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"SE TODAS AS BATALHAS DA HUMANIDADE SE TRAVASSEM APENAS NOS CAMPOS DE FUTEBOL, QUÃO BELAS SERIAM AS GUERRAS!" (Augusto Branco)

sábado, 3 de dezembro de 2016

SEMPRE EM MÁ ALTURA



"Algum dia teríamos de perder" - disse Rui Vitória no final do Marítimo 2 - Benfica 1. Uma derrota vem sempre em má altura, mas esta é particularmente inoportuna. Na jornada anterior a um derby, numa semana com três jogos, numa altura em que podíamos cavar um fosso que nos daria uma distância interessante para os nossos perseguidores, esta derrota cai muito mal.

Não é por acaso que é tão raro perdermos um jogo nas competições nacionais - não acontecia desde Fevereiro. É necessária a conjugação de vários factores adversos que, felizmente para nós, dificilmente se verificam em simultâneo. Foi o que aconteceu ontem no Caldeirão dos Barreiros:

- Uma entrada apática da nossa equipa.
- Uma excelente e surpreendente abordagem ao jogo por parte do adversário. Ao jogar sem um ponta-de-lança de referência, o Marítimo criou zonas de indecisão na nossa defesa que se revelaram fatais.
- Sorte madrasta e falta de eficácia na finalização.
- Permissividade do árbitro com a excessiva dureza dos ilhéus e conivência com o anti-jogo a partir do meio da segunda parte.

Interessa mais focarmos a nossa análise naquilo que depende de nós e fizemos mal. Desde logo, a abordagem inicial. Os nossos jogadores entraram a meio-gás, com ritmo baixo e demasiado "macios" nos duelos. Isto serviu para alimentar a esperança dos jogadores do Marítimo, que traziam a lição bem estudada para condicionar o nosso início de construção. Para além do golo aos 4 min, tiveram uma dupla oportunidade aos 19 min. e um canto perigoso pouco depois.

Só nos últimos 15, 20 min. da primeira parte começámos a tomar as rédeas do jogo. Aos 27 min. empatámos e o resultado ao intervalo deixava-nos todas as hipóteses de ainda sacarmos os três pontos. A segunda parte foi completamente diferente. O Marítimo remeteu-se à defesa e deixou de criar perigo. Faz um golo de canto aos 69 min. Nós criámos diversas oportunidades - contabilizo cinco situações de golo iminente - mas a sorte não quis nada connosco e também faltou frieza no momento da finalização.

Pior do que os golos que não marcámos foram as oportunidades que permitimos, mormente na primeira parte.

Agora não há tempo para grandes lamentações. Terça-feira temos jogo decisivo na Champions e espero que o Inferno da Luz possa desequilibrar a nosso favor. Lá estarei, fazendo por isso!


Marítimo 2 - Benfica 1


3 comentários:

  1. Miguel, vou-te deixar um número para pensares: 10. Depois, direi o que isso significa. Tem a ver com este encontro.

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  2. 10?

    Pode ser o número total de oportunidades e semi-oportunidades do Benfica?
    Pode ser o nº de minutos de compensação que o árbitro devia ter dado?
    Ou então outra coisa que aguardo saber, com curiosidade.

    Obrigado!



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  3. Ah, e também pode ser o nº de meses desde a última derrota em competições nacionais...

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