornada da Liga dos Campeões que não nos deixará saudades. Se há ocasiões em que faz sentido preparar um jogo a pensar no seguinte, esta é uma delas. Se fosse eu, entrava para o jogo com os suíços com os jogadores que não farão parte do Onze de Sábado, com o Estoril.

                                     Ficha do jogo (aqui)