
Será que vamos apresentar no Dragão o sistema dos últimos jogos? Provavelmente sim. Então e se, num golpe de asa, o míster Rui Vitória surpreendesse o seu oponente e regressasse ao 4-4-2? Teria essa surpresa algum efeito? Fará muita diferença na preparação do jogo por parte do Porto assumir que o Benfica vai utilizar um ou outro sistema?
E o Porto? Vai apresentar o 4-3-3 que tem utilizado perante os adversários mais fortes ou vai arrogar-se a superioridade conferida pela tabela classificativa e optar pelo 4-4-2?
Não me recordo da última vez em que houvesse dúvidas sobre os sistemas a apresentar por ambas as equipas. O Porto vem de muitos anos a utilizar o 4-3-3 e o Benfica o 4-4-2. Esta época, o Sérgio Conceição introduziu um arrojado 4-4-2 que deu bons resultados iniciais, mas que entretanto teve de corrigir nos jogos mais exigentes. Por sua vez, o Rui Vitória vem trabalhando o 4-3-3 nos últimos jogos. A verdade é que ambos os técnicos dispõem neste momento de dois sistemas credíveis e prontos-a-usar.
Especulemos, então. Começando pelo anfitrião, estou em crer que será utilizado o 4-3-3 com reforço do meio-campo e Marega pela direita:
O terceiro médio também poderá ser o André André, que até espuma quando vê o vermelho à frente, em vez do Sérgio Oliveira. Também poderá jogar o Maxi a lateral-direito e o Ricardo à sua frente em vez do Marega. Ou então, a opção pelo 4-4-2, procurando afirmar superioridade e correndo maior risco:
Curiosamente, sinto mais dificuldade em adivinhar o Onze do Benfica. Começando logo pela baliza: joga o Svilar ou o Varela? Eu prefiro o Svilar, mas também aceito que o míster mantenha o Varela. E na frente, será jogo para o Jonas? Tenho defendido que o 4-3-3 com o Jonas na frente é mais adequado para jogos em que assumimos a superioridade, com muita posse de bola no meio-campo adversário. Não creio que seja esse o contexto no Dragão. Por outro lado, não faz sentido tirarmos da equipa um avançado que leva dez jornadas consecutivas a marcar...Este seria um Onze sem surpresas, privilegiando a continuidade. Na esquerda, também pode jogar o Zivko ou o Diogo Gonçalves.
Parece-me importante não desfazer o triângulo central Fejsa-Pizzi-Krovi e não tirar o Jonas da equipa. Ao mesmo tempo, receio que seja uma missão de muito sacrifício para o Pistolas, a lutar sozinho contra os centrais e com muito campo à sua frente durante boa parte do tempo. Podemos fazer algo diferente, um sistema híbrido entre o 4-3-3 e o 4-4-2:
Aqui o Jonas teria a ajuda do Sefero, (mas também podia ser o Raúl) para criar a dúvida entre o lateral (Ricardo) e o central (Filipe), para explorar a profundidade, e para entrar na batalha aérea. Será que conseguimos fazer isto sem desguarnecer o flanco esquerdo?
Bom, este treinador de bancada deixa aqui algumas ideias e muitas dúvidas. Agora, têm a palavra os místeres!
Foi uma honra, Imperador!
O Benfica emprestou uma nova vida à carreira desportiva do Júlio César e ele retribuiu com o seu prestígio, experiência e qualidade. Ajudou-nos a ganhar mais oito troféus. Foi um exemplo dentro e fora das quatro linhas. Humilde na chegada e digno na partida. Um atleta que engrandeceu o enorme Benfica. Um senhor. Para nós, uma honra. Para ele, um orgulho. Muito obrigado e muito boa sorte, Imperador!
AVE, CÉSAR!





























