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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CRESCENTE VERMELHO




Que bela Páscoa! Vitória do Benfica com excelente exibição e o Porto a escorregar na Pedreira, deram-nos uma jornada à maneira! 

Em termos práticos, a vantagem de três pontos que temos agora significa apenas que ganhámos uma folgazinha que antes não tínhamos. Em termos anímicos e motivacionais, implica algo mais. Aos portistas, que somam três empates nos últimos quatro jogos, aumenta-lhes a desconfiança. Desperdiçaram duas oportunidades para assumirem a liderança. Já nós, sentimos reforçada a nossa esperança. Faremos um final de época com grande pujança! 

São vários os sinais que apontam para um crescente vermelho no tom da Primeira Liga 16/17. Ou muito me engano, ou isto promete: O regresso do Grimaldo, o melhor a atacar pelo seu lado. A crescente influência do Rafa, com a sua acção desequilibradora. E o Jonas a apurar a veia goleadora. Temos a felicidade de contar com um plantel recheado de excelentes jogadores, mas estes três - cada um na sua função - destacam-se dos demais. O Grimaldo é muito consistente a defender e uma arma temível a atacar. O Rafa é um fora-de-série. Tem tudo para vir a ser um dos jogadores mais aclamados na nova Luz. Sei que ainda há quem duvide... tenham só mais um pouco de paciência e vão ver. Quanto ao Jonas, não é preciso argumentar, pois não?

A recepção do Benfica ao Marítimo reveste-se de uma curiosidade estatística. Pela primeira vez na época, à 29ª jornada!, o Rui Vitória pôde repetir um Onze. Acresce que foi apenas o segundo jogo (corrijam-me se estiver enganado) em que pudemos contar com o Grimaldo, o Rafa e o Jonas de início. Se não houver nenhum azar esta semana (esperemos que o Jonas recupere rápido), poderemos apresentar em Alvalade aquele que, hoje por hoje, é o Onze mais forte na opinião do mister, pelo terceiro jogo consecutivo. O contributo desta continuidade para a qualidade exibicional é óbvio, quer pela melhoria do entrosamento da equipa, quer pelo aumento da auto-confiança dos eleitos.


O JOGO
Gostei muito da nossa primeira parte frente ao Marítimo. Na segunda, gerimos e gerimos bem. Ao longo dos primeiros 45' apresentámos o que este Benfica tem de melhor na fase ofensiva - a variedade de processos e a busca de todos os caminhos para chegar à baliza contrária. Atacámos pelos corredores laterais e atacámos pelo centro. Procurámos o jogo combinativo com tabelas curtas (Pizzi, Rafa e Jonas) e explorámos as iniciativas individuais (Salvio, Rafa e Grimaldo). Entrámos na área com a bola controlada e rematámos de fora. Se por um lado se torna mais difícil atingir a perfeição em cada tipo de movimento colectivo, por outro esta alternância de acções dificulta imenso a vida de quem defende. É virtualmente impossível que consigam fechar todos os caminhos em todas as jogadas.

Criámos várias situações de perigo relativo, com remates à figura do GR e um lance que quase dava auto-golo do Raúl Silva (prenúncio), mas não estava fácil penetrar na muralha recuada dos insulares. No entanto, a constância dos nossos ataques e a já referida variabilidade do nosso jogo ofensivo provocaram enorme desgaste ao adversário. Foi assim que aos 34', numa das várias arrancadas estonteantes do Rafa pela esquerda, o Luís Martins acaba por introduzir a bola na própria baliza, impedindo o Mitroglou de facturar. O Mitro que, diga-se de passagem, se revelou bastante desinspirado na finalização. Oxalá tenha poupado os golos para Alvalde. Nem dois minutos volvidos, nova acção do Rafa pela esquerda, combina com o Pizzi - sublime no passe para o Jonas - e finalização perfeita do Pistolas num remate rasteiro ao primeiro poste. Lindo golo! A fechar a primeira parte, fechámos a contagem com mais um golo na sequência de um canto, com o Jonas a bisar à matador! 



Na segunda parte, assistimos a um exercício de controlo e gestão por parte do Benfica, ainda assim com criação de várias oportunidades. Destaco apenas mais um lance genial do Rafa, aos 66', em que arranca ainda no nosso meio-campo pelo corredor esquerdo e assiste o Salvio na perfeição. Infelizmente, o Toto desequilibrou-se ao tentar finalizar com o pé esquerdo.

Já o disse várias vezes e não me canso de repetir: tão importante como criarmos oportunidades e fazermos golos é não concedermos oportunidades ao adversário. Em ambas as vertentes, o nosso jogo com o Marítimo foi quase perfeito. Sofremos um pequeno susto por causa duma parvoíce do Ederson na primeira parte e houve uma situação com algum perigo na segunda. De resto, controlo total. Os defesas e o Fejsa estiveram bem, como de costume, com o Nelson menos exuberante e o Grimaldo a aparecer. O Pizzi beneficiou de mais espaço que o habitual e fartou-se de distribuir amêndoas e ovinhos da Páscoa pelos colegas. O Salvio desgastou muito a defesa contrária, no seu estilo habitual de um-contra-todos. Também tem a sua utilidade, ainda que por demasiadas vezes desperdice melhores opções. Os destaques vão obviamente para o Jonas, pelos dois golos que marcou e também para o Rafa pelo pânico que causou.





      Faço minhas as palavras do Capitão
     ... e esperançoso!


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