Páginas


Luisão - Vinte Títulos! (and counting...)

Se todas as batalhas da

"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

ASSIM FICA MAIS DIFÍCIL. MAS ESTAMOS VIVOS E SEGUIMOS LUTANDO!


Não basta jogarmos melhor. Temos de jogar muito melhor para conseguirmos vencer os adversários, os árbitros e os vares. 

Um dos principais objectivos da campanha porca levada a cabo pelo sporting clube do porto é condicionar os árbitros contra nós. (Mas há mais, conforme referi em Cortina de Fumo, em Junho do ano passado). O jogo de ontem é mais uma prova de que esse objectivo tem sido alcançado. Em caso de dúvida - e até em casos em que não há a mínima dúvida! - as decisões foram contra o Benfica. A mais clamorosa é a validação do golo do Sporting, após fora-de-jogo do Acuña. Admito que fosse difícil de ver pelo fiscal de linha, mas o VAR não podia ter deixado passar! 

A segunda mais clamorosa é o penalti do Coentrão, que mostrou bons reflexos ao executar aquela defesa com o braço. Há mais dois lances de mão na área sportinguista que, não sendo indiscutíveis, revelam a tendência arbitral, protagonizados pelo Piccini e pelo William. E ainda mais um do Coentrão, por carga sobre o Jardel, num lance em que por muito menos já vimos serem assinalados penaltis a favor do Sporting. Finalmente, aos 89', lá tivemos direito a um pontapé da marca dos onze metros sem que o Patrício pudesse contar com guarda-redes auxiliares. 

As expectativas relativamente ao Hugo Macron Miguel e ao Tiago Lagarto Martins eram as piores e os cabrões não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Dá vontade de dizer que está na altura de serem visitados por uns rapazes sem nome. Não digo. Mas dá vontade.

                           
                            Pois, assim fica mais difícil


Bem, mas falemos também do que o jogo teve de bom. E teve muito! Foi um dérbi à altura do historial dos grandes dérbis, do dérbi eterno. Muita intensidade, incerteza no marcador até ao fim, casos polémicos, diferentes abordagens tácticas e lances de grande emoção. A atitude dos jogadores de ambas as equipas (com excepção das palhaçadas do Coentrão) foi irrepreensível. Enorme entrega ao jogo, mas com lealdade e respeito mútuo. 

O Sporting adoptou uma estratégia de expectativa, procurando jogar no erro do Benfica. Após o golo, alcançado aos 19', isso tornou-se ainda mais evidente. É uma estratégia legítima, nada a apontar. Mas demonstra que a tão propalada superioridade leonina não é assim tão evidente para o seu treinador. Nem se pode dizer que a estratégia tenha resultado, apesar de terem conseguido empatar. Para além do golo, obtido de forma irregular e graças a um ressalto, dispuseram de apenas uma oportunidade, aos 41', em que o Gelson surge isolado frente ao Varela e remata por cima. Podem argumentar que boa parte da posse de bola do Benfica foi consentida, pois raras vezes fizeram pressão alta. Mas certamente não pretendiam conceder-nos tantas oportunidades de golo. Não fosse a protecção dos árbitros e a tremenda sorte que tiveram, e seria evidente o falhanço da estratégia adoptada.



Quanto ao Benfica, resultado à parte, demos mais um passo na afirmação do novo modelo de jogo. Muita dinâmica, muitas trocas de posição entre os jogadores da frente (com quantos Cervis jogámos?!), boa reacção à perda de bola e elevada produção de jogo ofensivo. Pena que tenha faltado aquela afinaçãozinha na finalização. Quase saboreávamos dois golões épicos, na bicicleta do Raúl e no remate de pé esquerdo do João Carvalho! Quase saboreávamos um golo justiceiro do Krovi, que bateu no ferro após a mão do Coentrão. Quase saboreávamos um golo caricato num corte do Coates. E outros em que, após ressaltos, "a bola não quis entrar"...

Todos os nossos jogadores foram inexcedíveis. Acreditaram e lutaram até ao fim. Tenho de destacar o já referido Cervi (ou Cervis?) e o enorme Krovinovic. Também o Rafa entrou muito bem, a justificar mais tempo de jogo. E o André Almeida, que jogou em três posições com grande qualidade. Acho que depois do jogo ainda o vi a trocar umas bolas com uns putos, à volta de uma árvore ali para o Alto dos Moinhos. O Jonas não esteve tão bem como de costume na finalização, mas jogou imenso e em todo o campo. 

Mas o melhor foi mesmo o espírito de grupo, a união e a solidariedade de toda a equipa. E a re-união da equipa com os adeptos. A Família Benfiquista presente e representada no Estádio da Luz ontem à noite soube reconhecer o empenho dos nossos jogadores. Deu-lhes aquele acréscimo de energia que ainda nos permitiu marcar aos 90 minutos. Se o golo do empate tem surgido um pouco mais cedo ainda fazíamos o segundo. 

Um atraso de cinco pontos quando falta uma jornada para chegarmos a meio da maratona torna a recuperação difícil, mas não impossível. A margem de erro é agora muito estreita e não podemos desperdiçar nenhum deslize de quem vai à frente. Ficou mais difícil, mas estamos vivos e seguimos lutando!

                            ficha do jogo (aqui)


4 comentários:

  1. Essa do Sporting Clube do Porto é muito boa. E a caricatura da águia a rematar contra aquelas mãos todas é espectacular!
    Agora, realmente está tudo mais difícil. Mas o Benfica tem de jogar sempre assim até ao último jogo da época e depois veremos o que acontece. Não podemos esquecer que o 2º lugar ainda dá direito ao play-off da Liga dos Campeões. Mas o Benfica pode também começar a lançar as bases para a equipa do próximo ano. Com este Jardel assim sem se lesionar estamos bem, pois o crescimento do Rúben Dias será cada vez melhor e dá-nos garantias. Só de pensar que o ano passado ele estava a jogar na 2ª divisão e este ano já defrontou Lukaku, Rashford e agora o Bas Dost. E sempre bem!
    E o meio campo com o Krovinovic cada vez mais patrão? Também pudemos ver ontem que ele pode jogar muito bem no 4-4-2. O João Carvalho a ganhar minutos, mais o Parks, enfim... este Cervi que se desdobra em 4 como referiste e um Zivkovic mais intenso e decisivo... um Rafa renascido... uma ou duas surpresas da equipa B, mais algumas contratações de peso... enfim, temos tudo para fazer uma excelente equipa.
    Mas importante é estarmos sempre unidos como também referiste.
    Carrega Benfica!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Essa questão do Krovi se ter mostrado à vontade no meio campo a dois é muito importante. Em muitos jogos vamos precisar de aumentar a densidade populacional na área adversária e voltar ao 4-4-2, com o Krovi a assumir recuperação e construção.

      Está difícil, mas se jogarmos sempre assim vamos ultrapassá-los! Temos é que dar continuidade.

      Quanto ao futuro a médio-prazo (próxima época e duas seguintes) nunca estive muito preocupado. Com tanta qualidade e tanto potencial, só pode correr bem!

      sporting clube do porto? Como disse o Vedeta da Bola há alguns meses: que se fundam!

      Eliminar
  2. Meu caro,

    na coluna da esquerda tem em falta, 3 - TRÊS - 3, CAMPEONATOS de PORTUGAL.

    O "Campeonato de Portugal" é a tal prova que logo em 1938, a então Direcção da FPF, lavrou em acta ter sido a percussora (premiada com um troféu igual) da TAÇA de PORTUGAL.

    Não sejamos nós Benfiquistas a dar azo a mais uma delirante tentativa de REVISIONISMO da História. do Futebol em Portugal

    O SL BENFICA ao conseguir a duplicação do nº de campeonatos, durante a vigência da sua direcção, leva o psicopata do Lumiar ao DELÍRIO, e ao desespero total.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Artnis,

      Agradeço o reparo. De facto, esses troféus também fazem parte do nosso glorioso palmarés, ainda que raramente referidos. Aliás, partilho da opinião daqueles que defendem que as vitórias na competição então denominada Campeonato de Portugal sejam somadas às alcançadas na Taça de Portugal. Daí que, subtilmente, o tenha sugerido na legenda da imagem referente à 26ª Taça de Portugal (ou 29ª).

      Mas sim, justifica-se uma imagem própria. Amanhã vou ver se descubro alguma porreira.

      Obrigado!
      Saudações Benfiquistas

      Eliminar

Partilha aqui a tua opinião