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Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Eh lá, até com o direito?!


Este suíço está-me a sair melhor que a encomenda! Então não é que agora faz dois belos golos com o pior pé?! O Seferovic mostra inteligência nas movimentações, trabalha para a equipa, tem excelente técnica e vai ter muito golo. Temos jogador!
Bom jogo-treino.


domingo, 16 de julho de 2017

É continuar a trabalhar



Há muito tempo que deixei de atribuir grande importância aos resultados dos jogos-treino da pré-época. O meu principal interesse nesta fase é "tirar a pinta" às contratações e especular sobre as tácticas e melhores Onzes a serem utilizados. Para o treinador, o trabalho passa por dar condição física à equipa, definir os modelos de jogo (plano A e plano B), e escolher os 26/27 com que irá trabalhar ao longo da época, ou pelo menos até Janeiro.

Ainda assim, é sempre desagradável sofrer uma derrota pesada, e nesse sentido foi bom notar o desconforto do Cervi nas declarações após o jogo. A meu ver, a diferença de duas para quatro semanas na  preparação das equipas explica grande parte do sucedido. Daqui por dois meses esta diferença não terá qualquer significado, mas agora tem bastante. Aliás,na primeira parte, enquanto não se notou uma acentuada quebra física dos nossos jogadores, o Benfica foi superior e criou as melhores ocasiões. Os três golos sofridos nos últimos 15 minutos de jogo reforçam esta ideia.

Voltando à questão das apreciações individuais aos novos jogadores, destaco dois. Desta vez, um pela positiva e outro pela negativa. Pela positiva, o Seferovic repete a distinção que já lhe fizera no primeiro jogo. Boas movimentações, boa atitude na luta pela bola e um pé esquerdo muito esclarecido. Nestes primeiros dois testes foi utilizado à frente do Jonas, mas parece-me que também pode ser ele o segundo avançado gravitando em torno do Mitroglou, ou então formando um duo-dinâmico com o Raúl.



Longe de querer crucificar o rapaz, é urgente que o Pedro Pereira mostre mais qualidade. Já treina com a equipa há seis meses, é português e tem escola de Benfica, pelo que a questão da adaptação já não se coloca. Se as suas fracas exibições se deverem apenas à debilidade física própria desta fase, tudo bem, isso facilmente se resolve. Mas precisamos que se revele mais atento a defender e que dê um arzinho da sua graça a atacar.

Em breve, ficaremos a conhecer uma nova composição do grupo às ordens do mister. A inclusão dos jogadores que ainda se encontram de férias ou lesionados (11 no total) e o afastamento de outros, seja para a equipa B ou para empréstimos, fará com que o grupo de disponíveis entre o Algarve (próximo fim-de-semana) e Inglaterra (semana seguinte) ganhe contornos mais definidos.

Quanto a eventuais reforços, mantenho a opinião de que precisamos de um excelente suplente para o Júlio César (não é por causa dos 4 sofridos ontem pelo Varela), e "dou" mais duas semanas ao Pedro Pereira para mostrar que não precisamos de ir ao mercado buscar outro lateral-direito. De resto, tranquilo.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

As saudades que eu já tinha disto!


E logo aos 5', GOOOOOLO do Jonas!! E aos 19', GOOOOOLO do Seferovic!!
Foi muito bom revermos o Tetracampeão em acção! Para primeiro jogo-treino, até acho que a equipa esteve a bom nível, quer em termos físicos quer em termos de organização. 

Comecemos já pelos destaques individuais; o primeiro nome a dar nas vistas foi o Diogo Gonçalves. Bela assistência para o penalti sobre o Jonas, um quase-golo olímpico (claro que foi intencional!), uma "cueca" e mais meia dúzia de pormenores a demonstrarem grande qualidade e enorme confiança. Marcou muitos pontos com vista à permanência no plantel, este mê compadre alentajanito! O segundo destaque tem de ir para o Seferovic. É sempre bom marcar na estreia e o suiço teve essa felicidade. Bom movimento a desmarcar-se e muita frieza na finalização - belo golo! Jogar perto do Jonas torna tudo mais fácil, o Haris já deve ter percebido.


Primeiro de muitos!


Continuando com as apreciações individuais aos novos elementos, tivemos também a estreia do Chrien logo no onze inicial. Gosto muito que um tecnicista também seja fera na luta pela posse de bola e o jovem eslovaco tem esses dois predicados. Na primeira parte jogou em duplo-pivot com o Filipe Augusto e teve algumas dificuldades no início de construção, mas a qualidade está lá. Com a entrada do Fejsa ao intervalo, subiu uns metros no terreno assumindo a posição 8 de forma mais definida. Acredito que podemos ter aqui uma solução credível já para esta época.

Do Willock, confirmei a expectativa: é muito bom de bola mas falta-lhe percepção do jogo colectivo. Entre o Rúben Dias e o Kalaica, julgo que o segundo está mais preparado para assumir as responsabilidades da primeira equipa. O Hermes continua sem mostrar nada de extraordinário, apenas qualidade no cruzamento. Tivemos ainda a estreia do Arango, lá esforçado é ele. Será esclarecido?


Vai pela esquerda ou pela direita?


Quanto aos consagrados, foi muito bom revê-los a todos! Gostei particularmente do nível a que se apresentaram o Júlio César - muito ágil e seguro; o Jardel - muito bem a comandar a defesa; o André Almeida - muito afoito a atacar; e o enorme Jonas, que já começou a fazer magia!

O primeiro teste deu positivo! Amanhã teremos um adversário mais forte que o Xamax e mais avançado do que nós na preparação. Mas Young Boys também nós temos, e com muito talento! Não é que seja o mais importante, mas já agora era simpático arrancarmos a época com a conquista de mais um troféu.


Aí Jardel!


Começámos assim:



E acabámos assim:



Entretanto, confirmou-se a esperada saída do Nelson Semedo. O ano passado por esta altura, vaticinava que se ele conseguisse melhorar os posicionamentos defensivos seria um dos melhores laterais da Europa. Ele assim o fez e o prémio está aí: contratado pelo Barcelona numa das transferências mais caras de sempre de defesas laterais. Que seja tão feliz nos blaugrana como foi de águia ao peito, que o puto merece! Quanto a nós, contamos com o André Almeida que nos dá todas as garantias na posição. Esperemos que o Pedro Pereira confirme as elevadas expectativas e seja também ele uma nova pérola no nosso plantel.

Obrigado, Nelson!


E boa sorte!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A PARTE BOA DO DEFESO





O defeso é uma seca! São muitas semanas sem vermos o Benfica a jogar, sem vibrarmos com os nossos golos e sem subirmos as escadas até ao Terceiro Anel. A parte boa do defeso é a expectativa em torno das novas contratações. Faz lembrar a emoção de quando éramos crianças e recebíamos brinquedos novos pelo Natal ou aniversário! Quase dois meses nos separam do fecho do mercado de Verão e já temos o sapatinho recheado com cinco novas prendas, ainda por desembrulhar.
Krovinovic, Chrien, Seferovic, Arango e Willock.

À excepção de Krovinovic, a recuperar de intervenção cirúrgica, são estes os novos elementos que se encontram a trabalhar às ordens do mister Rui Vitória, na preparação da época de ataque ao Penta. Nem todos têm a sua presença garantida no lote de 26-28 elementos que constituirá o plantel principal. A permanência de alguns deles neste grupo será ditada essencialmente por dois factores: a resposta dada nos treinos e jogos de preparação, e a quantidade e qualidade de opções para cada lugar. Especulemos então sobre as possibilidades de afirmação dos novos jogadores.



Os médios-centro Krovinovic e Chrien concorrem com Pizzi, Filipe Augusto e André Horta pela posição 8. Temos ainda o Samaris que, jogando preferencialmente a 6, também pode ser utilizado como segundo médio. Ou seja, não têm tarefa fácil.

Gostei muito da época do Krovimodric no Rio Ave. Mostrou técnica apurada e boa leitura de jogo. Parece ser um jogador intenso na luta pela posse de bola. Será necessário comprovar se tem capacidade táctica para se adaptar a um meio-campo a dois, com tarefas muito mais exigentes do que no habitual trio vilacondense. Quando a opção do mister passar pelo plano B - três médios - o croata estará como peixe na água.



Do sub-21 eslovaco, Martin Chrien (parece que se lê Krrién), vi pouco mais do que o que consta nos vídeos do youtube que partilho neste artigo. Aparentemente, é bom de bola e gosta de marcar golos. Assume-se como um box-to-box. Qualidade, parece ter. Estará pronto para a luta?






Seferovic - o internacional suiço (41 presenças) talvez seja, entre os cinco reforços apresentados, o único com presença garantida no plantel. A sua contratação não implica necessariamente a saída do Mitro ou do Raúl. Continuando o plano A a passar pela utilização de dois avançados-centro, como me parece óbvio, precisamos de quatro opções para o eixo de ataque. Jonas/Seferovic e Mitro/Raúl serão as nossas armas para segundo e primeiro avançados, respectivamente. Julgo que o suíço também poderá jogar a 9. O número de golos marcados pelo ex-Frankfurt não impressiona, mas isso diz-nos pouco. O Mitro e o Raúl também não traziam grandes números e no entanto...
Trata-se de um avançado trabalhador, que varre toda a frente de ataque e tem um pé esquerdo muito habilidoso. Parece ter propensão para fazer assistências. Acho que se vai adaptar bem ao Tetracampeão, até já fala um pouco de Português (não pelas lições do Kalaica).




Arango - Apresentou-se como sendo "forte, rápido e bom de cabeça". A auto-estima é um requisito muito importante, principalmente num goleador, e a do colombiano parece estar em alta! Esperemos que confirme os atributos e seja um verdadeiro reforço para o nosso ataque. A sua permanência no plantel estará certamente muito dependente da saída de alguém, mas... vamos ver.







Willock - Produto de reputada escola técnica, parece ainda muito cru em termos tácticos. Acho curioso que tenha optado por sair do Arsenal e de Inglaterra ainda tão novo, é caso raro. Simples demonstração de espírito aventureiro ou sabe que vem para o melhor clube do mundo?
Provavelmente vai treinar com os A e jogar com os B. A sua zona de acção está sobrelotada, pelo que só se for uma coisa do outro mundo é que terá o seu espaço esta época.





Fiquemos então com algumas jogadas dos novos craques, enquanto não os vemos fazê-las de águia ao peito. Falta pouco, mais meia dúzia de dias!...









P.S. Entretanto, ficámos a conhecer o calendário da Primeira Liga 17/18. É bom! Jogamos com todos duas vezes.

terça-feira, 4 de julho de 2017

JÁ ROLA A BOLA!



Já rola a bola no Seixal! Os nossos craques já começaram a trabalhar! Como tal, impõe-se uma primeira abordagem ao conjunto de jogadores disponíveis nesta fase tão prematura da época. Assistiremos a diversas alterações na composição deste grupo até ao dia 31 de Agosto. O contingente de cerca de 40 elementos será reduzido para 27, 28. É provável que façamos uma a três vendas de monta, uma ou outra aquisição, várias cedências por empréstimo e colocação de jogadores na equipa B.

Olhando para os que já (ainda) cá estão e juntando os que chegarão após merecidas férias, temos um grupo que podemos organizar da seguinte forma:



                                                Mitroglou
Raúl
Arango
Lima (?) Jonas
Seferovic
D.Gonçalves
         Cervi                                                      Pizzi                                            Salvio
         Rafa                                                      A.Horta                                         Zivkovic
         Willock                                                   Krovinovic                                      Carrillo
         Heriberto                                                 Chrien                                         J.Carvalho
Fejsa
Samaris
F.Augusto
Danilo (?)
Pêpê
       Grimaldo                            Jardel                                Luisão                             N.Semedo
       Eliseu                              Lisandro                             Kalaica                           A.Almeida
       Hermes                           Ferro                                 Rúben Dias                      P.Pereira
                                                                   J.César
                                                                A.Moreira
                                                                B.Varela


Muitos e bons!

Neste primeiro olhar - deixando de parte prováveis saídas - tenho uma dúvida que se sobrepõe a todas as outras: será o André Moreira um guarda-redes de topo, capaz de assumir a baliza do Tetracampeão na ausência do Júlio César? 

O Imperador dá-nos a qualidade elevada que precisamos, mas infelizmente não nos garante 40 a 50 jogos consecutivos. Sabemos que, mais cedo ou mais tarde, terá de "encostar" para recuperar. É essencial que lá para Outubro ou Novembro, quando começarem os seus crónicos problemas nas costas, o André Moreira esteja capaz de entrar e ENCHER a baliza.

Falo no André porque, sinceramente, não creio que o Bruno Varela seja GR para o Benfica. É fraco nos cruzamentos e não é dominador do espaço aéreo. É bom guarda-redes para a Primeira Liga, mas não me parece que seja excelente - o nível que precisamos. Quanto ao André Moreira, recordo-me que fez bons jogos no União da Madeira, vai para dois anos, mas não tenho ainda uma opinião formada. O facto de ser o terceiro guarda-redes no Atlético de Madrid não me diz muito, pois tinha o Oblak e o Moya à sua frente. 

Em resumo, teremos em André Moreira um keeper completo, ao nível a que nos habituámos e que precisamos? É fundamental que antes do fim de Agosto a resposta a esta questão seja afirmativa. Caso contrário, ainda teremos de reforçar a baliza.


Nas restantes posições, por ora, não vejo motivos para preocupações. Temos muitos e bons! Se e quando se verificarem saídas, será necessário actualizar a avaliação às opções disponíveis para cada lugar. Dentro de aproximadamente dez dias (13 e 15/7), teremos oportunidade de começar a "tirar a pinta" aos reforços nos primeiros joguitos de pré-época. Venham eles! 



Parece que veio mais pequenino, o Cervi!

Vê-se que tem escola, o Willock!


Diz que é forte, rápido e bom de cabeça, o Arango!


                                 Bons treinos pessoal!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

CORTINA DE FUMO




Basta vermos os jogos para percebermos que não há emails, forjados ou roubados, que sustentem qualquer teoria de favorecimento do Benfica por parte dos árbitros. A constatação deste facto deixa-me perfeitamente descansado quanto à justeza das nossas vitórias.

Se não bastasse, poderíamos ainda verificar a forma como a (in)justiça desportiva tem actuado relativamente ao Benfica, por comparação com a forma como não tem actuado em relação aos outros. Por um desabafo num camarote da Luz, após um jogo em que fomos escandalosamente roubados, o nosso Presidente foi punido. Por falar com um árbitro no final dum jogo em que fomos escandalosamente roubados, o nosso Treinador foi punido. Para quando a punição ao Grunho de Carvalho por ter escarrado para a cara do presidente do Arouca? Para quando a interdição da presença do macaco e das suas bestas amestradas nos estádios de futebol? Para quando a devida e justa punição ao decadente padrinho da Máfia e ao F.C.Porto pelos factos provados no processo do Apito Dourado? Quando serão retirados ao Porto os títulos que comprovadamente roubou?

A veracidade ou a falsificação destes emails e a forma como chegaram ao chefe da propaganda azul e bronca é um caso de Polícia. Aguardemos então que a justiça civil faça o seu trabalho, pois da desportiva não há muito a esperar.

Admitamos, ainda assim, que são reais. Aparentemente, houve alguns ilustres desconhecidos a enviar emails para pessoas do Benfica a dizer... coisas. Ora pedindo favores, ora dando "graxa". Ora passando informação de relevância muito discutível, ora pedindo mais favores. Ao que parece, os favores não foram concedidos e as intenções não foram alcançadas. Polvo fraquito, o encarnado.

Estes emails são uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Quem os divulga sabe-o bem. Então por que não se calam?! Porque o objectivo é precisamente fazer barulho. É tentar denegrir a imagem do Tetracampeão e provocar a divisão entre a Família Benfiquista. É tentar condicionar os árbitros contra nós. E acima de tudo, é uma tentativa desesperada de lançar uma cortina de fumo que ofusque os sucessivos fracassos da gestão portista e a situação calamitosa em que caiu o clube da Máfia. Trata-se de um clube que nos últimos anos tem coleccionado treinadores a uma velocidade só superada pelo ritmo a que o Benfica tem conquistado troféus. Trata-se de um clube intervencionado pela troika da UEFA, obrigado a vender e sem capacidade para contratar. Trata-se do estertor da besta. Desfrutemos. 

E, sobretudo, continuemos unidos, cada vez mais fortes e focados na conquista do Penta!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

VÍCIO DE GANHAR



Começo a ficar preocupado com os sinais de caneco-dependência manifestados pelos jogadores do Benfica. Dos últimos dezasseis troféus disponíveis para consumo interno, limparam onze! Os rapazes já não se contentam com uma dose por temporada, é às duas e três de cada vez. Do agarradinho Fejsa ao pendura Paulo Lopes, aquilo é uma cambada de caneco-dependentes. E aquele Luisão então, nem se fala! Tem alguns vinte lá em casa.






E pronto! Fechámos em beleza a histórica época do Tetra, com a 11ª dobradinha da nossa história, que neste caso até foi um triplete, pois temos a Supertaça para compor o ramalhete. Primeira parte difícil, com o Benfica a mostrar problemas de definição no último terço e o Vitória a explorar ataques rápidos. Chegaram várias vezes à nossa área, principalmente através de subidas do Bruno Gaspar pela direita ou do Raphinha pela esquerda, ainda que sem criar grande perigo.

Ao intervalo, eu estava a tremer. Não, não era com medo dos vimarenenses. Era de frio, com a roupa encharcada nos ossos, que a chuva não deu descanso. Pedi um golo do Benfica, a ver se aquecia. E não é que o Jonas e o Raúl ouviram e logo contribuíram para o aquecimento global do topo Norte? Recepção orientada do Pistolas a abrir espaço para rematar de longe e o Raúl a chegar primeiro à bola mal defendida pelo Miguel Silva. Picadinha, em sombrero. Já está! Logo de seguida, 2-0. Belo golpe de cabeça do Salvio a cruzamento do Nelson. Termina a época em grande, o Toto.




Dominámos o jogo a partir daí e podíamos ter chegado ao terceiro numa bela jogada do Grimaldo com o Jonas a cabecear à trave. Após a única ocasião perigosa do Vitória, cortada in extremis pelo Samaris, o canto dá golo. Vantagem mínima é sempre preocupante, mas nos quinze minutos restantes sobressaiu a maturidade competitiva do Tetracampeão e... a caneco-dependência. Ainda tivemos três quase-golos marcados pelo Salvio, Pizzi e Raúl. Difícil escolher o melhor em campo. Nomeio três: Luisão - foi imperial, o Capitão! Pizzi - que maestro! Salvio - enorme trabalho e belo golo.


Tem piada, a máscara. Mas ficar amarelado a 40 min. do fim é parvoíce.



Gostava muito que cá ficasse mais dez anos!



BOAS FÉRIAS, RAPAZES! 
PRÓ ANO HÁ MAIS. É RUMO AO PENTA!



quarta-feira, 24 de maio de 2017

O CAMPEONATO ESTÁ ARRUMADO. AGORA TEMOS DE LIMPAR A TAÇA.




É assim a lida doméstica de um adepto Benfiquista nos tempos modernos. O ano passado por esta altura tínhamos acabado de conquistar o Tri e já nos preparávamos para somar a sétima Taça da Liga. Agora, ainda zonzos com os piões do Eliseu nos festejos do Tetra, temos de apontar baterias ao Jamor onde tentaremos ajudar o Capitão Luisão a levantar mais uma taça.

Teremos oportunidade de fazer saborosos balanços do campeonato no longo defeso que se avizinha. O foco agora é a final da Taça de Portugal e o desejo de mais uma conquista. Ninguém espera que o Vitória de Guimarães se apresente tão frágil como nos pareceu no último jogo na Luz. Mas podemos desejar um Benfica igualmente determinado e inspirado na busca da 26ª (ou 29ª) Taça de Portugal. A sede de conquista da família benfiquista é partilhada pelos jogadores que, quando perguntados pelo ataque ao Penta, foram respondendo que o próximo objectivo era ganhar no Jamor. O pragmatismo e a ambição têm sido factores determinantes no nosso sucesso. Foi bom que os festejos do Tetra se tivessem concentrado na semana passada, com o jogo do Bessa pelo meio, de forma a que a semana em curso seja totalmente dedicada a preparar o embate com o Vitória.

No último exercício especulativo desta temporada sobre o Onze a ser apresentado pelo Glorioso, confesso que tenho uma dúvida logo para a primeira posição. Deverá jogar o Júlio César, por uma questão de "justiça moral", ou deverá jogar o Ederson, porque efectivamente dá mais garantias? 

A gestão de expectativas num grupo de trabalho não é uma questão de somenos. A tão apregoada (e bem) união do grupo, em que todos se sentem importantes, tem sido uma das chaves da liderança do mister Rui Vitória. Ao mesmo tempo, numa perspectiva mais imediatista, fará mais sentido utilizarmos os melhores jogadores disponíveis. E então, quem metemos na baliza, Ederson ou Júlio?
Na defesa, não há que enganar: Nelson, Luisão, Lindelof e Grimaldo.
No meio, Fejsa e Pizzi, pois claro.
Nas alas, Salvio e Cervi talvez sejam os que estão em melhor forma física e anímica neste momento. 
Na frente, Jonas e Raúl.

Graças à minha assiduidade nos jogos em casa e à paciência de quem passou quatro horas na fila, terei oportunidade de voltar ao Jamor, onde conto por vitórias todas as presenças - três, até agora. Oxalá nesta minha contabilidade pessoal, também possa ser Tetra!



A estreia do video-árbitro
Será um jogo histórico pela estreia do tão ansiado video-árbitro. A minha expectativa em relação a esta ferramenta é moderada. Certamente permitirá corrigir erros grosseiros. Mas desengane-se quem pensa que vai acabar com as polémicas e os queixumes. Os lances que actualmente são discutidos semanas a fio, mesmo após dezenas de repetições, continuarão a ser discutidos semanas a fio. Há dois outros aspectos que me causam algumas reservas. Um, já muito falado, é o tempo de interrupção para análise e discussão dos lances entre o árbitro principal e os video-árbitros. Teremos de ter alguma paciência nos primeiros tempos.

Outro aspecto, que só com o tempo poderemos aferir, está relacionado com a tendência que os fiscais-de-linha (assim mesmo, à moda antiga) terão para deixar passar foras-de-jogo. Sabem que se for golo, este será anulado em caso de irregularidade. Então e se não der golo?! Se houver uma segunda vaga de ataque em que a equipa atacante acaba por beneficiar duma primeira jogada em off-side que devia ter sido anulada? E se os defesas tiverem de correr para trás para resolver uma situação que nem devia existir? Temo que a mais que provável tendência para deixar passar lances de fora-de-jogo prejudique as equipas que defendem alto e beneficie as que usam "autocarro". A consequência de deixar passar foras-de-jogo pode prejudicar a verdade desportiva de forma irreparável, mesmo nos lances que não resultem em golo.

Mas deixemos para depois de alguns jogos uma apreciação mais abalizada à eficácia do video-árbitro. Agora o que interessa é ver se conseguimos a dobradinha!


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Já agora, queremos a desforra


O empate a três com o Boavista, na Luz, foi a maior roubalheira do futebol português no Séc. XXI. Foi a consequência mais evidente da choradeira dos vencidos e das ameaças aos árbitros feitas pelo mestre macaco e seus bandidos.

Apesar de termos sofrido três golos irregulares em menos de quinze minutos, os nossos rapazes ainda conseguiram chegar ao empate, mas faltou-nos um bocadinho de força para fazermos o quarto e somarmos os três pontos. A equipa do Boavista não tem culpa, mas gostava que aproveitássemos este jogo no Bessa para repormos a justiça no confronto directo com os axadrezados. Para além disso, somos o Benfica e queremos ganhar porque sim.

Dito isto, podemos também olhar para este último jogo do campeonato como uma oportunidade para alcançarmos dois objectivos. Consagrar como campeões os quatro jogadores do plantel principal que ainda não somaram minutos na Liga e, mais importante ainda, preparar da forma mais adequada a equipa que defrontará o Vitória de Guimarães na final da Taça de Portugal. Neste sentido, haverá necessidade de poupar alguns jogadores e será conveniente dar minutos a outros. 

Começando pela baliza, e não obstante o carinho que todos sentimos pelo Paulo Lopes, julgo que seria melhor jogar o Júlio César de início. Será de toda a justiça que seja ele o titular no Jamor, pelo que o regresso à competição uma semana antes da final só lhe fará bem. Nas laterais, gostava de ver o Pedro Pereira e o Hermes. São dois jogadores que, em boa verdade, desconheço e tenho curiosidade em "tirar-lhes a pinta". 

Soube agora que o Jardel se voltou a lesionar. Seria a minha escolha, com o Lisandro. O nosso guerreiro Jardel passou a temporada lesionado e quase não sentiu o gosto de vestir o manto sagrado na histórica época do Tetra. Merecia jogar e envergar a braçadeira. O Lisandro terá a oportunidade de voltar a ser feliz na cidade do Porto, onde foi determinante para o nosso sucesso ao alcançar o empate no Dragão, ao minuto...eh! eh! (Obrigado, Kelvin - foste o gatilho que fez disparar o Tetra). Correndo tudo bem, o Paulo Lopes e o Kalaica entrariam depois para formalizarem o estatuto de campeões. Moralmente já são.

Para o meio-campo e ataque, as opções deverão ser feitas em função da gestão física dos jogadores a utilizar na final da Taça. Nalguns casos será melhor dar-lhes descanso, noutros poderá ser mais indicado dar-lhes jogo para que não fiquem tanto tempo parados. E talvez alguns precisem de queimar as calorias acumuladas nos festejos.

Seja como for, o mister Rui Vitória lá saberá fazer o que for melhor, tendo em conta estes dois factores: gestão anímica do grupo e preparação para a final da Taça de Portugal. Queremos ganhar mas o mais importante é que ninguém se aleije. 

(Que luxo podermos dizer isto!)

SAUDAÇÕES TETRAGLORIOSAS!!


domingo, 14 de maio de 2017

DÁ CÁ MAIS CINCO! O TETRA JÁ ESTÁ!




Guardámos o melhor para o fim! Só nos nossos melhores sonhos podíamos pedir uma vitória assim! Uma goleada de mão-cheia num jogo tão decisivo, tão histórico!

Nós merecíamos. Nós que fizemos a maior travessia do deserto na história do Benfica nos campeonatos nacionais, merecemos viver o momento em que fazemos história ao vencer o inédito Tetra! Nós que passámos dez anos sem ganhar, damos um valor especial a esta conquista.

O Tetra deve-se a todos os jogadores que ajudaram o Glorioso a vencer estes quatro campeonatos. Também ao Jorge Jesus e à sua equipa técnica. Deve-se à Direcção e a todo o staff. Deve-se a um plantel recheado de grandes jogadores e grandes profissionais. E a um homem com as qualidades e competências do mister Rui Vitória, que perante tantas adversidades (e este ano, a maior foi a onda de lesões), foi capaz manter o rumo e alcançar este importante objectivo, que já nos escapara por cinco vezes!






(Isto hoje tem de ser à base de frases soltas, que ainda estou meio ressacado e com dificuldade em organizar as ideias. E rouco, se bem que isso não se note na escrita.)





.. e o Carrillo é campeão!
(cantado pelo próprio)



Eu sabia! Eu sabia que o Ederson ainda havia de fazer uma assistência! Disse-o várias vezes no final da época passada e escrevi-o aqui. Não escondo que me dá um gozo especial ter adivinhado uma raridade destas!









Dizem que é lento, mas ontem ninguém o apanhou...











Estrutura.









Foi lindo o penalti que o Estádio da Luz ofereceu ao Capitão. Mas não quis marcar e o Jonas bisou.

Foi lindo o abraço do Júlio César ao Rui Vitória, no fim do jogo.

E o Jonas? Que nem no autocarro deixou de distribuir jogo, quero dizer, bujas!


E o pessoal nas bancadas, a festa que fez! Por falar nisso, deixo aqui o texto que escrevi o ano passado quando nos sagrámos Tricampeões. Uma singela homenagem aos 65 mil de ontem e mais de 1 milhão e duzentos mil ao longo da época. Bem hajam!



Poucos instantes antes de começar o jogo olho em meu redor para sentir o pulso à bancada. Confirmo a assiduidade dos habituais titulares e congratulo-me com a presença de muitos reforços. A senhora de sessenta e tal anos das meias berrantes que não falhou um jogo em toda a época. O tipo que fuma cigarros uns atrás dos outros e resmunga a cada passe falhado. A garota de cinco anos que aperta a mão do pai e lhe pede a camisola do Jonas. Os dois amigos que discutem cada lance como se fosse o último. Lá estão os meus primos com os cachecóis dos dias especiais.  A equipa de alentejanos que veio em excursão. A mãe com o filho, futuro craque certamente. O grupo de universitários que percebo pela pronúncia serem das Ilhas. Um homem barbudo com ar sisudo que observa tudo com distância científica, talvez seja um sociólogo efectuando trabalho de pesquisa. O senhor com mais de oitenta anos que ultrapassei nas escadas acaba de se sentar, amparado pelos netos. E muitos milhares mais! Vamos cantar pelo Benfica que é o maior em Portugal! Sinto uma ligação fraternal a todos e sei que o propósito que nos une é de uma beleza extrema! Ajeito os óculos e preparo-me para assistir ao último jogo da época na Luz. Antecipo as saudades que vou ter disto. Tenho seguido à risca o apelo do mister quando ele diz: "venham jogar connosco!". Já não corro tão depressa como noutros tempos, mas a cantar/gritar e a aplaudir estou no topo da minha forma. Sinto que todos temos contribuído para esta caminhada. Todos temos ajudado a acender esta chama que nos anima! O joguinho correu bem. Tivemos sorte, eh eh! Haverá comunicado a acusar o Benfica de ter utilizado quase sessenta e cinco mil jogadores não-inscritos na Liga?... Após o apito final volto a olhar em redor para absorver as emoções da bancada. O grupo de alentejanos e os universitários das Ilhas replicam os cânticos da claque e fazem "moche"! A sexagenária das meias berrantes dança uma coreografia inspirada nas bailarinas de um artista pimba! Os dois amigos que discutem todos os lances pulam abraçados! A garota de cinco anos trepa pelo ombro do pai e insiste que quer a camisola do Jonas. A mãe do futuro craque filma tudo para a posteridade. O devorador de cigarros ergue os punhos para o céu e dedica a vitória a alguém que já partiu. O senhor de oitenta e tal anos aplaude descompassadamente e grita "Benfica! Benfica!" com a voz embargada. O barbudo com ar sisudo morde o lábio inferior mas não evita que as lágrimas lhe caiam pelo rosto. Os meus primos abraçam-me e os óculos saltam para a fila de baixo. Não faz mal, já vi o que queria. 



segunda-feira, 8 de maio de 2017

ESTÁ QUASE, PESSOAL! ESTÁ QUASE!

Faltam-nos dois pontos que podem ser conseguidos com dois empates, mas é de todo desaconselhável deixarmos a decisão para o jogo do Bessa. Sábado teremos pela frente um Vitória de Guimarães em grande forma que, naturalmente tudo fará para impedir a nossa festa. Ficaremos mais perto de vencer se encararmos o jogo com a humildade e o pragmatismo que fazem parte deste Benfica de Rui Vitória. Sim, podemos falar de um Benfica à imagem do mister Rui Vitória. Um Benfica que faz das dificuldades oportunidades e não dá nada por garantido. Foi esta atitude que nos trouxe até aqui e nos há-de levar à glória.





Estou certo que pela cabeça do nosso treinador e dos jogadores mais experientes não passa a ideia que "já está ganho". Mas acho que é importante que também nós, ao longo desta semana e nas bancadas da Luz, não entremos em euforias antes do tempo. Mesmo sem querermos, poderíamos criar um ambiente contrário aos nossos interesses. Temos sim, que bater recordes de decibéis num apoio incessante à nossa equipa, do primeiro ao último minuto, como fizeram os Benfiquistas no Estádio dos Arcos ontem à noite.

A nossa vitória por 1-0 em Vila do Conde foi tão difícil quanto justa. Jogo repartido durante a primeira parte, mas com as melhores oportunidades a serem criadas por nós - Jonas aos 6' e aos 14', Rafa aos 20', e Nelson aos 32'. O Rio Ave não prescindiu do seu estilo de jogo habitual, procurando sair com a bola controlada desde a linha recuada. O Benfica impôs uma pressão alta a toda a largura do terreno, empenhando cinco ou mesmo seis elementos nesta tarefa de alto desgaste mas muito bem sucedida. Na primeira parte, os vilacondenses pouco conseguiram ligar o jogo com o seu ataque e os passes em profundidade eram facilmente anulados pelo Luisão (mais uma exibição enorme do Capitão) ou pelo Ederson. Ajustava-se o zero-zero ao intervalo.

Entrada fortíssima do Tricampeão na segunda parte com um primeiro quarto-de-hora avassalador. Aos 47' ficou por marcar um penalti sobre o Nelson Semedo. (Tenho dúvidas no lance na nossa área, acho que o Rafa consegue cortar a bola). Infelizmente, estes quinze minutos à Benfica não renderam golos e o Rio Ave equilibrou as coisas por volta do minuto 60, com a entrada do Rubén Ribeiro. Tiveram uma oportunidade pelo Heldon e várias aproximações à nossa baliza. Foi precisamente na sequência de uma destas que lançámos o contra-ataque perfeito, aos 75' que viria a resultar no golo da vitória! O Cervi descobre o Jonas que, num passe de mágica, abre uma auto-estrada para o recém-entrado Salvio explorar em alta velocidade. Ao longo da meia-esquerda, o Toto conduziu a bola até à entrada da área onde, no timing exacto, solta para o Raúl no centro, que frente ao GR não perdoou! Foi lindo! Foi perfeito! Deu resultado, o apelo que lancei poucas horas antes do jogo para que os nossos jogadores abordassem esta final com precisão cirúrgica...


O golo do Benfica em Vila do Conde passará a constar dos manuais de Futebol, a abrir o capítulo da Transição Ofensiva Perfeita!



Mas a vantagem era magra e ainda tivemos muito que sofrer. O poste esquerdo da baliza do Ederson devolveu um remate do Gonçalo Paciência após um ressalto na nossa área, aos 87'. Fdss! Se não morremos desta, já não havíamos de morrer...

A chave da vitória foi a nossa força colectiva. O empenho e a entreajuda. A concentração e a humildade. E a ligação perfeita no golo! Todos os jogadores foram inexcedíveis e deram um contributo positivo. Destaques talvez para o Cervi, pelo esforço tremendo que o fez parecer omnipresente a defender e a atacar! Para a segurança do Luisão e a construção do Pizzi. E os três artífices daquele magnífico golo: Jonas, Salvio e Raúl!




E agora falta uma! Falta uma vitória para fazermos História!




domingo, 7 de maio de 2017

CABEÇA FRIA. CORAÇÃO AO RUBRO!


Nem consigo imaginar o estado de espírito dos nossos jogadores neste momento. Só espero que consigam manter a cabeça fria e abordar esta final de Vila do Conde com precisão cirúrgica. O Rio Ave tem uma bela equipa e joga bom futebol, mas se os nossos estiverem ao seu nível a vitória será nossa. Só peço isso, por favor!

VAMOS BENFICA! VAMOS!!

domingo, 30 de abril de 2017

MANTER O FOCO. E A UNIÃO!




Talvez este tenha sido o primeiro jogo nesta fase de decisão em que o Benfica acusou a pressão. Globalmente, até gostei bastante da primeira parte. Tivemos muita posse de bola, fizemos boa circulação e construímos belas jogadas, ainda que sem criar muitas oportunidades claras de golo. Encostámos o adversário ao seu reduto, reagimos bem à perda de bola e não os deixámos sair com perigo. Chegámos com naturalidade à vantagem, aos 29', num penalti indiscutível convertido pelo Jonas a castigar derrube do Licá ao Nelson Semedo, num jogo de sentido único até então. Podíamos ter ampliado no fecho da primeira parte, mas o pé esquerdo do Salvio chutou em frente, mesmo ao lado do poste.

Algo estranho se terá apoderado dos nossos jogadores ao intervalo, que entraram desconcentrados e desconfiados de si próprios no segundo tempo. Já o Estoril, acreditou que podia chegar ao empate. Subiu as linhas, pressionou a nossa saída e envolveu mais elementos na fase ofensiva. Assim criaram os estorilistas cinco situações de grande perigo, incluindo duas bolas aos ferros, que faziam adivinhar o golo alcançado pelo Kléber aos 59'. 

Fica a ideia que mais cedo o Estoril tivesse marcado e mais cedo o Benfica teria reagido e voltado a pegar no jogo. Com efeito, apenas seis minutos volvidos e o Jonas volta a marcar. Desta feita um golo só ao alcance dos eleitos, com um remate da entrada da área colocadíssimo ao primeiro poste. Após combinação do Cervi e do Grimaldo, o Pistolas pega na bola, vem da esquerda para o centro e mete-a lá dentro! 

Reposta a vantagem, colocava-se a dúvida: vamos para cima deles à procura do terceiro ou seguramos o que já temos? Não respondemos cabalmente a esta questão e foram-se sucedendo lances de perigo numa e outra baliza, num jogo demasiado partido para os nossos interesses. Só com a entrada do Filipe Augusto aos 79', conseguimos estancar as iniciativas adversárias, colocando alguma ordem naquele imenso espaço que se abrira entre as duas defesas. Acabámos a defender junto da nossa baliza, valendo a solidariedade e humildade com que os nossos jogadores souberam interpretar este momento difícil. Três pontos vitais que nos deixam a sete (ou menos, se o Porto voltar a falhar) do grande objectivo.

Se é verdade que os nossos jogadores não estiveram muito bem, também é verdade que nós, nas bancadas, ficámos aquém. Somos milhões a viver e a sofrer as ocorrências da nossa equipa principal de futebol. É inevitável que algumas pessoas sejam... vá lá, mais impacientes e não resistam a sublinhar com assobios um passe falhado, uma finta despropositada, etc. Estamos certamente a falar de um grupo restrito de profissionais exímios nas suas actividades que nunca falham no cumprimento das suas tarefas e por isso não admitem falhas a ninguém. Só pode! O que estranhei ontem na Luz foi que os assobios da pequena minoria não tivessem sido imediatamente abafados por ruidosos aplausos e gritos de incentivo da imensa maioria, como habitualmente acontece. Talvez a ansiedade também nos tenha tolhido a vontade de apoiar mas não podemos deixar que assim seja. Mea culpa, também. Passei a segunda parte bastante apreensivo e menos participativo do que costumo. Diz quem viu, que até apresentei uma palidez preocupante. Mas pronto, este está arquivado na pasta dos sucessos. Faço votos para que, em Vila do Conde, a equipa se reencontre com seu estado de alma habitual  e que os nossos adeptos que lá se deslocarem não regateiem esforços no apoio ao Tricampeão em busca do Tetra. 

Mais do que nunca, este é o momento em que temos de ficar unidos em torno daqueles que nos podem dar o que nunca tivemos!





P.S.1. Acabei por não escrever nada a propósito do derbi, mas agora também já não interessa. Queria apenas destacar a atitude impressionante da nossa equipa pela forma como reagiu à desvantagem madrugadora e aos três penaltis sonegados.

P.S.2. Quanto aos acontecimentos da madrugada antecedente ao derbi, deixo também a minha opinião, porventura politicamente incorrecta. Enquanto as vítimas da violência forem apenas os próprios adeptos da violência... temos pena, mas não muita. Tratam-se de energúmenos que combinam encontros para andar à porrada. Que o façam sem provocar estragos ou danos a terceiros.