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Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

domingo, 20 de novembro de 2016

PILOTO AUTOMÁTICO




Na época transacta tivemos duas vitórias que são unanimemente consideradas como momentos-chave na conquista do Tricampeonato. A vitória por dois zero em Braga, a 30/11/15 na 11ª jornada e, obviamente a vitória por um zero em Alvalade, a 5/03/16 na 25ª, que nos deu a liderança a nove jornadas do fim.

Numa apreciação muito subjectiva, identifico um outro momento que para mim, adepto treinador de bancada, foi determinante. O momento em que entrámos em modo Piloto Automático. O momento em que, de repente, todos os jogadores sabiam o que fazer em cada momento do jogo. O momento em que, a partir do qual, mantivemos sempre um nível mínimo muito elevado, mesmo num ou outro jogo menos inspirado.

Refiro-me ao jogo frente ao Nacional, na Madeira a 11/1/16 à 17ª jornada. Ganhámos quatro um, com hat-trick do Jonas. Nesse jogo apresentámos o futebol mais ligado da época até então e não mais o perdemos. Já tínhamos ganho em Madrid e curiosamente ganháramos seis zero ao Marítimo na Luz, na semana anterior. Mas esse foi o jogo em que entrámos em Piloto Automático. Pelo menos, foi essa a sensação com que fiquei.


Nacional 1 - Benfica 4, 11/1/16, hat-trick de Jonas


Pois bem, é precisamente essa a sensação com que fico após a vitória de hoje sobre o Marítimo e até podíamos ter ganho só por dois zero que teria a mesma opinião. 

Do primeiro ao último minuto, os nossos jogadores souberam sempre o que fazer e estiveram sempre todos a jogar o mesmo jogo. Aquele que recuperasse uma bola, tinha sempre pelo menos duas opções seguras para entregar. Aquele que falhasse um passe, via sempre um colega ganhar o ressalto seguinte.

Os nossos defesas foram uns tipos intratáveis e os nossos médios não deram um milímetro aos adversários para respirar. Os nossos avançados criaram uma bela dezena de situações de golo. Colectivamente, desenvolvemos uma circulação intensa e segura, em profundidade e em largura. Tivemos excelente reacção à perda e controlo do espaço. Individualmente estiveram todos muito bem mas destaco o impressionante momento de forma do Nelson Semedo e do Gonçalo Guedes. 

Este podia ter sido apenas um jogo muito bom, em que tudo correu bem e soubemos aproveitar os erros do adversário. Mas é mais do que isso! A ligação constante do nosso jogo, a fome com que os jogadores foram à procura do quarto depois do terceiro e do quinto depois do quarto e ainda do sexto...



Não. Não foi apenas um jogo muito bom, atingimos o nível Piloto Automático. Isto garante que vamos ganhar os jogos todos até ao fim da época? Claro que não. Mas significa que mesmo com um ou outro percalço não perderemos a rota. 

Benfica 6 - Marítimo 0


P.S. Saboroso o presunto de Chaves servido sexta-feira à noite, não?

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