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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

REQUISITOS CUMPRIDOS



























Na fase em que nos encontramos o que é preciso é ganhar e depois ganhar e a seguir voltar a ganhar. Se alcançarmos uma série de vitórias consecutivas no campeonato, a melhoria da qualidade de jogo surgirá naturalmente, assente no aumento da confiança gerada pelos resultados. Ontem na Vila das Aves cumprimos os requisitos e obtivemos uma vitória incontestável, que só não alcançou números mais simpáticos porque o sr. Quim (quase 42 anos!) não deixou.

A grande novidade no Onze foi a há muito justificada ausência do Pizzi. A sua qualidade não está em causa, mas o seu rendimento tem sido paupérrimo. Esteve bem o Filipe Augusto, claramente mais talhado para 8 do que para 6. Ajudou bastante o Fejsa na luta pela posse de bola e estabeleceu boa ligação entre os sectores, como compete a quem ali joga. Aparentemente fica um pouco aquém do necessário em termos de criatividade, mas estou em crer que se tiver a oportunidade de jogar vários jogos seguidos aumentará a sua auto-confiança e vê-lo-emos a arriscar mais na condução e nos passes de ruptura. Aliás, tem no passe médio e longo qualidades que o distinguem. 




Também merece referência a permanência do Diogo Gonçalves no Onze. Partindo da esquerda, surgiu várias vezes no espaço 10 a ensaiar o seu forte remate ou a combinar com os avançados. Foi numa dessas jogadas que sofreu o penalti que dá o primeiro golo, aos 29', pelo Jonas. Justificava-se a nossa vantagem nesta altura pois já tínhamos criado uma mão-cheia de situações de golo iminente por oposição a apenas uma do Aves (boa defesa do Svilar, demonstrando bons reflexos).

Voltámos a acusar o "stress-pós-golo-marcado" e os últimos quinze minutos da primeira parte foram a nossa pior fase no jogo. Não só não conseguimos manter a sucessão de ataques em busca do segundo golo, como, pior do que isso, permitimos muitas aproximações à nossa baliza.

Fez-nos bem o intervalo e voltámos a entrar por cima na segunda parte. Remate do Jonas com ressalto no Seferovic, bom esforço do Salvio e regresso do suíço aos golos, fazendo o 2-0 aos 50'. O Aves arriscou mais, ainda que sem criar grande perigo, e o jogo ficou mais partido. Tínhamos agora mais espaço para aproveitar em transições e ataques rápidos. Criámos várias situações para aumentar a vantagem e matar o jogo, mas o Quim foi adiando o terceiro. Acabamos por sofrer nós o 2-1, num canto - mais um - em que o Seferovic não atacou a bola e o Svilar não chega a tempo ao primeiro poste. 

Reagimos bem ao golo e voltámos à carga. O Pizzi, entretanto chamado para o lugar do Salvio, é rasteirado na área e o penalti é devidamente assinalado pelo árbitro e devidamente convertido pelo Jonas. No início da jogada, à saída do nosso meio-campo, o Jonas terá cometido uma falta que não foi assinalada - este não era um lance para o video-árbitro, de acordo com o protocolo em vigor. Aos 83', o Seferovic foi derrubado sem bola na área adversária. Terá ficado por assinalar o respectivo penalti - este sim, era lance para o video-árbitro, que, por falha técnica, tinha perdido a comunicação com o árbitro principal. Seria um abuso assinalarem três penaltis a favor do Benfica num só jogo!

De positivo fica o resultado e não só. A afirmação clara do Rúben Dias no eixo da defesa, o jogo bem conseguido do Filipe Augusto, a boa primeira parte do Diogo Gonçalves, o regresso do Seferovic aos golos e o bis do Jonas. 

Agora é continuar! Sexta-feira há mais!

                                ficha do jogo (aqui)

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