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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

domingo, 30 de abril de 2017

MANTER O FOCO. E A UNIÃO!




Talvez este tenha sido o primeiro jogo nesta fase de decisão em que o Benfica acusou a pressão. Globalmente, até gostei bastante da primeira parte. Tivemos muita posse de bola, fizemos boa circulação e construímos belas jogadas, ainda que sem criar muitas oportunidades claras de golo. Encostámos o adversário ao seu reduto, reagimos bem à perda de bola e não os deixámos sair com perigo. Chegámos com naturalidade à vantagem, aos 29', num penalti indiscutível convertido pelo Jonas a castigar derrube do Licá ao Nelson Semedo, num jogo de sentido único até então. Podíamos ter ampliado no fecho da primeira parte, mas o pé esquerdo do Salvio chutou em frente, mesmo ao lado do poste.

Algo estranho se terá apoderado dos nossos jogadores ao intervalo, que entraram desconcentrados e desconfiados de si próprios no segundo tempo. Já o Estoril, acreditou que podia chegar ao empate. Subiu as linhas, pressionou a nossa saída e envolveu mais elementos na fase ofensiva. Assim criaram os estorilistas cinco situações de grande perigo, incluindo duas bolas aos ferros, que faziam adivinhar o golo alcançado pelo Kléber aos 59'. 

Fica a ideia que mais cedo o Estoril tivesse marcado e mais cedo o Benfica teria reagido e voltado a pegar no jogo. Com efeito, apenas seis minutos volvidos e o Jonas volta a marcar. Desta feita um golo só ao alcance dos eleitos, com um remate da entrada da área colocadíssimo ao primeiro poste. Após combinação do Cervi e do Grimaldo, o Pistolas pega na bola, vem da esquerda para o centro e mete-a lá dentro! 

Reposta a vantagem, colocava-se a dúvida: vamos para cima deles à procura do terceiro ou seguramos o que já temos? Não respondemos cabalmente a esta questão e foram-se sucedendo lances de perigo numa e outra baliza, num jogo demasiado partido para os nossos interesses. Só com a entrada do Filipe Augusto aos 79', conseguimos estancar as iniciativas adversárias, colocando alguma ordem naquele imenso espaço que se abrira entre as duas defesas. Acabámos a defender junto da nossa baliza, valendo a solidariedade e humildade com que os nossos jogadores souberam interpretar este momento difícil. Três pontos vitais que nos deixam a sete (ou menos, se o Porto voltar a falhar) do grande objectivo.

Se é verdade que os nossos jogadores não estiveram muito bem, também é verdade que nós, nas bancadas, ficámos aquém. Somos milhões a viver e a sofrer as ocorrências da nossa equipa principal de futebol. É inevitável que algumas pessoas sejam... vá lá, mais impacientes e não resistam a sublinhar com assobios um passe falhado, uma finta despropositada, etc. Estamos certamente a falar de um grupo restrito de profissionais exímios nas suas actividades que nunca falham no cumprimento das suas tarefas e por isso não admitem falhas a ninguém. Só pode! O que estranhei ontem na Luz foi que os assobios da pequena minoria não tivessem sido imediatamente abafados por ruidosos aplausos e gritos de incentivo da imensa maioria, como habitualmente acontece. Talvez a ansiedade também nos tenha tolhido a vontade de apoiar mas não podemos deixar que assim seja. Mea culpa, também. Passei a segunda parte bastante apreensivo e menos participativo do que costumo. Diz quem viu, que até apresentei uma palidez preocupante. Mas pronto, este está arquivado na pasta dos sucessos. Faço votos para que, em Vila do Conde, a equipa se reencontre com seu estado de alma habitual  e que os nossos adeptos que lá se deslocarem não regateiem esforços no apoio ao Tricampeão em busca do Tetra. 

Mais do que nunca, este é o momento em que temos de ficar unidos em torno daqueles que nos podem dar o que nunca tivemos!





P.S.1. Acabei por não escrever nada a propósito do derbi, mas agora também já não interessa. Queria apenas destacar a atitude impressionante da nossa equipa pela forma como reagiu à desvantagem madrugadora e aos três penaltis sonegados.

P.S.2. Quanto aos acontecimentos da madrugada antecedente ao derbi, deixo também a minha opinião, porventura politicamente incorrecta. Enquanto as vítimas da violência forem apenas os próprios adeptos da violência... temos pena, mas não muita. Tratam-se de energúmenos que combinam encontros para andar à porrada. Que o façam sem provocar estragos ou danos a terceiros.





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