Mais do que ver o jogo, interessava ver os jogadores, principalmente os novos. A curiosidade que os reforços nos despertam é a nota dominante nesta fase embrionária da época. No primeiro Onze apresentado pelo mister Rui Vitória, destaque para as contratações Conti e Castillo e para os recém-promovidos Gedson e Félix.
Conti - Dada a menor valia do adversário e o acerto geral da nossa equipa nos primeiros 45 minutos, não foi muito testado em termos defensivos. Ainda assim, mostrou-se atento nas dobras ao seu lateral, o André Almeida. Nota-se que é um central com uma capacidade técnica acima da média e que gosta de fazer uso dessa mais-valia. Poderá contribuir para a melhoria da qualidade do nosso início de construção. Terá também de mostrar que sabe equilibrar essa vertente com aquela que não deixa de ser a principal num defesa: a capacidade defensiva.
Castillo - Marcar na estreia, principalmente para um ponta-de-lança, é sempre animador. O chileno é um avançado poderoso, de movimentos simples e remate pronto. Tem carisma! Se tivermos sorte, podemos ter aqui um valente bombardeiro.
Gedson - Esteve muito bem! Mostrou-se à vontade em todas as funções que competem a um médio completo, como ele é. Verdade que a oposição não era de grande valia, mas o Gedson apresentou uma forte candidatura à presença no plantel, e até, à titularidade nesta primeira fase da época, tendo em conta a lesão do Krovi e as férias do Zivko.
João Félix - Em cada recepção orientada, em cada passe surpreendente, comprova a sua classe! Trata-se de um predestinado, de um daqueles jogadores que justificam por si só o preço do bilhete. Pela sua visão de jogo e faro de golo, pede-se uma posição mais central no terreno. Ontem, pela esquerda, revelou grande entrega e disponibilidade para ajudar o seu lateral, o Grimaldo. Notou-se também a natural falta de entrosamento com o ponta-de-lança, Castillo. Vejo-o como uma excelente alternativa ao Jonas na posição de segundo-avançado, quando jogarmos em 4-4-2.
Entre os consagrados que actuaram na primeira parte, destaque para o Jardel, pelos dois golos, e para o Pizzi, pelos belíssimos passes longos a variar o centro de jogo.
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| O primeiro XIX de 2018/19 |
Ao intervalo, mudámos de Onze e de sistema. O 4-3-3 deu lugar ao 4-4-2 reforçando a ideia que já tive oportunidade de expressar, de que este ano vamos utilizar ora um, ora outro.
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| O segundo XIX de 2018/19 |
Entrámos para a segunda parte com sete novidades do plantel deste ano, o que fez baixar consideravelmente a fluidez e a qualidade do futebol apresentado. O jogo ficou mais partido. Criámos várias oportunidades, mas concedemos demasiadas aproximações à nossa baliza.
Algumas notas individuais:
Lema - Parece ser um defesa concentrado e, tal como o seu compatriota Conti, com alguma qualidade de passe. Sendo algo pesado, precisará de mais algum tempo para ganhar forma e rapidez, nomeadamente no sprint curto.
Alfa Semedo - Física e tecnicamente é jogador acima da média. Precisamos de mais alguns jogos para percebermos se tem boa noção táctica de ocupação dos espaços e percepção dos momentos de pressão/contenção - atributos indispensáveis num médio defensivo.
Ferreyra - Vê-se que conhece bem os terrenos que pisa. Mostrou boa leitura em passes para golo ou para assistência. Pena que não tenha conseguido concretizar nas duas ou três ocasiões que teve. Mas promete!
Heriberto - Mais um grande talento da nossa formação a justificar mais oportunidades na primeira equipa. A sua permanência dependerá em muito das compras e/ou vendas que ainda ocorram para as posições do último terço. O Heri apresenta fortes argumentos. Entre outros, é ambidextro e pode jogar pelas alas ou pelo centro.
E pronto, para primeiras impressões não está nada mal. Sexta-feira lá estarei no Bonfim para ver os nossos craques ao vivo e a cores!
O SENHOR SHÉU
Se é possivel alguém personificar o que é "ser do Benfica", esse alguém é Shéu Han! Ele cessou as suas funções, mas nós não perdemos esta enorme reserva moral. Bem haja, Sr. Shéu!












