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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

PORTUGAL NO SEU MELHOR



O engenheiro é o Grande Arquitecto do maior feito do Futebol Português!
No princípio só mesmo ele acreditava e o seu primeiro mérito foi transmitir essa CRENÇA aos jogadores.

Claro que agora a maioria dos portugueses vai lembrar-se que "sempre" acreditou que seríamos campeões e muitos até teriam adivinhado que seria o Éder a fazer o golo da vitória...
Não faço parte desse lote de recém-descobertos videntes. A minha confiança foi crescendo ao longo da prova, sobretudo a partir dos jogos a eliminar e à medida que fomos constatando que o fortíssimo espírito de grupo desta Selecção tornaria muito difícil a vitória para qualquer adversário. 

E aqui, chegamos ao segundo mérito de Fernando Santos: a LIDERANÇA.
Certamente que se deve em grande parte ao seleccionador o facto de Ronaldo se ter apresentado pela primeira vez na sua carreira como um verdadeiro Capitão. Nunca tínhamos visto em Ronaldo um jogador tão solidário, sacrificando-se pelo grupo, confiando nos colegas, recusando o habitual protagonismo. Creio que não chegou a fazer nenhuma conferência pré-jogo e até o vimos recusar delicadamente prestar declarações a um jornalista da CMTV. Quanto aos que falaram, fizeram-no sempre a uma só voz - a mesma do líder.

O terceiro mérito de Fernando Santos foi o PRAGMATISMO. Abdicando de utilizar um ponta-de-lança de raíz, por considerar que Éder não estaria ao nível das exigências (os 40 min. que fez ontem fazem-nos questionar esta opção), montou a equipa privilegiando a solidez defensiva e procurando tirar partido das acções individuais de CR7, Nani, Renato e Quaresma.
O futebol jogado não terá sido bonito mas revelou-se extremamente eficaz. É o que interessa.

Ao perdermos a nossa maior estrela tão cedo na Final, parecia que as hipóteses de sucesso diminuíam drasticamente. No entanto, com a mudança para 4-3-3 equilibrámos o jogo até então favorável aos franceses. Também no aspecto anímico, a saída forçada de Ronaldo deu um ímpeto renovado aos que ficaram em campo: "vamos ganhar isto por ti!" terão eles prometido ao Capitão.

Julgo que só daqui a algum tempo se fará uma análise completa desta conquista de Portugal.
Por agora, destaco a qualidade e capacidade de trabalho dos jogadores, a excelente organização e comunicação da F.P.F. e o já aclamado seleccionador Fernando Santos. 
Todos juntos, permitiram-nos ver Portugal no seu melhor!

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