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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

DESCOBRIR O CAMINHO PARA O JAMOR




O caminho do Estoril ou do Benfica para o Jamor tem ainda duas paragens. Passa amanhã pela Amoreira e depois pela Luz.

No jogo de amanhã teremos oportunidade para gerir um pouco a equipa, sem menosprezo para os canarinhos. A equipa da linha atravessa uma crise de resultados que lhe tira confiança, mas a possibilidade de alcançar pela segunda vez na sua história (em 1944, perdeu 8-0 com o SLB) a Final da Taça é um factor motivador. Ainda assim, temos aqui alguma margem para arriscar um pouco, tendo em conta que se disputará a 2ª mão na Luz.

Neste pressuposto, a minha proposta para o Onze frente ao Estoril é a seguinte:




Os objectivos a alcançar com estas alterações são:
Dar ânimo ao Júlio e descanso competitivo ao Ederson;
Dar ritmo ao André, já que o Nelson não pode jogar em Santa Maria da Feira;
Dar ritmo ao Jardel e descanso ao Capitão;
Aumentar as rotinas do Filipe Augusto e dar descanso ao Pizzi. Se possível, entraria na segunda parte o André Horta;
Aproveitar para rodar os extremos, dando minutos ao Cervi e ao Carrillo;
Dar ritmo ao Jonas e ao Raúl.

Saindo do banco, para além do já referido André Horta, gostava que tivéssemos oportunidade de estrear um dos novos laterais, o Pedro Pereira ou o Hermes.

Com maior ou menor rotatividade, temos a possibilidade de tornar mais claro o nosso caminho rumo ao Jamor. Que assim seja!
CARREGA BENFICA!!


sábado, 25 de fevereiro de 2017

CONTRA CHAVES, GAZUAS




Sendo alentejano sinto uma afinidade especial com a região de Trás-os-Montes. Pelos planaltos e pela lonjura das terras. Pela rectidão e pela humildade das gentes. E também pela posta mirandesa. 
Os transmontanos bem podem sentir-se orgulhosos da equipa que representa a região na Primeira Liga. E a Primeira Liga é valorizada pela presença deste Chaves. Que bela equipa! Que bela ideia de futebol!

Entrámos bem, com boa circulação e chegadas à área, mas não conseguimos impor o nosso domínio. Chaves fechadas em bloco baixo, mas sempre a envolver quatro ou mais elementos nas saídas, o que até lhes permitia fazer mudanças de flanco nos seus ataques. Aos 14', o Ederson foi enorme a fechar a porta ao Fábio Martins. Voltaria a sê-lo aos 82' negando o segundo golo do empate a Bressan. Aos 18' o Nelson-Gazua cruza para o Mitro-Gazua e dá golo!


É tão bom termos um goleador chamado Mitroglou! Na última época do Cardozo, em que jogou pouco, temi que passasse muito tempo sem voltarmos a ter aquele ponta-de-lançazorro que o Benfica tem de ter. Aquele Manniche ou Magnusson. Aquele van Hooijdonk ou Brian Deane. Aquele Cardozão ou... este MITROGOLO! Está super-confiante e até arrisca fazer truques novos. Está cada vez mais ligado à equipa e mais combinativo. E o pé não está quente, ferve! Bem haja!


Mas o jogo continuou partido com ataques rápidos a ambas as balizas. Devíamos ter conseguido controlar a situação, mas o Chaves não deixou. É a jogar contra equipas assim (e melhores) que elevamos o nosso nível. Tivemos de ser criativos a atacar e atentos a defender. O Chaves obrigou-nos a procurar vários caminhos e não nos deu descanso. Grande jogo do Tiba e grande golo do Bressan, aos 44'.


Quando estamos empatados ao intervalo, digo sempre "agora fazemos dois, aqui na baliza grande", por isso não tenho grande mérito em ter acertado desta vez. Mas a verdade é que entrámos rápidos e decididos e marcámos logo aos 50'. Sabemos que a defender o Samaris não é tão forte como o Fejsa, mas a construir consegue ser mais valioso. É dele a abertura para o Nelson-Gazua assistir o Rafa-Gazua através do túnel do Mitro-Gazua. Que belo football association


O Rafa está perto, perto de se revelar a bomba que ainda nem toda a gente percebeu que ele é.
Sim, precisa de definir melhor o último passe, a finalização. A ligação com os colegas também tem de ser afinada, ele pode receber no pé ou pedir no espaço. Essa sintonia pode e vai melhorar com mais dois ou três joguitos. Vão ver!




O golo cedo na segunda parte pode ter-nos dado a ilusão que rapidamente faríamos outro e resolveríamos o jogo. Mas este não surgiu, os minutos foram passando e emerge o dilema das vantagens mínimas: should I stay or should I go?, que é como quem diz seguramos ou arriscamos? Ao contrário do que tem sido mais frequente, a opção desta vez foi por continuar à procura do golo. Ainda apanhámos um susto aos 82', antes do Mitro fechar a loja aos 89'. Rico jogo, bela vitória! O Chaves veio ao reduto do Tricampeão justificar o notável sétimo lugar. O Benfica para vencer teve de se aplicar. Também o jogo de lá foi bastante difícil.

Vida de adepto que luta para ser campeão é difícil e nós ontem tivemos de sofrer. Há quem aproveite o fim-de-semana para ir passear tranquilamente ao Estoril. E pronto, o nosso trabalhinho está feito! Agora era bom que a arbitragem no Bessa não fosse má.






P.S. Eleições no Sporting - Do ponto de vista estritamente Benfiquista, é-me indiferente que o presidente do Sporting seja o "Jaquim" ou o "Manel". Do ponto de vista do ar que respiramos, será muito desagradável se tivermos de passar mais quatro anos com o grunho a conspurcar o ambiente desportivo nacional. 


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

E TUDO O MITRO LEVOU...





Vitória tão difícil quão saborosa, esta que alcançámos ontem em Braga! Foi um jogo muito dividido com ambas as equipas fortemente apostadas em vencer sem que nenhuma tivesse conseguido impor o seu jogo. Ao longo do encontro houve fases alternadas de alguma superioridade, ora de uma ora de outra equipa, ainda que sem criação de grandes oportunidades de golo. Lutou-se bravamente pela posse de bola no meio campo e pelo espaço no último terço do adversário. No fim, ganhou a equipa onde joga MITROGLOU, o Grego Goleador! E bem.





Desde a época de 2011/2012 que não se via tanta roubalheira da arbitragem como temos visto desde há meia dúzia de semanas. Nessa época, fomos arredados do 1º lugar com arbitragens escandalosas contra nós em Guimarães e em Coimbra, nas jornadas imediatamente anteriores a recebermos o Porto - no jogo em que perdemos 3-2 com um golo do Maicon em fora-de-jogo.


A maturidade e a qualidade do Benfica de hoje permitem-nos dar mais luta aos ladrões apitadores, mas certamente não será suficiente para superar a incessante roubalheira nos nossos jogos e as constantes ajudas ao clube da fruta. A minha questão é: Qual será a melhor forma do Benfica lutar contra esta situação?


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

GRANDE RESULTADO E UM KEEPER MAIOR QUE A SORTE!




Sorte? Sim, tivemos bastante. Quando uma equipa concede cinco ou seis oportunidades claríssimas de golo ao adversário e ganha 1-0 com um único remate à baliza... é inegável que a sorte jogou a seu favor. Mas ainda maior que a sorte que tivemos é o guarda-redes que temos! Maior que a sorte foi a capacidade de sofrimento e a entre-ajuda da nossa equipa. 

Com sorte e grande entrega, conseguimos um belíssimo resultado que nos deixa boas perspectivas para a 2ª mão. Acredito firmemente que conseguiremos fazer pelo menos um golito na Alemanha.

Mais do que pela diferença na qualidade individual dos jogadores, a superioridade do Borussia manifestou-se pela intensidade na pressão e dinâmica na construção. Os alemães forçaram o nosso erro nas tentativas de sair a jogar e criaram muito perigo. Há ilações a tirar para o jogo de lá. Deveremos procurar sair de forma mais simples, com mais futebol directo se preciso for. Teremos certamente ocasiões para explorar o adiantamento deles. Será importante descobrirmos o melhor caminho para chegarmos em boas condições à zona de finalização.



O jogo de ontem teve um Super Herói para os Benfiquistas e um super vilão para os alemães.
O Ederson é um enorme Guarda-Redes e está cada vez mais completo. O seu passe longo é uma arma que condiciona os nossos adversários que procuram pressionar mais alto.





Para além do nosso keeper, destaco o enorme jogo do Capitão. Por mim, pode fazer mais 500! 

Grande jogo também fez o Nelson Semedo, com muito trabalho defensivamente e algumas boas saídas. O Eliseu e o Lindelof estiveram muito equilibrados e concentrados. O Fejsa teve grandes dificuldades em entregar a bola depois de a recuperar. O Pizzi não teve espaço nem tempo para construir e perdeu bolas comprometedoras, mas fez bom trabalho na cobertura defensiva. O Salvio teve boas iniciativas na primeira parte mas definiu mal, e foi-se apagando. O Carrillo começou bem, ajudou a defender, mas faltou-lhe companhia para levar o jogo para a frente. O Rafa podia ter beneficiado do espaço nas costas da defesa impondo a sua velocidade, mas não foi servido em condições. O melhor passe que recebeu foi feito pelo Ederson. Já ouvi queixas de que o 10 do Benfica joga com as mãos... O Mitroglou trabalhou imenso e foi letal na única oportunidade que teve.

A entrada do Filipe Augusto ao intervalo dividiu por três o trabalho do Pizzi e do Fejsa. Será melhor entrarmos assim lá? O Cervi também entrou bem, ganhou bolas e ajudou a equipa a respirar. Esperava mais do Raúl, mas vem de lesão.

Desta vez a sorte jogou do nosso lado, é improvável que se repita lá. Teremos de ser ainda mais rigorosos a defender e maliciosos a atacar. Um golito nosso lá...

Bom, mas agora é preciso ir ganhar a Braga!





P.S. Vejam ou revejam as imagens do balneário celebrando os 500 jogos do Luisão
...ou de como se desmontam teorias da conspiração dos antis.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ALIMENTAR O SONHO





Haverá Benfiquista que não sonhe ver o Benfica Campeão Europeu?! 
Entre 2020 e 2025 seremos Campeões Europeus. Eu acredito! Para que o sonho se transforme em objectivo e o objectivo seja alcançado temos de continuar a evoluir a nível económico e a nível desportivo. 

Temos consciência que actualmente estamos alguns furos abaixo dos crónicos candidatos. Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e um ou outro alternadamente apresentam argumentos mais sólidos que o Benfica. Isto não torna impossível a nossa vitória no imediato, mas aceitemos que é bastante improvável.

A minha convicção é que nos próximos anos acontecerão algumas coisas que nos permitirão chegar ao nível de desempenho dos melhores. Será uma evolução consistente, com presenças cada vez mais frequentes em fases adiantadas da prova. Seremos então tão candidatos quanto os candidatos mais fortes. Até que, finalmente, conquistaremos a "orelhuda"!

Em termos económicos é virtualmente impossível que o nosso orçamento possa ser triplicado ou quadruplicado por forma a chegar ao nível dos maiores, dada a exiguidade do mercado nacional. Ainda assim, beneficiaremos em breve duma situação financeira mais confortável. Levamos três anos seguidos a dar lucro e continuaremos a aumentar as receitas. 

Há pouco tempo, vendíamos por 15M jogadores com poucos minutos de primeira equipa. Actualmente, vendemos por 30M jogadores com uma ou duas épocas no plantel principal. Em breve, venderemos por 50M jogadores com três temporadas na Luz. 

Os custos com ordenados serão contidos ou até reduzidos com a utilização de cada vez mais jogadores da nossa formação e da prospecção. Isto será conseguido sem perdermos qualidade no plantel, graças a uma das melhores Escolas de Futebol do mundo e uma prospecção por excelência de baixo custo. É claro que estes jogadores terão de continuar a ser enquadrados num plantel com elementos de categoria comprovada e experiência acumulada. Desenvolvi esta ideia com mais pormenor em O Benfica e a Champions.

Mesmo que beneficiemos duma situação económica mais favorável, a aproximação do Benfica aos crónicos candidatos a vencer a Champions será feita essencialmente pela vertente desportiva. Ou seja, temos de conseguir fazer o mesmo com menos. A nosso favor temos o talento dos nossos treinadores e jogadores. A chave é o difícil equilíbrio entre a necessidade de vender e a necessidade de manter.

A nível interno, recuperámos a hegemonia de décadas anteriores. Estamos prestes a chegar a um nível em que esta não será posta em causa por uma época menos conseguida. Mais uma razão para alcançarmos o Tetra!

A nível externo, galgámos degraus no ranking da UEFA ao longo dos últimos anos. É fundamental que continuemos a reforçar o nosso estatuto europeu. Neste sentido, o apuramento na fase de grupos da Champions reveste-se de carácter obrigatório. Já o conseguimos, pela primeira vez este ano, em duas épocas consecutivas. Em 2016 chegámos aos Quartos-de-Final pela segunda vez em cinco anos. Em 2012 fomos roubadíssimos nos dois jogos com o Chelsea, podíamos ter chegado às Meias. O ano passado, não obstante a luta que demos, o Bayern foi superior. Temos de nos habituar a chegar aos Quartos-de Final, alguma vez havemos de passar.

Frente ao Borussia de Dortmund temos uma eliminatória difícil mas não impossível. Eu diria 50/50. Está ao nosso alcance continuarmos a alimentar o sonho! Nós nas bancadas temos de garantir que a nossa equipa tira partido do factor casa. Já sabemos que na Alemanha os adeptos deles assim farão.


A minha proposta para o nosso Onze, para ganharmos 1-0:



Tão importante como fazermos pelo menos um golo, será não sofrermos nenhum.

Parece-me que será melhor começarmos com o bloco curto e um pouco mais baixo que o habitual para dificultarmos a exploração da profundidade pelo Aubameyang, um dos pontos mais fortes do adversário. Ao invés, utilizaríamos dois avançados super velozes, fortes na pressão e a condicionar o jogo deles. 

Depois, conforme o que o jogo pedisse, teríamos Carrillo, Jonas e Mitro no banco. Ou Samaris e André Almeida.




sábado, 11 de fevereiro de 2017

CONFIRMAÇÃO DA RETOMA






E pronto! A mini-crise que nos afectou na segunda quinzena de Janeiro parece ter sido ultrapassada. Nestes dois últimos confrontos a equipa já se apresentou mais solta e próxima do que tem sido habitual, sendo que ontem com o Arouca, fizemos mesmo um belo jogo. Poderá aquela quebra de forma ter sido consequência de um plano de treinos mais carregado, com o objectivo de preparar a equipa para o que aí vem? 

O que não há meio de passar é a tendência dos árbitros decidirem sempre contra nós em lances de dúvida, e até em lances sem sombra de dúvida. Puta que os pariu!

A nossa primeira parte do jogo com o Arouca foi uma demonstração de várias qualidades que muito aprecio no Benfica de Rui Vitória: grande variação do jogo ofensivo, com penetrações pelos três corredores, ora em tabelinhas ora explorando a profundidade; trocas constantes dos extremos, o que nos permite jogar ora com dois extremos verdadeiros ora com dois extremos falsos; e pressão alta com excelente reacção à perda de bola.

A nossa segunda parte do jogo com o Arouca foi uma demonstração de outras qualidades que também muito aprecio no Benfica de Rui Vitória: a solidariedade e o espírito de corpo; a maturidade competitiva e a frieza com que a equipa lida com as adversidades; e a confirmação da quantidade de soluções de qualidade de que dispomos neste plantel.

Desenvolvemos belas jogadas e marcámos três belos golos, cada um mais bonito que o anterior. Assistimos à crescente afirmação do enorme talento sérvio chamado Zivkovic e vimos o Carrillo fazer o seu melhor jogo de águia ao peito. Confirmámos a importância de utilizar um lateral esquerdo esquerdino, a veia goleadora do Mitroglou e a classe do Jonas e do Pizzi. E ainda deu para vermos o nosso Capitão a dar show de bola com aquele nó cego já perto do fim. Que maravilha!

Agora estamos prontos para mais uma jogatana de Champions! Venham de lá os alemães!





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O TRICAMPEÃO RESPONDE À PRESSÃO





Boa resposta do Tricampeão a este momento de pressão. A vitória clara e tranquila do Benfica sobre o Nacional, além de nos permitir somar os obrigatórios três pontos e manter o primeiro lugar, também serviu para afastar os fantasmas que procuravam assombrar a Luz.

A fraca oposição do Nacional - que me parece ser, pelo menos nesta fase, a equipa mais fraca da Liga - e o golo marcado aos 26' ajudaram a dissipar o nervosismo, natural, que se fez sentir nos primeiros minutos. 

Acabámos por fazer um jogo próximo do nosso habitual. Aparentemente, os nossos jogadores terão levado o guião certo para o relvado. Boa circulação de bola, com variação do jogo ofensivo e exploração das diversas zonas de ataque à baliza adversária. Controlámos sempre o jogo e não concedemos nenhuma oportunidade de golo ao Nacional. Quando assim é, mais cedo ou mais tarde acabamos por marcar. 

E foi o que aconteceu aos 26', com o Jonas a responder com cabeça a um excelente cruzamento do Zivkovic. Aos 35', novamente o Jonas num belíssimo remate em arco com o pé esquerdo. O Pistolas foge para a direita, combina com o Nelson que ocupara o corredor central, flecte para dentro e lá vai disto! Grande golo!

Com dois zero ao intervalo estava mais de meio caminho andado para selarmos a vitória. Na segunda parte não arrasámos, mas controlámos. Nunca permitimos que o Nacional criasse perigo, demos descanso ao Pizzi e estreámos o Filipe Augusto. Fechámos a contagem - bonita e redonda - com o três zero aos 81', numa bela jogada entre o Jonas, o Rafa e o Mitroglou.



O destaque individual vai obviamente para o Jonas, pelos dois golos marcados e participação no terceiro. Apresentou-se mais solto e em melhor condição física, o nosso craque.

Outros aspectos do nosso jogo de ontem que também merecem destaque pela positiva:

Boa reacção à perda de bola e acerto defensivo.
Bom jogo do Eliseu, permitindo maior fluidez na saída de bola ao longo do corredor esquerdo. 
Bom jogo do Pizzi, que parece recuperar da quebra de forma que lhe notámos. 
Muito bom jogo do Zivkovic, que se mostra já bem identificado com as ideias da equipa e coloca, de forma cada vez mais eficiente, o seu enorme talento ao serviço do colectivo.
Boa entrada do Rafa. Muito bem a desmarcar-se para receber o passe do Jonas e assistir o Mitro no terceiro golo.
Bons apontamentos na estreia do Filipe Augusto, principalmente no passe. O facto de se ter estreado com tão pouco tempo de trabalho indicia que o Rui Vitória vê nele uma verdadeira alternativa.

Conforme bem sabemos, ainda que por momentos tivéssemos a ilusão do contrário, o nosso Campeonato é longo e difícil. Será uma luta renhida até ao fim, novamente só com o Porto, como tem sido habitual nesta década.

Agora é repetir a receita com o Arouca, na sexta-feira.




sábado, 4 de fevereiro de 2017

É PRECISO FORÇA!

Amanhã na Luz, frente ao Nacional, há algo mais importante do que as tácticas ou se joga o jogador A ou o jogador B. O caminho da vitória amanhã faz-se pela Força que os jogadores tiverem em campo e pelo uso que dela fizerem.

É preciso que nós, nas bancadas, façamos a nossa parte para dar mais Força à Equipa.
É preciso que os primeiros assobios, que surgirão inevitavelmente após um passe falhado ou uma recepção defeituosa, sejam imediatamente abafados por aplausos e gritos de incentivo.
É preciso não esquecermos que buscamos algo muito difícil, algo que nunca conseguimos alcançar em mais de oitenta anos de Campeonato Nacional. Nós, nas bancadas, podemos ajudar e fazer a diferença.
JUNTOS SOMOS MESMO MAIS FORTES!


Melhor do que as minhas palavras, deixo-vos com mais um excelente trabalho do Guilherme Cabral



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O QUE DISTINGUE UM CAMPEÃO É A CAPACIDADE DE REACÇÃO




São várias as razões, internas e externas, que têm contribuído para as recentes más exibições e piores resultados do Benfica. Na minha opinião, a razão principal é a quebra física de vários jogadores, sendo a do Pizzi a mais evidente. 

Com o nosso principal organizador de jogo cansado toda a manobra da equipa se ressente. Sabemos como o cansaço retira discernimento. As decisões tomadas não são as melhores, as acções são executadas em esforço e perde-se a fluidez na circulação da bola. Com as ideias tolhidas pelo cansaço, o Pizzi torna-se presa fácil para os adversários. Com o condicionamento da acção do Pizzi, sobram as iniciativas individuais dos outros elementos. Estas por sua vez provocam um grande desgaste e são mais fáceis de anular.

O desgaste do Pizzi, por excessiva utilização, resulta da indisponibilidade do André Horta e da falta de mais alternativas para a posição 8. Estranho a dispensa do Danilo e acho que devia ter tido mais oportunidades. Será o recém contratado Filipe Augusto uma alternativa válida?

Ainda nas razões internas, é preciso não esquecer que andamos há muito tempo a jogar com a nossa terceira (!) opção para lateral esquerdo. O André Almeida cumpre razoavelmente a defender mas ficamos coxos a atacar e a sair pelo flanco esquerdo. Também esta situação já foi identificada pelos nossos adversários que se preocupam essencialmente em bloquear as subidas do Nelson pelo flanco contrário.

No eixo da defesa, não obstante a qualidade individual dos quatro centrais, têm persistido as dificuldades de adaptação do Lindelof ao lado esquerdo. O sueco está vários furos abaixo do que mostrou na época passada. O Jardel já devia ter sido mais utilizado para que nesta altura tivesse readquirido o ritmo de jogo.

Na frente, o Jonas está ainda longe da melhor forma. A sua qualidade técnica diferenciada disfarça em parte a falta de condição física, mas não totalmente. O Raúl tem sido apoquentado por lesões. O Rafa procura ainda o seu espaço e o melhor entendimento com os colegas.

Sem prejuízo dos factores atrás referidos, é inegável que temos sido escandalosamente prejudicados pelos árbitros. A choradeira e as ameaças dos rivais deram resultado. Como é que isto pode ser contrariado? Acresce que o Porto tem tido a ajuda dos árbitros. Será que esta ajuda vai continuar?

Constatar a influência dos árbitros não retira as nossas responsabilidades. Da mesma forma que reconhecermos os nossos erros não pode branquear a acção dos homens do apito. Uma coisa não invalida a outra. 


O que devemos fazer? Continuar unidos e apoiar cada vez mais a nossa equipa!

Não vislumbro nos nossos jogadores falta de empenho ou sobranceria em relação aos adversários. Isso sim, seria inaceitável e motivo de ruidosa reprovação da nossa parte. O que vejo é uma equipa a atravessar um mau momento. Ansiosa, com falta de confiança e de lucidez. Muita desconcentração e muitas precipitações. Muitos passes simples falhados e erros não-forçados. Consequência do desgaste dos jogadores mais utilizados e da falta de condição física dos que regressam de lesões prolongadas. E talvez alguma instabilidade emocional provocada pelas movimentações do mercado de Janeiro. 

É fácil encher a Luz e apoiar a equipa durante as séries de vitórias consecutivas. É mais importante ainda fazê-lo agora, quando os nossos jogadores precisam desse acréscimo de energia que pode vir das bancadas.

Todas as equipas - mesmo as que terminam campeãs - passam por alguma fase má ao longo da época. O que distingue um Campeão é a capacidade de reacção!

Faço um apelo do fundo do coração a todos os Benfiquistas: Domingo temos mesmo de ser o décimo segundo jogador. Se queremos ser Tetracampeões também temos de fazer a nossa parte. O Benfica precisa de nós!