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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

GENTE FINA É OUTRA COISA





O que tem acontecido no Sporting nos últimos tempos é chato. Por últimos tempos, refiro-me às últimas décadas. O que está a acontecer agora é o culminar de um caminho muito errado, há muito tempo trilhado. Mas já lá vamos.

Nota prévia
Quem costuma passar por aqui sabe que perco pouco tempo a falar dos outros. Criei este espaço para partilharmos ideias sobre o presente e o futuro do Benfica, é isso que me interessa e acho que é muito mais bonito. Mas o momento actual do Sporting justifica uma excepção. Mais do que esmiuçar os acontecimentos das últimas semanas, proponho uma abordagem mais global, passando por vários tópicos que me parecem ter contribuído para o caos instalado no clube que reelegeu Bruno de Carvalho com 90% dos votos.

No Longo Prazo
Numa perspectiva histórica, podemos constatar que a Democracia e a Liberdade não têm sido boas companheiras do clube dos viscondes. Não é por acaso que dos 18 títulos de campeão nacional de futebol, o Sporting conquistou 14 em 40 anos, durante o Estado Novo, e apenas 4 nos 44 anos após o 25 de Abril. 

O Antes... 
Enquanto contou com a protecção do antigo regime - bem evidente na promiscuidade entre dirigentes do clube do Lumiar e do governo de Salazar - o Sporting ganhou um campeonato a cada três anos, em média. Teve o seu período áureo na segunda metade da década de 40 e primeira metade da década de 50, conquistando sete campeonatos em oito possíveis. Foi o tempo dos cinco violinos. Em 1959, o Sporting tem dez campeonatos e o Benfica nove. 

...e o Depois
Em meados dos anos 50, o Benfica modernizou-se e cresceu imenso, impulsionado pela dupla Ferreira Bogalho/Otto Glória. Foram lançadas as bases para a nossa primeira Era Dourada. (A segunda vem aí!). No ano da graça de 1960, assistimos à chegada do Rei Eusébio! O Benfica Bicampeão Europeu, com 14 campeonatos contra 4 do Sporting nas décadas de 60 e 70, nunca mais seria alcançado!

Em Democracia, a média do Sporting baixa para um campeonato a cada onze anos. Com tendência para piorar, pois nos últimos trinta e seis anos apenas por duas vezes festejou o título maior do futebol português!

Ora, confiram:
1934/35 Porto
1935/36 BENFICA
1936/37 BENFICA
1937/38 BENFICA
1938/39 Porto

1939/40 Porto
1940/41 Sporting
1941/42 BENFICA
1942/43 BENFICA
1943/44 Sporting
1944/45 BENFICA
1945/46 Belenenses
1946/47 Sporting
1947/48 Sporting
1948/49 Sporting

1949/50 BENFICA 
1950/51 Sporting
1951/52 Sporting
1952/53 Sporting
1953/54 Sporting
1954/55 BENFICA
1955/56 Porto
1956/57 BENFICA
1957/58 Sporting
1958/59 Porto

1959/60 BENFICA
1960/61 BENFICA
1961/62 Sporting
1962/63 BENFICA
1963/64 BENFICA
1964/65 BENFICA
1965/66 Sporting
1966/67 BENFICA
1967/68 BENFICA
1968/69 BENFICA

1969/70 Sporting
1970/71 BENFICA
1971/72 BENFICA
1972/73 BENFICA
1973/74 Sporting
1974/75 BENFICA
1975/76 BENFICA
1976/77 BENFICA
1977/78 Porto
1978/79 Porto

1979/80 Sporting
1980/81 BENFICA
1981/82 Sporting
1982/83 BENFICA
1983/84 BENFICA
1984/85 Porto
1985/86 Porto
1986/87 BENFICA
1987/88 Porto
1988/89 BENFICA

1989/90 Porto
1990/91 BENFICA
1991/92 Porto
1992/93 Porto
1993/94 BENFICA
1994/95 Porto
1995/96 Porto
1996/97 Porto
1997/98 Porto
1998/99 Porto

1999/00 Sporting
2000/01 Boavista
2001/02 Sporting
2002/03 Porto
2003/04 Porto
2004/05 BENFICA
2005/06 Porto
2006/07 Porto
2007/08 Porto
2008/09 Porto

2009/10 BENFICA
2010/11 Porto
2011/12 Porto
2012/13 Porto
2013/14 BENFICA
2014/15 BENFICA
2015/16 BENFICA
2016/17 BENFICA
2017/18 Porto
2018/19


SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - UMA HISTÓRIA DE INVEJA E FACÇÕES

TRÊS MOMENTOS MARCANTES:

A Inveja no ADN
Fundado em 1906 por José Alfredo Holtreman Roquette, neto do visconde de Alvalade, desde cedo o Sporting manifestou enorme cobiça pelo mais querido e popular clube lisboeta, o então Sport Lisboa. Em 1907 aliciou oito jogadores dos encarnados, graças às suas instalações, cujo balneário tinha água quente e tudo! Estava dado o mote. Seguiram-se outras contratações para enfraquecer o rival, valendo-se da abundância de dinheiro na alta sociedade da capital - a génese do Sporting - e da sua escassez junto dos abnegados, mas modestos benfiquistas. A dada altura, Cosme Damião terá preconizado: "No imediato, o dinheiro vence a dedicação. No futuro, a dedicação goleia o dinheiro."

Um Trauma Chamado Eusébio
Foi muitas vezes repetida a mentira de que o Benfica teria "desviado" o Pantera Negra de Alvalade. É falso! O Sporting vacilou e o Benfica acertou. O Eusébio saiu de Moçambique para vir jogar no Benfica. O resto... é história! A mania de culparem o Benfica pelos seus falhanços vem de longe.

O Tiro Pela Culatra
No Verão quente de 93, o presidente leonino, um chico-esperto de nome Sousa Cintra, achou por bem recrutar Paulo Sousa e Pacheco, em litígio com o Benfica, convencido que estaria a aplicar um golpe fatal no eterno rival. Não só ganhámos com estrondo esse campeonato (6-3 em Alvalade), como mais tarde o Sporting teve de indemnizar o Benfica por causa dessas duas contratações à má-fila.


A CULTURA DO CLUBE E A PSICOLOGIA DO LAGARTO:

"A inveja é filha do orgulho, autora do homicídio e da vingança, o início das sedições secretas, a perpétua atormentadora da virtude. A inveja é a imunda lama da alma; um veneno, um azougue que consome a carne e seca a medula dos ossos.” – Sócrates, o filósofo.

O típico sportinguista - não a pessoa em si, note-se, mas o adepto enquanto tal, enquanto expressão da "cultura" do clube -  é invejoso, fanfarrão e incompetente.

A Inveja
O sentimento dominante dos sportinguistas em relação ao Benfica é a inveja, ainda que não assumida. Na verdade, a inveja pelo Maior de Portugal é a única coisa que os une. “A inveja é a homenagem que a inferioridade tributa ao mérito.” (Puiseux). 

A Fanfarronice
Apesar de sobrarem três dedos de uma mão para contarmos o número de campeonatos ganhos pelo Sporting nos últimos trinta e seis anos (!), não há mês de Agosto em que o adepto sportinguista não considere a sua equipa a principal candidata a vencer o campeonato. Bastam duas vitórias consecutivas para que o sportinguista entre numa euforia desmedida e comece a inchar, a inchar, a inchar...

A Incompetência
Há várias décadas que a massa associativa do Sporting não consegue escolher um bom presidente para dirigir o clube. Seja pela falta de qualidade das opções, seja pela obsessão anti-Benfica que lhes tolda o juízo, as escolhas têm alternado entre betos inconsequentes e charlatães oportunistas. Desesperados com tanta incompetência na gestão e enjoados de "croquetes", tornaram-se presa fácil para a demagogia do grunho tresloucado, que fez do clube a sua coutada.

Os Notáveis e as Facções
O Sporting tem muitos "notáveis". Segundo percebo, para ser considerado "notável", é conveniente que o sócio seja um beto enfezado e tenha um nome com muitos apelidos, de preferência alguns de origem estrangeira. Um CV com passagens pelo Governo ou pela alta finança também ajuda. Como é gente muito especial, organizam-se em grupos, grupinhos e grupelhos, para não se misturarem com a plebe. Passam mais tempo a conspirar uns contra os outros do que a fazer algo útil pelo clube. Mas é gente de bem. Ou só benzoca.

Em contraponto, no Benfica, notáveis somos nós todos. Se tivesse mesmo que referir algum notável benfiquista, assim de repente, ocorre-me o Barbas. Ou então o taxista, só para embirrar. (Um abraço para eles!)

A sociologia e a patologia
Enquanto sociedade, a massa adepta sportinguista padece de uma cisão tramada e de uma obsessão asfixiante. O principal sintoma destas patologias é a inversão das prioridades. Em primeiro lugar, vem a inveja pelo Benfica. Depois, vem o ódio que sentem uns pelos outros, os croquetes e os populares, como eles dizem. Em terceiro... vem o Sporting.

O espelho de aumentar
Não fora o Sporting um clube sediado na capital e com tanta gente em lugares influentes, (comunicação social, banca e política) e teria a relevância mediática adequada à sua relevância desportiva. Ou seja, a mesma de um Braga ou de um Boavista. Bem vistas as coisas, o Braga também luta pelo 3º lugar e o Boavista só ganhou menos um campeonato que a lagartagem nos últimos trinta e seis anos.

O hediondo Bruno de Carvalho. Agora aturem-no!
Por nojo e por ser desnecessário, dispenso-me de citar exemplos que demonstram a grunhice desta personagem, evidente desde a primeira hora em que assumiu funções. Recordo apenas que foi eleito há cinco anos, reeleito há pouco mais de um ano com 87% dos votos, e reconfirmado há cerca de três meses com 90% de aprovação. Aquando do ultimato para a mudança de estatutos, bastava que 25,01% dos votantes estivessem contra para se verem livres dele. Pois bem, a esmagadora maioria dos sócios nem se deu ao trabalho de lá ir. Esses têm o que merecem. Apenas 6 mil se dirigiram às urnas, dos quais 90% votaram a favor da permanência do grunho. Esses têm exactamente o que pediram. Restam quantos, 500 "verdadeiros sportinguistas"? Não se queixem, têm o que merecem. 

Só tenho pena dos jogadores. Espero que consigam sair por justa causa.

O Sporting e o futuro
A cada dia que passa, ouvimos dizer que o Sporting bateu no fundo. Mas todos os dias o fundo cai mais fundo. O que vale é que, sendo um clube de gente fina, já se perfilam os novos/velhos salvadores. Têm a palavra os impolutos Álvaro Sobrinho e José Maria Ricciardi...


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Salvámos a Prata!


Ou pelo menos, salvámos a possibilidade de aceder à la plata da Liga dos Campeões. Teria sido tremendamente injusto ficarmos atrás de uma equipa que deve, no mínimo, alguns dez ou doze pontos aos árbitros e video-árbitros. Apesar de ser bastante optimista, não esperava que o Sporting perdesse o segundo lugar na última jornada. Sempre pensei que, se fosse preciso, o Bas Dost atirava-se para cima do Gelson e o apitador assinalava penálti contra o Marítimo. A julgar pelo que aconteceu ao longo do campeonato, não seria de estranhar. Mas vá lá, prevaleceu a vontade dos jogadores em abandonarem aquele ninho de vespas. Fez-se um mínimo de justiça, não só pelos pontos dados pelos árbitros aos lagartos, mas também porque fomos claramente superiores a eles em ambos os confrontos. Do mal, o menos.

Benfica 1 - Moreirense - 0
Não há muito a dizer, foi uma vitória justa num jogo morno. O bloco baixo e compacto do Moreirense permitiu-nos ter muita posse de bola e presença no meio-campo ofensivo. No entanto, criámos pouco perigo. Para desmontar uma estrutura tão defensiva, é necessário aumentar a velocidade de circulação da bola de forma a que esta chegue aos extremos ou laterais enquanto eles têm espaço para avançar e criar desequilíbrios. Com uma circulação segura mas lenta, como fizemos, torna-se mais fácil ao adversário ir fechando todos os caminhos para a sua baliza. Registe-se, com agrado, a marca de 34 golos obtidos pelo Jonas no campeonato.

                             Ficha do jogo (aqui)


O futuro começa hoje
Cabe agora à nossa Direcção e Treinador preparar a próxima época de forma a chegarmos ao início de Agosto nas melhores condições de superarmos as eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões. Eu confio neles, mas deixo aqui as minhas achegas.

A premência
O facto de disputarmos logo a 7 ou 8 de Agosto um jogo tão importante obriga a que toda a pré-época seja planeada em função desse momento e dos três (assim esperamos) jogos seguintes das eliminatórias. Não é a situação ideal, mas o objectivo é suficientemente importante para condicionar a estratégia nos treinos e no mercado. A realização do Mundial não ajuda a esta preparação, mas também não deverá atrapalhar em demasia. 

No mercado
Os timings das compras e vendas deverão ser ajustados tendo em conta esta premência. As necessárias contratações de elementos nucleares deverão ser consumadas o mais cedo possível. Em sentido inverso, pode fazer sentido retardar a saída de algum jogador importante. A conciliação destes dois interesses poderá dificultar a obtenção dos melhores negócios. Mas não há pior negócio do que ficar fora da Champions!

Nos treinos
A abordagem aos treinos e jogos de preparação também terá de ser algo diferente do habitual. Talvez seja conveniente reduzir o número de jogadores em estágio. A distribuição do tempo de utilização nos jogos-treino não poderá ser tão "democrática" como de costume. O foco terá de estar num grupo mais restrito. Temos de dar rapidamente forma e entrosamento àqueles 14 ou 15 mais prováveis titulares nas eliminatórias.

Bom, eu por mim começava já  pré-época...

O que mudou
Se já tínhamos como objectivo máximo a conquista do 37, temos agora como primeiro objectivo o apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Temos a competência, a capacidade e os meios para atingir estes objectivos. Vamos a isto, Benfica!


sexta-feira, 11 de maio de 2018

O CRIME COMPENSOU



Sinto a mesma frustração que senti quando, há cerca de vinte anos, um mânfio me encostou uma faca à garganta e me levou a carteira. Raiva, frustração e até ódio! São estes os sentimentos que me dominam quando penso na época futebolística que agora termina. "Futebolística" é força de expressão, o que tem acontecido ao longo do último ano é mais do domínio do crime organizado do que do Futebol.

O nojo que sinto pelo F.C.Porto vem dos anos 80. O desprezo pelo Sporting também já vem de longe, acentuado nos últimos anos pelas tristes figuras do grunho que preside a tão mesquinha colectividade. Nada do que estes dois cancros do futebol português façam para prejudicar o Maior de Portugal me surpreende. O que eu não esperava era que a estas duas nojentas entidades se aliassem de forma tão explícita aqueles que deviam zelar pela integridade da competição. Casos como o Estoril-Porto ou o Tondela-Sporting, para citar apenas um exemplo de cada clube, não deixam margem para dúvidas relativamente à cabala que foi montada para interromper a senda vitoriosa do Sport Lisboa e Benfica.

Árbitros, Conselho de Disciplina, Conselho de Justiça, Liga, F.P.F., descomunicação social, banca, procuradores do Ministério Público - Com aliados destes no bolso, não há fair play financeiro da UEFA nem VMOCs que os atrapalhem. É roubar até fartar!

Se houvesse justiça, este campeonato seria impugnado. Infelizmente, não temos razões para acreditar que a justiça seja feita.

Invasão de campo na Amoreira. Valeu 3 pontos para o clube da máfia.

Agora temos de pensar é no que é que nós podemos fazer para inverter esta situação e impedir que se repita o mesmo filme na próxima época. Se há um ano atrás a Direcção do Benfica não estava preparada para um ataque desta dimensão, agora já sabe com o que conta. Cabe à Direcção do Benfica fazer o que for necessário para defender o Clube. Essa defesa passa por identificar os factores críticos no sucesso desta campanha anti-Benfica e desenvolver as estratégias adequadas para eliminá-los. Deixo aqui algumas sugestões e várias dúvidas.

Esta é uma batalha que se trava, essencialmente, em quatro campos:

- Justiça desportiva
- Justiça civil
- Comunicação 
- E, por incrível que pareça, também nas quatro linhas.

Justiça desportiva
Não acredito minimamente na isenção das instâncias nacionais nos dias que correm. A única esperança para que haja justiça desportiva em Portugal passa pela intervenção da UEFA. Não sei quais são os requisitos para que tal aconteça, mas é necessário demonstrarmos que o futebol português está entregue à máfia e carece de uma purga que só poderá ser accionada por instâncias superiores.

Justiça civil
São muitos os casos que nos levam a acreditar que uma parte do Ministério Público age em conluio com a Nojenta Aliança. Ainda gostava de saber qual foi o mamífero lá no MP que achou por bem abrir uma investigação ao Ministro das Finanças por causa de dois convites para ir ver o Benfica, exemplo bem elucidativo da demência anti-benfiquista. Entretanto, foi criada uma equipa de três magistradas do DCIAP que coordenam as investigações em curso. Esperemos que o único ponto da sua agenda seja a busca da verdade. E que os casos sejam julgados por juízes que não constem do payroll do mafioso que fugiu para Vigo.

Comunicação
Dos representantes do Benfica, espero sempre que consigam manter o nível e não caiam no lamaçal em que chafurdam os porcos da Nojenta Aliança e os seus jagunços. Por outro lado, fomos completamente arrasados no espaço mediático e isso teve consequências muito negativas a vários níveis. Ignorar as calúnias e esperar que a Liga ou a Federação tomassem medidas para punir os infractores não resultou. Reagir com tweets ou comunicados, de forma dispersa e atabalhoada, também não. Quanto a mim, não é com Pedros Guerras e Josés Marinhos que lá vamos. Tenho-me fartado de pensar nisto e não encontro uma estratégia de comunicação que permita, neste contexto, conciliar dois princípios fundamentais: a defesa eficaz do Benfica e o respeito por um mínimo de urbanidade.

No campo
Com as coisas assim, a contratação do jogador A, B ou C, para a posição X, Y ou Z, torna-se uma questão, não digo irrelevante, mas secundária. Ainda assim, temos necessariamente de reforçar a baliza e a defesa para a próxima época. Quanto ao meio-campo e ataque, as decisões a tomar passam, num primeiro momento, por definir as eventuais saídas. E avaliar potenciais subidas da equipa B. Gostava de ver o Gedson, o Heriberto e o João Felix na pré-época. Em relação ao Rui Vitória, sou pela sua continuidade, sem dúvida.

Domingo lá estarei, como sempre. Para me despedir da Luz por uns meses e agradecer aos Tetracampeões!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

PARECE O FIM DO MUNDO! MAS NÃO, É SÓ O FIM DA NOSSA MELHOR SÉRIE DE SEMPRE.


É por estas e por outras que cada vez gosto mais do Benfica e de ser Benfiquista! A exigência é tanta, a ambição é tão grande, que falhar um campeonato em cinco dá azo a profunda depressão colectiva! É fantástico! É excessivo! É esmagador! Até faz com que um sabujo oportunista como o Rui Gomes da Silva sinta que está na hora de sair da toca...

VER A FLORESTA
Depois de cinco tricampeonatos conquistados entre as décadas de 30 e 70 do século passado, conseguimos finalmente bater o nosso "recorde pessoal" com a obtenção do Tetra 2014 - 2017. Neste período, vencemos doze dos dezasseis títulos disputados em Portugal e marcámos presença regular no top 10 do ranking da UEFA. A par do sucesso desportivo, temos assistido a uma enorme recuperação da situação económica do Clube/SAD, sendo também tetracampeões nos resultados financeiros. Simultaneamente, estão a ser lançadas obras de ampliação do nosso centro de estágio e um novo centro de alto rendimento para diversas modalidades. Ninguém pára o Benfica!

O ADIAR DA PROMESSA
Claro que fiquei muito desapontado com a derrota em casa com o Tondela e o adeus definitivo ao título. Nem é tanto pelo Penta, eu queria mesmo era ser Hexa! Depois de termos batido o nosso "recorde pessoal", tínhamos que aproveitar a oportunidade para estabelecermos um novo "recorde nacional". Bem sei que será difícil acreditarem, mas desde o início da primeira época do Tetra (Agosto de 2013) que me convenci que só parávamos no Hexa. O meu raciocínio era simples: Já tínhamos sido várias vezes tricampeões. O Sporting já tinha sido tetra. O Porto já tinha sido penta. Estava na altura de alguém ser hexacampeão e esse alguém só podíamos ser nós! Não foi desta, será na próxima.

PRINCIPAIS CAUSAS
Identifico causas de ordem externa e causas de ordem interna para termos falhado o objectivo este ano. Teremos tempo de aprofundá-las após o fecho da época. Por agora, destaco apenas uma de cada. 

Externamente, a nojenta campanha movida pelo clube da máfia, adjuvado pelo clube dos palhaços do Lumiar, teve sucesso no seu principal objectivo - o condicionamento dos árbitros contra nós. Amedrontados, corruptos ou simplesmente anti-benfiquistas primários, foi vê-los a roubarem-nos pontos e a entregá-los aos nossos concorrentes, à descarada. (Não lhes chamo rivais pois sou de um Clube que nunca encontrou rival neste nosso Portugal). 

Internamente, a opção passou por aforrar uma vasta soma de dinheiro por via de um saldo de transferências na casa dos 120 milhões de euros. Genericamente, entendo e concordo com esta opção. Muito em breve veremos os dividendos desta medida, nomeadamente no aumento da capacidade salarial e, consequentemente, no prolongamento do tempo de permanência de alguns dos melhores jogadores. 

Contudo, considero que houve uma - especialmente uma - situação na construção do plantel que não foi devidamente salvaguardada e que se revelou fatal. Refiro-me ao titular da nossa baliza. Não podia ser um Júlio César com problemas nas costas, nem um promissor mas imberbe Svilar, nem um apenas razoável Varela. Com a baliza não se brinca e ao Benfica não basta um guarda-redes bom, tem de ser excelente. Veja-se que não é por acaso que nunca fomos campeões com o Artur a titular. Precisámos do Oblak, do Júlio César (em forma) e do Ederson para selarmos o Tetra. Fartei-me de falar nisto em Julho/Agosto e novamente em Janeiro, na esperança de que quem de direito me ouvisse... 

O QUASE
Em relação às restantes posições, não alinho nada no discurso típico destas ocasiões, de que nada presta e ninguém se aproveita. Muito pelo contrário! Chegámos a praticar o melhor futebol que se viu esta época em Portugal e obtivemos a maior série de vitórias consecutivas na Liga. Infelizmente, não o conseguimos fazer durante o tempo suficiente para ganharmos uma vantagem confortável. Apesar de tudo, a cinco jornadas do fim, encontrávamo-nos no primeiro lugar e tínhamos a vantagem teórica de disputar em casa o 'jogo do título'. Com um árbitro honesto, teríamos muito provavelmente empatado esse jogo e mantido o primeiro lugar. Mas era jogo para ganhar! E para ganhar tínhamos que ter jogado melhor.

O DÉRBI
Nunca o segundo lugar constituiu ou constituirá prémio de consolação para o Benfica. Nem o nosso sucesso se mede pelos duelos da Segunda Circular, como acontece com os lagartos. Mas o que se joga amanhã é muito mais do que o segundo lugar, é o acesso à Liga dos Campeões. E esse sim, é importantíssimo! Portanto, vamos lá sacudir a poeira dos ombros e fazer-nos à vida, que isto não é tempo para lamúrias!

BENFICA SEMPRE!!!

segunda-feira, 23 de abril de 2018

AS SETE VIDAS DO TETRACAMPEÃO




"Peço ao Raúl para fazer de Jonas ou peço à equipa para adaptar o jogo em função do Raúl?" Imagino que terá sido este o dilema do Rui Vitória na preparação do confronto com o Estoril. É uma questão pertinente e que acabou por não ter uma resposta conclusiva. 

Sem o Jonas, já se sabe, a qualidade do nosso jogo interior fica comprometida. Por outro lado, com o Raúl ganhamos maior capacidade de pressão sobre a linha defensiva adversária e a possibilidade de explorar o espaço nas costas. Ou seja, no papel podemos manter o mesmo sistema, trocando um pelo outro. Na prática, pede-se uma adaptação do modelo, sobretudo no último terço, no serviço ao ponta-de-lança. 

O Jonas é incomparavelmente superior em certos aspectos, como a recepção orientada, o passe curto e a movimentação entre linhas. É muito mais esclarecido na organização do ataque e tem uma enorme influência sobre os colegas mais próximos. É como se fosse um dois-em-um, um Dez e um Nove. Não se pode pedir ao Raúl que replique as acções do Pistolas, pois não tem os mesmos atributos. Mas podemos aproveitar melhor as valências do Furacão Mexicano, nomeadamente a sua maior amplitude de movimentos na frente de ataque. Acho que quer contra o Porto, quer contra o Estoril, esta situação podia ter sido mais bem explorada.

Estoril - Benfica
Ainda assim, fizemos uma primeira parte bastante razoável na Amoreira. Tivemos fluidez na construção, recuperámos muitas bolas no meio-campo ofensivo e criámos algumas oportunidades. No entanto, lá está, a ligação com o ponta-de-lança não foi a melhor. Faltou alguma afinação no último passe, ou mesmo na finalização, para podermos chegar ao intervalo com uma vantagem mais confortável. Até fizemos um golo cedo, numa excelente abertura do Zivko para a desmarcação do Rafa. Podíamos ter feito pelo menos mais um. Aliás, seria provável fazermos mais um se o árbitro do Sporting, o Hugo Macron, tivesse assinalado o penalti sobre o Raúl. 

Voltámos a entrar muito mal na segunda parte e adivinhava-se o golo do Estoril, que surgiu aos 63', depois de outro, bem anulado, aos 50'. Seguiu-se um período de jogo muito incaracterístico, com bola cá, bola lá, em que as nossas melhores ocasiões surgiram de contra-ataques rapidamente conduzidos, essencialmente pelo Rafa. Mas o tempo passava e não havia meio de repormos a vantagem. O empate significava a capitulação na luta pelo Penta. Sobrava ansiedade e faltava discernimento.

Salvios pelo Toto
Raça, crer e ambição! Foi esta a receita para chegarmos à vitória e ninguém melhor que o enorme Tetracampeão, Toto Salvio, para personificar esta atitude de uma equipa que teima em não desistir. Ganhámos e ganhámos bem, mas com mais sofrimento do que seria necessário. Enfim, como já tenho dito, se for preciso sofrer desta maneira para festejarmos no fim, eu pago o preço. O coração há-de aguentar! Continuamos na luta e hoje ainda acordámos em primeiro. Resta-nos agora torcer pelo Vitória de Setúbal...

Copo meio cheio
É assim que escolho olhar para o desempenho do Rafa na Amoreira. Se ele conseguir marcar um golo, ou fazer uma assistência, em cada jogo, "perdoo-lhe" o desperdício de duas ou três oportunidades. Em boa verdade, foi ele que as criou com a sua técnica refinada e velocidade estonteante.

                             Ficha do jogo (aqui)

segunda-feira, 16 de abril de 2018

ISTO AINDA NÃO ACABOU!



Ficámos numa situação muito desconfortável, mas é proibido desistir! Resta-nos vencer os quatro jogos que faltam e torcer por uma derrota ou dois empates do Porto. É difícil, não é impossível. 

O resultado justo, atendendo ao futebol apresentado por ambas as equipas, era o empate. Com uma arbitragem imparcial é muito provável que tivesse sido esse o desfecho. Mas não seria de esperar tal coisa dum Soares Dias num Benfica - Porto.

Notou-se muito a ausência do Jonas no Onze e notou-se muito a ausência do Raúl no banco. Faltou-nos aquela calma e qualidade na organização do ataque que o Pistolas nos dá. E depois faltou-nos o efeito Raúl, vindo do banco, para mudar o jogo na segunda parte. 

A ordem era clara: não facilitar no terço defensivo e não arriscar a sair em construção desde trás. Logo à partida, esta estratégia obrigou a equipa a jogar de forma diferente do seu modelo habitual. Talvez por isso, a bola não chegava "redondinha" ao último terço e, apesar do volume ofensivo produzido na primeira parte, só criámos uma situação de golo iminente (Pizzi, aos 45'). Mas fomos claramente superiores nos primeiros quarenta e cinco minutos.

Na segunda parte senti a equipa perdida entre a vontade de ganhar e o medo de perder. O Rui Vitória deu sinais contrários na forma como mexeu na equipa. A entrada do Salvio fez sentido, mas devia ter saído o Cervi e não o Rafa. As entradas do Samaris (pelo Cervi) e depois do Seferovic (pelo Pizzi) manifestam alguma indefinição. Com o aproximar do fim, o Porto assumiu mais o jogo e foi à procura do único resultado que lhe interessava. Acabou por ser feliz no remate do Herrera, aos 90', após vários ressaltos em que os nossos não conseguiram afastar a bola. Nos dois minutos jogados, dos quatro "dados" como tempo de compensação, ainda podíamos ter chegado ao empate, se tivesse sido assinalado o penalti cometido sobre o Zivkovic. 

Sinceramente, esperava mais da nossa equipa. Mesmo sem Jonas. Não conseguimos impor o nosso jogo durante muito tempo, nem conseguimos controlar o adversário, como se impunha. Agora, só há uma coisa a fazer: ir ganhar ao Estoril! Isto ainda não acabou!

                              Ficha do jogo (aqui)

Benfica Sempre!
Moro no Seixal, perto do nosso Centro de Treinos. De manhã, no meu caminho para o trabalho, costumo cruzar-me com vários dos nossos jogadores no seu caminho para o trabalho. Aí há tempos, achei por bem pendurar um cachecol do Glorioso na janela do meu carro no momento em que saio de casa. Ao longo do trajecto comum, o cachecol permanece pendurado na janela, esvoaçando livremente, como que saudando quem passa. Depois retiro-o. Quando passo pelos nossos jogadores, não grito, não gesticulo, não buzino. Simplesmente, utilizo o cachecol como quem diz: "Bom dia, vizinho. Bom trabalho! Estamos juntos!" E juntos seguimos. Ah, o dia em que me lembrei de iniciar este simples ritual foi a manhã seguinte a termos levado cinco do Basileia.



sábado, 14 de abril de 2018

Um jogo daqueles!




Este é um daqueles jogos para:

o Guerreiro Jardel impor a sua lei pela terra e pelo ar;
o Zivkovic encher o campo e rasgar a oposição;
o Pizzi dirigir com mestria as manobras da nossa equipa;
o Jonas destruir o mito de que não marca nestes jogos;
o Cervi crescer ainda mais nos nossos corações;
o Rafa mostrar o enorme jogador que pode ser, usando toda a sua inteligência, técnica e velocidade;
o Fejsa estar ao seu nível;
o Grimaldo mostrar que consegue ser tão eficaz a defender como a atacar;
o Rúben fazer uma inesperada progressão com bola e provocar um desequilíbrio fatal na defesa contrária;
o Senhor Almeida confirmar a excelente época que está a fazer;
o Varela mostrar que esteve lá quando foi preciso;
o Salvio ajudar a equipa a esticar o jogo e a ganhar faltas perigosas;
o Furacão Raúl ser novamente decisivo e aplicar o xeque-mate ao adversário;
o Capitão Luisão e demais companheiros no banco acrescentarem as soluções necessárias.

Este é um jogo daqueles! Um jogo para campeões, os nossos Campeões!

E agora calo-me. Tenho que poupar a garganta para amanhã. Vão ser dez minutos a cantar "Eu amo o Benfica" ... e mais oitenta e tal, pelo maior de Portugal!

RUMO AO PENTA, MEU BENFICA!!

PS: Acho que vamos ganhar 3-1.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Custou, mas foi!
























Os nossos meninos
O Jonas, esse menino mimado pela Família Benfiquista, queixou-se das costas e ficou suspenso na bancada, a torcer como nós. O Raúl, menino corajoso, aproveitou a titularidade para fazer o mesmo que o Pistolas costuma fazer quando joga: golos! O Cervi, o Zivko e o Rafa, como meninos atrevidos que são, procuraram sempre criar problemas aos adversários, ainda que nem sempre o tenham feito da forma mais objectiva. Mais dificuldades tiveram os meninos Jardel, Fejsa e Rúben, condicionados pelos cartões amarelos e com medo de serem... suspensos. Quem entrou a todo o gás foi o menino Toto Salvio, que quase fazia um golo e ganhou o penalti indiscutível que nos deu a vitória, ao minuto 92. Os restantes meninos não estiveram mal, nem particularmente bem. Sendo que o menino Grimaldo, no plano defensivo, esteve aquém do necessário. O que nunca lhes faltou foi uma enorme entrega na busca da vitória!

Como se esperava, foi um jogo difícil e tivemos de sofrer até ao apito final para podermos festejar no bom fim. Se o preço a pagar pelos três pontos em cada jogo for este sofrimento, eu pago. O coração há-de aguentar! Assim a equipa demonstre essa crença e essa garra, que não lhe faltará a força que vem das bancadas, como mostrámos em Setúbal.

É TÃO BOM VIVER NO BENFICA!


O jogo
Não conseguimos desenvolver as combinações com a qualidade habitual pelo corredor central, em parte porque o apoio frontal e o passe curto não são os pontos fortes do Raúl. Pelos flancos também não foi fácil, dada a forma como o Setúbal conseguiu sempre colocar muitos elementos na zona da bola. Ainda assim, na primeira parte criámos várias situações de golo e podíamos ter completado a reviravolta nos primeiros quarenta e cinco minutos. Fizemos apenas um, com boa assistência do Rafa e excelente finalização do Raúl, de pé esquerdo.

Na segunda parte, sofremos dois sustos valentes e acabámos por não criar tanto perigo como na primeira. Mas quem porfia sempre alcança. Agarrámos o jogo e fizemos pela vida! Ainda não foi desta que o Raúl falhou um penalti, e assim somámos a nona vitória consecutiva. Venham os próximos!

                             Ficha do jogo

Têm o que merecem
O circo do Lumiar está on fire! Ou, como eu gosto de dizer, é o Sporting a ser Sporting. Os sócios que votaram no grunho uma e outra vez e ainda lhe reforçaram os poderes quando ele fez o ultimato, têm o que merecem. Os sócios que nem se deram ao trabalho de ir lá votar para correr com ele também têm o que merecem. Só tenho alguma pena dos jogadores, coitados, não mereciam esta sina. (Com excepção do Coentrão).

É TÃO BOM VIVER NO BENFICA!

quinta-feira, 5 de abril de 2018

OPERAÇÃO BONFIM




Vitória de Setúbal - Benfica, Sábado às 20h30. Só este jogo interessa! Nem sei qual é o seguinte. Só sei que temos que entrar na máxima força e dar tudo para vencermos esta final. E a máxima força nesta altura passa, certamente, pela repetição do Onze que tem sido utilizado nos últimos jogos. Incluindo, obviamente, o Jardel e o Fejsa. E a entrada do Raúl na segunda parte, seja para ajudar a segurar uma vantagem, seja para aplicar o efeito-Mantorras. 

Conseguimos tomar a dianteira na entrada para a recta final do campeonato, o que é bastante animador. Contudo, um ponto de vantagem, quando ainda faltam disputar dezoito, apenas significa que não podemos vacilar. Nem vale a pena compararmos os graus de dificuldade dos calendários de Benfica e Porto, pois nesta fase a prática faz questão de contrariar a teoria, sem respeitar a "lógica".

Ainda assim, gostaria de salientar dois aspectos que, acredito, nos dão alguma vantagem. A primeira é a qualidade do futebol que praticamos. Quer se queira, quer não, a qualidade do futebol que se joga tem um bocadinho de influência nos resultados. E pelo menos desde o início de Janeiro que somos a equipa que melhor futebol pratica em Portugal. Temos jogado a um nível muito superior ao alguma vez apresentado pelos outros pretendentes ao título. Os pontos acumulados confirmam-no. Desde o dérbi, a 3 de Janeiro, recuperámos seis pontos em relação ao Porto e nove em relação ao Sporting. Acresce que os nossos jogadores chegam a esta fase da época no topo da sua forma, enquanto os adversários acusam enorme desgaste e apresentam boletins clínicos mais carregados.

O outro aspecto em que levamos vantagem é a parte emocional. A maturidade dos nossos jogadores e treinador é uma mais-valia que poderá fazer a diferença a nosso favor neste sprint final. A instabilidade emocional do boneco Conceição não podia ser mais contrastante com a impassibilidade do Senhor Rui Vitória. A ansiedade acumulada pelos jogadores do Porto ficou bem patente no Restelo. A experiência acumulada pelos nossos Campeões não tem paralelo em Portugal.

Mas estas considerações não nos asseguram absolutamente nada. A única coisa que importa é somarmos os três pontos na batalha do Bonfim! É para isso que a nossa equipa tem trabalhado ao longo da semana. É para isso que a iremos apoiar do primeiro ao último minuto de jogo. Lá estaremos, na Onda Vermelha que vai inundar a cidade do Sado, em busca da nona vitória consecutiva! 

É RUMO AO PENTA, MEU BENFICA!!


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Afinal ganhámos um ponto quando fomos empatar ao Restelo!


De resto, não muda nada. É ganhar em Setúbal!
Carrega BENFICA!!!!!

UMA OITAVA ACIMA



Não terá sido o jogo mais conseguido da corrente série de oito vitórias, muito por mérito da organização defensiva do adversário e por algum défice de velocidade da nossa equipa. Mas não deixou de ser uma vitória justa e merecida. 

Ao longo da primeira parte, desenhámos belas jogadas em ataque posicional, mas faltou alguma definição no último passe. O Peseiro abdicou de jogar com ponta-de-lança para povoar mais a defesa e o meio-campo, explorando a velocidade do Rafinha e do Heldon em transições rápidas, apoiadas na qualidade de passe do Mattheus Oliveira. O Vitória conseguiu assim construir alguns contra-ataques, sobretudo pelo seu flanco esquerdo, que terminaram em cruzamentos perigosos. Por duas vezes, valeu-nos o Grimaldo a desfazer o perigo, dobrando os centrais no coração da nossa área. No resto do tempo, só deu Benfica. Tivemos muita posse de bola no meio-campo adversário e conseguimos reciclar os ataques com muita frequência. Mas os passes para finalização não estavam a sair letais e encontravam sempre um pé ou uma perna vimaranense a impedir que a bola chegasse ao nosso matador. Ou até a mão do João Aurélio. Só que com a mão não vale e, desta vez, o VAR viu e avisou o árbitro. Penálti tão indiscutível quanto indefensável - é assim Jonas, com força e para a malha lateral! 




O 1-0 ao intervalo deixava boas perspectivas para a segunda parte, ainda para mais com a vantagem de atacarmos para a baliza grande. O Grimaldo voltou a estar em destaque, mas agora na área adversária. Por duas vezes, surgiu isolado na cara do guarda-redes, mas não conseguiu concretizar. Teve ainda um remate a obrigar o Miguel Silva a defesa apertada. O jogo de paciência e desgaste praticado pelo Benfica começava a abrir brechas no bloco minhoto, mas ainda faltava o golo da tranquilidade. O jogo parecia controlado (na segunda parte, apenas por uma vez o Vitória conseguiu sair com perigo) mas era muito arriscado mantermos a vantagem mínima. 



Felizmente, temos no banco a solução para estas situações. Um verdadeiro game changer, de seu nome Raúl Alonso Jiménez Rodríguez. Desta vez, o nosso Furacão Mexicano juntou ao enorme entusiasmo com que entra em campo sempre que é chamado a mais bela Letra do abecedário futebolístico! Assistência sublime para o Jonas bisar e fechar a contagem em 2-0. Este já está. Agora é invadir o Bonfim em busca da nona!




JONAS - a queda de um mito
"Ah e tal, o Jonas não pode jogar sozinho na frente" Quantas vezes ouvimos esta verdade insofismável ao longo das últimas épocas? Também eu alimentei este mito, convencido que seria um desperdício de talento entregarmos o Jonas à marcação dos centrais e tirá-lo daquele espaço entre-linhas, onde ele define como ninguém. Pois bem, a verdade é que o mister Vitória conseguiu resolver a quadratura do círculo e hoje temos o melhor Jonas de sempre... a jogar sozinho na frente! Tal como numa escala musical, a recepção ao Vitória de Guimarães marca o fecho de um ciclo iniciado precisamente na deslocação à cidade berço, em 5/11/2017. A 11ª jornada marcou a estreia deste sistema. Nessa altura, foi necessário Inovar para Ganhar. Passada uma volta completa no calendário, temos a equipa bem afinada neste apaixonante 4-3-3, a tocar uma oitava (vitória consecutiva) acima!

                            Ficha do jogo (aqui)

quinta-feira, 29 de março de 2018

Longa se torna a espera











Isto de passarmos duas semanas sem vermos o melhor futebol que se pratica em Portugal é um castigo que ninguém merece! A boa notícia foi que deu para recuperar o Rúben Dias e o Salvio. Caso o Rúben não estivesse em condições, teríamos a garantia do Capitão. No lugar do Salvio, temos o Rafa que tem estado bem e, quanto a mim, será para manter. De resto, não tem nada que saber: é Mestre Jonas e os Três Triângulos! 
Tá bom, não mexe!


                                                     

Em tempo de Páscoa, nada melhor do que enchermos a Catedral e celebrarmos a nossa Paixão pelo Maior de Portugal!

Faltam sete pró Quinto!
Carrega BENFICA!!


                                    E já agora, o tributo aos autores do título do post
                                     

segunda-feira, 19 de março de 2018

FORTÍSSIMOS NA FEIRA. VENHAM MAIS SETE!




A atitude do Tetracampeão na batalha da Feira tornou fácil o que se adivinhava difícil. Ganhámos por dois mas podiam ter sido meia dúzia, tal foi o vendaval ofensivo imposto pelo Maior de Portugal do primeiro ao último minuto de jogo. Três bolas nos ferros e várias defesas in extremis pouparam o Feirense a uma goleada das antigas. Só deu Benfica! 

Foi necessário adaptarmos o nosso estilo de jogo ao contexto e às condições do relvado pelado. Praticámos um futebol mais linear, com muita exploração dos corredores laterais e fazendo a bola chegar mais depressa do que o habitual ao último terço. Também foi muito importante fazermos rápidas variações do flanco de jogo para encontrarmos espaços livres. Neste capítulo, o Pizzi foi magistral! O maestro do Benfica rasgou por diversas vezes o bloco adversário com passes longos de precisão milimétrica, sempre a descobrir um companheiro isolado no corredor oposto àquele em que se encontrava. 



A velocidade supersónica do Rafa "serpente" Silva e a sua capacidade de progressão com bola em slaloms imparáveis causaram o pânico na defesa contrária, levando à justa expulsão do Tiago Silva, aos 40'. Marcou um golo e podia ter marcado mais dois, pelo menos. Mas se conseguir sempre concretizar (ou assistir) um terço das ocasiões que cria já será fantástico.



Mais uma vez, a chave para abrir o marcador foi o Raúl "el huracán" Jiménez. Desta vez nem precisou de um minuto para derrubar a oposição. Numa rápida combinação com o Jonas, logrou finalizar de ângulo já muito reduzido. Ainda isolou o Rafa por duas vezes, sendo uma fatal. 

Por um lado, o Raúl merece ser titular por tudo o que tem feito. Por outro, continuo a achar que temos mais a ganhar em iniciar os jogos no sistema habitual de 4-3-3 e lançar o Furacão Mexicano na segunda parte. É preciso termos em conta que a partir dos 60, 70 minutos os adversários já estão mais desgastados, precisamente por causa do carrossel estonteante que conseguimos colocar em campo com o sistema inicial. E aí sim, podemos abdicar de um médio e acrescentar um elemento - e que elemento! - à frente de ataque.



Esta foi a sétima batalha consecutiva que conseguimos vencer. Para atingirmos o nosso objectivo precisamos de vencer as sete que faltam. Venham elas! Agora temos que aguentar duas semanas sem podermos desfrutar do belo futebol que nos tem sido proporcionado pelo Mister Vitória e seus animais de competição. Voltaremos ainda com mais ganas na recepção ao Guimarães, dia 31, na Catedral!.

                            Ficha do jogo (aqui)