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"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

OBJECTIVO ALCANÇADO

Os 16 finalistas do ano passado. O Benfica repete a presença.


Quando o Benfica disputa a fase de grupos da Liga dos Campeões o objectivo é conseguir o apuramento para os oitavos de final. Este ano, pela segunda época consecutiva, conseguimos alcançar este importante objectivo.

Duas derrotas com o Nápoles, dois empates com o Besiktas e duas vitórias com o Dinamo de Kiev foram o suficiente e o necessário para garantirmos novamente a presença entre a elite das dezasseis melhores equipas do Velho Continente. Este facto, só por si, é digno de registo e reforça a afirmação europeia do Glorioso Sport Lisboa e Benfica.

Destaco a curiosidade de termos feito sempre o mesmo resultado com cada um dos adversários. Significa que não conseguimos tirar partido do factor casa ou, noutra perspectiva, que não ficámos fragilizados na situação de visitantes. O Benfica não fica a dever nada à sorte na conquista deste apuramento, pelo contrário. O Nápoles foi claramente superior nos dois confrontos connosco, da mesma forma que nós fomos superiores ao Besiktas, apesar dos dois empates. A classificação final do grupo reflecte o valor demonstrado em campo pelos quatro concorrentes.

Independentemente do  que acontecer nos oitavos de final a realizar em Fevereiro, o objectivo europeu do Benfica está alcançado. Tudo o que vier a mais é ganho.

Quanto à forma como podemos olhar para o jogo de ontem, é tipicamente uma situação de copo meio-cheio ou copo meio-vazio. Os mais optimistas e pragmáticos (como eu), tendem a realçar o feito alcançado, menosprezando a derrota. O facto de o resultado na Ucrânia ser conhecido pelos jogadores justifica em parte a exibição da nossa equipa na segunda parte. A aproximação do derby, com o apuramento no bolso, levou os jogadores a poupar esforços e evitar o risco de lesões. Convenhamos, não foi particularmente bonito de ver e não nos enche de orgulho. O ideal seria termos garantido o primeiro lugar do grupo e o prémio de 1,5 milhões de euros, mas o mais importante está feito.

Também nas bancadas me pareceu ter havido uma poupança de esforços no apoio à equipa. Serão estes dados indiciadores de um grande jogo do Benfica e de um verdadeiro Inferno da Luz, frente ao Sporting? Domingo teremos (e daremos) a resposta. 

Lá por optar por destacar o positivo que foi conseguir o apuramento, não deixo de olhar para o nosso momento considerando que há alguns aspectos que merecem uma atenção especial:

André Almeida a lateral esquerdo
Seria altamente improvável que não se notasse uma quebra de qualidade no desempenho desta função, pois estamos a utilizar a terceira opção do plantel para este lugar. A defender a coisa escapa, mais ou menos. A atacar ficamos coxos, pois o André não dá profundidade nem largura pelo flanco e condiciona negativamente o jogo do Cervi. Caso o Grimaldo continue indisponível, seria um abuso baixar o Cervi para lateral esquerdo, jogando o Rafa à sua frente?

Salvio 
Já pede banco. Usa e abusa das jogadas individuais, parece cada vez menos esclarecido nas decisões e são mais as jogadas que "queima" do que aquelas em que consegue desequilibrar a nosso favor.

Pizzi a 8 em jogos mais difíceis 
Não obstante a sua excelente qualidade técnica e visão de jogo na organização, como se impõe num médio centro, tem lacunas graves nos aspectos defensivos. Quando se joga num meio campo a dois, e sobretudo frente a adversários mais complicados, o organizador também tem de ser muito forte defensivamente. O Pizzi é muito macio nos duelos e tem desatenções graves nos posicionamentos. Ontem por ex., o Fejsa tinha a preocupação de marcar o Hamsik, seguramente por indicação de RV, e por isso deslocava-se para a meia-direita do nosso meio-campo. Assim, cabia ao Pizzi fechar no meio, na posição 6. Foram várias as situações em que se distraíu e chegou atrasado a esta dobra, abrindo espaço à frente dos nossos centrais. Com o Sporting, uma alternativa seria o Samaris jogar com o Fejsa no meio e o regresso do Pizzi à direita.

Estou certo que estas e outras questões serão devidamente abordadas pela equipa técnica e teremos no Domingo um Benfica mais próximo do melhor que já mostrou esta época.

Domingo é mesmo para GANHAR!!

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