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"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Dr. Jekyll e Mr. Hyde








Os cinco jogadores que correram mais no jogo de ontem são todos do Basileia! Por norma, ligo pouco às estatísticas, pois considero a análise qualitativa muito mais relevante que a quantitativa. Mas quando num jogo de Liga dos Campeões os cinco jogadores que correm mais quilómetros pertencem todos à mesma equipa é sinal de uma enorme diferença na atitude e empenho dos intervenientes.

Numa altura em que parecia que estávamos a retomar o trilho das boas exibições, eis que o Benfica 2017/2018 volta a mostrar a sua face mais negra. A obra de terror de Robert Louis Stevenson - Dr. Jekyll e Mr. Hyde - ilustra bem o que temos observado ao longo dos primeiros dois meses desta época.

Gostei bastante do Benfica que tivemos nos jogos com o Vitória de Guimarães, Braga (na Liga), Chaves, Belenenses e Paços de Ferreira. Foi o nosso Dr. Jekyll, culto e equilibrado. Detestei o Benfica que tivemos com o Portimonense, CSKA, Boavista e Basileia - o horrendo Mr. Hyde! Entre estes dois extremos, ainda que muito abaixo do exigível, tivemos os jogos com o Rio Ave e o Braga (Taça da Liga).


                               Ficha do jogo (aqui)

Perante um jogo tão miserável frente a uma equipa banalíssima não há análise táctica ou técnica, individual ou colectiva, que nos ajude a perceber o que aconteceu. Não vale a pena individualizar culpados quando todos jogaram tão abaixo do que sabemos serem capazes. Tampouco é caso para exigir que rolem cabeças, pois se foi com estes - essencialmente com estes - que chegámos ao inéditoTetracampeonato, também será com estes que vamos dar a volta por cima e chegar ao Penta. Eu acredito!

É inegável que algo de errado se passa. O quê, não sei. Mas é urgente que quem de direito identifique o que é que está a obstruir o rendimento da equipa e tome as necessárias medidas correctivas. O nosso apuramento na fase de grupos da Liga dos Campeões ficou muito complicado, mas não é impossível. O Campeonato está completamente em aberto e não são os cinco pontos de atraso nesta fase que me preocupam. Preocupante é a gritante irregularidade exibicional a que temos assistido.

É imperativo que sejam feitas alterações que conduzam à melhoria do desempenho da equipa e que permitam uma estabilização exibicional num nível mais elevado. Como referi num artigo anterior, não espero que o Benfica jogue sempre bem, mas o patamar mínimo tem de ser muito superior ao que vimos nos piores jogos até agora. 

Longe de procurar bodes expiatórios, proponho que o Pizzi e o Jonas comecem o próximo jogo no banco. São dois jogadores essenciais na nossa manobra ofensiva que se encontram claramente em sub-rendimento (apesar do Jonas apresentar um bom registo de golos). Os colegas, quase instintivamente, procuram-nos sempre, mesmo que eles não estejam bem posicionados, mesmo que não estejam inspirados. É preciso descobrir um caminho alternativo e, neste momento, esse caminho terá de passar por outros protagonistas. Do Rui Vitória, espero a lucidez e a coragem para proceder às mudanças necessárias.

Quanto a nós, adeptos, também temos de estar à altura do momento. Temos de exigir mas sem desunir. Temos de acreditar e continuar a apoiar!


BENFICA SEMPRE!!

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