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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 19 de março de 2018

FORTÍSSIMOS NA FEIRA. VENHAM MAIS SETE!




A atitude do Tetracampeão na batalha da Feira tornou fácil o que se adivinhava difícil. Ganhámos por dois mas podiam ter sido meia dúzia, tal foi o vendaval ofensivo imposto pelo Maior de Portugal do primeiro ao último minuto de jogo. Três bolas nos ferros e várias defesas in extremis pouparam o Feirense a uma goleada das antigas. Só deu Benfica! 

Foi necessário adaptarmos o nosso estilo de jogo ao contexto e às condições do relvado pelado. Praticámos um futebol mais linear, com muita exploração dos corredores laterais e fazendo a bola chegar mais depressa do que o habitual ao último terço. Também foi muito importante fazermos rápidas variações do flanco de jogo para encontrarmos espaços livres. Neste capítulo, o Pizzi foi magistral! O maestro do Benfica rasgou por diversas vezes o bloco adversário com passes longos de precisão milimétrica, sempre a descobrir um companheiro isolado no corredor oposto àquele em que se encontrava. 



A velocidade supersónica do Rafa "serpente" Silva e a sua capacidade de progressão com bola em slaloms imparáveis causaram o pânico na defesa contrária, levando à justa expulsão do Tiago Silva, aos 40'. Marcou um golo e podia ter marcado mais dois, pelo menos. Mas se conseguir sempre concretizar (ou assistir) um terço das ocasiões que cria já será fantástico.



Mais uma vez, a chave para abrir o marcador foi o Raúl "el huracán" Jiménez. Desta vez nem precisou de um minuto para derrubar a oposição. Numa rápida combinação com o Jonas, logrou finalizar de ângulo já muito reduzido. Ainda isolou o Rafa por duas vezes, sendo uma fatal. 

Por um lado, o Raúl merece ser titular por tudo o que tem feito. Por outro, continuo a achar que temos mais a ganhar em iniciar os jogos no sistema habitual de 4-3-3 e lançar o Furacão Mexicano na segunda parte. É preciso termos em conta que a partir dos 60, 70 minutos os adversários já estão mais desgastados, precisamente por causa do carrossel estonteante que conseguimos colocar em campo com o sistema inicial. E aí sim, podemos abdicar de um médio e acrescentar um elemento - e que elemento! - à frente de ataque.



Esta foi a sétima batalha consecutiva que conseguimos vencer. Para atingirmos o nosso objectivo precisamos de vencer as sete que faltam. Venham elas! Agora temos que aguentar duas semanas sem podermos desfrutar do belo futebol que nos tem sido proporcionado pelo Mister Vitória e seus animais de competição. Voltaremos ainda com mais ganas na recepção ao Guimarães, dia 31, na Catedral!.

                            Ficha do jogo (aqui)

11 comentários:

  1. Realmente esta paragem não veio em boa hora. Mas sabes o que me daria gozo de ver, pelo menos uma vez esta época? Era começarmos com o 4-4-2 e terminarmos no 4-3-3. As entradas do Jiménez estão a dar resultado, mas seria interessante ver os adversários a ter de mudar de estratégia logo no início do jogo com a surpresa do 4-4-2 e a ter de levar com 2 pontas-de-lança assim à bruta. Sei que é uma ideia meio maluca, mas enfim...

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    1. Não acho que seja uma ideia maluca, já o fizemos muitas vezes. Acho é que o nosso jogo fica mais sólido no actual 4-3-3 do que no anterior 4-4-2. Talvez em casa, perante uma equipa que já soubéssemos que nos ia dar o meio-campo e metesse os 11 jogadores lá atrás...

      Ao mesmo tempo, talvez o Rául funcione melhor a entrar durante o jogo do que de início. Há jogadores assim. Mas esta fórmula está a resultar, eu não alterava.

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    2. Sim eu gosto daquela máxima de que em equipa que ganha não se mexe. Mas o engraçado é que ultimamente a tranquilidade só tem vindo nas segundas partes depois da entrada do Raúl. Mas também é verdade que o Raúl já vai na 3ª época no Benfica e ainda não conseguiu uma sequência de 10-20 jogos como titular. Mas acredito que agora ele está melhor preparado para isso. Mas eu tenho uma curiosidade. Será que ele saberia jogador no 4-3-3? Aliás, ele e o Seferovic!

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    3. Referes-te a jogar no centro do ataque, em vez do Jonas? Sim, mas implicaria outro tipo de jogo, menos combinativo e mais de transições.
      Quanto a ocuparem um dos flancos, em vez do Cervi ou do Rafa/Salvio, já aconteceu algumas vezes, mas sempre em situações de sufoco. Vejo isso como solução tipo "all in", não tanto como uma opção equilibrada para início de jogo. Há rotinas que já estão muito bem implementadas entre os habituais titulares de cada posição. Por ex: por vezes os nossos extremos ficam um pouco mais atrás e são os laterais que sobem até à linha de fundo; ou os extremos têm de acompanhar as subidas dos laterais adversários; já para não falar das triangulações entre os médios interiores, extremos e laterais que funcionam cada vez melhor.
      Não quer dizer que o Raúl e o Seferovic não se conseguissem adaptar, mas não me parece que o fizessem melhor do que os naturais dessas posições. A vantagem dessa opção podia ser a presença na área, o ataque à baliza feito por jogadores mais matadores. Mas no global, continuo a achar melhor manter.

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  2. Interessante análise. Quer dizer, na verdade a chave de tudo é mesmo o Jonas. Se lesiona um extremo ou um médio como aconteceu com o Krovinovic e o Salvio ainda é possível arranjarmos um substituto como o Zivkovic e o Rafa. Mas um substituto para fazer o que o Jonas faz neste 4-3-3 não tem né? Então, se ele se lesiona, o que naturalmente não vai acontecer, aí o Rui Vitória não teria alternativa senão voltar ao 4-4-2?
    Agora, sabes que eu estou a achar interessante é que de repente o Felix que era médio, ultimamente tem jogado como ponta-de-lança na B e nos juniores. Se calhar não é por acaso. Devem estar a preparar o miúdo para na próxima época ser uma alternativa ao Jonas. E ele também tem facilidade para marcar golos! Mas, claro, isso é para mais tarde. Mas ficaste com essa sensação também?

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    1. O Jonas, não só pelos golos, mas por tudo o que joga e faz jogar, é mesmo o elemento-chave. O 4-3-3 sem ele seria necessariamente diferente. Não sei se implicaria o regresso ao 4-4-2, mas não seria a mesma coisa.
      Quanto ao João Felix, se há jogador com potencial para se assemelhar ao Pistolas, é mesmo ele. Também acredito que na próxima época poderá ser ele o seu substituto directo.

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  3. Eu acho que o Raul com uma série de jogos a titular no papel do Jonas faria esquecer um pouco o brasileiro...

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    1. Isso seria fantástico! Só que conseguisse igualar a média de um golo por jogo do Pistolas já era belíssimo. Mas o jogo combinativo, as tabelinhas, a recepção orientada, etc, isso não me parece replicável pelo nosso Furacão Mexicano. O mister teria de adaptar um pouco o jogo para encaixar o Raúl em vez do Jonas, mas havia de encontrar solução!

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    2. Em todo o caso, esperemos que não seja necessário colocar-se essa questão até assegurarmos o Penta!

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  4. Acho que o problema mesmo é o tempo. Pode ser que com uma sequência boa de jogos o Jiménez acabasse por ser uma boa solução também, mas como estamos desde o início atrás do Porto, fica difícil esperar. Por isso não foi possível esperar pelo João Carvalho. Quando o Rui Vitória viu que ele ia demorar algum tempo até começar a engrenar já sacou logo o Zivkovic naquela posição e funcionou. Montar esse tal cavalo logo à primeira não é fácil.

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    1. Em relação ao João Carvalho talvez seja preciso algo mais do que tempo. Não lhe vejo aquelas características necessárias para uma função tão completa e complexa como a de médio-interior neste sistema.
      Quanto ao Raúl não tenho dúvidas que seria, já é, uma excelente solução. Necessariamente diferente do Jonas, mas que nos dá todas as garantias.

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