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Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ORA AÍ ESTÁ!

























E ao sétimo dia, descansámos. Quer dizer, à sétima jornada voltámos a ter o Benfica a que nos habituámos! Decidido, dinâmico e esclarecido. Construímos dezenas de ataques prometedores, criámos uma dúzia de oportunidades claras, mandámos três aos ferros e fizemos dois golos. Tão importante como isso, foi não termos concedido ocasiões ao adversário. Se tivermos que apontar alguma coisa, só mesmo a falta de afinação na finalização, que nos impediu de alcançar uma goleada das antigas. Bem vistas as coisas, este foi um jogo muito similar ao Benfica 5 - Belenenses 0 (em Máquina Infernal) da terceira jornada.

Em termos colectivos, apraz-me registar que voltámos a ter aquilo que é indispensável e que tinha faltado nos jogos anteriores: uma equipa ligada, a jogar o mesmo jogo do princípio ao fim. Esta ligação manifestou-se em situações como:

- facilidade e fluidez no início de construção;
- rapidez e acerto nas variações de flanco;
- reação imediata à perda de bola (leia-se Fejsa);
- lucidez a lançar as segundas vagas de ataque.

Em termos individuais, tivemos grandes exibições do Cervi, do Zivkovic e do Fejsa. Para além destes, fico cada vez mais com a ideia que temos em Rúben Dias uma sólida solução para uma das quatro questões que considero cruciais para o nosso sucesso esta época (ver: mercado fechado, questões em aberto). Há bastante tempo que reconheço no Rúben características fundamentais num central, como concentração, posicionamento e grande atitude competitiva. O que me surpreende pela positiva é a rápida evolução que demonstra em termos técnicos na relação com a bola - melhorou imenso nos últimos meses.

Zivkovic - a crescer e a confirmar as expectativas

Foi essencialmente um jogo de sentido único, com o Júlio César a desempenhar o papel de espectador atento. Na primeira meia-hora fomos mesmo avassaladores e podíamos facilmente ter chegado a uma vantagem muito confortável. O Paços apresentou-se com linhas juntas, ainda que não muito baixas - era a nossa acção que os obrigava a recuar para junto da área. Colocava muitos jogadores na zona de pressão, mas nós conseguíamos variar o flanco rapidamente e beneficiar de espaço para atacar pelo corredor contrário. Destaco aqui belos passes longos do Luisão para o André Almeida, do Fejsa e do Pizzi para o Zivko.

Mesmo nos curtos períodos em que não tínhamos a posse de bola, conseguimos sempre condicionar o jogo do Paços e só me lembro de ter apanhado um susto, naquele canto aos 46', cabeceado ao primeiro poste e que saiu a rasar a trave.



É evidente a melhoria registada neste jogo que marca o regresso do Fejsa. Não é novidade para ninguém a influência do Campeoníssimo em toda a manobra da nossa equipa. Não é só pelo que destrói, mas também pelo que permite construir. Este terá sido o factor mais visível e que mais contribuiu para tão grande melhoria. Ainda assim, penso que não seja o único. Noto com muito agrado a evolução do Rúben Dias e o crescimento do Zivkovic. Também o Cervi voltou enérgico como sempre e talvez mais esclarecido que o habitual.

Na antevisão deste jogo dizíamos que estava na hora de virar a página e assim fizemos. Agora, temos de ir à Suíça e abrir o livro!

                               Ficha do jogo (aqui)


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